Sempre que os tropeços do coração te levarem
ao chão, não contenha as lágrimas, elas lavam a alma e arejam a mente; pois
apesar do peso no peito, aos poucos, elas vão refazendo o ânimo, e entre
suspiros cortados, o coração e a razão conversam a dois, e juntos, vão te
mostrando como fazer a junção dos cacos. E talvez até te façam descobrir que, o
que achavas ser a parte que te fazia inteiro, faltava nele a pureza no que
dizia. Por isso, não se veja vencido; recolha-se, e ouça este coração fendido,
ele necessita segredar sussurros que escapam com seu lagrimar. Não lhe permita
que se esvazie destes sentimentos, pois sem eles o peito seca, e seco, não pode
germinar novos desejos. Tente convencê-lo de que as quedas de um aprendiz
machucam, mas cicatrizam, e servem para amadurecer o equilíbrio no desviar dos
espinhos. Diga-lhe que nos entremeios dos momentos insípidos, surgem essências
capazes de regenerar e reerguer o que se esfacelou. Diga-lhe que, aquele que
sofre por um desejar quebrado, também é capaz de remontar os pedaços e se
irrigar para um novo desabrochar. Não deixe o seu mundo desabar por quem, a
quem o teu olhar tanto falou com a linguagem do coração, e ele não sentiu,
apenas ouviu... se ouviu.
A força que você tem dentro de si é fonte geradora de energia, de vida e de amor. Para ela não existe tarefa impossível. Renove a cada dia a força interior e agradeça a Deus por esse dom que lhe dá infinita paz e capacidade de superar qualquer obstáculo.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
TANGÊNCIA
Pobre daquele que a
vida resolve brincar com seus sentimentos, traçando rabiscos que fazem cruzar
no seu caminho, pessoas que cruciam seu peito e o faz lacrimar, e se vão como
se para elas tivesse sido apenas um tangenciar. Culpa delas? Não! Mas de alguém
que coloca num peito, um coração “bobo” que, por amor, é capaz de sangrar. E o
pior, é que, quando aquele pensa ter se recomposto, ela, a vida, mais uma vez
rabisca e o faz pensar: agora é o lado a lado, não é mais um cruzar. E assim,
esse “gracejar” da vida vai machucando e fazendo murchar; vai esvaziando o
vigor e ressecando os condutores que fazem brotar a essência naquele que
necessita recomeçar. Em cada acordar da queda, o reconduzir-se é cambaleante;
pois neste ferir-se e cair, se foram pedaços, e para reconstituí-los é preciso
tropeçar em alguém, que seja andarilho da mesma estrada, e que ande no mesmo
sentido do seu caminhar.
Autoria:
Josué Firmino dos Santos
sábado, 21 de maio de 2016
REVIVER
Quando a vida me faz cair e arrasta-me por veredas, as quais não traçaria no meu trajeto a caminhar, e me sinto estar sendo consumido pelo vácuo do peito, sou levado a me recolher, e este recolhimento aponta-me o teu colo, no qual, choro baixinho aos ouvidos do teu coração, quando os cochichos deste, acalentando-me, me recompõem e me fazem ver que as quedas, são apenas rascunhos de uma página que juntos, passando a limpo, iremos escrever.
Autoria:
Josué Firmino dos Santos
quinta-feira, 19 de maio de 2016
SE REFAZER É PRECISO
Quando a vida tirar de ti a razão de ser e
sentir, diga-lhe que já não te surpreende. Que há muito a mesma já não é sua
razão de viver; que ser ou está com o que ela te proporciona, não é atrativo
nem te causa lamento se a mesma tirar o resto que aparenta ter a te oferecer.
Com o amadurecer aprendi que, quando ela, de
forma alheia aos sentimentos, tira de mim quem mais estimo, prezo ou amo, eu,
para sobreviver, reviro e vasculho a fé onde, por falta de fertilidade, achava
ser improdutiva; quando ela, de forma apática, tira de mim meu xodó e
bem-querer, tento compensar me aliando ao tempo para refazer meu caminho. Sei
que vencê-la não posso e ser seu boneco de manipulação, feito um títere, é o
que lhe compraz, mas, mesmo tonto, busco lhe mostrar que enquanto aqui ela me
permitir, vou, aos trampos, tentando sair dos barrancos, os quais me ofertou,
sem me alienar aos seus preceitos, e lhe dizer que sou muito maior que sua
mesquinhez. Que mesmo me fazendo em cacos, serei inteiro e eterno na mente e no
coração daqueles que, ao contrário dela, aprenderam me amar.
Autoria:
Josué Firmino dos Santos
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