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domingo, 2 de novembro de 2014

A IDADE DE CASAR



O amor pode surgir de repente, em qualquer etapa da vida, é o que todos os livros, filmes, novelas, crônicas e poemas nos fazem crer. É a pura verdade. O amor não marca hora, surge quando menos se espera. No entanto, a sociedade cobra que todos, homens e mulheres, definam seus pares por volta dos 25 e 30 anos. É a chamada idade de casar. Faça uma enquete: a maioria das pessoas casa dentro dessa faixa etária, o que de certo modo é uma vitória, se lembrarmos que antigamente casava-se antes dos 18. Porém, não deixa de ser suspeito que tanta gente tenha encontrado o verdadeiro amor na mesma época.
O grande amor pode surgir aos 15 anos. Um sentimento forte, irracional, com chances de durar para sempre. Mas aos 15 ainda estamos estudando. Não somos independentes, não podemos alugar um imóvel, dirigir um carro, viajar sem o consentimento dos pais. Aos 15 somos inexperientes, imaturos, temos muito o que aprender. Resultado: esse grande amor poderá ser vivido com pressa e sem dedicação, e terminar pela urgência de se querer viver os outros amores que o futuro nos reserva.
O grande amor pode, por outro lado, surgir só aos 50 anos. Você aguardará por ele? Aos 50 você espera já ter feito todas as escolhas, ter viajado pelo mundo e conhecido toda espécie de gente, ter uma carreira sedimentada e histórias pra contar. Aos 50 você terá mais passado do que futuro, terá mais bagagem de vida do que sonhos de adolescente. Resultado: o grande amor poderá encontrá-lo casado e cheio de filhos, e você, acomodado, terá pouca disposição para assumi-lo e começar tudo de novo.
Entre os 25 e 30 anos, o namorado ou namorada que estiver no posto pode virar nosso grande amor por uma questão de conveniência. É a idade em que cansamos de pular de galho em galho e começamos a considerar a hipótese de formar uma família. É quando temos cada vez menos amigos solteiros. É quando começamos a ganhar um salário mais decente e nosso organismo está a ponto de bala para gerar filhos. É quando nossos pais costumam cobrar genros, noras e netos. Uma marcação cerrada que nos torna mais tolerantes com os candidatos à cônjuge e que nos faz usar a razão tanto quanto a emoção. Alguns têm a sorte de encontrar seu grande amor no momento adequado. Outros resistem às pressões sociais e não trocam seu grande amor por outros planos, vivem o que há pra ser vivido, não importa se cedo ou tarde demais. Mas grande parte da população dança conforme a música. Um pequeno amor, surgido entre os 25 e 30 anos, tem tudo para virar um grande amor. Um grande amor, surgido em outras faixas etárias, tem tudo para virar uma fantasia.

5 comentários:

Maria Teresa Valente disse...

Concordo que depois dos 25 30 o grande amor pode virar uma grande fantasia. Texto excelente para refletir e não embarcar em barca furada, pena que já estou indo para os 70 e, perdi a chance de ter vivido um grande amor, por medo, aos 25.
Obrigada, seus textos são maravilhosos, abraços carinhosos
Maria Teresa

Santa Cruz disse...

Maria José adorei ler o texto, quando tinha acabado de completar 27 anos. parabéns para ti e para a autora do texto.
Beijos
Santa Cruz

Claudia disse...

Casei com 30 anos, há 30 anos atrás...imagina isso na época, achavam que não iria casar mais! hoje percebo esta cobrança ainda, só dou risada...bjs

Rô... disse...

oi minha amiga,

me casei aos 22 tendo a certeza que era o amor da minha vida...
depois de 7 anos veio um turbilhão e transformou totalmente a minha vida,
hoje posso falar com toda a certeza que o meu amor verdadeiro,minha alma gemea,chegou em minha vida aos 41 e nunca fui tão feliz...

beijinhos

Bell disse...

Eu to a espera do meu amor, e já passei das idades apresentadas rs...