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terça-feira, 18 de abril de 2017

SOLIDÃO


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.



terça-feira, 10 de setembro de 2013

O MOMENTO CERTO




Não se impaciente nos dias em que você se sentir titubeante e inseguro. Haverá o momento de avançar novamente, firme e cheio de coragem. Espere!
Não se debata quando todos os seus sonhos parecerem aprisionados numa torre de marfim demasiado alta. Haverá o momento em que ela cederá, como que por encanto, e você poderá abraçar novamente a sua própria amplidão. Aguarde!
Não se desespere quando os seus sentimentos e pensamentos estiverem nebulosos e confusos, causando inquietação e dificuldade até para realizar as coisas mais simples. Haverá o momento para você retomar a sua própria lucidez. Confie!
Não se revolte quando faltar até mesmo um ideal, um objetivo, uma meta pela qual lutar. Haverá o momento em que você verá, com clareza, o novo caminho a seguir. Acredite!
Não se aflija quando sentir-se incapacitado de interagir ou de participar da grande correnteza da vida. Haverá o momento para você entregar-se todo, e dar o seu melhor na alegria da interação e do compartilhamento. Relaxe!
Não se torture quando as circunstâncias estiverem obscuras e indefinidas, não lhe deixando outra opção que não seja a de ficar em cima do muro. Haverá o momento em que você poderá descer, crescer e se enriquecer no desafio da descoberta. Tranquilize-se!
Ao final, saberá que – aos trancos e barrancos – você viveu intensamente e não foi apenas um mero espectador da existência. Saberá que as crises foram fetos não abortados, dos fatos que hoje compõem a história da sua vida.

sábado, 20 de julho de 2013

DESEJO PARA VOCÊ



Desejo que você ame muito e mesmo quando a paixão arrefecer, haja no seu coração esperança e calidez para novos recomeços.
Desejo prosperidade o bastante para suprir suas reais necessidades e discernimento suficiente para você desejar tudo que é compatível com o seu propósito de vida, nem mais nem menos.
Que haja saúde sempre, aquela que lhe permite ir e vir e, se um dia não for assim, que ainda há motivos para uma ou várias celebrações.
Desejo que, independente das tumultuadas ondas que possam haver no mundo exterior, haja lá no íntimo do seu coração um reino mágico de absoluta paz, no qual somente você tenha acesso e do qual seja absoluto senhor.
Desejo que, dentre tantos conhecidos, você tenha ao menos um amigo verdadeiro, aquele que jamais deserta, mesmo que descubra um furo no casco do seu navio.
Desejo que seus olhos brilhem de alegria sempre, mas sejam também capazes de ficar úmidos quando a ternura invadir o seu coração. Na verdade desejo que você jamais perca a capacidade de se enternecer.
Desejo que você seja forte e corajoso sempre, mas que não se sinta desapontado quando pintar covardia... há um lado covarde em todos nós.
E quando sentir medo, mergulhe fundo naquele reino mágico do qual falei acima porque é lá que mora Deus: dentro de você!
Estes são meus votos a todos os meus amigos virtuais.

domingo, 14 de julho de 2013

NA HORA DA ATRIBULAÇÃO



Encontro-me prostrada e abatida, Senhor.
Meus dias têm sido de grande angústia e desolação.
Minha noites têm sido de insônia e apreensão.
Os problemas com os quais me defronto são tantos e tão grandes que sinto-me sucumbir.
Permita-me, Senhor, neste instante de prece, abrir meu coração e suplicar a Sua intercessão misericordiosa, muito embora eu saiba que já conhece as minhas dores, antes mesmo que eu as confesse.
Se for da Sua vontade, afaste de mim este cálice de fel, porém, que se cumpra a Sua vontade e não a minha.
Redobre, Senhor, as minhas forças; robusteça a minha fé; renove as minhas esperanças, fortaleça o meu coração.
Dê-me calma e lucidez nesta fase de provação. A tempestade tem açoitado a minha alma, Senhor, mas ela passará como tudo nesta vida passa.
Esta noite trevosa em que hora me encontro, há de ser sucedida por um luminoso porvir.
Resgata-me, Senhor! Tu és alívio, misericórdia e consolação!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

JOELHOS VERGADOS



Ele debruçou-se inseguro na janela de suas ilusões, indócil com o vai e vem de muitas dúvidas e questionamentos, fragilizado com os seus momentos de depressão, desses que parecem apagar toda e qualquer luz ou esperança, confuso com a alternância de contraditórios sentimentos, vendo ruir até mesmo as crenças e os valores que lhe pareciam tão sólidos e definidos.
Um dia ele veio a saber, bastante surpreso, que naquele tempo em que ele teve tantas dúvidas e sentiu tanto medo, quando considerou-se um inútil fracassado e quando tão poucas certezas ele teve sobre tudo, exceto da própria miserabilidade, foi justamente quando ele esteve mais próximo da verdade. Foi quando o “Supremo” acercou-se dele com delicadeza extremada e fez morada no seu coração de menino.

Ele não sabia, mas era a primeira vez em toda a sua vida de vaidades, de mundanos apegos e ilusões, que ele estava completamente desamparado e desarmado. E ao desarmar-se, ao diluir-se na própria dor, ao reconhecer sua própria e imensa fragilidade, ao constatar a sua profunda necessidade de celestial amparo, ele finalmente vergou os joelhos e gritou: Deus!


terça-feira, 4 de junho de 2013

ABATIMENTO




Desisto, Vida, de tentar entender porque pessoas tão queridas vão embora não pela morte, mas por seus próprios pés, partindo nossos corações em mil pedaços.
Desisto, Vida, de tentar entender porque temos que chamar de amigo a quem quiséramos poder chamar de meu amor.
Desisto, Vida, de tentar entender porque choramos pelos que partem sem motivo, e ninguém é colocado no lugar, que nos proporcione a mesma alegria.
Discordo, Vida, quando dizem que quando uma porta se fecha, abrem-se janelas.
Atesto, Vida, que portas são fechadas, janelas negam em se abrir, deixando-nos imersos por longo e longo tempo, no escuro de um reduto triste e opressor.
Declaro, Vida, que não sei lidar com a dureza dos corações humanos e tremo só de pensar que possa ser eu a deixar em prantos alguém que me pediu tão pouco... apenas umas palavras, a presença vez por outra... ou um pequeno acalanto.
Afirmo, Vida, que não acredito em meios amores nem em meias amizades. E quem, sem motivo nos abandona, sem mensurar em quantos pedaços partirá nosso coração, nunca foi nosso amor e também nunca foi nosso amigo.
Insisto, Vida, em afirmar que há formas e formas de amar sem aprisionar e que duas almas podem se gostar sem que jamais tenham se tocado, porque a matéria envelhece mas a mente e o coração não envelhecem jamais.
E concluo, Vida, que a desnutrição contínua da matéria pode matar rapidamente, mas a desnutrição permanente no terreno das afeições causa morte lenta e dolorosa, porquanto contraria as leis da natureza que nos projetou para dar e receber amor e carinho, ainda que em pequenas porções.
E cobro de você, Vida, uma explicação: porque nos dá o dom do amor e da afeição em tão altas doses, se nos fecha todos os canais pelos quais eles deveriam escoar???