Páginas

Mostrando postagens com marcador Fonte: Grupo Beth Norling Slides. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fonte: Grupo Beth Norling Slides. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de julho de 2015

QUANTAS VEZES



Quantas vezes, quando as provas chegam à nossa vida, para aprendermos o que necessitamos, pensamos em desistir de tudo, deixando os sonhos e ideais de lado.
Quantas vezes nosso coração fica amargurado pelo desamor, ingratidão, incompreensão, injustiça...
Quantas vezes não temos com quem dividir nossa responsabilidade, indecisão, tristeza, solidão...
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida...
Quantas vezes precisamos aparentar coragem e fortaleza, quando sentimos nosso coração partido em pedacinhos, e gostaríamos de ter aquele ombro amigo para derramarmos nossas lágrimas...
Quantas vezes pedimos ajuda a Deus, esclarecimento, coragem para enfrentarmos os obstáculos. E sua resposta não tarda: Um sorriso, um olhar, um cartãozinho, um e-mail, um gesto de amor, muitas vezes de pessoas desconhecidas...,
E insistimos, prosseguimos, porque acreditamos em transformar, em dividir, em ser. E Deus continua a nos abençoar, sempre de braços abertos para nos amparar, nos mostrar o caminho: aquele mais difícil, mais íngreme, mais trabalhoso...
E seguimos, porque temos uma missão: Ser feliz e levar a felicidade a outras pessoas, custe o que custar, muito embora não saibamos até quando.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A CADA DIA UM APRENDIZADO



Quando através de um sofrimento conseguimos extrair um aprendizado, podemos dizer que foi proveitoso ter passado por ele.
Choramos quando perdemos alguém tão querido. Choramos pelo vazio que esse alguém deixa quando não está mais presente fisicamente na nossa vida.
Quantas perdas, quantos vazios, quantas lembranças!
Num momento, tudo perde o sentido...
Esvaem-se nossas energias, nossa alegria, nosso sentido de viver...
E nos perguntamos o porquê de tudo, da vida e da morte?
Por mais que saibamos que é assim, que sempre foi e sempre será, toda vez parece uma surpresa que a vida está nos pregando uma peça, surpreendendo-nos com algo novo e desavisado.
Como podemos aceitar algo que nos é tirado de repente?
A vida a todo momento nos mostra o desapego na flor que desabrocha e depois vai perdendo sua beleza, seu vigor e seu perfume, até caírem suas pétalas na terra.
Nas folhas que caem misturam-se à terra transformando-se em adubo para outras plantas e árvores encerrando um ciclo e começando outro, mostrando a todo instante o que já sabemos, que a vida é um ir e vir...
Que estamos aqui de passagem, num aprendizado na ESCOLA DA VIDA e muitas vezes não conseguimos sair do estudo primário...
Tudo nos é dado e tirado.
O que será que temos que aprender?
Aprendizado extraído desse momento de reflexão: viver cada momento o mais consciente possível!
Agradecer cada momento da vida que nos é permitido viver. Valorizar cada coisa que tocamos, que vemos e que sentimos. Fazer de cada dia algo novo e renovador.
Saber que a vida nos empresta os “brinquedos”, não para passarmos o tempo brincando e depois chorando quando eles nos forem retirados, mas para aprendermos com eles, tirando os ensinamentos necessários para passarmos para uma nova fase, a uma outra dimensão de vida.
Prestar a atenção se não estamos sendo levados pela vida igual a uma folha morta levada pela água do rio, encalhando às vezes em qualquer obstáculo que encontrar pela frente.
Nada nos pertence, nada é permanente, a não ser o espírito.
O que fica?
A essência, o que aprendemos e transmitimos como exemplo de aprendizagem.
Procuramos ser verdadeiros canais da presença divina.
Viver a vida é viver o amor, a gratidão e a presença consciente que nos une a Deus.
Que as palavras possam ser sentidas em sua essência e tornarem-se vida por todos nós.

domingo, 13 de novembro de 2011

RECADO A UM JOVEM




No dia em que eu, já velha, não for mais a mesma, tenha paciência e me compreenda...
Quando eu derramar comida em minha roupa ou esquecer de amarrar meus sapatos, lembre-se das horas que passei ensinando-lhe a fazer as mesmas coisas...
Se ao conversar comigo, repetir a mesma história, que você já sabe de cor como termina, não me interrompa e me escute... quando você era pequeno, para que dormisse, tive que contar milhares de vezes as mesmas histórias, até que fechasse seus olhinhos.
Quando estivermos juntos, se por ventura eu, sem querer, vier a fazer minhas necessidades, não sinta piedade de mim, compreenda que não tenho culpa por isso, pois já não posso mais controlá-las. Pense em quantas vezes, quando você era pequenino, eu não o julguei e fiquei pacientemente ao seu lado esperando que você terminasse o que estava fazendo.
Não me recrimines por não querer tomar banho, nem me repreenda por isso. Lembre-se dos momentos em que tive que persegui-los e nos mil pretextos que tive que inventar para fazer mais agradável seu banho. Aceita-me e me perdoa, agora a criança sou eu.
Quando me vir atônita e desamparada em frente a todas as parafernálias tecnológicas, que não consigo entender, suplico que me dê todo o tempo que me seja necessário, sem me menosprezar.
Lembre-se que fui eu quem lhe ensinou tantas coisas: comer, vestir-se, e sua educação para enfrentar a vida tão bem como você faz, são produtos de meu esforço e perseverança. Por meu amor a você.
Quando algumas vezes, ao conversarmos, eu vier a esquecer sobre o que estávamos falando, me dê o tempo necessário para que eu me lembre e, se eu não conseguir fazê-lo, não zombe de mim, talvez não fosse muito importante o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, não insista, sei quando posso e quanto devo comer... compreenda também que com o tempo já não tenho dentes para morder, nem paladar para saborear.
Quando minhas pernas falharem por eu estar cansada para andar, dê-me sua mão terna para que eu me apóie, como fiz quando você começou a caminhar com suas pernas gordinhas e frágeis.
Finalmente, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero mais viver e só quero morrer, não se aborreça... algum dia irá entender que isso não tem nada a ver com seu carinho ou com quanto eu o ame... tente compreender que já não vivo, senão sobrevivo e isso não é viver.
Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que você deveria percorrer, pensa então que com esse passo que me adianto em dar, estarei construindo para você uma outra rota em um outro tempo, mas sempre com você.
Não se sinta triste ou impotente por me ver como me vê, me dê seu coração.
Compreenda-me e faça como fiz quando você começou a viver, da mesma maneira como acompanhei em seu caminho, rogo-lhe que me acompanhe até terminar o meu, dando-me amor e paciência, que eu lhe devolverei em gratidão e sorrisos, o imenso amor que tenho por você.