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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A VERDADEIRA CORAGEM


Coragem é o poder de dominar e vencer o medo face aos vários desafios com que nos confrontamos.
Aquele que tem coragem não vira as costas, não vacila, permanece firme.
Sua meta elevada o faz mover-se em direção ao obstáculo e, como um leão, que não tem medo de caminhar sozinho, lança-se sobre a presa no momento certo.
A verdadeira coragem é aliada da inteligência e da ponderação. Ela nos faz encarar as dificuldades com determinação até as vencermos por completo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A ÁRVORE DOS AMIGOS


Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e a amiga mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.

Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais felizes é que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, paz, amor, saúde, sucesso, prosperidade... Hoje e Sempre...
Simplesmente porque... Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PARA VOCÊ, MINHA FILHA

Quando você nasceu, minha filha, a minha vida mudou completamente. Os horários passaram a ter um caráter de responsabilidade. As horas de lazer passaram a ser dedicadas a você e todas as outras horas também. O meu sono ficou reduzido a 4 ou 5 horas por dia. Tive que aprender a trabalhar com metade do cérebro funcionando, devido o cansaço.
Percebi que não sabia nada sobre ser mãe, e cheguei até a lhe dar água numa chuquinha tampada por dentro. Mas fui aprendendo a lidar com xixis, cocos, hipoglós, mamadeiras, chupetas e mais um arsenal de material “indicado para bebês”.
Todo o meu salário era para você. Para os melhores médicos, as melhores escolas, aulas de natação, aulas particulares e, depois, mais à frente, as roupas e acessórios da moda, os shows, a gasolina do carro etc.
Aprendi a ser mãe. Amei ser mãe. E descobri que a vida sem você não tinha o menor sentido. Aprendi o verdadeiro sentido da palavra AMOR. Descobri que amor é o que sinto por você, que sou completa ao seu lado e que é possível amar sem esperar nada em troca.
Hoje, Marcela, pensando nestas palavras, digo-lhe com toda sinceridade, que faria tudo de novo. Pois hoje, minha filha, daria tudo para ver o seu sorriso e escutar a sua voz. Daria tudo para correr para seu abraço, acariciar suas mãos macias como pêssego, dar-lhe um beijo e sentir paz interior no aconchego de sua companhia.
Eu vivi por você, meu raio de sol...

AOS FILHOS... O QUE POSSO...


Eu lhe dei a vida...
Mas não posso vivê-la por você.
Eu posso mostrar-lhe caminhos...
Mas não posso estar neles para liderar você.
Eu posso levá-lo à Igreja...
Mas não posso fazer com que tenha Fé.
Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o certo e o errado...
Mas não posso sempre decidir por você.
Eu posso lhe comprar roupas bonitas...
Mas não posso fazê-lo bonito por dentro.
Eu posso lhe dar conselho...
Mas não posso segui-lo com você.
Eu posso lhe dar amor...
Mas não posso impô-lo a você.

Eu posso ensiná-lo a compartilhar...
Mas não posso fazê-lo generoso.
Eu posso ensinar-lhe o respeito...
Mas não posso forçá-lo a ser respeitoso.
Eu posso aconselhá-lo sobre amigos...
Mas não posso escolhê-los por você.
Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro...
Mas não posso mantê-lo puro.
Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas...
Mas não posso dizer “NÃO” por você.
Eu posso falar-lhe sobre o sucesso...
Mas não posso alcançá-lo por você.
Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza...
Mas não posso forçá-lo a ser gentil.
Eu posso orar por você...
Mas não posso impor-lhe DEUS.
Eu posso falar-lhe da vida...
Mas não posso dar-lhe vida eterna.
Eu posso dar-lhe amor incondicional por toda a minha existência...
E isso eu farei!!!

domingo, 22 de novembro de 2009

AONDE VOCÊ CHEGAR


Era uma vez um ancião que passava os dias sentado junto ao poço na entrada do povoado.
Um dia, um jovem se aproximou dele e perguntou:
- Nunca estive por aqui... Como são os habitantes desta cidade?
O ancião respondeu-lhe com outra pergunta:
- Como eram os habitantes da cidade de onde vens?
- Egoístas e maus, por isso fiquei feliz de ter saído de lá.
- Assim são os habitantes desta cidade, respondeu-lhe o ancião.
Pouco depois, outro jovem se aproximou e fez a mesma pergunta:
- Estou chegando a este lugar. Como são os habitantes desta cidade?
Como da vez anterior, o ancião devolveu a pergunta:
- Como eram os habitantes da cidade de onde vens?
- Eram bons, generosos, hospitaleiros, honestos e trabalhadores. Tinha tão bons amigos que me custou muito separar-me deles.
- Os habitantes desta cidade também são assim, respondeu o ancião.
Quando o jovem se afastou, um homem que levara seus animais para beber da água do poço e acabara por escutar a conversa, disse ao ancião:
- Por que respondeste assim para estas duas pessoas?
Veja - respondeu ele – cada pessoa carrega o universo em seu coração. Quem nada encontrou de bom em seu passado, tampouco encontrará aqui.
Ao contrário, aquele que tinha amigos em sua cidade, aqui também encontrará bons amigos.
As pessoas refletem o que existe em si mesmas; encontram, sempre, o que esperam encontrar.

A ÁGUIA E A GRALHA


Uma Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhasco, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes garras. Uma Gralha, que testemunhara a tudo, tomada de inveja, decidiu que poderia fazer a mesma coisa.
Ela então voou para o alto e tomou impulso, e com grande velocidade, atirou-se sobre uma ovelha, com a intenção de também carregá-la presa às suas garras.
Ocorre que estas acabaram por ficar embaraçadas no espesso manto de lã da Ovelha, e isso a impediu inclusive de soltar-se, embora o tentasse com todas as suas forças.
O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo, capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que não pudesse mais voar. À noite a levou para casa, e entregou como brinquedo para seus filhos.
“Que pássaro engraçado é esse?”, perguntou um deles.
“Ele é uma Gralha, meus filhos. Mas se você lhe perguntar, ele dirá que é uma Águia.”
Moral da História:
Não devemos permitir que a ambição nos conduza para além dos nossos limites.

O CAVALO E O LOBO


Um Lobo vindo de um campo de aveia encontrou no caminho um Cavalo, e assim falou para ele:
“Gostaria de dar uma sugestão ao senhor para ir até aquele campo. Ele está cheio de grãos de aveia selecionados, que eu guardei com cuidado apenas para lhe servir, pois sendo meu amigo, terei o maior prazer ao vê-lo mastigando.”
Ao que o cavalo lhe responde:
“Se aveia tem sido alimento para os Lobos, você jamais poderia alimentar sua barriga, apenas satisfazendo os seus ouvidos.”
Moral da História:
Homens de má reputação, quando se prestam a fazer uma boa ação, não conseguem ter crédito.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ANTIGA BÊNÇÃO CELTA


Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sempre sopre às tuas costas, e a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que voltemos a nos encontrar, que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres. Que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram, porém nunca te esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos, porém nunca te esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis.
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram, porém nunca te esqueças de
lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio, uma lua cheia em uma noite escura, e que o caminho sempre se abra à tua porta.
Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.
Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.
Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem, os anjos te protejam, e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas muros contra o vento, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas, e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe, que vejas os filhos de teus filhos, que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.
Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida; com certeza Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes, e assim seja a cada ano, para sempre!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A GRANDE TRANSIÇÃO


Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.
O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.
Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.
Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.
Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.
Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.
Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.
Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.
Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana, que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.
Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.
A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.
Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade.
A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.
Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.
A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.
Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.
A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.
É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.
Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.
Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.
A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.
Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.
Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.
Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.
O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.
Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.
O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.
São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.
Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.
A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.
Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.
A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.
As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.
Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.
A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.
Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A ARTE DE CALAR


Calar sobre sua própria pessoa,
É humildade!
Calar sobre os defeitos dos outros,
É caridade!
Calar quando a gente está sofrendo,
É heroísmo!
Calar diante do sofrimento alheio,
É covardia!
Calar diante da injustiça,
É fraqueza!
Calar quando o outro está falando,
É delicadeza!
Calar, quando o outro espera uma palavra,
É omissão!
Calar, e não falar palavras inúteis,
É penitência!
Calar, quando não há necessidade de falar,
É prudência!
Calar, quando Deus nos fala no coração,
É silêncio!
Calar diante do mistério que não entendemos,
É sabedoria!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SABER VIVER

Tudo chega a tempo àqueles que sabem viver.
Viver significa engrenar no ritmo do amor que pulsa em teu ser, deixando-te levar pelas águas mansas que tudo banha com sua compreensão, fidelidade e quietude.
O teu dia de hoje muito te trouxe.
Talvez hoje, talvez amanhã, perceberás quanto aprendeste com ele.
A cada dia aprendes algo que contigo fica, consciente ou não, a iluminar teus passos rumo à tua verdade, à tua evolução espiritual.
Dá oportunidade para que este dia te traga o que precisas aprender, o que precisas provar e sentir.
Dá oportunidade para que estejas no lugar certo e na hora exata quando a ti chegar a brisa que te revelará frente a ti mesmo.
Viver significa crescer, construir!
Cada passo, cada palavra, cada ato produz um efeito.
Aprende a dar amor, a dar alegria, a dar compreensão, e teus dias espelharão a tua fronte doce e risonha, trazendo-te o que necessitas para estar tranqüilo e fluindo no mais profundo amor.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

VIVA EM PAZ


- Sonhe –
Mas não deseje ser o que você não é. Isso é pesadelo.
- Almeje –
Mas não queira uma vida igual a de outrem. Isso é morte.
- Imagine –
Mas não fantasie com o que não pode ter. Isso é loucura.
- Dispute –
Mas não tente vencer o invencível. Isso é suicídio.
- Fale –
Mas não apenas de si próprio. Isso é egoísmo.
- Apareça –
Mas não se mostre com orgulho. Isso é exibicionismo.
- Admire –
Mas não se machuque com inveja. Isso é falta de auto-apoio.
- Avalie –
Mas não se coloque como modelo de conduta. Isso é egocentrismo.
- Alegre-se –
Mas não com exagero e com alarde. Isso é desequilíbrio.
- Elogie –
Mas não se desmanche em bajulações. Isso é hipocrisia.
- Observe –
Mas não faça julgamentos. Isso é baixa auto-avaliação.
- Chore –
Mas não se declare um ser infeliz. Isso é auto-piedade.
- Importe-se –
Mas não cuide da vida do próximo. Isso é abandonar sua própria vida.
- Ande –
Mas não atravesse o caminho alheio. Isso é invasão.
- Viva –
Feliz com o que pode ter. Feliz com o que dá para ser. Isso é paz.

NINGUÉM SE CRUZA POR ACASO


Pessoas entram na sua vida, por uma razão, por uma estação ou por uma vida inteira.
Quando perceber qual motivo é, você vai saber o que fazer com cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma razão é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou.
Elas vêm para auxiliar em uma dificuldade, fornecer apoio e orientação, ajudar física, emocional ou espiritualmente.
Elas poderão parecer dádivas de Deus, e são!!!
Elas estão lá pela razão que você precisa que estejam lá.
Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.
Às vezes, essas pessoas morrem.
Às vezes, elas simplesmente se vão.
Às vezes, elas agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e os trabalhos delas feitos.
As suas orações foram atendidas.
E agora, é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma estação, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender.
Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir.
Elas poderão ensinar algo que você nunca fez.
Elas, geralmente, dão uma quantidade enorme de prazer.
Acredite!!! É real!!! Mas, somente, por uma estação.
Relacionamentos de uma vida inteira ensinam lições para a vida inteira. Coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida.
Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa e colocar o que você aprendeu em uso, em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.

sábado, 14 de novembro de 2009

A ÚLTIMA PEDRA


“Gosto de uma música que Franck Sinatra costumava cantar, My way. O curioso é que só fui prestar atenção na letra dessa canção quando escrevia este texto. Ela diz mais ou menos assim: "se eu acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira".Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante.
Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também.
É impossível acertar sempre.
Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando.
A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz com que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece de presente.
Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou por que eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente.
Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.
Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar.
Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar.
Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.
Não importa o que você fez, não se torture.
Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.
Se você sente culpa, perdoe-se.
E principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.
Há uma história de que gosto muito: um pescador chegou à praia de madrugada para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras. Ainda no escuro começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa!
Ficou arrependido e comentou o incidente com um amigo que lhe disse:
- Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!
Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros.
Se você está agindo assim, deixo-lhe uma mensagem especial: não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.
Você ainda tem muitas pedras preciosas no coração: muitos momentos lindos para viver e muitos erros para cometer.
Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.
Curta os passarinhos. Eles são os presentes do universo para você!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

POR QUE AS FOLHAS CAEM


A cada outono, certas plantas e árvores preparam-se para um repouso necessário e vital à sua vida e continuação.
Algumas espécies de árvores matizam-se de várias cores, num maravilhoso contraste entre a melancolia e a beleza extrema. Depois, uma a uma, as folhas caem, como lágrimas, até que as árvores, nuas e tristes, abram os braços ao inverno e esperam, pacientemente, a primavera, que restaurará cada folha caída.
Por que para nós seria diferente? Por que não perder antes de reencontrar, por que não as lágrimas, por que não dias áridos, frios e secos? E por que não a esperança de que a primavera volte? Porque, creiam, ela volta sempre!
Talvez nos julguemos bons demais para receber o sofrimento, como se ele fosse sempre símbolo de castigo e não algo necessário ao nosso crescimento.
As folhas caem e as árvores parecem assim tão desprotegidas, tão solitárias! ... e eu me pergunto o que faz com que sobrevivam.
Elas entendem que esse período é necessário à sua renovação. Elas aceitam, doam-se e esperam e recebem de volta, no tempo oportuno.
Assim somos nós com todas as perdas que sofremos, com as lágrimas que escorrem e salgam nossa boca, com o tempo que parece interminável ou as noites longas demais.
Tanto que não entendemos e não aceitamos o sofrimento, ele se prolongará. Tanto que não vemos isso como uma fase, apenas uma fase, a ferida estará aberta e sangrará.
Não aceitar o outono e negar o inverno não faz com que não existam. Apenas nos deixam fora de uma realidade que chega pra todo mundo.
Não somos maus demais para recebê-los como um castigo e nem bons demais para que possamos não acolhê-los.
As árvores perdem as folhas e perdemos os nossos. Elas choram e choramos também. Elas esperam e nada há que nos impeça de esperar.
E elas recebem, a seu tempo determinado, novos galhos e novas folhas, novas flores e novos frutos. Sentem-se assim completas.
Somos assim o que somos e o mesmo Deus que sustenta as árvores, nos sustenta a nós!

NA VIDA


Na vida, existem momentos em que você sente tanto a falta de alguém, que somente realizaria seus sonhos envolvendo esse alguém firmemente em seus braços.
Quando uma porta de felicidade é fechada, outra é aberta; mas insistimos em olhar para a porta fechada, e não percebemos aquela que acabou de se abrir.
Não confie nas aparências; frequentemente elas são falsas.
Não se preocupe com a abundância; ela desaparecerá.
Procure alguém que se comunique com você com sorrisos; um sorriso transforma seu dia triste.
Sonhe o que quer que você queira sonhar.
Vá aonde você quiser.
Procure aquilo que deseja.
Porque sua vida é aquilo que você faz dela.
Os que têm mais sorte, inevitavelmente não conseguem o melhor dos melhores.
Eles simplesmente buscam o melhor do que vêem na sua jornada.
O mais lindo futuro sempre dependerá da necessidade de se esquecer o passado. Você não conseguirá se livrar dele se não conseguir superar os erros cometidos e tudo aquilo que te machucou.
Viva a vida plenamente, e sempre sorria, apesar dos momentos de dificuldade.

VENCENDO AS DIFICULDADES


Meu maior defeito, nos tranqüilos dias da infância, consistia em desanimar com demasiada facilidade quando uma tarefa qualquer me parecia difícil. Eu podia ser tudo, menos um menino persistente.
Foi quando, numa noite, meu pai entregou-me uma tabuazinha de pequena espessura e um canivete, e me pediu que, com este, riscasse uma linha a toda largura da tábua. Obedeci às suas instruções, e, em seguida, tábua e canivete foram trancados na escrivaninha de papai.
A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes; ao fim de uma semana eu não agüentava mais de curiosidade.
A história continuava. Toda noite eu tinha que riscar com o canivete, uma vez, pelo sulco que se aprofundava.
Chegou afinal um dia em que não havia mais sulco. Meu último e leve esforço cortara a tábua em duas.
Papai olhou longamente para mim, e depois disse:
- Você nunca acreditaria que isto fosse possível, com tão pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou fracasso de sua vida não depende tanto de quanta força você põe numa tentativa, mas da persistência no que faz.
Foi essa uma lição de coisas, impossível de esquecer, e que mesmo um garoto de dez anos podia aproveitar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

VIDA DENTRO DO CORAÇÃO


A passagem da vida fora do coração para a vida dentro do coração é realmente um novo nascimento.
Quando a consciência se estabiliza no coração o mundo muda, o seu olhar para o mundo muda, a sua percepção do mundo muda e o mundo realmente muda pra você.
A vida dentro do coração é uma vida nova, uma vida onde a distância e a separação são abolidas; uma vida onde o mental não pode mais lhe enganar.
Chegando nesse nível, a maior parte dos véus da ilusão e da separação se dissolvem.
É a descoberta de um estado que faz com que você descubra de maneira verdadeira,
além da alegria, a serenidade, a pureza e a ausência de conflitos interiores.
A vida se desenrola com novas normas, o mundo externo muda, porque seu olhar muda, porque você percebe no outro/nos outros, os jogos da ilusão, e então todo julgamento desaparece.
Uma nova vida começa então para você. Vida onde não há lugar para dúvidas, para interrogações.
Você se dá conta da vaidade, da inutilidade das construções mentais, dos jogos de poder, de domínio, dos próprios jogos de sedução. Nenhum dos jogos do ego, da personalidade, lhe interessa mais.
Os questionamentos se calam, o sentido da vida lhe aparece na sua majestosa simplicidade.
Você não tem mais nada a defender, você não tem mais nada a provar, você não tem mais nada a demonstrar, você simplesmente É.
Sai da ilusão de pertencer a esta realidade para entrar na sua própria Divindade.
A visão torna-se penetrante.
O tempo que flui lhe parece como a suprema ilusão que ele é.
Tornam-se capazes de viver múltiplas realidades de uma só vez.
Os véus da separatividade lhes foram irremediavelmente retirados.
Percebem a multiplicidade e o jogo das dimensões que participam todas da mesma Unidade.
Estar no coração não é uma palavra em vão.
Estar no coração não é mais definir o coração com a cabeça; é definir o coração com o coração.
Vive-se a Unidade e também um sentimento de profunda unificação com a Divindade.
Vive-se na humildade, agradecendo à Fonte reencontrada.
Esse estado precisa que algumas crenças sejam abandonadas.
Precisa de uma neutralidade bondosa e produz uma serenidade permanente.
Assim, instala-se a Paz.
que é Beleza,
que é LUZ,
que é AMOR.
Um estado vibratório no meio do peito assinala a abertura do seu Templo Interior. E o contato do seu Interior com a Fonte.
Toda alma se direciona para esse objetivo, não por uma vontade, mas por uma tensão de serviço em direção à Luz.
Nestes tempos e nesta época, as circunstâncias de vida na terra facilitam o acesso a esse nível, à realidade da sua divindade e do seu coração.
Não basta acreditar no coração para se colocar vivendo nele.
Isso necessita de um impulso, uma tensão total da consciência em sua direção.
A tensão vem junto com o soltar-se.
Não se trata também de uma resistência a ser vencida, mas muito mais de um estado de aceitação, de submissão e fidelidade à verdade da Luz.
A esse nível a vida é gratuita.
A abundância da vida, a abundância da Luz.
Um Servir espontâneo e não criado.
Amor espontâneo e não ditado.
Viver no coração não é uma idéia nem um conceito, nem um comportamento, mas uma vibração da consciência que está nascendo no meio do seu peito.
A vida no coração manifesta-se por uma vibração.
Somente você pode penetrar no santuário!!!

A IDADE MADURA


Uma das vantagens da idade madura não é, creiam, a maturidade.
É que nossos olhos já viram muito mais e quando olhamos para trás, os caminhos parecem muito mais longos, mesmo se temos a impressão que os anos se passaram na velocidade da luz.
Temos em nós as experiências que se foram agarrando às nossas células, moldando nossa personalidade, nos fazendo rir de nós mesmos e de nossas certezas de antes, hoje não tão certas assim.
Há quem pense, com o passar dos anos, estar velho para muita coisa. Mas essas pessoas se esqueceram de aprender algo: nunca se é velho para a vida!
Ninguém vive demais, as pessoas simplesmente vivem, jovens ou idosas.

Na idade madura, percebemos claramente o quanto mudamos, as fotos não negam e nossas reações diante de fatos similares nos ensinam muita coisa.
Eu, por exemplo, aprecio hoje o silêncio e a calmaria, quando antes isso não tinha tanta importância. Gosto de terra, de mato, flores, cidades antigas e velhas histórias.
Aprendi com os anos a beber o silêncio e beneficiar dele nas minhas meditações, a entrar dentro de mim mesma e ver o que as barreiras do som me impedem em outras ocasiões. Sorrio comigo e a paz me oferece suas mãos.
Não sei que medida de vida Deus me dará, se ainda dez, vinte, trinta anos ou mais. Mas eu sei que o proveito para minha vida eu tiro no dia de hoje, que os anos podem trazer marcas, rugas e cicatrizes, mas não envelhecerão minha alma.
Sei que posso dançar ao ritmo do meu coração, que posso amar e ser amada, que posso sonhar e voar bem alto e, quando necessário, pousar em algum lugar.
Sei que ainda vou chorar algumas vezes e rir muito em outras e que ambas as coisas fazem parte do caminho que Deus preparou para mim.
Sei que se amanhã ou depois eu não tiver ainda chegado ao meu lugar sonhado, meus sonhos me terão feito viver duas vezes mais, terão tirado meus pés da terra quando caminhar me fazia mal e que sonhar não vale somente a pena, vale todas as penas do mundo!

A LIÇÃO DO JARDINEIRO


Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou:
“A senhora está precisando de um jardineiro?”
“Não. Eu já tenho um”, foi a resposta.
“Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.”
“Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso.”
O garoto insistiu: “eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.”
“O meu jardineiro também”, tornou a falar a senhora.
“Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível.”
“Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa.”
Numa última tentativa, o menino arriscou: “o meu preço é um dos melhores.”
“Não”, disse firme a voz ao telefone. “Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.”
Desligando o telefone, o executivo disse ao jardineiro:
“Meu rapaz, você perdeu um cliente.”
“Claro que não”, respondeu rápido. “Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo.”
Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro? E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro? Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?
E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

RESSENTIMENTO


SIM,
Você recebeu um tratamento péssimo daquele cliente, daquele namorado, do professor, do seu marido, dos seus pais, dos seus filhos, dos vizinhos, do seu chefe, dos seus colegas, dos amigos, dos críticos, do cachorro...
Você tem toda razão em ter sentido mágoa, tristeza e desapontamento quando isso aconteceu.
Mas sentir tais coisas só tem lógica se for naquele momento.
NUNCA MAIS.
Se você está, ainda hoje, sentindo essa decepção, essa tristeza, essa mágoa com outra pessoa, então você está ressentido, com ela. Veja com atenção o significado da palavra ressentimento:
RE-SENTIMENTO
Sentir novamente; Sentir infinitamente, para alguns.
Qual a razão de usar sua mente para sentir novamente coisas ruins, fragilidades e decepções?
Sentir coisas ruins novamente não tem absolutamente nenhuma função, exceto prender você ao passado e tornar você uma eterna vítima de alguém que nem mesmo está tentando prejudicar mais você.
Ao guardar qualquer ressentimento você está se acorrentando a alguém que lhe fez mal, mesmo que essa pessoa não queira mais isso.
Você está re-sentindo a dor que só existe em sua memória.
A outra pessoa, por pior que tenha sido, não será prejudicada por seu ressentimento.
MAS VOCÊ SERÁ!
Você desperdiçará momentos únicos das suas vinte e quatro horas para pegar o punhal que alguém usou contra você há semanas, meses, anos ou décadas atrás e, acredite ou não, você mesmo estará se apunhalando dia-após-dia, com seu re-sentimento.
Se o caso for tão grave que tenha que ser resolvido em tribunais, deixe advogados cuidando disso e se concentre em sua vida e sua felicidade.
Não caia na armadilha do ressentimento.
Viva o momento que estiver vivendo.
Esqueça as coisas ruins do passado.
Ele não existe mais.
E, se mesmo com toda a lógica do mundo, você ainda estiver "sentindo re-sentimento" e mágoa de alguém, lembre-se do que disse William Shakespeare:
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.“

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ABRINDO OS OLHOS


Quando não há mais nada a ser dito, silencia.
Quando não há mais nada a ser feito, permitas apenas ser, apenas estar e fica na companhia do teu coração e este indicará o momento apropriado para agires.
Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, enlaçando-te com os nós da intranqüilidade, descansa e refaz tua energia.
Não há pressa, a prioridade é que tu encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.
Quando o vazio instalar-se em teu peito, dando-te a sensação de angústia e esgotamento, repara tua atenção e encontra em ti mesmo a compreensão para este estado.
É necessário nos descobrirmos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.
Tudo pode ser mudado, existe sempre uma nova escolha para qualquer opção errada que tenhas feito.
Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares com a vida, saibas que ele apenas quer que compreendas que nada é tão sério a ponto de te perderes para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.
Não te preocupes, se estiveres atento a ti mesmo, verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que necessitas viver.
Confia e vai em teu caminho de paz. Nada é mais gratificante que ver alguém submergindo da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz. Ela sempre esteve presente... Era só abrir os olhos...

SEMENTES DE VIRTUDES


Não podemos controlar todas as situações que vivemos, algumas não dependem da nossa vontade. E não podemos mudar tudo também, mesmo se somos fortes, decididos e positivos. Mas podemos colocar um pouco de sol e de luz.
Podemos aprender a gerenciar essas situações de maneira que não nos afetem completamente ou profundamente, que não nos destruam ou acabem com nossos relacionamentos de amor e de amizade.
Quando perdemos o controle de nós, perdemos o controle de tudo. É como um motorista que, ao sentir o perigo, larga o volante: o acidente é inevitável.
Por mais desesperadoras que pareçam as situações, temos que segurar o volante. Guardar a calma nos momentos mais críticos é uma atitude preciosa, não só para nós, mas para os outros também.
Ah, sim, podemos explodir e às vezes até precisamos! Todavia há maneiras de exteriorizar o que nos atormenta sem que os pedaços da nossa ira afetem tudo ao nosso redor.

Podemos chorar até que nossa alma se sinta lavada, podemos falar com alguém em quem tenhamos confiança, podemos pintar, desenhar, construir, correr ou apenas nos entregar à dor até que o peito se esvazie dela.
Há pessoas, como eu, que escrevem longas cartas que nunca enviam, mas que aliviam.
Somos humanos, eu sei e não podemos ficar indiferentes a tudo o que acontece, não podemos nos esconder atrás de escudos que nunca defenderão nossa sensibilidade, pois no inevitável encontro com nosso eu, precisamos ainda encontrar forças e coragem para nos olhar nos olhos.
Temos todos em nós sementes de virtudes plantadas. Devemos dar a elas condições para que floresçam, para que dêem frutos, para que as pessoas possam, uma vez que nos encontram, carregar-nos nos corações para o restante das suas vidas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

É PRECISO SABER DIZER ADEUS


Há coisas que ninguém nos ensina; há coisas que nunca queremos aprender. Recebemos de bom ou mau grado o que a vida nos impõe e depois nos apegamos a essas coisas, pessoas ou sentimentos, como se para existirmos precisássemos deles.
Dizer adeus é como deixar um pedaço de si e se impedir de olhar para trás.
Sim... confesso que é difícil dizer adeus, aquele sem retorno, às pessoas que amamos e aceitar isso como parte natural da vida.
É amargo aceitar o adeus dos sonhos, dos que começaram e jamais foram terminados.
Mas o que é incompreensível no ser humano é a rejeição do adeus total e definitivo às feridas e mágoas que consomem nossas entranhas.
É a dificuldade em livrar-se do passado, das manchas da alma, do que nos impede de ter uma vida normal e possivelmente feliz.
Há pessoas que guardam tudo e saem carregando nos ombros o que recolheram da vida. Isso faz com que caminhem com passos mais lentos, faz com que nunca cheguem a um lugar definido.
Para alcançarmos libertação e cura, deveríamos possuir a arte de saber deixar definitivamente para trás o que nos impede de avançar.
Quem cultiva a dor, colhe a dor; quem cultiva ódio, colhe ódio; quem cultiva ressentimentos, colhe ressentimentos.
Se nosso coração é um jardim, devemos saber o que estamos plantando nele e o que estamos arrancando. Se com lágrimas regamos o mal que nos fizeram, com lágrimas colheremos o mal que nos fazemos a nós.
É preciso aprender a dizer adeus a todas as mágoas, custe o que custar, se quisermos alcançar a misericórdia prometida, a graça eterna... se quisermos ser, nem que seja um pouquinho, parecidos com Jesus.

domingo, 8 de novembro de 2009

A CONQUISTA DA SERENIDADE


Um dia amanhece, glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam.
Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite.
Será isso serenidade?
A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma.
Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna?
Muita gente diz assim: vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito.
Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: que bom é voltar para o conforto da cidade.
E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta.
Então vem a pergunta: será que realmente a serenidade existe em nossa alma? Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo?
A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso.
Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim.
Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: “um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço.” O mesmo acontece em nossa vida.
E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de auto-educação.
A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo.
E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano.
Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas.
Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranqüiliza-se a mente.
O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar.
É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si.
Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz!
A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade.
Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos.

sábado, 7 de novembro de 2009

ESPIRITUALIDADE E CONSCIÊNCIA


Espiritualidade é um estado de consciência; não é doutrina não!
É o que se leva dentro do coração.
É o discernimento em ação.
É o amor em profissão.
É a luz nas idéias e equilíbrio na senda.
É o valor da consciência da alegria na jornada.
É a valorização da vida e de todos os aprendizados.
É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.
É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.
É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a consciência segue além, algures, na eternidade...
É saber disso – com certeza – e não apenas crer nisso.
É viver isso – com clareza – sem fraquejar na senda.
É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida.
Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.

E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do discernimento consciencial se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da vida.
Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!
É valor interno que descerra o olhar para o infinito... Para além dos sentidos convencionais.
É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!
Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo, em paz.
Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.
É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!
É quando o seu chacra do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.
É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.
Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.
É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.
Espiritualidade é apenas isso: SER FELIZ! Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora: SER UM PRESENTE!

BORBOLETE-SE!


Rudolf Steiner, pai da Antroposofia, disse que: as borboletas são flores que se desprenderam da terra... E que as flores são borboletas que a terra apreendeu...
Seja como for, se as flores marcam a primavera, as borboletas são seu símbolo maior.
São quatro fases da mesma vida: ovo, lagarta, crisálida e borboleta.
Enquanto ovo, é princípio vivo, puro. Representa a potencialidade do ser, guardada dentro de um invólucro de heranças parentais.
É fundamental para desenvolver a solidez das bases estruturais do indivíduo. Mas num determinado momento, torna-se necessário romper com essa capa de proteção, para caminhar sobre as próprias pernas.
A lagarta tem o aprendizado da terra, do rastejar, das coisas que se processam lentamente. Simboliza os cuidados com o mundo físico, com os aspectos materiais que compõem a existência cotidiana. Pode ser o lado pesado da vida.
A crisálida é o encapsular para gestar. É como se retornasse ao estágio do ovo, mas só que por escolha pessoal. É criar um casulo para si mesmo, como forma de conectar-se com seus sentimentos, sua interioridade e seus próprios desejos.
E, finalmente, as asas libertam a borboleta! Mas, para se chegar à borboleta, é preciso superar o conforto e a comodidade do “já conhecido”...
É preciso deixar morrer o velho e partir ao encontro das possibilidades em aberto, sem certezas, sem garantias.
A borboleta é a lição viva de que tudo é passageiro.
Assim também somos nós...
Uns vivem para sempre no ovo...
Outros jamais passam de lagarta...
E tem gente que vive gestando um sonho, um ideal, mas sem nada realizar...
Ainda existem aqueles que, com esforço, se libertam, ganham asas e voam leves! Pousam aqui e ali, no colorido das flores, e só de existir fazem a vida mais bela!
Identifique em que fase você está e observe como fazer para processar a sua metamorfose.
Viver é cumprir fase por fase. Desapegar-se do antigo e entregar-se ao novo até ser capaz de voar.
Desperte e tente uma nova forma! Deixe acontecer em você esse misterioso processo de se abrir para florescer! Deixe aparecer suas asas, suas melhores cores, seu vôo!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PLENITUDE


Às vezes nos sentimos assim, como se tivéssemos feito uma longa caminhada e estivéssemos com os pés cansados.
E por mais que tentemos nos concentrar em outras coisas, pensamos nos pés, parar, sentar, tirar os sapatos.
E é assim até para muitos jovens e muitos pequenos. Vão caminhando pela vida e as dificuldades vão apertando os pés, diminuindo os passos de tal forma que o caminho em si não importa mais.
O que importa é a dor, o desespero e... parar.
E o caminho? Continua intacto.
Apenas as flores esquecidas, mas ainda assim presentes.
Não sei se você já fez a experiência de não pensar na dor.
Parece incrível, mas se concentrarmos nossa atenção em outra coisa, a dor parece doer menos. Ela não deixa de existir, mas é menos presente.
Se nos concentrarmos nos problemas, seremos cheios deles. Mas se apesar deles existirem, tivermos a força de tirar a beleza de tudo o que pudermos, seremos seres plenos de vida, dignos exemplos a serem seguidos.
O mundo precisa muito de pessoas assim, que bebem e respiram vida e, encontrando obstáculos, saltam, ultrapassam, olham para trás e riem, exaustos e felizes.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA


A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: 'Nós somos a soma das nossas decisões'.
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do ceticismo de Allen:
A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar 'minha vida'.
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
Viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado.
Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho, ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.Lembrem-se:
Suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.
'É preciso muita coragem para enfrentar seus inimigos. Mas é preciso ainda mais coragem para enfrentar seus amigos.'
'Às vezes, é preciso esquecer um pouco a pressa e prestar mais atenção em todas as direções ao longo do caminho. A pressa cega os olhos. E deixamos de observar tantas coisas boas e belas que acontecem ao nosso redor. Às vezes, o que precisamos está tão próximo... Passamos, olhamos, mas não enxergamos. Não basta apenas olhar. É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração. O primeiro passo para existir é imaginar. O segundo é nunca se esquecer de que querer fazer é poder fazer, basta acreditar'.
" Cada escolha é uma renúncia , isso é a vida!" (Charlie Brown Jr.)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

OS QUE NUNCA PARTEM


Eu me lembro quando era muito jovem, ouvia os adultos comentarem: fulano partiu. Esta era a forma que eles achavam menos sofrida de falar que alguém havia morrido, principalmente quando estavam perto de crianças. Era um jeito delicado que eles tinham de citar a morte sem que ela parecesse tão chocante.
Cresci e comecei também a falar assim – fulano partiu – acabei achando menos dolorido, menos violento se referir à morte dessa maneira.
Quando se diz que alguém morreu, dá a impressão que se acabou, desapareceu e imaginar que alguém que queremos bem acabou ou desapareceu para sempre é terrível. Dói mil vezes mais do que precisar enfrentar a sua própria ausência.
Partiu já é diferente, dá uma sensação de que em algum ponto da vida nos reencontraremos com essa pessoa querida novamente. Fica mais fácil imaginar que ela viajou, uma viagem sem data pra voltar, mas com retorno garantido.
Enfim, descobri recentemente, que existe uma outra categoria dentro desse universo. São aqueles que nunca morrem e, portanto, jamais partem. São aqueles que, embora desapareçam de nossas vistas, eternamente se fazem presentes em nossa memória e nosso coração.
Os que nunca partem são as pessoas que nortearam nossos dias, colocaram um significado importante neles e deixaram uma marca tão profunda em nós que não importa onde estejam, porque ao nosso lado, de alguma forma, sempre estarão.
Morrer, partir, são coisas simples, coisas do dia-a-dia. Acontece toda hora, em todo lugar, com todas as pessoas.
Os que nunca partem e os que nunca passam pela dor de assistir alguém querido partir são os felizardos dessa vida.
Dores momentâneas, saudades e ausências à parte, felizes daqueles que amaram alguém nessa vida a ponto de jamais deixá-los partir de seus corações.
Se quando eu me for, por desígnio de Deus, uma única pessoa não me deixar partir me guardando dentro do seu peito, eu direi que valeu a pena ter passado por aqui e que minha estada nessa vida não foi em vão.
Mas enquanto ainda estou aqui, só tenho a dizer que dentro de mim moram pessoas que nunca deixei que partissem verdadeiramente, assim, como não deixarei que partam, jamais, algumas que ainda estão por aqui.
Os que nunca partem são aqueles que descobriram o segredo de brilhar na terra, mesmo antes de chegarem ao céu e se tornarem estrela.
Para você, minha filha querida, que nunca partiu de meu pensamento e de meu coração e na certeza de que um dia, estaremos juntas novamente. Com amor.