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domingo, 24 de maio de 2015

VALE A PENA VIVER... E APRENDER!



A vida não espera. Por onde você for, o tempo não pára. O que ficou, ficou... O que se foi, passou... É a vida em movimento. Somos viajantes eternos em suas trilhas.
Parece que somos passageiros na eternidade, mas a verdade é que somos eternos dentro do temporário. Ou seja, somos o eterno no movimento  da vida que segue.
Na natureza, tudo passa! O traço característico da existência é a impermanência. As coisas mudam... Pessoas e situações vão e vêm em nossas vidas, entram e saem na esfera de ação do nosso viver.
A vida é assim! Há um tempo para tudo: o amanhecer, o meio-dia e o anoitecer. Da mesma forma, há um tempo para semear e colher; nascer, viver, partir, renascer e seguir...
Tudo passa! O que marca é a experiência adquirida.
As culpas e as mágoas também passam! No rio da vida, as águas do tempo curam tudo, pois diluem no eterno as coisas passageiras.
As coisas estranhas que aconteceram, os dramas e as palavras que feriram, também passam... se você permitir. Sim, se você se permitir notar que o tempo leva tudo, e que a vida segue...
Aquele ressentimento antigo ou aquelas emoções apagadas que, vez por outra, bloqueiam a sua alegria fazem parte do que é temporário, mas você é eterno.
Essas emoções passam por você, mas que tal superá-las? Que tal passar por elas, sem se deter, apenas ficando a experiência e seguindo a vida?
Sim, tudo passa mesmo! As estações se sucedem no tempo certo: primavera, verão, outono e inverno. Isso é natural! Como é natural o espírito imperecível entrar e sair dos corpos perecíveis. Como é natural seguir em frente, pois o tempo não pára e a vida segue...
E, do centro da Consciência Cósmica, o Grande Arquiteto do Universo, o Supremo Comandante de todas as vidas e de todos os tempos nos abençoa sempre.
As experiências vão, mas o aprendizado fica. A evolução é inevitável!
Todos estão destinados à Consciência Cósmica, mesmo que não entendam isso agora. Porém, se o desentendimento é passageiro, a felicidade advinda do processo de evoluir continuamente será imperecível.
Tudo a seu tempo! Enquanto evoluem e aprendem a arte de viver, sejam felizes... E não se detenham até alcançar a meta!
O que vale é o Amor.
Que a luz do discernimento e dos sentimentos mais elevados possa iluminar nossos corações! Que cada dia leve consigo a maravilha do momento, que sempre passa...
Existir é um privilégio. E viver é maravilhoso!
Desconheço a Autoria.

sábado, 23 de maio de 2015

CHRONOS E KAIRÓS



Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos.
No Chronos, a ação é imediatista, é o homem agindo com os seus meios para atingir seus objetivos. Quantas pessoas não usam de qualquer artifício para conquistar o que querem e quando conquistam percebem que aquilo não os preenchem como sonhavam, resta um vazio...
Já no Kairós, que significa "o momento certo" ou "oportuno", enxergamos a ação de Deus na nossa vida, e por isso, a realização ocorre com o nosso esforço e com a confiança (fé) na intervenção Divina é onde o homem passa a realizar coisas que nem sequer imaginava poder fazer, passa a possuir o que nunca sonhou, é o ter além do que esperava, dentro do tempo certo, dentro do Kairós, tempo de Deus.
Por isso, o chamado do Apóstolo Paulo aos Colossenses 4,2 que diz:
"Perseverai em oração,velando nela com ação de graças" é o convite para a prática diária da fé, da oração sublime de confiança em Deus. Se o momento está difícil, não há necessidade de desespero, deve-se continuar servindo, trabalhando, orando com a certeza de que tudo o que podemos ser, o que precisamos ter, será providenciado na hora certa.
Somos como a pequena semente do abacateiro, onde poucos enxergam além do minúsculo "grão de vida", que é lançado ao solo e lá fica imóvel por muito tempo. Quem enxerga os abacates maduros na semente enterrada no solo? Quem vê na pequena semente uma árvore com mais de 25 metros de altura?
Assim também ocorre com o homem, poucos enxergam as qualidades que temos, mas Deus que tudo vê e provê, enxerga em cada um de nós as potencialidades que Ele sabe que possuímos, os frutos armazenados em nosso interior. Ele sabe o momento certo do despertar desses frutos, de elevar a nossa altura.
Nem sempre o desabrochar do chão é um processo sem dor, nem sempre é tão tranquilo, mas os que confiam de verdade no Senhor, projetam sonhos adiante, não desistem diante do solo seco, nem da falta de chuvas, nem tampouco do sol escaldante. Seguem em oração, trabalhando o Chronos, tempo dos homens, confiando no Kairós, tempo de Deus, que nunca falha e preenche para sempre, corpo, coração e alma.
Eu acredito em você.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

ENGANAR-SE



Todo mundo se engana um dia ou outro, mas ninguém gosta de admitir. Admitir para os outros, dói. Mas admitir para si mesmo é ainda pior. Enganar-se é mentir-se e nem sempre estamos conscientes de que nosso mundo, ou o que vivemos, é bem real. Perdemos um tempo enorme lutando pelas nossas ideias, nossas crenças, nosso amor e chega um dia que precisamos baixar os braços. A realidade muitas vezes chega de forma brutal e se joga sobre nós sem piedade. É nesses momentos que o mundo perde todo o sentido, que queríamos fechar os olhos e tentar fazer com que nada tivesse acontecido, queríamos dormir e dormir até que pudéssemos acordar para chegar à conclusão que tudo não passou de um pesadelo. Pior mesmo é quando se trata de amor. Acreditamos cegamente no sentimento e defendemos uma pessoa de todo nosso ser, nos sentimos capazes de morrer por ela, nos colocamos contra o mundo todo e depois temos que admitir que nos enganamos. Essa descoberta nos paralisa, paralisa nossos sonhos e nossos sentidos. Bloqueia nosso coração. Só mesmo depois de muitas lágrimas derramadas e noite mal dormidas é que conseguimos colocar nossas ideias em ordem. E ainda assim tentamos achar desculpas, razões que justifiquem nossa cegueira, nosso erro, nosso engano. Mas não há justificativas. Todo mundo erra e isso faz parte do nosso aprendizado da vida. Enganar-se, mesmo se doloroso, é humano. Muitas vezes quando tropeçamos não caímos, mas damos dois ou três passos à frente. Na vida é a mesma coisa. Uma pessoa que fracassa não é um fracassado por inteiro. É apenas um ser humano com um coração infantil. E se ele for capaz de ultrapassar essas barreiras e dar a volta por cima, será um alguém rico de experiências e que saberá melhor que qualquer outra pessoa a fazer suas escolhas e ter o discernimento para saber qual o melhor caminho a tomar.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A VIDA E AS ESTAÇÕES




Eu queria que a vida fosse dividida em quatro estágios, mas que não acabasse nunca.
A infância é como a primavera. É pura novidade e um calor que não sufoca nem faz pensar bobagens. Tem uma inocência quase cafona, uma singeleza clássica, e traz no íntimo a certeza de que pela frente vem coisa boa. A gente quer que passe logo, mas sabe que nunca mais será tão protegido, a mordomia não será eterna. É quando as coisas acontecem pela primeira vez, é quando num arbusto verde vemos surgir alguns vermelhos, é surpresa, a primeira de uma série.
A adolescência é como o verão. Quente, petulante, libidinosa. Parece que não vai haver tempo para fazer tudo o que se quer e o que se teme. É musical e fotogênica. Dúvidas, dúvidas, dúvidas em frente ao mar. Mergulha-se no profundo e no raso. Pouca roupa, pouca bagagem. Curiosidade. Vontade que dure para sempre, certeza de que passa. Noção do corpo. Festas e religião. Amor e fé.
A maturidade é como o outono. Um longo e instável outono, que alterna dias quentes e frios, que nos emociona e nos gripa. Há mais beleza e o ar é mais seco, porém é quando se colhem os melhores abraços. Ficar sozinho passa a não ser tão aterrorizante. Fugimos para a praia, fugimos para a serra, as ideias aprendem a se movimentar, a fazer a mala rápido, a trocar de rota se o desejo se impuser, e não é preciso consultar o pai e a mãe antes de errar. É o outono que tentamos conservar.
O inverno é como a velhice. Tem sua beleza igualmente, exige lã, bolsa de água quente, termômetro e uma janela bem vedada. O que não queremos que entre? Maus presságios. O inverno é frio como despedida de um grande amor, mas sabemos que tudo voltará a ser ameno. Queremos que passe, temos medo que termine. Ficar sozinho volta a ser aterrorizante. O inverno é branco, é cinza, é prata. É grisalho. E, de repente, também passa.
Eu queria que tudo fosse verdade, que a vida fosse assim dividida em quatro estágios que mais parecem estações do ano, mas que não acabasse, que depois do inverno viesse outra primavera, e outro verão, e outro outono, que nunca são iguais, mas sempre se repetem, sempre voltam, são tão certos quanto o sol e a lua, todo dia, toda noite. Eu queria.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

NÃO É BOM QUE O HOMEM ESTEJA SÓ...



A mulher faz parte do alicerce do mundo, é a Flor que foi criada depois que todas as flores já existiam, porque olhando à Sua volta o Senhor nada encontrou que satisfizesse Seu coração para dar ao homem uma companhia. Nem as estrelas, nem o infinito, nem os campos e todas as coisas criadas.
E foi com delicadeza, carinho e certamente muito amor que Ele a moldou, sendo inspirado pelo belo que existia, de maneira que estivesse ao lado do homem para que este sentisse que o que faltava nele, ela completaria.
E talvez seja por ter sido o ponto final de toda a criação que ela veio assim diferente, voluntária, com uma sensibilidade mais aguçada, um pouco de manha, pensando com o coração, forte o bastante para gerar filhos e dar continuidade ao mundo.
Imperfeita tanto quanto se pode ser, construiu e constrói a história, ora trazendo perdição, ora a salvação, mas sempre e sempre caminhando na busca de um lugar que lhe foi dado por direito desde o início.
Maliciosa, consegue o que quer com doçura, como as flores que atraem as abelhas mais avisadas, deixando a elas no final a impressão de serem as grandes e fortes vencedoras. E ela ainda ri... com o peito cheio de ternura!!!
Pérola reconstruída a poder de dores, ela encanta o mundo, resgata sonhos perdidos e traz esperança à terra a cada grito, cada raio de luz que vai espalhando, prometendo à terra um novo amanhã.