O tempo, que é de
todos o maior e o mais sábio juiz, acaba sempre por mostrar quem se enganou,
por ambição ou por falta de ponderação.
Um pedaço de tempo é
uma pepita de ouro.
A nossa vida é um
átomo, aliás, mais breve que um átomo; mas a natureza zombou dessa ninharia
dando-lhe a aparência de um tempo bastante longo.
A vida é uma luta
contra o tempo. Queremos agarrá-lo, discipliná-lo, para poder fazer
tranquilamente alguma coisa – e ele escoa-se, não pára, não se deixa agarrar,
corre inexoravelmente, não nos deixa descansar.
Às vezes o tempo voa
como um pássaro; outras arrasta-se como um caracol. O homem é feliz quando não
se apercebe se o passo do tempo é lesto ou moroso. O que lhe importa é ganhar,
em cada dia, mais um dia.
Dizer que o tempo é
dinheiro, é falso e pernicioso. O tempo vale infinitamente mais que o dinheiro
e nada tem de comum com ele. Não se pode amontoar tempo; nem tão pouco sabemos
quanto tempo nos resta no banco da vida.
Aqueles para quem
apenas o presente conta, na verdade nada conhecem da época em que vivem: para
compreender o nosso século é necessário compreender todos os séculos que o
procederam e que contribuíram para o formar.
Não há um passado que
mereça ser revivido com nostalgia, existe apenas um mundo eternamente novo e
que se forma com a ampliação dos elementos do passado. A verdadeira nostalgia
deve ser sempre produtiva para criar um mundo melhor.
Apesar de dispormos
diariamente de 1.440 minutos, vivemos escravizados pelo tempo. De tal modo, que
ficamos ansiosos e a olhar furtivamente para o relógio, quando temos de
conceder uns escassos minutos a alguém.
Como o tempo não
espera por ninguém, valorizemos cada
momento de nossas vidas. Seja qual for a idade, aproveitemos, positivamente,
cada segundo dos 86.400 que nos são atribuídos todos os dias, de tal modo que
cheguemos a idosos sem nos sentirmos velhos.
O tempo não tem
favoritos. Para ele somos todos iguais. O nosso dia de vinte e quatro horas não
é maior ou menor que o do vizinho. Esse tempo pertence a cada um de nós para o
gastarmos, segundo a segundo, hora a hora, dia a dia, ano a ano, como
decidirmos.
O tempo é demasiado
aborrecido para os que nada esperam; demasiado rápido para os que têm medo;
demasiado prolongado para os que se afligem; demasiado curto para os que se
regozijam; mas para os que amam… o tempo é a eternidade.
O tempo não espera por
ninguém. O Ontem pertence à História. O Amanhã é um mistério. Quanto ao Hoje,
aproveitemo-lo integralmente, porque, é uma dádiva. Por isso, se designa
Presente.
Textos compilados de diversos escritores e
pensadores.
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