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quinta-feira, 26 de julho de 2012

PASSAGEM PELA VIDA



Permite que a vida te entregue tudo que te foi destinado.
Desmancha as resistências que te afastam do teu tesouro: há um Anjo cuja incumbência é acompanhar-te e proteger-te.
Procura manter-te em silêncio em meio a multidões que gritam: o silêncio sempre é mais ouvido do que todas as palavras. É o intervalo entre as trevas e a luz.
Empenha-te em colocar o amor acima de todos os sentimentos: ele é a voz de Deus falando através do teu coração.
Procura manter-se em calma diante das adversidades da vida: elas trazem lições que teu espírito precisa conhecer para elevar-se.
Deixa que o dom do perdão ocupe em ti o lugar a que tem direito. É o caminho por onde deves passar deixando marcas da tua liberdade.
Derruba as barreiras que te fazem refém da amargura e do tédio. Tu nasceste para viver por inteiro tuas experiências e teus sonhos.
Abre teus ouvidos para a canção que foi composta só para ti. Não há ninguém além de ti que possa cantá-la para o mundo.
Ergue teus braços e abre tuas mãos para o céu. Há presentes suspensos pelo imenso azul apenas esperando que tu os recebas.
Planta o que já aprendeste sobre o bem. Tuas sementes germinadas farão um eterno eco, testemunhando a tua passagem pelo caminho terreno.
Não sufoques a tua tristeza, molha-te com tuas lágrimas, vive tudo o que sentes até que se esgote o que te faz mal.
Depois renova-te perante a graça do raiar de novos dias. Recomeça, levanta e busca tuas metas abandonadas. Revive!
Anda firme nos passos do Pai. Tu foste criado para deixar a herança da fé, da justiça, da força, da paz e – acima de tudo – da coragem para aquelas gerações que virão depois de ti.
Lembra-te que não nasceste para ser apenas um a mais e que abençoada é a tua passagem pela vida. Tu és manifestação da originalidade de Deus.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

AS FLORES QUE EU NÃO PLANTEI


Venho, Senhor, ao Teu jardim para reaprender a plantar.
Um dia me ensinaste que todas as boas sementes germinam e me deste a terra do meu coração para bom plantio, recomendando-me atenção para o livre arbítrio.
Senhor, não tive generosidade suficiente para com meu semelhante e hoje, quando necessito da generosidade de outrem, dificilmente eu a encontro.
Não tenho colhido a flor da generosidade porque não a plantei.
Senhor, não dei à natureza todo o respeito que ela, como obra Tua, merecia ter recebido de mim. Fui negligente, Senhor. Agora, o ar que eu respiro não é tão puro quanto deveria ser para que minha saúde não fosse tão ameaçada.
Não tenho colhido a flor da perfeita saúde porque não a plantei.
Senhor, disseste-me que a felicidade sempre estaria em minha vida se eu me lembrasse de levar felicidade àqueles que choravam e que não tinham um ombro onde se debruçar.
Não tenho colhido a flor da felicidade plena porque não a plantei.
Senhor, não levei a sério quando me revelaste que o preconceito era uma erva daninha que, pouco a pouco, mataria o meu jardim. Não olhei sem julgamento para os diferentes de mim, não observei todos os seres e tudo o mais que criaste sem sentir-me maior e melhor do que eles.
Não tenho colhido a flor do amor incondicional porque não a plantei.
Senhor, agora venho ao Teu jardim, buscando ter uma e, talvez, a última chance de reencontrar as sementes que desejaste ver germinadas em meu coração.
Não sei se vês em minha visita algum sinal de humildade.
Já muito agi com orgulho e não tenho colhido a flor da humildade porque não a plantei.
Aceita, Senhor, esta minha vinda, e dá-me o perdão, o mesmo perdão que a tantos e tantos eu neguei.
Achas que ainda mereço a Tua bênção, Senhor? Se não me deres o que peço, eu compreenderei.
Não tenho colhido a flor do merecimento porque não a plantei.
Acolherei a tua decisão, Senhor, seja ela qual for, e se não for aquela que espero eu entenderei.
Não tenho colhido a flor do perdão porque não a plantei.

quarta-feira, 17 de março de 2010

PERGUNTE-ME, MESTRE: UM ATO DE CORAGEM


Quando eu reclamo o que não recebo, pergunte-me se sei quanto não dou.
Quando eu me lamento porque sofro, pergunte-me quantas vezes eu faço sofrer.
Quando eu acuso a ignorância, pergunte-me, se eu analiso meus próprios conhecimentos.
Quando eu condeno o erro, pergunte-me se eu sei o quanto erro.
Quando eu digo que sou amigo sincero, pergunte-me se me analiso com sinceridade.
Quando eu me queixo da penúria, pergunte-me quanto possuo mais do que outros.
Quando eu critico o mundo, pergunte-me o que faço para melhorá-lo.
Quando eu sonho com o céu, pergunte-me quanto tento extinguir o inferno.
Quando eu me digo modesto, pergunte-me se tenho orgulho de parecer humilde.
Quando eu condeno o mal, pergunte-me se tenho procurado difundir o bem.
Quando eu deploro a indiferença, pergunte-me se tenho semeado o amor.
Quando eu me aflijo com a pobreza, pergunte-me se tenho usado bem minhas riquezas.
Quando eu reclamo de espinhos, pergunte-me se tenho cultivado rosas.
Quando eu lamento as trevas, pergunte-me se tenho espalhado luz.
Quando eu me ocupo comigo mesmo, pergunte-me se tenho me preocupado com os outros.
Quando eu me sinto pequeno, pergunte-me se tenho procurado crescer.
Quando eu me queixo de solidão, pergunte-me se tenho procurado ser boa companhia.
Quando eu me revolto contra a doença, pergunte-me o que tenho feito pela saúde.
Quando eu almejo a concórdia, pergunte-me se tenho combatido a discórdia.
Quando eu me digo Seu Servo, pergunte-me se tenho servido para alguma coisa.
Quando eu receber as Suas respostas, pergunte-me o que farei quando eu ouvir minhas próprias respostas.
É preciso ter fé para falar com Deus, mas é preciso coragem para ouvir tudo que Ele tem a dizer.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

AO TEMPO O TEMPO


Se o teu lugar agora te parece frio e sem atrativos, se não há ninguém agora que te inspire a falar ou a ouvir, se o vento lá fora parece não soprar a teu favor, se nenhuma palavra consegue agora tocar o teu coração, se não sentes vontade de nada, se queres simplesmente fazer nada, se as coisas da Terra parecem-te opacas e sem graça, se as coisas do Céu agora te parecem mentiras, histórias inventadas, se teu corpo não quer exercícios, não quer esforços, só quer espreguiçar-se, se agora nada desperta a tua vontade de crescer, de ir adiante, de abraçar aventuras, desafios, novas metas, sonhos... se para tuas perguntas não chegam respostas, se olhas o relógio como a um inimigo cobrador, DÁ UM TEMPO.
O mar não espera pelo rio, no entanto, o rio chega.
As árvores não anseiam por novas folhas, no entanto, elas brotam.
As flores não imploram por chuvas, mas as chuvas – cedo ou tarde – caem.
Os pássaros não se preocupam com o céu, entretanto, o céu lá está.
O dia não guarda ansiedade pelo descanso da noite e ainda assim ela chega.
A noite não se abala com a própria escuridão, repousando na certeza de que o dia virá.
A semente precisa do escuro da terra para abrir-se à luz na hora mais acertada.
Deus não apressa as sementes: Ele as conhece e respeita o seu tempo.
Se neste momento és semente, sossega, respeita-te... E DÁ UM TEMPO.