domingo, 4 de março de 2012

DIA DE LUZ



O despertador toca e você acorda. Abre os olhos e torna a contemplar as mesmas cenas do ontem.
Pela sua mente ágil, as dores sofridas passam em cenário cinematográfico.
Você sente o corpo dolorido e cansado. Na boca, o gosto da amargura lhe fere o paladar, como gotas de fel.
Novo dia... contudo, embora a noite de sono, não serão novas as lutas.
Os problemas financeiros não se solucionaram no intervalo de algumas horas. A enfermidade que se abateu em seu lar não partiu. Ao contrário, você a sente mais presente do que nunca, nos gemidos que já lhe chegam aos ouvidos.
Há que erguer-se do leito e retornar às lutas. A mesma luta.
Você sente desânimo e pensa: “por que não me tirou Deus a vida, enquanto dormia? Sinto-me exausta, não desejo mais sofrer, nem lutar.”
No entanto, os minutos correm céleres e há que retornar as atividades.
Entre a tristeza e o desalento, você se ergue e abre a janela. Neste instante, o sol lhe bate em cheio na face e inunda o seu quarto. Faz-se luz e a luz espanta as trevas.
É novo dia, informa-lhe o sol. Há alegria no ar; cantam os pássaros. A brisa da manhã o envolve e a natureza toda o convida a reformular suas disposições íntimas.
Pare um instante. Encha com o ar renovado da manhã seus pulmões. Respire profundamente. Contemple o azul do céu e dirija ao Criador a sua prece.
Faça uma prece de gratidão por mais um dia na carne. Em vez de rogar a Deus que o tire do corpo, rogue-lhe forças para o combate.
É dia novo. Você não pode imaginar o que a Divindade lhe reservou para hoje. Pense em quantas pessoas almejariam estar em seu lugar, agora.
Enfermidade, dor, desemprego são problemas a serem administrados e equacionados, ao longo da existência.
Recorde que a Divindade lhe providenciou um dia de luz para você treinar, outra vez, disciplina, paciência, perdão.
Não perca a oportunidade. Não jogue fora as chances de crescimento e resgate.
E hoje, enquanto você sofre, luta e espera, alegre-se com os sons da vida, com o sorriso das crianças, com o colorido da natureza que o Pai dispôs especialmente para você.
Sorria. As lutas poderão ser semelhantes, mas não idênticas. Porque dia como este nunca houve e não haverá outra vez.
Deus não se repete. Detenha-se a descobrir detalhes e observe a riqueza que o circunda.
Amigos, colegas, brincadeiras, abraços. Nada será igual ao que já foi. Desfrute deste dia integralmente, porque dia igual a este só se vive uma vez.
Cada dia é bênção nova. Cada minuto é oportunidade espontânea de crescimento.

sábado, 3 de março de 2012

INSTRUÇÕES

Um dia pedi a DEUS instruções para viver na terra.
DEUS encostou a sua boca ao meu ouvido e disse:
Sê como o Sol! Levanta-te cedo e não te deites tarde!
Sê como a lua, brilha na obscuridade! Porém submete-te à luz principal!
Sê como os pássaros! Come, bebe, canta e voa!
Sê como as flores! Enamoradas pelo sol, porém fiéis às suas raízes
Sê obediente e fiel ao teu DEUS! Mais do que os animais de estimação são ao seus donos!
Sê como a fruta! Bela por fora e saborosa por dentro
Sê como o dia! Que chega e parte, sem querer dar nas vistas!
Sê como o oásis! Dá a tua água ao sedento!
Sê como a lanterna! Mesmo pequena emite luz própria!
Sê como a água! Boa e transparente!
Sê como o rio! Caminha e dá caminho!
E acima de tudo sê como o céu! A MORADA DE DEUS
Enviado por Carlos Varoli do Blog
Carlos Espírita e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

sexta-feira, 2 de março de 2012

ANJOS NA VIELA

Uma história verdadeira.
Diane, uma jovem estudante universitaria cristã, estava em casa naquele verão. Foi visitar alguns amigos nesse noite e a conversa animada um pouco mais longa do que planejara, fez com que as horas avançassem noite adentro e se fez muito tarde para retornar caminhando sozinha até sua casa. Mas não tinha medo, porque morava numa cidadezinha pequena e tranquila a poucos quarteirões dali.
Enquanto caminhava até sua casa, pediu a Deus que a mantivesse a salvo de qualquer mal ou perigo. Quando chegou a uma viela que utilizava como atalho para chegar mais rápido até sua casa, resolveu ir por ali.
Quando estava na metade da ruazinha, notou um homem parado no final dela e parecia que a estava esperando.
Diane ficou nervosa e começou a rezar pedindo proteção a Deus. Neste instante, um sentimento de tranquilidade e segurança a envolveram, sentiu como se alguém estivesse caminhando junto dela, chegou ao final da viela e foi caminhando justamente na direção onde o homem se encontrava, mas nada aconteceu chegando bem na sua casa.
No dia seguinte leu no jornal, que uma moça havia sido estuprada naquela mesma viela, uns 20 minutos depois que ela passara por ali.
Sentindo-se mal por essa tragédia e pensando que poderia ter sido com ela, começou a chorar dando Graças a Deus por tê-la cuidado e lhe rogou que ajudasse a outra jovem. Decidiu então ir à delegacia de polícia, acreditando que poderia reconhecer o homem e lhes contou sua historia.
O delegado lhe preguntou se estaria disposta a identificar o homem que havía visto na noite anterior naquela viela. Prontamente acedeu e sem duvidar reconheceu o homem em questão. Quando o homem soube que tinha sido identificado, rendeu-se e confessou.
O Delegado de polícia agradeceu a Diane pela sua valentia e lhe preguntou se havia algo que pudesse fazer por ela, então pediu que perguntassem ao homem, porque não havia atacado-a, quando passou pela mesma viela. Quando o Delegado perguntou ao homem, ele respondeu: "Porque ela não estava sozinha, haviam dois homens altos caminhando um de cada lado"
Moral da historia?
Não subestimes o poder de uma oração.
Dá calafrios não é?
Enviado por Roy Lacerda do blog
MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

quinta-feira, 1 de março de 2012

FUJA!

Fuja!
Da palavra vazia e recorra ao verbo criador, use de palavras que transmitam esperança.
Elogie mais, fale menos de problemas.
Na crítica, use o amor.
Fuja!
Das sensações vulgares dos prazeres que viciam.
Busque preencher-se com as emoções duradouras do servir sem esperar nada em troca.
Fuja!
Dos caminhos fáceis que levam à perda da dignidade.
Busque o trabalho que constrói, o estudo que dignifica e nos leva a sonhar, e a sonhos que levam à realização.
Fuja!
Das facilidades, das reclamações, das acusações fúteis, de arrumar culpados para cada um dos nossos problemas.
Busque o autoconhecimento, busque reconhecer em si mesmo as qualidades e defeitos que o fazem especial.
Fuja!
Do desânimo que assola os desesperados, dos que se perdem em promessas vãs, use a fé sobrenatural, aquela que tem a certeza da solução, que crê, realmente, no poder superior de Deus.
Fuja!
Das paixões proibidas, daquelas que ferem a sua dignidade, que humilham, que só oferecem migalhas.
Busque o amor que se revela simples, que tudo oferece, que se mostra. Pois enquanto a paixão é fogo que consome e apaga, o amor é fogueira perene, que nunca se apaga e aquece a alma e o coração para sempre.
Fuja!
Dos que não acreditam na sua capacidade de reagir e lutar, busque a companhia dos vitoriosos.
Busque exemplos de quem saiu de situações muito piores que a sua, e siga essa estrada.
Vai nessa certeza: Deus é contigo, e nada poderá deter a sua vitória.
Só não fuja de você mesmo. Descubra-se e revele-se para o mundo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A GRAVIDEZ DA AMIZADE

Toda amizade é uma história particular. É uma história de conquista.
Primeiro, descobre-se o outro. Todo mundo parece igual, mas não é. E é justamente essa coisinha diferente em cada um que torna cada pessoa única. E de repente ali está a sementinha da amizade fecundada. A gestação começa.
São pedacinhos de nós que vão ficando nas conversas e pedacinhos do coração do outro que vão caminhando para dentro da gente.
Há os risos e os sorrisos, a partilha de coisas simples ou de coisas importantes.
As descobertas, cheias de surpresas muitas vezes. A voz calada que pensa, não diz nada... adivinha!
Fazemos ideia imediata de uma pessoa ao primeiro contato. Julgamos? Talvez. E só os próximos dias, horas ou instantes vão nos dizer se julgamos certo.
Acontece de nos enganarmos em certos pontos e quantas vezes não bendizemos isso! Claro que ninguém gosta de estar enganado.
Mas quando descobrimos um palhacinho por detrás de uma pessoa séria e reservada é maravilhoso saber que pudemos nos enganar. Se todos os enganos fossem assim abençoados!
A sensibilidade do outro nos toca. Dá até vontade de chorar. Não sabemos direito o porquê de nos sentirmos próximos de alguém assim tão longe, tão diferente e tão igual. Mas amizade, como o amor, não se questiona. Vive-se dela e para ela.
É preciso dar tempo ao tempo para se saber cativar e ser cativado. Quando saímos às pressas sempre temos o risco de deixar alguma coisa esquecida. Mas se tivermos tempo de olhar bem, refletir, conversar, conversar e conversar, e rir e brincar e ficar em silêncio!
Se deixarmos que essa flor nasça cuidadosa e docemente, aos poucos ela vai vendo a luz do dia. Maravilhando-se.
Contemplando o outro com novos olhos, ou nova maneira de olhar. Tudo vira encanto!
Que o outro ria de mim ou para mim, mas que ria! Gargalhe, faça festa! Que eu seja um pouco responsável por esse rosto iluminado, por essa vontade de viver e de ver o que virá depois.
Bendita seja essa gestação amiga! Sem prazo, sem tempo, sem hora marcada! Bendita seja essa amizade, prova de que Deus se faz conhecer através das pessoas que alcançam nosso coração.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A LUA QUE NÃO DEI

Compreendo pais – e me encanto com eles – que desejariam dar o mundo de presente aos filhos. E, no entanto, abomino os que, a cada fim de semana, dão tudo o que os filhos lhes pedem nos shoppings onde exercitam arremedos de paternidade. E não há paradoxo nisso. Dar o mundo é sentir-se um pouco como Deus, que é essa a condição de um pai. Dar futilidades como barganha de amor é, penso eu, renunciar ao sagrado.
Vou narrar, por me parecer apropriado à croniqueta, o que me aconteceu ao ser pai pela primeira vez. Lá se vão, pois, 45 anos.
Deslumbrado de paixão, eu olhava a menina no berço, via-a sugando os seios da mãe, esperneando na banheira, dormindo como anjo de carne.
E então, eu me prometia, prometendo-lhe: ‘Dar-lhe-ei o mundo, meu amor.’
E não lho dei...
E foi o que me salvou do egoísmo, da tola pretensão e da estupidez de confundir valores materiais com morais e espirituais.
Não dei o mundo à minha filha, mas ela quis a Lua. E não me esqueço de como ela pediu a Lua, há anos já tão distantes.
Eu a carregava nos braços, pequenina e apenas balbuciante, andando na calçada de nosso quarteirão, em tempos mais amenos, quando as pessoas conversavam às portas das casas.
Com ela junto ao peito, sentia-me o mais feliz homem do mundo, andando, cantarolando cantigas de ninar em plena calçada.
Pois é a plenitude da felicidade um homem jovem poder carregar um filho como se acariciando as próprias entranhas. Minha filha era eu e eu era ela.
Um pai é sim, um pequeno Deus, o criador. E seu filho, a criatura bem amada.
E foi, então, que conheci a impotência e os limites humanos. Pois a filhinha – a quem eu prometera o mundo – ergueu os bracinhos para o alto e começou a quase gritar, assanhada, deslumbrada: ‘Dá, dá, dá...’
Ela descobriu a Lua e a queria para si, como ursinho de pelúcia, uma luminosa bola de brincar.
Diante da magia do céu enfeitado de estrelas e de luar, minha filha me pediu a Lua e eu não puder dar.
A certeza de meus limites permitiu, porém criar um pacto entre pai e filhos: se eles quisessem o impossível, fossem em busca dele.
Eu lhes dera a vida, asas de voar, diretrizes, crença no amor e, portanto, estímulo aos grandes sonhos.
E o sonho da primogênita começou a acontecer, num simbolismo que, ainda hoje, me amolece o coração. Pois, ainda adolescente, lá se foi ela embora, querendo estudar no exterior.
Via-a embarcar, a alma sangrando-me de saudade, a voz profética de Kalil Gibran em sussuros de consolo: ‘Vossos filhos não são vossos filhos, mas são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Eles vêm através de vós, mas não de nós. E embora vivam convosco, não vos pertencem (...) Vós sóis os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.’
Foi o que vivi, quando o avião decolou, minha criança a bordo. No céu, havia uma lua enorme, imensa. A certeza da separação foi dilacerante. Minha filha foi buscar a lua que eu não lhe dei.
E eu precisava conviver com a coerência do que transmitira aos filhos: ‘O lar não é o lugar de se ficar, mas para onde voltar.’
Que os filhos sejam preparados para irem-se, com a certeza de ter para onde voltar quando o cansaço, a derrota ou o desânimo inevitáveis lhes machucarem a alma.
Ao ver o avião, como num filme de Spielberg, sobrear a Lua, levando-me a filha querida, o salgado das lágrimas se transformou em doçura de conforto com Kalil Gibran.
Como pai, não dando o mundo nem a lua aos filhos, me senti arqueiro e arco, arremessando a flecha viva em direção ao mistério.
Ora, mesmo sendo avós, temos, sim e ainda, filhos a criar, pois família é uma tribo em construção permanente. Pais envelhecem, filhos crescem, dão-nos netos e isso é a construção, o centro do mundo onde a obra da criação se renova sem nunca completar-se.
De guerreiros que foram, pais se tornam pajés. E mães, curandeiras de alma e de corpo. É quando a tribo se fortalece com conselheiros, sábios que conhecem os mistérios da grande arquitetura familiar, com régua, esquadro, compasso e fio de prumo. E com palmatória moral para ensinar o óbvio: se o dever premia, o erro cobra.
Escrevo, pois, de angústias, acho que angústias de pajé, de índio velho. A nossa construção está ruindo, pois foi feita em areia movediça.
É minúsculo o mundo que pais querem dar aos filhos: o dos shoppings.
E não há mais crianças e adolescentes desejando a lua como brinquedo ou como conquista.
Sem sonhos, os tetos são baixos e o infinito pode ser comprado em lojas.
Sem sonhos, não há necessidade de arqueiros arremessando flechas vivas.
Na construção familiar, temos erguido paredes. Mas dentro delas, haverá gente de verdade?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

AMOR, RESPEITO E LIBERDADE!

Aquilo que existe em mim e faz parte de mim, pode ser transformado, se eu quiser.
Aquilo que é do outro só pode ser transformado por ele e será compreendido e aceito por mim, dentro dos meus limites, se existir respeito.
Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz se houver liberdade.
Não posso afirmar: “Aquilo que o outro fez ou disse me feriu.”
Eu é que me feri com Aquilo que ele fez ou disse. Tenho opções.
Eu sou dono das minhas emoções, sensações e sentimentos.
Também das minhas atitudes, pensamentos e palavras!
Maravilha...
Não é coerente dizer que fiz algo para alguém só porque alguém fez isso comigo primeiro.
Se eu agisse assim eu seria apenas resposta e eco sem vida.
É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir.
É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações e se faço algo, sou o responsável. Por isso, tenho escolhas.
Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro. É meu direito.
Busco o AMOR em sua mais bela expressão e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro.
Amém...
Quero amar com liberdade!
Quero amar com plenitude!
Quero Amar antes de tudo, porque é bom.
AMAR com RESPEITO e LIBERDADE!
Texto enviado por Roy Lacerda do blog
MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

CAMINHOS PARA A FELICIDADE

- “Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar.” (La Rochefoucald)
- “A felicidade não é uma estação de chegada, mas um modo de viajar.” (M. Ruberck)
- “Procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso.” (Platão)
- “Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”. (Dalai Lama)
- “O bem que fizemos na véspera é o que nos traz a felicidade pela manhã.” (Provérbio Hindu)
- “... A ventura é um “estado de espírito” e não fruto da posse ou propriedade particular... as coisas inanimadas ou provisórias, jamais podem proporcionar a felicidade para quem é eterno!” (Ramatis / H. Maes)
- “As alegrias que brotam do mundo dos sentidos encerram germes de futuras tristezas; vêm e vão; por isso, ó príncipe, não é nelas que o sábio busca sua felicidade.” (Bhagavad Gita)
- "Na realidade, são nossas atividades conformes à excelência que nos levam à felicidade, e as atividades contrárias nos levam à situação oposta". (Aristóteles)
- “Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos...” (W. Shakespeare)
- “Essa é a verdadeira chave para a vida: se modificares a tua mentalidade, tuas condições se modificarão também – teu corpo irá modificar-se; tuas atividades rotineiras irão modificar-se; teu lar irá modificar-se; toda a tônica da tua vida irá modificar-se – pois o estares feliz e contente ou deprimido e infeliz, depende inteiramente do tipo de alimento mental de que te nutres.” (Emmet Fox)
- “A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se acha.” (Allan Kardec in “Revue Spirite” - março/1865)
- “O autoconhecimento é o começo da sabedoria, em cuja tranquilidade e silêncio se encontra o Imensurável.” (Krishnamurti)
- “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão dadas por acréscimo.” (Jesus – Mateus 6: 33)
- “Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.” (Mahatma Gandhi)
- “Se queres colher doce paz e descanso, discípulo, semeia com sementes do mérito os campos de futuras colheitas.” (H.P. Blavatsky)
Enviado por Carlos Varoli do Blog
Carlos Espírita
e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ETAPAS DO DESTINO: A ESTRELA DE CADA UM

Não há nenhum de nós que nunca tenha acreditado, pelo menos uma vez, que a vida não é justa com todos.
O que nos falta é compreender que não há lições iguais para todos e, menos ainda, experiências iguais, porque cada um tem que aprender o que precisa para que se cumpra o seu destino, e há um único destino “por cabeça”.
É sempre necessário confiarmos na vida. Ela não é injusta com ninguém. Vida é sinônimo de Deus.
Podemos, talvez, perder algo valioso ou um ente amado ou um amigo muito querido, entre tantas outras coisas.
De fato, não é fácil aceitarmos isso com naturalidade, mas é imprescindível que aprendamos a entender e aceitar as perdas em nossas vidas.
Há sempre razões para atravessarmos as dificuldades que atravessamos, mas são razões que ainda não nos é permitido conhecer. Certamente, nós não as compreenderíamos e a dor poderia ser maior.
Deus sabe qual é nossa “carga máxima” e não nos dá aquela que não somos capazes de carregar.
Se você está numa situação dolorosa e tem certeza de ter chegado ao limite de suas forças e de já ter feito tudo que podia fazer, creia: dessa vez você está livre e mais uma prova está cumprida. É chegado o fim de mais uma etapa na Escola da Vida.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

APERTO DE MÃO


Você se lembra da sua infância, quando caía e se machucava?
Lembra o que sua mãe fazia para acalmar a dor?
Minha mãe me levava no colo até sua cama e beijava meu machucado. Então, ela sentava ao meu lado, pegava minha mão e falava: “Quando doer, aperta minha mão e vou dizer: Eu te amo!”
Era sempre assim: eu apertava sua mão e, sem falhar uma sóvez, ouvia: “Filho, eu te amo!”
Às vezes eu fingia ter me machucado só para passar por esse ritual com ela.
À medida que fui crescendo, o ritual mudou, mas minha mãe sempre encontrava um modo de diminuir a dor e aumentar a alegria em qualquer área da minha vida.
Numa época difícil, ela tinha sempre meus chocolates preferidos, recheados com amêndoas, quando eu chegava em casa.
Lá pelos meus vinte e poucos anos, mamãe muitas vezes telefonava num fim de tarde convidando-me para vermos o pôr-do-sol ou o nascer da lua.
Deixava bilhetinhos amorosos sobre meu travesseiro quando eu chegava tarde em casa e, quando fui morar sozinho, mandava-me lembrancinhas, agradecendo as visitas que eu lhe fazia.
Mas minha melhor lembrança continuou sendo ela segurando minha mão quando eu era pequeno e repetindo: Quando doer, aperta minha mão e vou dizer: Eu te amo!”
Eu já tinha trinta e tantos anos quando uma manhã meu pai telefonou para o meu trabalho.
Era um homem seguro e lúcido, mas a voz soava confusa e amedrontada. “Filho, há algo errado com sua mãe. Já chamei o médico, mas, por favor, venha logo que puder!”
Quando cheguei, papai andava de um lado para outro na sala e mamãe estava deitada no quarto, olhos fechados, as mãos sobre o estômago.
Chamei por ela, tentando manter a voz o mais calma possível.
Disse-lhe que eu estava ai e ela me perguntou: “É você, filho?” Respondi que sim.
Eu não estava preparado para a próxima pergunta e, quando a ouvi, congelei, sem saber o que responder.
“Filho, eu vou morrer?”
Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto olhava minha mãe querida ali, deitada, tão desamparada.
Ao tentar descobrir o que responder, pensei: “O que mamãe diria num momento desses?”
Hesitei por um instante, esperando que as palavras viessem.
Disse-lhe: “Mamãe, não sei se você vai morrer, mas fique tranqüila, tudo acabará bem!”
Apertei sua mão e disse-lhe: “Eu amo você!”
Ela gemeu: “Filho, sinto tanta dor!”
Mais uma vez fiquei sem saber o que falar. Sentei a seu lado na cama e me ouvi dizendo: "Mamãe, quando doer, aperta minha mão e vou dizer: Eu te amo!”
Ela apertou minha mão. “Mamãe, eu te amo!”
Essa cena se repetiu muitas vezes durante os dois anos seguintes, até seu falecimento.
Nós nunca sabemos quando virão os momentos em que seremos testados. Mas sei que, quando chegarem, com quem quer que eu esteja, oferecerei o ritual de amor de minha mãe: “Quando doer, aperta minha mão e vou dizer: Eu te amo!”
Texto enviado por Roy Lacerda do blog
MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NA VIDA TUDO PASSA


Não apresse o rio – diz um pensamento hindu.
A vida tem seu próprio ritmo e suas próprias regras.
Ninguém muda coisa alguma, se não tiver a paciência necessária.
Mas, para viver em paz durante o tempo em que a vida age processando as mudanças, é preciso saber viver as coisas como elas são, enquanto elas assim forem.
Em outras palavras, é preciso saber aceitar o inevitável, enquanto ele for uma realidade em sua vida.
Ser feliz é algo que depende de você aceitar que tudo o que está na sua vida hoje, tem uma razão para estar ali.
E vai passar, no seu devido tempo.
Nesta vida nada é por acaso. Tudo tem uma razão de ser.
E mais: nesta vida tudo passa.
Quando cessa a necessidade de um acontecimento em nossa vida, quando aprendemos a lição que há para nós nesse acontecimento, então ele se vai.
Ele passa e dá lugar a novos acontecimentos, com novas lições de vida.
A vida é um renovar constante, é uma lição contínua.
Na vida tudo passa! As coisas boas passarão, mas também, as coisas ruins passarão.
Por isso a felicidade vem do bom senso de aceitar o inevitável, com a paciência necessária para esperar que tudo passe.
A partir do momento que paramos de gastar energia lutando contra o inevitável – e damos à vida o tempo necessário para resolver esse problema –, passamos a acumular condições para transformar a nossa vida em algo melhor.
Passamos também a ver com mais clareza onde usar essa energia economizada.
Tudo começa a ter então, uma perspectiva melhor.
E isso favorece a felicidade. Seja mais feliz, aprendendo as lições de cada acontecimento e tendo a tranquilidade de saber, que:
“Tudo passa após cumprido o seu propósito em sua vida”.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MAMÃE NÃO TEM NAMORADO

Ontem estive na casa de meu tio e me diverti muito.
Vi minha prima se preparando para a chegada de seu namorado.
Arrumou os cabelos e se perfumou, colocou uma roupa alegre e jovial.
E correu de um lado para o outro vistoriando tudo detalhadamente, para que seu amor não encontrasse nada fora de lugar.
O namorado chegou cheiroso usando uma loção especial.
E quando seus olhos se encontraram parecia que os dois estavam flutuando no ar.
Minha prima logo lhe ofereceu algo para beber e apressou-se a apresentar algumas guloseimas que ela mesma preparou durante a tarde.
Ele elogiou tudo que ela preparou e agradeceu pelo delicioso jantar.
Logo sentaram-se e passaram a brincadeiras e sorrisos por um longo tempo.
Nos momentos em que puderam ficar sós na sala escutaram um ao outro sem perder detalhes de sua conversa e sem soltarem as mãos.
Assim ficaram até a despedida que aconteceu quando meu tio começou a andar de um lado para o outro falando que já estava ficando tarde.
Voltei para minha casa e no dia seguinte perguntei a minha mamãe: - mamãe, quem é o teu namorado?
Ela sorriu e disse que seu namorado é o meu papai.
Eu retruco que não é o meu papai e que a pergunta é séria, mas ela insiste, reafirmando que seu namorado é o meu papai.
Ora, mamãe, como é que teu namorado é o meu papai se nunca o vi chegar com flores ou chocolates?
Como é que teu namorado é o meu papai se ele só te dá presentes no teu aniversário e no natal e nunca o vi dar um presente só por estar chegando em casa?
Como é que teu namorado é o meu papai se nunca te preparas ou melhoras teu vestir quando o papai está para chegar em casa depois do trabalho?
E nem ele sorri encantado quando olha para ti?
Como é que teu namorado é meu papai se não corres para ajeitar o penteado ou retocar o batom quando ouves o ruído da chegada dele e apenas te voltas para dizer um “alô“.
E o meu papai ao invés de dizer “oi meu amor” diz apenas “que dia duro tive hoje”.
E troca logo de roupa procurando ficar mais confortável em frente à televisão?
Como é que meu papai é teu namorado se não perguntas o que ele gostaria de jantar e sim exclamas - o quê, queres jantar?
E quando espero meu papai dizer “que bonita estás“, ele pergunta onde está o controle remoto da televisão.
Os namorados dizem coisas românticas. Eles dizem “como te amo” ao invés de perguntar “foste ao banco?”
Minha prima e seu namorado não param de se olharem.
Mas quando mamãe passa em frente da televisão, papai se inclina para não perder o que está na tela.
Eu acho que ela me disse que eles são namorados para eu não saber que romperam o namoro logo depois que casaram.
Na verdade, meu papai não tem namorada e minha mamãe não tem namorado - que aborrecido isso, são apenas marido e mulher.
Enviado por Jorge do blog Nectan Reflexões
e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

AGRADECENDO AO UNIVERSO

Tenho percebido que o Universo ama a gratidão.
Assim, quanto mais agradecido você for, maiores serão os benefícios que obterá.
Quando digo benefícios, não me refiro apenas a objetos materiais, mas também incluo, entre eles, todas as pessoas, lugares e experiências que tornam a vida tão maravilhosamente digna de ser vivida.
Você tem consciência de que está bem quando a sua vida é plena de amor e alegria, saúde e criatividade, e você encontra todos os sinais abertos para dar prosseguimento a suas tarefas ou empreendimentos.
É desta maneira que nossas vidas devem ser vividas.
O Universo é um doador generoso, abundante, e que gosta de ser apreciado.
A gratidão põe em ação mecanismos para que se tenha mais motivos para sentir gratidão. Ela aumenta a abundância da vida que você tem.
A falta de gratidão, ou as queixas, nos dão poucos motivos para que nos regozijemos.
Os que vivem se queixando sempre acham que têm poucas coisas boas em suas vidas ou, então, não usufruem do que têm.
O Universo sempre nos dá aquilo que fazemos por merecer.
Muitos de nós foram educados para olhar apenas para o que não têm, e sentir a falta destas coisas.
Somos produtos da crença na escassez e assim ficamos nos indagando por que nossas vidas são tão vazias.
Nós devemos ser gratos até pelas lições que recebemos.
Não fuja das aprendizagens, pois elas são pequenos pacotes que envolvem tesouros que nos foram oferecidos.
Na medida em que formos aprendendo com elas, nossas vidas sofrerão uma transformação para melhor.
Utilizemos o máximo de tempo que pudermos agradecendo, diariamente, tudo de bom que há em nossas vidas.
Se você recebe pouco agora, irá receber mais.
Se você já possui uma vida de abundância, está será intensificada.
É uma situação de lucro – você está feliz, e o Universo está feliz.
A gratidão multiplica a abundância.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

PENSAMENTOS


(De tudo o que possuis, o teu sorriso é o que mais te valoriza!)
(Não é a recompensa o que eleva a alma, mas sim o esforço que custou essa recompensa.)
(A forma do teu corpo conta pouco, a do teu cérebro conta mais, mas a do teu coração conta acima de tudo!)
(A vida deve ser enriquecida com muitas amizades, porque a maior felicidade é amar e ser amado!)
As palavras gentis podem ser curtas e fáceis de dizer, mas elas ressoam até ao infinito!)
(A caridade vê a necessidade, mas não a causa que a produz.)
(Onde há amor, há também Deus.)
(O momento de ser feliz, é agora.)
(A felicidade não depende do que nos acontece, mas da nossa maneira de perceber o que nos acontece.)
(Procura fazer isto: Encontra o lado positivo de tudo que parece negativo.)
(Sept jours sans rire nous affaiblit!) (Sete dias sem rir debilita-nos!)
(A vida é feita de uma sucessão de lições que devem ser vividas para serem compreendidas!)
(Confia nos outros e eles serão sinceros contigo; trata-os bem e eles dar-te-ão o melhor de si mesmos!)
(Recompensa os comportamentos que desejas ver repetidos!)
(Se a única oração que disseste toda a tua vida é um simples «obrigado», isso foi suficiente!)
(A melhor coisa que podes fazer por alguém, não é limitares-te a partilhar com ele as tuas riquezas, mas sim fazê-lo descobrir as suas próprias!)
(O amor cura do mesmo modo aquele que dá e aquele que recebe!)
(Nós sabemos o que somos, mas ignoramos o que poderíamos ter sido!)
(As nossas vidas estarão sempre vazias se os nossos corações dão sem contar!)
(O meu espírito só fica em paz quando perdoo em vez de julgar!)
(Amar é superar-se.)
(O que conta não é o que se dá, mas sim o amor com que se dá!)
(Se o ódio não estivesse neste mundo, tudo estaria em paz!)
(É preciso fazer hoje, aquilo que todos farão amanhã!)
(Não existe nenhum problema humano, ao qual não se possa dar solução, já que essa solução está em nós!)
(A tristeza é um muro construido entre dois jardins!)
(O que me interessa não é a felicidade de todos os homens, mas a felicidade de cada um deles!)
(Nada como as emoções para dar vida ou para matar!)
(As coisas visíveis têm o seu tempo, as invisíveis são eternas!)
(O amor é como um copo cheio. Mesmo que não bebamos o conteúdo para esvaziá-lo, a vida não pode enchê-lo de novo!)
(Há que amar se se deseja ser amado!)
(Todos querem um amigo, mas ninguém se preocupa em sê-lo!)
(Jamais permitas que alguém chegue perto de ti, sem que ele parta melhor e mais feliz!)
(Para mudar as pessoas, é preciso amá-las. A nossa influência não vai mais longe que o nosso amor!)
(Ajudar nos assuntos dos outros não quer dizer que devamos meter o nariz na vida deles!)
(Como um dia pode ser belo, quando a bondade o ilumina!)
Texto enviado por Roy Lacerda do blog MomentoBrasil
e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

COMO VIVEM AS FLORES

Era uma tarde quente de verão, e o vendaval agitava a folhagem com violência, anunciando a tempestade que se aproximava rapidamente.
Pelas janelas abertas, um suave perfume enchia a casa. Lá fora, um espetáculo digno de nota acontecia.
Açoitados pelo vento, os pés de manjericão, alfavaca e lavanda dobravam-se e liberavam um delicioso perfume.
Era impressionante notar a maneira como as flores e folhagens respondiam aos golpes violentos do vento.
Os primeiros pingos de chuva enfeitavam as rosas abertas como se fossem diamantes líquidos.
Mas o temporal anunciado logo chegou e as gotas de chuva, agora misturadas com o vento forte, pareciam um bombardeio cruel macerando as suaves pétalas, que respondiam à agressão liberando um perfume inconfundível.
Era incrível aquela lição viva de generosidade e resignação!
Ante a violência do temporal, instintivamente as plantas se dobram para não quebrar. As plantas não pensam, não são seres racionais, mas cumprem, silenciosas e submissas, a tarefa que o Criador lhes confia, apesar das tempestades da vida.
Assim também agem algumas pessoas. São como as flores que mesmo maceradas pela enfermidade cruel, pela rudeza da vida, responde com o perfume do otimismo e da alegria.
Seres racionais que são, sabem que todas as lições que lhes chegam são oportunidades de crescimento e auto-superação.
Isso acontece com uma jovem senhora, agredida por um câncer cruel que tenta lhe roubar o corpo, minando-a aos poucos e insistentemente. Quando soube que teria que fazer quimioterapia novamente, não se desesperou. “Eu venci essa doença uma vez e vou vencê-la de novo.” Falava com fé e disposição na alma.
Trabalha como vendedora e sempre supera as metas estabelecidas pela gerência. A família preocupada com seu estado de saúde, insiste para que ela fique em casa, repousando, mas ela prefere trabalhar.
Quando faz o tratamento quimioterápico, ela passa muito mal. Mas a dor não impede de estar o dia todo com um sorriso nos lábios, distribuindo otimismo entre seus colegas.
Sempre gentil, ela dribla a doença, trabalha, confia, sofre, espera.
Uma pessoa assim é como uma flor que, mesmo açoitada pelos ventos fortes e pela violência da chuva, exala perfume e não deixa de florescer a cada primavera.
Até parece que Deus permite que pessoas assim nasçam na Terra para exemplificar a resignação, a confiança, o otimismo.
Pessoas que não se deixam desanimar, mesmo diante dos quadros mais graves e desesperadores.
O corpo sofre as agressões da doença, não há dúvida. Mas o espírito está intacto, lúcido, ofertando o perfume da gratidão a Deus pela bênção da vida. E vive intensamente.
Enquanto muitas pessoas saudáveis reclamam por coisas mínimas, faltam ao trabalho sem motivos justos, aquela mulher-flor abre suas pétalas de esperança dignificando a oportunidade de crescer que o Criador lhe concede.
Sem dúvida um exemplo incomum.
Em vez de se deixar derrotar pela enfermidade, ela luta com vigor e coragem, e, acima de tudo, com confiança plena em Deus.
Quando em algum momento, sua coragem ameaça vacilar, pensa nas pessoas que sofrem mais que ela e firma o passo outra vez, seguindo em frente.
Imitando as flores que, mesmo tendo suas pétalas rasgadas pelo granizo, não deixam de exalar perfume, também essa moça valente não permite que doença lhe roube a paz de espírito e a imensa vontade de viver.
Pense nisso, e busque viver com otimismo, por mais que a situação esteja difícil.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O MUNDO DO FAZ DE CONTA

Recentemente uma professora, que veio da Polônia para o Brasil ainda muito jovem, proferia uma palestra e, com muita lucidez trazia pontos importantes para reflexão dos ouvintes.
Já vivi o bastante para presenciar três períodos distintos no comportamento das pessoas, dizia ela.
O primeiro momento eu vivi na infância, quando aprendi de meus pais que era preciso ser. Ser honesta, ser educada, ser digna, ser respeitosa, ser amiga, ser leal.
Algumas décadas mais tarde, fui testemunha da fase do ter. Era preciso ter. Ter boa aparência, ter dinheiro, ter status, ter coisas, ter e ter.
Na atualidade, estou presenciando a fase do faz de conta. Hoje, as pessoas fazem de conta e está tudo bem.
Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem, profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita.
Pessoas fazem de conta que são honestas, líderes religiosos fazem de conta que são representantes de Deus, e fiéis fazem de conta que têm fé.
Doentes fazem de conta que têm saúde, criminosos fazem de conta que são dignos e a justição faz de conta que funciona e faz de conta que é imparcial.
Traficantes fazem de conta que são cidadãos de bem e consumidores de drogas fazem de conta que não impulsionam esse nefando mercado do crime.
Pais fazem de conta que não sabem que seus filhos usam drogas, que se prostituem, que estão se matando aos poucos, e os filhos fazem de conta que não sabem que os pais sabem.
Corruptos se fazem passar por idealistas e terroristas fazem de conta que são justiceiros.
E a maioria da população faz de conta que está tudo bem.
Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência.
Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não há como justificar.
Importante salientar, todavia, que essa representação no dia a dia, esse faz de conta, causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento.
A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba em uma frustração sem fim.
Raras pessoas são realmente autênticas. Por isso elas se destacam em seus ambientes. São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer alarde disso.
São profissionais éticos e competentes, amigos leais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinos que ministram.
São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e acima de tudo, fiéis consigo mesmas.
Pessoas realmente autênticas são raras, mas existem. Na maioria das vezes são pessoas felizes.
O médico Dráuzio Varella nos ensina: Se não quiser adoecer, não viva de aparências. Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar ser perfeito, bonzinho etc, está acumulando toneladas de peso, uma estátua de bronze, mas com os pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a nós mesmos. Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, e sim à nossa própria consciência.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A TIGELA DE MADEIRA

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaraçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô atrapalhavam na hora de comer: ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão, quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça:_ “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho, _”Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida no chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família, fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair no chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes de jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Então, o pai pergunta delicadamente à criança: _”o que você está fazendo?” O menino respondeu:_”Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer”.
O garoto de 4 anos de idade voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importaram mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida, e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçam. Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que saber ganhar a vida não é a mesma coisa que saber viver.
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma 2ª chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também doar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir, mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, as necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano, segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito a aprender.
Aprendi que você deveria passar essa mensagem para todos seus amigos. Às vezes eles precisam de algo para iluminar seu dia.
As pessoas esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez... Mas nunca esquecerão como você as tratou.
Recebida de Alexandre Ribeiro, um leitor do blog, com a seguinte mensagem: “Boa noite, venho acompanhando seu blog a um tempo, e gosto muito das suas mensagens, embora ainda não tenha lido todas, as que li, foram maravilhosas, parabéns. Gostaria de lhe enviar uma mensagem que uma amiga uma vez, escreveu para mim... Se for prudente para você colocar em seu blog, ficarei feliz por ter contribuído. Se ela já existir no mesmo, peço desculpas, pois como disse, ainda não pude ler todas.”
Obrigada, Alexandre, pela valiosa contribuição. Nossos pais envelhecem e aos poucos, vão perdendo o controle sobre suas próprias vidas. É nesse momento que devemos intensificar nosso amor, dando-lhes apoio, carinho e presença, plantando nossas boas sementes, para termos bons frutos amanhã.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A GENTE SOBREVIVE

A gente sobrevive às noites mal dormidas e aos pesadelos das horas de vigília daqueles dias que adoraríamos apagar dos calendários.
A gente sobrevive às dores físicas e às moléstias crônicas que nos parecem eternas, que nos minam as esperanças.
A gente sobrevive aos danos e prejuízos materiais que nos pressionam a recomeçar do zero.
A gente sobrevive à perda de entes queridos, de amigos amparadores, de animais de estimação, de tantas e tantas coisas que julgávamos imprescindíveis para continuar a viver.
A gente sobrevive ao abuso dos “donos do poder”, às ingratidões e às decepções, às mágoas e às feridas.
A gente sobrevive ao baque do preconceito, à lâmina da maledicência, ao punhal da traição.
Há em nós uma entidade em alerta que não conscientizamos: o instinto de sobrevivência!
Todos os dias sobrevivemos a desafios que nos fariam tremer se pudéssemos prevê-los no dia anterior.
De minuto a minuto parece haver uma Divindade que nos prepara de forma precisa para eventos extremamente apavorantes e possíveis.
Quem se refere a uma má situação dizendo “não estou preparado para isso” se engana. Há sempre aquela “Divindade” zelando por nossos limites, não permitindo que eles sejam solicitados para além do seu auge.
A hora da morte pode assinalar a rendição do instinto de sobrevivência, mas, ainda assim, prossegue intacto nosso espírito pelo caminho que o leva para Deus, para a Vida Eterna.
Rende-se o corpo, rende-se a mente, mas não se rende o nosso espírito, porque para ele Deus é o limite, e esse limite não impõe desafios.
De uma forma ou de outra nós sempre sobrevivemos porque somos eternos enquanto eterno for Deus.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PODER E ILUSÃO

Ivan era o segundo de três filhos de um burocrata medíocre em Petersburgo, na Rússia. Formou-se com louvor no curso de Direito, mostrando-se capaz, desde cedo, e muito rígido no que dizia respeito às suas obrigações. Fortemente atraído por pessoas que estivessem em posições mais altas do que a sua, logo adotava seus modos e pontos de vista, estabelecendo boas relações com elas. Não tardou para que conseguisse boas colocações profissionais, em razão de sua inegável capacidade somada à influência de amigos poderosos. Era jovem ainda quando assumiu o cargo de Magistrado de uma Província do Interior. Sua conduta no trabalho era considerada irrepreensível, inspirando respeito e confiança naqueles que o cercavam. Embora tratasse as pessoas com cordialidade e educação, sentia-se realmente superior a todas elas. Agradava-lhe a ideia de que sentiam inveja da sua figura e da sua condição. Causava-lhe alegria saber que tinha o poder de subjugar os demais e que os outros dependiam dele. Nunca chegou a abusar de sua autoridade, ao contrário, tentava suavizar o peso dela. No entanto, a consciência do poder de que dispunha e a possibilidade de amenizar esse efeito só aumentava o fascínio pela posição que ocupava. Aos olhos do mundo, e de si próprio, era um homem bem-sucedido. Os anos se passaram rapidamente e, às vezes, Ivan queixava-se de um gosto estranho na boca e uma sensação desconfortável do lado esquerdo do estômago. No início, ninguém, nem mesmo ele, dava muita atenção a isso. Entretanto, tal desconforto foi piorando, passando a causar-lhe uma sensação intensa de cansaço e de irritabilidade. Depois de muito resistir à ideia, decidiu consultar um famoso médico. Foi recebido pelo profissional com a mesma frieza e com o mesmo ar de superioridade que ele costumava utilizar no Tribunal. Suas perguntas eram respondidas de modo pouco esclarecedor. Apesar da atitude evasiva do médico, Ivan pôde chegar à conclusão de que sua situação não era nada boa. Além disso, com o passar dos dias, ele concluiu que sua dificuldade não fazia a menor diferença para os demais. Sua dor, sua angústia só atingiam realmente a ele próprio. Subitamente ele percebeu que o poder, de que até então se orgulhava, era nada diante da situação em que se via. Nem os tratamentos, nem os remédios utilizados lhe proporcionavam qualquer melhora. As dores eram cada vez mais intensas e o mal-estar com grande frequência. Sem demora Ivan deu-se conta de que estava morrendo e desesperou-se. Afinal, de que valia todo seu prestígio, toda a sua influência e toda a sua riqueza? De nada. Sua dor o igualava a todos os demais homens. Fazia com que ele percebesse como havia sido tolo durante toda a vida. Seu poder era uma ilusão e sua superioridade, apenas uma quimera.
Todos temos tarefas a realizar e deveres a cumprir na obra do Criador. Por isso, muitos de nós detemos facilidades e recursos materiais das mais variadas ordens, de maneira provisória. São oportunidades de crescimento. Não significam que sejamos superiores ou melhores do que ninguém. Cabe-nos fazer bom e devido uso desses abençoados recursos, sem distorções de finalidade, nem ilusões. Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no livro A morte de Ivan Ilitch, de Léon Tolstoi, ed. Manole.
Enviado por Jorge do blog Nectan Reflexões e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

VOCÊ É O QUE DESEJA SER

João era um importante empresário. Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.
Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.
Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.
Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.
Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.
Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.
Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a sua calma, seu otimismo.
Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar. Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.
Enquanto isso, Mário, em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.
Estava desempregado e, naquele dia, recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.
Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.
Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.
Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: Sou um desgraçado, falou. Meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe.
Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.
Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos: por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?
Emocionado, João respondeu: devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum.
Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.
O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro e, sim, a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.
Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.
Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.
O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.
O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.
E esta é uma decisão somente sua.
Você decide o seu dia de amanhã.
De tristeza ou de felicidade.
De coisas positivas ou de amargura, sem esperança.

Enviado por Jorge do blog Nectan Reflexões e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.