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terça-feira, 4 de agosto de 2009

HISTÓRIA DA RÃ (que não sabia que estava sendo cozida)


Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena rã.
Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente.
(Fiquem vendo: se a água se esquenta muito lentamente, a rã não se apercebe de nada!)
Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar,
A temperatura da água continua subindo...
Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta.
Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada.
A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.
Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela.
Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento,
escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma,
oposição alguma, ou, alguma revolta.
Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver,
para a qual nós estamos nos acostumando.
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.
Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.
As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.
O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas...
Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã.
Agora, é para hoje!!!
Consciência, ou cozido, precisa escolher!
Então, se você não está, como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.
NÓS JÁ ESTAMOS MEIO COZIDOS? OU NÃO?

5 comentários:

Maria José disse...

Olivier Clerc, nascido em 1961 na cidade de Genebra, na Suíça, é escritor, editor, tradutor e conselheiro editorial especializado nas áreas de saúde, desenvolvimento pessoal, espiritualidade e relações humanas. É também autor de Médecine, religion et peur (1999) e Tigre et l’Araignée: les deux visages de la violence (2004).
Da alegoria da Caverna de Platão a Matrix, passando pelas fábulas de La Fontaine, a linguagem simbólica é um meio privilegiado para induzir à reflexão e transmitir algumas idéias.
Olivier Clerc, nesta sua breve história, através da metáfora, põe em evidência as funestas conseqüências da não consciência da mudança que infeta nossa saúde, nossas relações, a evolução social e o ambiente.
Um resumo de vida e sabedoria que cada um poderá plantar no próprio jardim, para desfrutar de seus frutos.

Norma Villares disse...

Este eu não conhecia. Muito interessante, a inércia é imperceptível. A mesmice repetida. Dói, né. Obrigada pela visita ao blog. Sublimes abraços

Maria Izabel Viégas disse...

Maria José, é um posicionamento sério e lúcido. Muitos de nós , que esamos em busca da espiritualidade, que decidimos caminhar por outras dimensões, temos que estar sim, no aqui e agora, atentos. A imagem de ser alguém que tem fé, é a imagem de um guerreiro...de paz, em prol do Bem, mas com a missão de despertar consciências ainda adormecidas. E de uma atitude firme ante os astutos. Amor sempre , no fortalece. Claro que na vida , cada er tem uma idade espiritual. cabe aqueles que tem olhos para o mais além....manterem uma postura firme, políticamente digna. Não se acostumar com os desmandos. Não se deixar aquecer aos poucos nem deixando de levar a palavra amena mas assim como esta fábula, conscientizadora. O mundo precisa de mudanças. como foi dito...então , comecemos ontem...
Linda mensagem , não a conhecia. muito Interessante o que postou sobre o autor. parabéns, querida!
belo trabalho.

A. João Soares disse...

Amiga Maria José,

Foi um grande prazer encontrar este seu maravilhoso espaço por acaso quando andava à procura deste história que já conhecia, mas de que não tinha o texto.
Transcrevi para os meus blogues.
Voltarei aqui com mais tempo porque as primeiras impressões são muitíssimo boas.

Beijos
João

Anônimo disse...

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