terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

TRAVESSIAS DA VIDA

As oportunidades da vida são como as brisas nas noites quentes de verão, elas vêm e vão e precisamos aproveitar cada minuto quando estão presentes para nos preparar para o depois.
E quantas vezes elas chegam, vemos, somos conscientes, mas não fazemos nada. Duvidamos, simplesmente, de nós.
São nossas barreiras emocionais, a insegurança, o medo, a falta de fé, que paralisam nossas pernas. Mas Deus jamais nos diz para atravessar sem que Ele nos forneça os meios para chegar do outro lado. Se não vamos, é porque confiamos demais nesse nosso lado humano e de menos na nossa parte que mais se parece com Deus, nosso lado espiritual.
A guerra que se estabelece na nossa cabeça nos momentos de escolha é muito comum e todo mundo passa por isso, sem exceção. Há um lado que nos impede de ir em frente e o outro que nos enche dúvidas. “E se?” “E se não der certo?” “E se eu não for capaz?” “E se não for isso?”
As desculpas que nós achamos para nos fazer desanimar são quase sempre mais evidentes e, não raro, muitos de apegam a elas e param no meio do caminho, ou seguem outra direção, como aconteceu com Jonas.
Penso em Moisés, quando Deus pediu que fosse libertar o povo de Israel. Ele duvidou e tentou se desculpar dizendo que tinha problemas para falar. Mas o Senhor, com sua infinita sabedoria, retrucou que ele não estaria sozinho. E não estava mesmo. E foi, libertou o povo, o conduziu. Cumpriu assim, a sua parte e tornou-se parte da história da humanidade.
É nosso bom relacionamento com Deus que faz a diferença. Como no amor ou amizade, onde quanto mais próximos estamos de uma pessoa, mas acreditamos nela, mais confiamos.
Quando as oportunidades baterem à sua porta, antes de dizer não com um monte de desculpas que nem mesmo você acredita, olhe para o alto. Se uma vozinha responder dentro do seu coração e sua alma se encher de paz, é que você fez a boa escolha. Vá, então, em frente! Não espere ver todas as soluções de uma vez só, as flores nascem cada uma a seu tempo e há frutos para todas as estações.
Deus, que olha por você, vai plantar no seu caminho, vai te dar coragem, vai te motivar e te empurrar quando for preciso. Ele nunca nos prometeu um caminho sem dificuldades, um mundo sem aflições, mas no disse para termos bom ânimo.
Moisés, guiado por Deus, atravessou o mar. Não há nenhuma razão para que não atravessemos a vida como mais que vencedores.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A PERDA DA ALMA

Um dos gritos modernos mais importantes em favor do homem é o de Julia Kristeva, uma das mais brilhantes e respeitadas intelectuais da atualidade.
A psicanalista búlgara, professora da Sorbonne, constata que o homem moderno está perdendo a sua alma, mas não se dá conta disso.
A princípio, quem estiver lendo pode achar que essa perda é um desencontro com Deus, um abandono do espírito e horrorizar-se.
Não, nada a ver.
Não dizem que tal cantor fez o show com a alma? Que a atriz interpretou colocando sua alma no palco?
Na nossa alma estão as emoções mais puras, a intuição, os sonhos, o sentido (além dos sentidos), o talento virgem, a pujança dos sentimentos.
A habilidade de amar, por exemplo, é um grande sinal anímico.
Ou alguém é capaz de amar, de amar mesmo, sem que seja através da alma?
Pode-se ter simpatia, carinho, atenção, atração física, até um certo envolvimento gostoso, mas amor é alma e fim de papo.
Mas por que essa fabulosa mulher clama que estamos perdendo a nossa alma?
O faz através desta instigante questão: ‘‘Confrontada aos antidepressivos e ansiolíticos, à aeróbica, ao utilitarismo social, à Sociedade do Espetáculo, ao poderio econômico, ao massacre da mídia e à absoluta futilidade, a alma ainda existe ?’’
Justamente na medida em que banalizamos esta vida a um ponto inacreditável, tornando-a um instrumento, um objeto, quase um eletrodoméstico que trabalha ininterruptamente em favor de um resultado ou daquilo que se espera dele por parte de quem o manuseia constantemente.
Banalizar é colocar-se por inteiro no padrão externo, nada deixando resguardado.
Gostaria muito que vocês se lembrassem deste apelo: não podemos passar a existência no desperdício único da prestação de serviços!
Como isso é sério gente!
Fundamental para o resguardo da nossa alma é a consciência de que uma parte de nós não entra no mundo.
Ou seja, há uma parte sua que não é casada com ninguém, que nunca teve filhos, que não é profissional de nada, brasileiro, paulista, membro desta ou daquela entidade.
Uma parte saudavelmente intacta.... Aí vive a nossa alma.
Fica então um pedido : Dê 80% de você para o mundo e para os outros, mas guarde 20%, por favor.
É por esse percentual que circulam os seus sonhos, a chance de renovação, a transformação, a criatividade, a possibilidade de mudar, renovar, re-significar.
Mesmo que isso custe o chamado de ‘‘egoísta’’ por parte dos outros, ainda que todos os elogios que lhe façam estejam apenas nos 80%.
Tenha a certeza de que os 20% guardados não farão a menor falta para os outros, mas, para você, são fundamentais.
Para que não descubra tarde demais que nada fez por si mesmo, para o derramar-se no inédito e não cair na massificação total, no desconstruir-se em nome do nada, para ter o que entregar ao espírito, o correspondente da alma num outro plano, quando surgir a pergunta... "O que fizeste por ti ?".
Enviado por Rosani do Blog “Fragmentos de uma alma perfumada” (http://rosani22.blogspot.com/)

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

O AMOR

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Há quem acredite que o amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.
Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu." Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
O Amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo.
Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada.
Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa. "As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".

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E QUE ASSIM SEJA...

E que o canto ecoe pelos quatro cantos,
que o toque arrepie a pele
e os olhos se fechem
quando os lábios se tocarem.

Que o coração dispare
e o corpo não relute,
que se solte,
que vá e não volte...

Que tenha sabor de amanhecer
e que não termine,
que todos os dias se iluminem
com pitadas de eu e você.

Que seja poesia sem fim,
que não se canse de mim,
que eu não me canse de você,
que protagonizemos esse amor até a visão escurecer.

Fonte: http://pauloodiferente.blogspot.com/2010

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AMOR E SEU TEMPO

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

A ARTE DE ESTAR COM O OUTRO

Amor significa a arte de estar com os outros.
Meditação significa a arte de estar consigo mesmo.
Uma pessoa que não sabe como estar com ela mesma verdadeiramente não pode relacionar-se com os outros.
O relacionamento dela será inconveniente, sem graça, feio, fortuito e acidental.
Num momento tudo está indo bem e noutro momento tudo se foi.
Ele estará sempre indo para cima e para baixo; nunca ganhará profundidade. Será muito ruidoso.
Certamente ele lhe dará uma ocupação, mas não terá nenhuma melodia nele, nem lhe alçará até as alturas da existência ou até as profundezas do ser.
A pessoa que não é capaz de estar com os outros, de relacionar-se, achará muito difícil relacionar-se consigo mesma, porque a arte de relacionar-se é a mesma.
Relacionar-se com os outros ou consigo mesmo, não faz muita diferença: é a mesma arte.
Essas artes têm que ser aprendidas juntas, simultaneamente; elas são inseparáveis.
Esteja com as pessoas, não inconscientemente, mas bem conscientemente.
Relacione-se com as pessoas como se você estivesse cantando uma canção, como se você estivesse tocando numa flauta; cada pessoa precisa ser pensada como um instrumento musical.
Respeite-as, ame-as e adore-as, porque cada pessoa é uma face oculta do Divino.
Seja bem cuidadoso, bem atento.
Lembre-se do que você está dizendo; lembre-se do que você está fazendo.
Pequenas coisas bastam para destruir relacionamentos, e pequenas coisas tornam relacionamentos tão belos.
Às vezes basta um sorriso, e o coração do outro se abre para você; às vezes basta um olhar errado em seus olhos, e o outro se fecha.
É um fenômeno delicado.
Pense nisso como uma arte: assim como o pintor é muito vigilante do que ele está fazendo na tela, cada simples traço irá fazer muita diferença.
Um pintor verdadeiro pode mudar toda a pintura apenas com um simples traço.
A vida tem que ser aprendida como uma arte: muito cuidadosamente, bem deliberadamente.
O relacionamento com os outros precisa se tornar um espelho: veja o que você está fazendo, como você está fazendo isso e o que está acontecendo.
Que está acontecendo ao outro?
Você está tornando a vida dele mais miserável?
Você está provocando sofrimento nele?
Você está criando um inferno para ele?
Então retire-se. Mude suas maneiras.
Embeleze a vida ao seu redor.
Deixe que cada pessoa sinta que o encontro com você é uma dádiva: apenas por estar com você algo começa a fluir, a crescer, algumas canções começam a surgir no coração, algumas flores começam a se abrir.
E quando você estiver sozinho, então sente-se totalmente em silêncio, absolutamente em silêncio, e observe a si mesmo.
Assim como o pássaro tem duas asas, deixe amor e meditação serem suas duas asas.
Crie uma sintonia entre eles, assim eles não estarão de maneira alguma em conflito um com o outro, mas cuidando um do outro, alimentando um ao outro, auxiliando um ao outro.
Esse vai ser o seu caminho: a síntese entre amor e meditação.
Deixemos amor e meditação serem nossas asas.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SORRIA

Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...

Se você apenas sorrir
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...

Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas...

Chorus

Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir...

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SEM JULGAMENTO

Não faça julgamento precipitado....
Havia numa aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho: - Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu: - Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. -O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho.
Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso; ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram: -Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.
E o velho disse: - Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma benção ou não? Apenas digam que o cavalo está de volta.
O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar: - E não é que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse: Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein? Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.
E os que foram para a guerra, morreram.
Quem é obcecado por julgar, cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação, o que o levará a conclusões precipitadas.
Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa, quando uma porta se fecha, outra se abre.
Às vezes enxergamos apenas a desgraça, e não vemos a benção que ela nos traz.

PÁGINAS DA VIDA
As páginas da vida são cheias de surpresas...
Há capítulos de alegria, mas também de tristezas...
Há mistérios e fantasias...
Sofrimentos e decepções...
Por isso, não rasgue páginas e nem pule capítulos...
Não se apresse a descobrir os mistérios...
Não perca as esperanças...
Pois muitos são os finais felizes.
E nunca se esqueça do principal:
No livro da vida o autor é DEUS.

Enviado por Roy Lacerda do blog MomentoBrasil (
http://momentobrasilcom.blogspot.com/)

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PACTO COM A FELICIDADE

De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou ser Feliz!

Vou me lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando.
Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente. Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar.
Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades! Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças. Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos. Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente.
Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.
Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo. E o maior bem que possuo é a própria vida.
Vou me lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém. Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram para que saibam que serão sempre uma doce lembrança, até que venhamos a nos encontrar outra vez.
Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E quando a noite chegar, vou olhar o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu fui feliz !

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PAGANDO COM A MESMA MOEDA

Viver não exige de nós tanto esforço. Mas sentir a vida e prová-la nos seus mínimos detalhes, isso sim, exige que sejamos mais que seres viventes que respiram.
E desejamos crescer sempre. Desejamos ser bons, melhores e não raro, superiores. Só que a noção de como chegar a um ponto alto é muitas das vezes distorcida ou mal compreendida.
Assim, fazemos exatamente o contrário e nos julgamos inteligentes.
Numa briga ou desentendimento com uma ou mais pessoas, fala mais alto não quem levanta a voz, mas quem sabe controlar-se para revidar com sabedoria. Nunca pensamos que quando gritamos com uma pessoa que grita conosco ou apontamos o dedo para quem nos aponta, estamos nos colocando não num grau de superioridade, mas exatamente no mesmo nível que ela, lá embaixo.
E quanto mais gritamos, mais descemos; quanto mais palavras ásperas usamos, mais caímos, menores ficamos.
Ninguém pode sentir-se superior por pisar em ninguém; ninguém pode sentir-se melhor por pagar com a mesma moeda quando isso significa render mal por mal.
Devemos dar de nós, mas somente aquilo que as pessoas podem pegar e construir algo positivo; nossa parte humana e pequena, nossos defeitos e nossos pecados pertencem a nós e é a busca da melhoria do nosso eu que vai fazer com que diminuam em nós.
Nada mais desconcertante do que um gesto de amor quando é exatamente o contrário que se esperava.
Diz a Bíblia no livro de Provérbios que quando pagamos o mal com o bem amontoamos brasas na cabeça do outro e ainda é acrescentado que com isso o Senhor nos recompensará.
Que a partilha da nossa vida seja da nossa parte mais bonita, aquela que ama, que sabe agir com sabedoria no momento certo, que sabe manter-se grande mesmo nos momentos onde ser grande exige de nós o esforço da renúncia do nosso eu, do que julgamos saber e conhecer.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A JANELA DOS OUTROS

No livro, de ficção (Os Desafios da Terapia) do psiquiatra Irvin Yalom, ele discute alguns relacionamentos padrões e reais entre terapeuta e pacientes.
Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai.
Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.
Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada.
A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney.
E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida.
Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga.
Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.
Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro.
O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso.
Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança.
Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade.
Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.
Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho.
Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contra partida, me tira a certeza de tudo.
Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar.
Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.
E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise.
É o triunfo da dúvida.
Vale a pena pensar nisso!

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domingo, 31 de janeiro de 2010

O FILHO

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pelas artes.
Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.
Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra.
Foi muito valente, mas morreu na batalha, quando resgatava outro soldado.
O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, alguém bateu à sua porta.
Era um jovem com uma grande tela em suas mãos e foi logo dizendo ao pai: "O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida; ele salvou muitas vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo instantaneamente.
Ele falava muito do senhor e de seu amor pelas artes.
O rapaz estendeu os braços para entregar a tela: "Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que o senhor recebesse isto."
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.
Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado Havia capturado a personalidade de seu filho na pintura.
O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas.

Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu- se para pagar-lhe pela pintura. "Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim! Essa pintura é um presente."
O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte, e a cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte.
Muita gente importante e influente chegou ao local, no dia e horário marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do filho.
O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão: "Começaremos o leilão com o retrato "O FILHO". Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferecem por este quadro?"
Um grande silêncio...
Então um grito do fundo da sala:
"Queremos ver as pinturas famosas!!! Esqueça-se desta!!! "
O leiloeiro insistiu: "Alguém oferece algo por essa pintura?? R$100? R$200?..."
Mais uma vez outra voz: "Não viemos por esta pintura, viemos por Van Gogh, Picasso... Vamos às ofertas de verdade."
Mesmo assim o leiloeiro continuou...
"Quem leva O FILHO?"
Finalmente, uma voz: "Eu dou R$10 pela pintura."
Era o velho jardineiro da casa.
Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.
"Temos R$10! Quem dá R$20?" gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas para sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo: "Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido por R$10!!!"
"Agora, vamos começar com a coleção!" gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse: "Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão
chegou ao seu final". "Mas, e as pinturas?“ perguntaram os interessados.
"Eu sinto muito", disse o leiloeiro, "quando me chamaram para fazer o leilão, havia um
segredo estipulado no testamento do antigo dono." "Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento.
Somente a pintura O FILHO seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as suas posses, inclusive as famosas pinturas.
“O homem que comprou O FILHO fica com tudo !!! “

Reflexão:
Deus entregou seu único e amado filho, para morrer por nós numa cruz há 2000 anos atrás.
Assim, como o leiloeiro, a mensagem hoje é: "Quem ama o Filho tem tudo com o Pai, e herdará suas riquezas."
Deus não mente. Ele é perfeito. Sua palavra nos deixa os Ensinamentos e as promessas para quem o ama.
Sua vida não é uma coincidência, é o reflexo do amor de Deus por ti.

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sábado, 30 de janeiro de 2010

O SER HUMANO SOFRE POR NÃO SABER SUA PRÓPRIA IMPORTÂNCIA

O teatro já estava quase todo às escuras, com as últimas luzes se apagando lentamente, restando apenas uma difusa claridade no palco, onde os músicos terminavam de guardar seus instrumentos. Era o final de mais um concerto.
O violino, ao ser guardado na caixa com cuidado e atenção, começou a meditar, um pouco irritado: "Pronto! Lá vou eu outra vez! Como todos os dias, de cima pra baixo, fechado na maletinha, balançando pelas ruas e, o pior, ouvindo os horrendos sons da cidade. Uma verdadeira tragédia para minha sensibilidade, fora a poeira e as sacudidelas que, combinadas, desestabilizam minhas sensíveis cordas. Ah! Por que fui feito tão pequeno e leve? Por que não sou o piano? Sim, o piano, tão imponente, tão importante, tão lindo na sua imensidão negra e brilhante. E quando ele sai, então? Vem um carro especial, só para ele, tão fechado que ele não precisa ouvir os sons da rua. Pessoas o cercam e ficam olhando seu embarque com admiração. Ah! Como eu queria ser o piano!"
Na escuridão do teatro, agora já vazio, o piano também deplora sua situação, e reflete com tristeza: "Por que me fizeram tão imenso e pesado? Por que não sou leve como o violino que, colocado na sua maletinha, vai e vem, todos os dias, podendo sair daqui e ouvir os inspiradores sons do mundo? Eu fico sempre aqui parado e não ouço nada, além do burburinho do ambiente. Quando, enfim, saio, as pessoas param em torno de mim e ficam me observando enquanto sou colocado e bem amarrado num carro especial, tão fechado que não capto um som de fora. Ah! Como eu queria ser o pequeno violino!"
Assim, ambos continuaram noite adentro, com seus sofridos pensamentos, sem se dar conta de que seu verdadeiro papel é a interação, é o tocar juntos para fazer a harmonia no todo, pois o importante é a harmonia, a beleza dos sons combinados, sendo o conjunto, construído como é, que determina a beleza do resultado.
Da mesma forma, muitas vezes o ser humano deseja ser diferente do que é, e fica infeliz com sua situação, sem conseguir definir um papel na vida, distanciando-se da boa convivência com os demais, deixando de interagir e se cobrando à procura de uma forma diferente de ser. Ele sofre pelos rumos que sua vida toma, sem perceber seu valor e sua importância na corrente da vida, para onde se vem com um rumo certo a ser tomado.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

MOMENTOS DE DOR

Todos passamos por momentos difíceis vez ou outra na vida. Muitas vezes parece que o mundo se derrama sobre nós com a fúria dos ventos e das tempestades e nos sentimos levados por uma espiral enlouquecida que derruba tudo ao nosso redor até que nada familiar reste.
Se começarmos a sofrer por algo, é preciso aceitar essa situação e não fugir dela. Devemos, sim, ir ao seu encontro já nos primeiros sinais, descobrir suas causas, e reajustar o caminho, antes que uma pequena dor se transforme num monstro maior do que nós Não há como evitar, por mais que tentemos, por mais cuidadosos que sejamos, não podemos evitar os movimentos dolorosos da vida. Como um vulcão, a dor muitas vezes brota de dentro de nós cuspindo fogo e labaredas.
Outras vezes parece um mar em fúria que nos engole com suas ondas incontroláveis. Existe ainda aquela dor persistente que vai-nos enlouquecendo aos poucos, algo parecido com o que sentiríamos se nos sentássemos sobre um formigueiro.
Não importa a natureza do desafio, uma coisa é verdade: quanto mais resistimos, mais expostos e vulneráveis ficamos!
Seja lá qual for a forma como a dor venha visitar você, receba-a em sua sala de visitas. Sirva-lhe um chá quente e saboroso. Cuide para que vocês tenham alguns momentos da mais profunda paz. Olhe bem no centro de seus olhos e pergunte-lhe:
- Por que você veio me visitar? O que quer me dizer?
Não tente evitar ou negar a dor. Isso é impossível. Converse com a dor. Ouça seus argumentos: pergunte-lhe a razão de sua visita.
A dor é uma mensageira da alma. Sofremos quando insistimos em ficar estagnados. Sofremos quando nos recusamos fazer um movimento necessário. Sofremos quando resistimos à vida. A dor é uma mensageira que vem com a missão de nos fazer caminhar, seguir adiante.
É claro que não há como evitar tudo isso, mas sempre podemos escolher. Podemos resistir ou nos mover. Quanto mais resistimos, mais dói. Quando nos movemos, deixamos para trás o que nos fazia sofrer, até que um dia aquilo se torna uma lembrança que, se bem trabalhada, ganha o status de sabedoria.
A dor vem para trazer algo à tona, para nos fazer ver o que nos recusamos a enxergar, vem para abrir nossos olhos, para rasgar nosso coração, para despertar a nossa consciência. É a alma nos alfinetando porque nos quer mais felizes. Não é uma punição, não é uma maldição, é um ato de amor do Universo tentando nos tornar ainda melhores do que somos.
Não que esse seja o único caminho de crescimento e transformação, é claro que existem trilhas mais amenas. Mas mesmo nestas, vez ou outra pisamos em um espinho, topamos com uma pedra ou somos picados por uma abelha irada que teve sua colméia perturbada por nossa distração.
Assim, quando estiver imerso em algum tipo de dor, evite a tentação de fugir dela.
Plante-se bem no meio daquela sensação, abra os ouvidos e ouça o que ela tem a lhe dizer. Feito isso, levante-se, erga a cabeça e mova-se.
Evite mascará-la criando falsos estados de fortaleza. Muitas pessoas associam dor à fraqueza e a escondem até de si mesmos. Fingem que não estão sofrendo e com isso afastam-se da ajuda possível - aquela que vem da própria dor.
Outro dia eu li que algumas pessoas nascem sem a possibilidade de sentir dor, fisicamente falando, e que essas pessoas são muito vulneráveis. Imagine se você tiver uma apendicite e não sentir nada? Imagine se tiver uma úlcera e não sentir nada?
A dor é protetora!
A dor nos protege de nós mesmos. Se seguíssemos sempre em sintonia com os movimentos da vida não precisaríamos sentir dor.
Fique atento sempre que algo for dolorido para você. Reajuste seu caminho logo nos primeiros sinais.
Não espere que a dor tenha que se tornar monstruosa para que você a ouça.
Assim, quando uma abelha picar você, não a mate... apenas lhe peça para ser mais específica!

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

INDIVIDUALIDADE E EGOÍSMO... SÃO A MESMA COISA?

É especialmente comum a confusão entre individualidade e egoísmo. Porque essas coisas se misturam tanto? Como desenvolvemos nossa individualidade e nossa capacidade de nos relacionarmos intimamente? Onde aprendemos qual sentimento é feio ou bonito? Somos educados para os outros, para o social, ”diga obrigado quando receber algo de alguém- principalmente de estranhos” . Não é esquisito isso? A intimidade implica em desrespeito, então? Em desvalor? Quantas vezes ouvimos: “Você é de casa mesmo... não tem problema... ele(a) espera”... ou aquela velha e conhecida frase: ...“primeiro as visitas”! Dificilmente nos dizem: ... “aprenda a se respeitar!”...“Seja grato ao que recebe, mas não se torne por isso, um eterno devedor” ...ou o inverso ...”doe apenas o que tem senão estará correndo o risco de se tornar um eterno credor”...“Saboreie suas vitórias valorizando também sua capacidade e seu potencial que o ajudou em suas conquistas” ...e não apenas “ofereça” os créditos aos outros, ou ao acaso... ou a eterna “sorte” . Ouvi certa vez, uma definição interessante: “sorte é o encontro do talento com a oportunidade!”, é dessa interação: eu (talento) + mundo (oportunidade) que estou falando.
Sou psicoterapeuta há mais de 10 anos e posso contar nos dedos de uma mão, o numero de pessoas que conheci que foram educadas a se respeitar em primeiro lugar. E a culpa? E a dúvida... será que “isso” não é egoísmo ou falta de educação? Nascemos emocionalmente misturados com o meio, enquanto bebês nossas sensações, desejos, e percepções ainda não são sentidas como nossas, fazemos parte de um todo confuso e complexo. Fantasia e realidade ainda estão indiferenciados.
Nesse momento somos ”naturalmente egoístas”, não existe o outro, tudo é "eu". A nossa percepção, nossa forma de entender, sentir e encarar a realidade, nasce daquilo que aprendemos e descobrimos durante esse processo de formação da identidade, através de nossas relações.
Nossas crenças, nossos valores, nossa fé nas mais diferentes coisas emergem da substancia da ilusão compartilhada em parte pela humanidade e em parte pelo crivo de nossa família e das pessoas que ajudaram a construir nossa matriz de identidade.
Todas as vivências e experiências pelas quais passamos, são filtradas pelos nossos parâmetros, que influenciam o nosso olhar. Portanto não existe uma única realidade, existem inúmeras formas de entender e compreender a mesma situação. Como diz o jargão popular: “depende do ponto de vista”. A individualidade poderia ser vista como essa forma particular de sentir, perceber e decodificar o mundo que nos cerca. Para podermos exercitá-la e desenvolve-la é necessário respeito.
Estou definindo como respeito a capacidade de permitir ao outro “ser”, expressar suas particularidades, suas características genuínas, seu potencial criativo e espontâneo; trata-se da aceitação do outro como ele é.
Para isso precisamos de coragem e humildade, para perceber que existem várias verdades e em diferentes ordens hierárquicas, ou seja, o que é importante para você pode ser importante para mim, não necessariamente na mesma ordem, ou pode simplesmente não ser; por se tratar de valores ou visões diferentes.
As pessoas não são feitas à ”nossa imagem e semelhança”, são diferentes, pois são resultado de sua própria história, e de suas singularidades. Quem te disse que o seu certo é o certo? O egoísta só se relaciona consigo mesmo, não percebe o outro, porque seu olhar está confuso, perdido na própria imagem.
O auto-respeito é diferente do egoísmo. Desenvolvemos nossa capacidade de nos relacionar de forma saudável, no difícil aprendizado de assumir gradativamente a responsabilidade por nossa própria vida, por nossas escolhas e por nossas características boas ou não.
Paralelamente descobrimos a importância do outro em nosso desenvolvimento e sua influência em nosso crescimento emocional.
A pessoa que respeita a própria individualidade percebe que existe independente do outro, ela é, mas ao mesmo tempo torna-se interdependente do meio, numa relação de troca, numa dança delicada e prazerosa.
Enviado por Rosani Gomes do blog Fragmentos de Uma Alma Perfumada (
http://rosani22.blogspot.com/)

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

MINHA LISTA DE “NUNCA MAIS”

Nunca mais direi "não posso", porque "tudo posso naquele que me fortalece“. (Filipenses 4:13).
Nunca mais direi "não tenho", porque “o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de minhas necessidades“. (Filipenses 4:19).
Nunca mais direi "tenho medo", porque “Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação“. (II Timóteo 1:7).
Nunca mais direi "tenho dúvidas; minha fé está fraca", porque “eu tenho a medida de fé que Deus repartiu a cada um“. (Romanos 12:3).
Nunca mais direi "sou fraco", porque “o Senhor é a fortaleza de minha vida“ e porque “o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo“. (Salmo 27:1 e Daniel 11:32)
Nunca mais direi “satanás tem poder sobre minha vida", porque “maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo“. (João 4:4)
Nunca mais direi “estou derrotado", porque Deus, “em Cristo, sempre me conduz em triunfo“. (II Coríntios 2:14)
Nunca mais direi “não ajo com sabedoria", porque “Cristo Jesus (...) se tornou da parte de Deus (minha) sabedoria“. (I Coríntios 1:30)
Nunca mais direi “sou doente", porque “pelas suas pisaduras fui sarado“ e porque “Ele mesmo tomou as minhas enfermidades e carregou as minhas doenças“. (Isaías 53:5 e Mateus 8:17)
Nunca mais direi “estou preocupado e frustrado", porque estou “lançando sobre ele toda a minha ansiedade, porque ele tem cuidado de mim“. (I Pedro 5:7)
Nunca mais direi “estou aprisionado", porque “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade“. (II Coríntios 3:17)
Nunca mais direi “fui julgado e condenado", porque “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus“. (Romanos 8:1)
Meu corpo é o templo do Espírito Santo, porque eu estou em Cristo!!!

Enviado por Roy Lacerda do blog MomentoBrasil (
http://momentobrasilcom.blogspot.com/)

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A FÁBULA DO PORCO-ESPINHO

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e admirar suas qualidades.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

APAIXONE-SE

Apaixone-se mais pela viagem... do que pela chegada ao destino, a primeira opção é mais garantida.
Apaixone-se pelo seu corpo... mesmo que ele esteja fora de forma, pois de "qualquer forma" ele é a única casa que você realmente possui.
Apaixone-se pelas suas memórias... todas são deliciosas e ninguém pode tirá-las de ti, além de serem excelentes fontes de inspiração nos momentos de dor.
Apaixone-se pelas pessoas que estão ao seu lado pois, na caminhada do dia-a-dia, a pessoa certa é aquela que está definitivamente ao seu lado.
Apaixone-se pelo sol... ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível... e te inunda de prazer.
Apaixone-se por alguém... não espere alguém apaixonar-se por você só por garantia e segurança.
Apaixone-se pelo seu projeto de vida... Acredite! A vida é única e só a ti pertence.
Apaixone-se pela dança da vida... que está sempre em movimento dentro da gente, mas que por defesa teimamos por aprisioná-la.
Apaixone-se mais pelo significado das coisas que você conquistar do que pelo seu valor material.
Apaixone-se por suas idéias... mesmo que venha julgar que elas para nada servem.
Apaixone-se por seus pontos fortes... mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro.
Apaixone-se pela idéia de ser verdadeiramente feliz; a felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores.
Apaixone-se pela música... que você pode ser para alguém...
Apaixone-se pelo fato de ser humano!
Apaixone-se definitivamente por você!
Apaixone-se por alguém!
O amor e a paixão nos fortalece, eleva a nossa auto-estima.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

QUANDO O CORAÇÃO APRENDE A FALAR

Homens não sabem falar. Sofrem por não saber dizer. Ao menos aparentemente, nada sabem dizer. Vivem de símbolos.
Alguns mais conhecidos, são de poder, de domínio, de jugo. Símbolos pelos quais, em geral, somos vistos.
Somos vistos, a grosso modo, como infantis, diretos demais e até um pouco negligentes no amor. Será que é assim?
Lógica é uma coisa tipicamente masculina, dizem. Qual seria a lógica desses seres que parecem totalmente insensíveis?
Gostaria de tentar dizer, olhando nos olhos de uma mulher:
O homem é grato por natureza. Ele sabe o útero materno que o acolheu; sabe do calor da primeira mulher que lhe ensinou o amor. E por toda a vida, deve levar isso.
Sabe também que amor e gratidão não se misturam.
Ainda assim, reverencia cada mulher - por enxergar nesta a dignidade de todas.
Alguém já disse que procuramos mães. Engano! Procuramos um amor que seja maior que nós mesmos.
Até para que a vida tenha sentido.
Mas, muitas vezes não sabemos expressar, ou pouco sabemos.
Nos escondemos em nossa fortaleza pelo fato de não saber expor. Criamos imagens, que nem por todas as mulheres são entendidas.

Talvez até para nós mesmos seja um tanto difícil. Tudo para nós são símbolos.
É o desejo de também ser grande ou possuir algo mais, que - se não falamos - queremos mostrar ou insinuar que seja.
Dificuldade de entender que a fragilidade faz parte da delicadeza da relação. Nosso pensar, às vezes, é surreal. Medo de ser comparado.
Homem é como criança sem domínio sobre a fala; quer dizer de uma estranha maneira que é muito mais do que suas palavras conseguem.
Sonha com o aprendizado junto da mulher que o leva além de si mesmo.
Enxerga sua importância para a mulher, querendo ser o que mais plenamente lhe ocupa os espaços, numa linguagem que utiliza seus corpos, mas avança muito além.
Essa é sua verdadeira busca.
A de ser o amor maior.
Aquele que faz de cada toque, uma cura. De cada estar junto, o dia mais feliz que já existiu.
O que faz sua cúmplice vibrar em sua grandeza de mulher.
Um certo orgulho de acreditar que seja o único capaz de levá-la à mais que total entrega, a um êxtase de felicidade próximo da implosão.
Um homem não apenas adentra um corpo de mulher. Mora nele. Faz dele seu porto e templo. Passa a ser o pulsar do coração que o abriga.
E todos os homens sabem disso - absolutamente todos. É nato do ser homem!
Homens são águias. Pensam ser donos por direito natural. Mesmo sabendo injusto - em sua inocência - agem assim. Mas, só até perceberem que o céu é maior que seus olhos.
Sempre deixam sua presença. De uma forma ou de outra. Uma essência sua fica em cada entrega. A certeza de esperança, de vida.
Luz que não se explica – um halo. Quando ama verdadeiramente, o homem deixa sua marca. E sabe quando isso acontece.
Agradece em silêncio à sua fada de luz, todo o bem de cada instante compartilhado.
Sem que, muitas vezes, essa mulher perceba, devolve de uma forma só sua, o amor que o recebe e o faz tão humano.
Pressente quando é chegado o tempo de dois se tornarem um só. Consegue assim, o que parecia impossível.
Envergonhado com a nudez de seu espírito perante a parceira, com os olhos pregados no horizonte, balbucia baixinho: - amo você...
Enviado por Rosani do blog Fragmentos de uma alma perfumada

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sábado, 23 de janeiro de 2010

A LÓGICA DA REENCARNAÇÃO

“A maior de todas as ignorâncias é rejeitar uma coisa sobre a qual você nada sabe." (H. Jackson Brownk)
Noções básicas de lógica
Aristóteles, filósofo grego (384-322 a.c.), foi o fundador da lógica.
Por que utilizar a lógica?
É muito comum todos os dias ouvirmos alguém falar que alguma coisa é "lógica" ou "ilógica“.
Porém, pouquíssimas pessoas sabem fazer isso com embasamento.
A lógica é a única ferramenta que pode nos orientar em direção à verdade, ou o mais próximo possível dela. Sem a lógica, ficamos reféns dos "donos da verdade", dos dogmas absolutos que não podem jamais ser questionados.
Análise lógica
Deus é justo?
Resposta: sim. Todos aqueles que acreditam na existência de um ser criador de todas as coisas, admitem que ele é perfeito e possui todas as virtudes.
Seria ilógico imaginar Deus sujeito às nossas imperfeições.
Portanto, se Deus é perfeito, é, acima de tudo, justo.
Obs: justiça é "a virtude de dar a cada um aquilo que é seu". (Dicionário Aurélio)
Premissa 1: Deus é justo
Seria justo impor um sofrimento a alguém sem que este tenha merecido tal sofrimento?
Resposta: não. Tal ação vai de encontro ao próprio conceito de justiça, visto acima.
Premissa 2: não é justo impor um sofrimento a um inocente.
Conclusão:
Deus não pode ser justo e cometer injustiças ao mesmo tempo!
Se existisse apenas uma vida, então Deus estaria impondo a alguns, desde o nascimento, sofrimentos terríveis, sem que os mesmos tenham merecido.
Deus estaria, assim, sendo injusto.
Por que algumas pessoas já nascem defeituosas ou doentes e outras não?
Seria justo que Deus fizesse pessoas sofrerem, desde o nascimento, por algo que elas não fizeram, ou pelo que outras pessoas fizeram?
Comentários:
Qual a explicação para as pessoas que nascem defeituosas, paralíticas, doentes, ou cegas, enquanto outras nascem perfeitas e saudáveis?
Por que uma criança é perfeita e a outra,paralítica de nascença?
Por que uma já nasce com esse sofrimento e a outra não?
Se houvesse apenas uma vida, e tivéssemos como objetivo atingir a chamada “salvação”.
Por que então alguns nascem com mais condições para atingir esse objetivo do que outros?
Uns nascem em famílias estruturadas, que lhes dá educação e bons exemplos de moral e os encaminham para o bem.
Outros nascem em famílias desestruturadas, no meio à extrema miséria, sem nenhum tipo de referencial moral, às vezes vítimas já cedo de violência e todos os tipos de mazelas.
E, além disso, mesmo enfrentando todas essas adversidades, tais pessoas ainda teriam que ser julgadas, após a morte, e poderiam até mesmo ser condenados à "pena eterna" pelos erros que cometeram em apenas uma vida?
Quanta desventura, e quanta injustiça!
Além de se serem injustiçados pela sociedade, seriam injustiçados pelo próprio Deus!
Como explicar o caso de pessoas que, mesmo tendo sido boas durante toda sua vida, são surpreendidas com doenças terríveis, ou ainda são vítimas de terríveis acidentes. Enquanto outras passam por toda a vida sem conhecer tal infortúnio?
Poderíamos alegar azar de uns e sorte de outros?
Se nós fôssemos criados por Deus no momento do nascimento, e não existissem vidas anteriores, qual seria o critério que o Criador usaria para escolher quem seria saudável, perfeito e quem seria deficiente, cego, etc?
A única explicação então seria sorte ou azar? Não haveria uma explicação mais coerente? Absurdo!
Imaginemos um pai que tenha dois filhos. A um deles dá carinho, educação, roupas, alimentação, etc. Ao outro não dá carinho, nem educação. Pelo contrário, o trata de forma agressiva, impondo-lhe todo tipo de sofrimento, desde a infância. Tudo isso sem nenhum motivo que justificasse tal tratamento.
Seria justo? É claro que não.
Ora, se não é justo que um pai proceda desta maneira, será que Deus, sendo infinitamente sábio, poderia agir assim?
Evidentemente que não!
Outros dizem que sofremos devido ao que nossos pais ou antepassados fizeram.
Ou até mesmo pelo "pecado original" cometido por Adão!!!
Novamente pergunto: Teria sentido alguém pagar pelo que outra pessoa fez?
Imagine uma pessoa sendo presa porque seu pai cometeu um crime e a polícia não conseguiu prendê-lo. Então o filho, que seria inocente, teria que pagar pelo crime do pai.
Seria deus assim tão injusto? Mais uma vez a resposta: não!
A resposta lógica da reencarnação
- A doutrina da reencarnação é a única que oferece uma explicação lógica e um conceito mais justo.
- Deus jamais impõe sofrimentos a quem quer que seja, e ninguém sofre sem merecer.
Objetivos da encarnação
132. Deus determinou aos espíritos a necessidade de encarnar para alcançar a perfeição e de colaborarem na criação. (O livro dos espíritos, Allan Kardec).
- Deus criou leis sábias e justas que regem a harmonia de todo o universo.
- Dentre tais leis, podemos destacar 3 delas: Lei da evolução, Lei do livre-arbítrio, Lei de causa e efeito
1. Lei da evolução:
Tudo no universo caminha para a evolução.
Seja no mundo mineral, vegetal, animal ou espiritual.
Então a maior razão de estarmos aqui neste planeta é trabalharmos em prol da evolução de nosso espírito.
2. Lei do livre-arbítrio:
Deus cria os espíritos "simples e ignorantes". E dá a todos as mesmas condições iniciais para que atinjam sua evolução.
Porém, cada um tem o seu próprio livre arbítrio, ou seja, o poder de escolher quais caminhos deverá seguir. Nem Deus interfere neste direito.
3. Lei de causa e efeito:
Ao fazermos nossas escolhas na vida, nós recebemos os resultados, positivos ou negativos, das mesmas.
Deus não precisa ficar, a cada erro nosso, nos punindo, ou a cada acerto, nos premiando.
Aliás, Deus nunca pune ninguém.
Nós mesmos nos punimos, através de ações erradas.
A terra é como uma grande escola, na qual os alunos podem escolher: estudar e "passar de ano“. Ou então não estudar e "repetir de ano".
Cada vida nossa é como um ano letivo.
Até que um dia o aluno atinja um tal nível evolutivo em que poderá deixar a escola, indo para escolas mais evoluídas.
Então assim se explica, de forma bastante coerente, a situação de pessoas que já iniciam a vida sob condições difíceis.
Na verdade, elas estão colhendo os frutos de ações erradas cometidas em outras vidas.
Porém, Deus, em sua infinita misericórdia, ao invés de condená-los ao fogo eterno do inferno, lhes dá sempre uma nova chance.
Vivenciamos agora o resultado de tudo aquilo que fomos em vidas passadas
Aliás, nossa vida atual é a chance que temos para pagarmos qualquer mal que tenhamos feito e reparar os mesmos.
Somente espíritos muito evoluídos, que reencarnam em missão utilizando o seu livre-arbítrio, vêm até este plano e aqui podem vir a sofrer, porém por sua própria escolha, para que, através de seus exemplos, possam trazer luz à humanidade, a que tanto amam.
Nós, ainda imperfeitos, estamos sujeitos à expiação: colhemos hoje o que plantamos ontem em outras vidas
E colheremos amanhã o que estivermos plantando hoje.
Até que venhamos a atingir um grau de perfeição e pureza espiritual em que não precisaremos mais reencarnar na Terra.
E continuaremos nossa evolução em planos espirituais mais elevados.
Enviado por Rosani do blog Fragmentos de uma alma perfumada (rosani22.blogspot.com.br)
Fonte:
http://br.geocities.com/logica_reencarnacao/logica_causa_do_sofrimento.htm#1

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