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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O LAVRADOR E A SERPENTE


Uma Serpente, tendo feito sua toca perto da entrada de uma cabana, deu uma mordida no filho menor do Lavrador que ali morava, e este veio a falecer, causando grande angústia e aflição aos seus pais.
O Pai da criança resolveu então matar a serpente. No dia seguinte, quando ela saiu do buraco em busca de alimento, ele desferiu-lhe um golpe com seu machado. Mas, na ânsia de acertar com um só golpe antes que ela escapasse, errou a cabeça, e cortou apenas a ponta da sua cauda.
Depois de algum tempo, o camponês, com medo de também ser atacado pela serpente, resolveu fazer as pazes, e para agradá-la, deixou perto do buraco, uma porção de pão e sal.
A Serpente então disse: “Doravante, não pode existir paz entre nós, pois sempre que eu vir você, lembrarei da minha cauda cortada, enquanto que, sempre que você me vir, lembrará da morte do seu filho.”

Moral da História: É muito difícil esquecermos das injúrias sofridas, especialmente na presença dos seus causadores.

4 comentários:

Maria José Speglich disse...

É mesmo.
Muito ruim sofrer preconceito, injuria e fofoca.

Beijo pra você!

Maria José disse...

Tem razão. Ninguém gosta. Mas temos que aprender a passar por cima destas coisas. O importante não são as coisas que acontecem em nossa vida, e sim, como reagimos a elas. Beijos, amiga e fique com Deus.

Paulo Tamburro disse...

Um dos maiores ensinamentos do crsitianismo e o perdão.

É difícil perdoar, a primeira reação é a vingança, ninguém quer sair perdendo, mas no entanto, muitas vezes é perdendo que, nós ganhamos.

Quando perdoamos poupamos o aparecimento das gastrites, enxaquecas, depressões, e outros tantos males orgânicos e psíquicos provocados pelo ódio guardado dentro de nós.

Quem comete a maldade, já está por sí só castigado, pois a CULPA é um sentimento que atormenta e corrói o ser humano.

É muito mais fácil e "vantajoso":Perdoar!

Existe uma interpretação filosófica que se encontra no livro: Eros e civilização de Herbert Marcuse, publicado lá pela década de 80.

Na realidade é uma interpretação filosófica-psicanalítica da culpa.

Diz Marcuse que, no Clã original, ao Pai Primordial cabiam os prazeres da carne e da natureza,e aos filhos tão somente a função árdua do trabalho.

Certo dia, revoltados com aquela situação os filhos resolveram que, também, queriam desfrutar dos prazeres da carne( mãe) e da natureza (liberdade), e então, assassinaram o Pai Primordial.

Passaram, pois a desfrutar dos prazeres tão desejados.

No entanto, sempre que o faziam assaltava-lhes um sentimento melancólico, de dor, traição e um desconforto psíquico insuportável: Era a CULPA que sentiam por, só estarem podendo usufruir daqueles prazeres, por terem matado seu próprio pai.

Quando perdoamos poupamos o aparecimento das gastrites, enxaquecas, depressões, e outros tantos males orgânicos e psíquicos provocados pelo ódio guardado dentro de nós.

Portanto,é muito mais fácil e vantajoso:Perdoar!

Quem comete a maldade, já está por sí só castigado, pois a CULPA é um sentimento que atormenta e corrói o ser humano.

Quantos de nós já sentimos este desconforto, por exemplo, ao estarmos num restaurante - destes que ficam à beira das calçadas- comendo fartamente, e uma mulher miserável e pobre nos estende a mão pedindo um pouco de comida, com o filho no colo?

Os exemplos, serão infinitos. É só cada um de nós parar para pensar!

Maria José disse...

Paulo. Você tem razão. O ódio e a culpa são sentimentos que fazem mal, primeiro, a nós mesmos. Isto já é motivo suficiente para evitá-los. Perdoar é a maior caridade! A caridade que se faz por meio de uma esmola é a mais fácil de todas. O perdão, porém, exige compreensão, bondade, amor profundo e, sobretudo, despojamento dos ressentimentos. Este é difícil, mas devemos tentar. Grande abraço.