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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SIMPLICIDADE


É curioso observar como a vida nos oferece resposta para os mais variados questionamentos do cotidiano.
Vejamos:
A mais longa caminhada só é possível passo a passo.
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra.
Os milênios se sucedem segundo a segundo.
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes.
A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começaram, ambas, na simplicidade das sementes.
Não fosse a gota, não haveria chuvas.
O mais belo ninho foi feito de pequenos gravetos.
A mais bela construção não se teria realizado senão a partir do primeiro tijolo.
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia.
Como já refere o adágio popular: nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias.
É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria“, de Bach, e à "Aleluia“, de Händel.
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal, e nem mesmo Jesus, expressão maior do amor, dispensou a fragilidade do berço.
Assim, também o mundo de paz, harmonia e concórdia com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, de solidariedade, de respeito, de ternura, de fraternidade, de benevolência, de indulgência e de perdão no dia-a-dia.
Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de “eu".
Não é fácil, nem rápido, mas vale a pena tentar.
AJUDE O SEU MUNDO !!!...
DEIXE A SUA MARCA !!!...

RECEITA DE VIDA


FAMÍLIA
O começo. A base do caráter de um cidadão.
AMIGOS
Sempre os tenha.
RAIVA
Evite-a para seu bem e do próximo.
DESESPEROElimine-o da sua vida.
PACIÊNCIABuscá-la o máximo possível.
LÁGRIMASA melhor maneira de nos esvaziar.
SORRISO
Aformoseia um rosto.
P A ZA verdadeira, só Jesus pode dar.
PERDÃO
Deixa o coração vazio de rancor e raiz de amargura.
ESPERANÇA
Nunca a perca.
CORAÇÃO
Entregue-o Àquele que melhor cuida dele – Jesus.
A M O R
Que seja puro e sincero.
CARINHO
Tenha com todos.
MODO DE PREPARAR
Reúna sua FAMÍLIA e AMIGOS e esqueça da RAIVA para não entrar em DESESPERO. Use de toda a PACIÊNCIA e derrame todas as suas LÁGRIMAS para depois haver somente SORRISOS. Em meio a PAZ libere o PERDÃO e deixe a ESPERANÇA crescer no seu CORAÇÃO. Deste modo, prepare sua melhor receita de vida e nunca economize no AMOR e no CARINHO.
Nem sempre os ingredientes da vida são saborosos, por isso, saiba misturá-los e faça do seu viver um prato de raro sabor; e no final, você dirá de boca cheia: COMO VALE A PENA VIVER !!!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PEDIDO DE DEMISSÃO


Venho através desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de 8 anos no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantado, com as pequenas maravilhas deste mundo...
Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do
próximo pagamento.
Quero ter a certeza de que DEUS está no céu, e de que por isso tudo está direitinho neste mundo...
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus às pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.
Quero viajar ao redor do mundo, num barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.
Quero ficar feliz quando, amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.
Quero poder passar as tardes de verão, numa bela praia, construindo castelos na areia e dividindo-os com meus amigos...
Quero que as maiores competições que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada...
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia, era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a “Batatinha quando nasce...” e a “Ave Maria...” e isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.
Quero voltar ao tempo em que se era feliz, simplesmente porque se vivia na bendita ignorância da existência de coisas que podiam nos preocupar ou aborrecer...
Quero poder acreditar no poder dos sorrisos, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencido, de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro.
A partir de hoje, isto é com você, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.
Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar...
PORQUE O PEGADOR AGORA É VOCÊ!
E para não ser o pegador só tem um jeito:
Demita-se, você também, dessa sua vida chata de adulto...
Não tenha medo de ser feliz!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O LAVRADOR E A CEGONHA


Uma Cegonha de natureza simples e ingênua por ser boa, foi convidada por um bando de Garças, a visitar com elas, um campo que fora recentemente semeado. Mas, a festa acabou bruscamente, quando todo o bando foi capturado numa armadilha colocada no local, pelo lavrador dono daquele cultivo.
A Cegonha pediu então ao lavrador que a deixasse ir embora. Ela argumentou dizendo: “Por favor, deixe-me ir embora, Eu pertenço à família das Cegonhas, que são conhecidas pela sua honestidade e bom caráter. Veja, até minhas penas são diferentes da plumagem delas. Além disso, não sabia que as Garças estavam vindo roubar suas sementes.”
Respondeu então o agricultor: “Você pode ser um bom pássaro, e tudo que diz pode ser verdadeiro, mas eu capturei você na companhia de Garças destruidoras de plantações, e assim, terá a mesma punição que reservei para elas.”

Moral da História: Você é julgado a partir das companhias com quem anda.

O LAVRADOR E A SERPENTE


Uma Serpente, tendo feito sua toca perto da entrada de uma cabana, deu uma mordida no filho menor do Lavrador que ali morava, e este veio a falecer, causando grande angústia e aflição aos seus pais.
O Pai da criança resolveu então matar a serpente. No dia seguinte, quando ela saiu do buraco em busca de alimento, ele desferiu-lhe um golpe com seu machado. Mas, na ânsia de acertar com um só golpe antes que ela escapasse, errou a cabeça, e cortou apenas a ponta da sua cauda.
Depois de algum tempo, o camponês, com medo de também ser atacado pela serpente, resolveu fazer as pazes, e para agradá-la, deixou perto do buraco, uma porção de pão e sal.
A Serpente então disse: “Doravante, não pode existir paz entre nós, pois sempre que eu vir você, lembrarei da minha cauda cortada, enquanto que, sempre que você me vir, lembrará da morte do seu filho.”

Moral da História: É muito difícil esquecermos das injúrias sofridas, especialmente na presença dos seus causadores.

O LADRÃO E O CÃO DE GUARDA


Um ladrão veio à noite para assaltar uma casa. Ele trouxe consigo vários pedaços de carne, para que pudesse acalmar um feroz Cão de Guarda que vigiava o local. A carne serviria para distraí-lo, de modo que não chamasse a atenção do seu dono com latidos.
Assim que o ladrão jogou os pedaços de carne aos pés do cão, disse-lhe então o animal: - “Se você
estava querendo calar minha boca, cometeu um grande erro. Tão inesperada gentileza vinda de suas mãos, apenas serviram para me deixar ainda mais atento. Sei que por trás dessa cortesia sem motivo, você deve ter algum interesse oculto, de modo a beneficiar a si mesmo e prejudicar o meu dono”.

Moral da História: Gentilezas inesperadas é a principal característica de alguém com más, ou segundas intenções.

O LEÃO E OS TRÊS TOUROS


Três touros, amigos desde longa data, pastavam juntos e tranqüilos no campo.
Um Leão, escondido no mato, espreitava-os na esperança
de fazer deles seu jantar, mas receava atacá-los enquanto estivessem em grupo.
Finalmente, por meio de ardilosas e traiçoeiras palavras, ele conseguiu criar entre eles a discórdia e separá-los.
Assim, tão logo eles pastavam sozinhos, atacou-os sem medo algum, e um após outro, foram sendo devorados sempre que sentia fome.
Moral da História: União é força.

O LEÃO E O RATO


Um Leão dormia sossegado, quando foi despertado por um Rato, que passou correndo sobre seu rosto. Com um bote ágil ele o pegou, e estava pronto para matá-lo, ao que o Rato suplicou: - “Ora, se o senhor me poupasse, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua bondade. ”
Rindo por achar ridícula a idéia, assim mesmo, ele resolveu libertá-lo.
Aconteceu que, pouco tempo
depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.
O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse: - “O senhor riu da simples idéia
de que eu seria capaz, um dia, de retribuir seu favor. Mas agora sabe, que mesmo um pequeno Rato é capaz de fazer um favor a um poderoso Leão”.
Moral da História: Nenhum ato de gentileza é coisa vã. Não podemos julgar a importância de um favor, pela aparência do benfeitor.

O MOSQUITO E O TOURO


Um Mosquito que estava voando, a zunir em volta da cabeça de um Touro, depois de um longo tempo, pousou em seu chifre, e pedindo perdão pelo incômodo que supostamente lhe causava, disse: “Mas, se, no entanto, meu peso incomoda o senhor, por favor é só dizer, e eu irei imediatamente embora!”
Ao que lhe respondeu o Touro: “Oh, nenhum incômodo há para mim! Tanto faz você ir ou ficar, e, para falar a verdade, nem sabia que você estava em meu chifre.”
Com frequência, diante de nossos olhos, julgamos-nos o centro das atenções e deveras importantes, bem mais do que realmente somos diante dos olhos do outros.

Moral da História: Quanto menor a mente, maior a presunção.

OS GAROTOS E AS RÃS


Alguns garotos estavam brincando às margens de uma lagoa, onde vivia uma família de Rãs. Os garotos se divertiam atirando pedras na lagoa, de modo que estas saíssem pulando sobre a superfície da água.
Logo a superfície da lagoa estava repleta de pedras que voavam por todos os lados, e os garotos mal conseguiam se conter de tanta alegria.
Mas, para as pobres Rãs dentro da água, a situação era desesperadora, de pavor.
Por fim uma delas, a mais velha e corajosa do grupo, colocou a cabeça para fora da água e rogou: “Por favor, caras crianças, parem com tão cruel brincadeira. Ainda que isso possa ser divertido para vocês, também pode significar a morte para nós!”

Moral da História: Sempre é bom pensarmos antes, se o motivo de nossa diversão, não é causador de males para os outros!

OS VIAJANTES E A ÁRVORE


Dois viajantes, exaustos, depois de caminharem sob o escaldante sol do meio dia, decidiram descansar à sombra de uma frondosa árvore.
Após deitarem-se debaixo daquela refrescante e oportuna sombra, um dos viajantes, ao reconhecer que tipo de árvore era aquela, disse para o outro:
“Como é inútil esse Plátano![1] Não produz nenhum fruto, e apenas serve para sujar o chão com suas folhas.”
“Criaturas ingratas!”, disse uma voz vindo da árvore. “Vocês estão aqui sob minha refrescante e acolhedora sombra, e ainda dizem que sou inútil e improdutiva?”

Moral da História: Alguns homens desprezam suas melhores graças apenas porque nada lhes custam.

Nota[1]: Espécie de árvore ornamental de grande porte.

OS VIAJANTES E A BOLSA DE MOEDAS


Dois homens viajavam juntos ao longo de uma estrada, quando um deles encontrou uma bolsa cheia de alguma coisa. E ele disse: “Veja que sorte a minha, encontrei uma bolsa, e a julgar pelo peso, deve estar cheia de moedas de ouro.”
E lhe diz o companheiro: “Não diga encontrei uma bolsa; mas, nós encontramos uma bolsa, e quanta sorte temos. Amigos de viagem devem compartilhar as tristezas e alegrias da estrada.”
O “sortudo”, claro, se nega a dividir o achado. Então escutam gritos de: “Pega ladrão!”, vindo de um grupo de homens armados com porretes, que se dirigem, estrada abaixo, na direção deles. O viajante “sortudo”, logo entra em pânico, e diz. “Estamos perdidos se encontrarem essa bolsa conosco.”
Replica o outro: “Você não disse ‘nós’ antes. Assim, agora fique com o que é seu e diga, ‘Eu estou perdido’.”

Moral da História: Não devemos exigir que alguém compartilhe conosco as desventuras, quando não lhes compartilhamos também as nossas alegrias.

O LOBO E A OVELHA


Um lobo, muito ferido devido às várias mordidas de cachorros, repousava doente e bastante debilitado em sua toca.
Como estava com fome, ele chamou uma ovelha que ia passando ali perto, e pediu-lhe para trazer um pouco da água de um regato que corria ao lado dela.
Assim, falou o lobo, se você me trouxer água, eu ficarei em condições de conseguir meu próprio alimento.
Claro, respondeu a ovelha, se eu levar água para você, sem dúvida eu serei esse alimento.
Moral da História: Um hipócrita não consegue disfarçar suas verdadeiras intenções, apesar das palavras gentis.

VOCÊ SABE O VALOR DE UMA AMIZADE???


Um dia, durante uma conversa entre advogados, me fizeram uma pergunta:
- "O que, de mais importante, você já fez na sua vida"?
A resposta me veio na hora, mas não foi a que respondi, pois as circunstâncias não
eram apropriadas.
No papel de advogado da indústria do espetáculo, sabia que os assistentes queriam escutar anedotas sobre meu trabalho com as celebridades. Mas aqui vai a verdadeira, a que surgiu das profundezas das minhas recordações.
O mais importante que já fiz na minha vida, ocorreu em 08 de outubro de 1990.
Comecei o dia jogando golfe com um ex-colega e amigo meu, que há muito não via. Entre uma jogada e outra, conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um.
Ele me contava que sua esposa e ele acabavam de ter um bebê.
Enquanto jogávamos, chegou o pai do meu amigo, e consternado, lhe diz que seu bebê parou de respirar e que foi levado para o hospital com urgência.
No mesmo instante, meu amigo subiu no carro de seu pai e se foi. Por um momento fiquei onde estava, sem pensar nem mover-me, mas logo tratei de pensar no que deveria fazer: Seguir meu amigo ao hospital?
Minha presença, disse a mim mesmo, não serviria de nada, pois a criança certamente estaria sob cuidados de médicos, enfermeiras, e nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.
Oferecer meu apoio moral?
Talvez, mas tanto ele quanto sua esposa vinham de famílias numerosas e sem dúvida estariam rodeados de amigos e familiares que lhes ofereceriam apoio e conforto necessários, acontecesse o que acontecesse. A única coisa que eu faria indo até lá, era atrapalhar.
Decidi que mais tarde iria ver o meu amigo.
Quando dei a partida no meu carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu carro, aberto e com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis. Decidi, então, fechar o carro e ir até o hospital entregar-lhe as chaves.
Como imaginei, a sala de espera estava repleta de familiares que os consolavam.
Entrei sem fazer ruído e fiquei junto à porta pensando o que deveria fazer.
Não demorou muito e surgiu um médico que se aproximou do casal e, em voz baixa, comunica o falecimento do bebê.
Durante os instantes que ficaram abraçados, a mim pareceu uma eternidade, choravam, enquanto todos os demais ficaram ao redor daquele silêncio de dor. O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança.
Meus amigos ficaram de pé e encaminharam-se resignadamente até a porta.
Ao me ver ali, aquela mãe me abraçou e começou a chorar. Também meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: - "Muito obrigado por estar aqui!"
Durante o resto da manhã fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurar nos braços seu bebê, despedindo-se dele.
Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida!!!
Aquela experiência me deixou três lições:
Primeira: o mais importante que fiz na vida, ocorreu quando não havia absolutamente nada, nada que eu pudesse fazer. Nada daquilo que aprendi na universidade, nem nos anos em que exercia a minha profissão, nem todo o racional que utilizei para analisar
a situação e decidir o que eu deveria fazer, me serviu para aquela circunstância: duas pessoas receberem uma desgraça e nada eu poderia fazer para remediar.
A única coisa que poderia fazer era esperar e acompanhá-los. Isto era o principal.
Segunda: estou convencido que o mais importante que já fiz na minha vida, esteve a ponto de não ocorrer, devido às coisas que aprendi na universidade, aos conceitos do racional que aplicava na minha vida pessoal, assim como faço na profissional.
Ao aprender a pensar, quase me esqueci de sentir.
Hoje, não tenho dúvida alguma de que devia ter subido naquele carro sem vacilar e acompanhar meu amigo ao hospital.
Terceira: aprendi que a vida pode mudar em um instante. Intelectualmente todos nós sabemos disso, mas acreditamos que os infortúnios acontecem com os outros. Assim, fazemos nossos planos e imaginamos nosso futuro como algo tão real, como se não houvessem espaços para outras ocorrências.
Mas ao acordarmos de manhã, esquecemos que perder o emprego, sofrer uma doença, ou cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas, podem alterar este futuro em um piscar de olhos.
Para alguns, é necessário viver uma tragédia, para recolocar as coisas em perspectiva.
Desde aquele dia busquei um equilíbrio entre o trabalho e a minha vida. Aprendi que nenhum emprego, por mais gratificante que seja, compensa perder umas férias, romper um casamento ou passar um dia festivo longe da família. E aprendi que, o mais importante da vida, não é ganhar dinheiro, nem ascender socialmente, nem receber honras.
"O mais importante da vida é ter tempo para cultivar uma amizade".

VIAGEM


Oh ! Tristeza me desculpe!
Estou de malas prontas,
Hoje a poesia veio ao meu encontro,
Já raiou o dia, vamos viajar!
Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio,
Que vem caminhando,
Desde muito longe...
Lá do fim do mar!
Vamos visitar a estrela
Da manhã raiada,
Que pensei perdida pela madrugada,
Mas que vai escondida,
Querendo brincar...
Senta nessa nuvem clara, minha poesia,
Anda, se prepara,
Traz uma cantiga,
Vamos espalhando música no ar!
Olha quantas aves brancas,
Minha poesia, dançam nossa valsa,
Pelo céu que o dia fez todo bordado,
De raios de sol.
Oh! Poesia me ajude,
Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias,
Pelos campos verdes,
Que você batiza
De jardins do céu...
Mas, pode ficar tranqüila, minha poesia!
Pois nós voltaremos,
Numa estrela guia,
Num clarão de lua,
Quando serenar...
Ou, talvez até quem sabe,
Nós só voltaremos,
No cavalo baio,
No alazão da noite,
Cujo nome é raio...
Raio de Luar.

domingo, 27 de setembro de 2009

QUEBRA-CABEÇAS


Ganhei de um amigo, há dois meses, um quebra-cabeças de 1500 peças.
Eu não montava um quebra-cabeças desde que era criança.
É engraçado como nós deixamos de fazer certas coisas quando crescemos: quebra-cabeças, colorir, brincar com bonecas, pular corda, pique de esconder...
Coisas que nos trouxeram tanta alegria quando crianças, nós paramos de fazer quando alcançamos uma certa idade – é uma vergonha, não é?
Devo admitir, eu realmente aproveitei o quebra-cabeças. Embora muito frustrante, às vezes, era um bom desafio. Cada vez que eu achava uma peça que se encaixava, era extremamente recompensador.
Bom, e daí?
Você já percebeu quantas semelhanças existem entre um quebra-cabeças e a vida?
Num quebra-cabeças, cada peça é parte muito importante no grande quadro.
Na vida, são as pessoas e os acontecimentos, as partes importantes.
Como peças de um quebra-cabeças, cada um de nós é único, especial em seu próprio jeito.
Embora semelhantes, não há dois iguais.
Ironicamente, são nossas diferenças que nos fazem “encaixar”.
Enquanto eu trabalhava no quebra-cabeças, havia um peça que eu estava certa de pertencer a um ponto em particular. Mas não encaixava.
Acabava voltando a ela, tentando encaixá-la, me esquecendo que já havia tentado. Eu tinha meu pensamento focado no fato de que eu sentia que a peça era daquele espaço.
Penso em quantas vezes eu fiz a mesma coisa em minha vida, tentando fazer acontecer coisas que simplesmente não era pra ser.
Tentava várias vezes, chegava ao ponto de forçar, mas não era pra ser... e nada do que eu fiz mudou isso.
Se você já montou quebra-cabeças, sabe como é perder tempo procurando um pedaço específico.
De repente parece tão óbvio... mas eu não conseguia achar.
Consegui foi embaralhar ainda mais as peças. Fiquei frustrada e decidi deixar pra lá e ficar longe dele.
Quando voltei mais tarde, eu achei a peça imediatamente. Estava bem na minha frente desde o começo.
Minha vida foi assim muitas vezes. Tentava entender por que certas coisas aconteciam e do jeito que aconteciam.
Procurava as respostas por todos os lados e às vezes, as respostas estavam bem na minha frente.
Era só dar uma paradinha, um pequeno passo atrás, respirar e acalmar, que as respostas me encontravam.
Olhando as peças deste quebra-cabeças, eu penso nas peças de minha vida, minha família, meus amigos, acontecimentos, marcos e celebrações. Uma mistura de bom e ruim, alegria e lágrima, felicidade e tristeza.
Penso em todas as peças que imaginei sem importância e sem propósito.
Reflito em todas as peças que em minha vida me fizeram perguntas... Por que, meu Deus?... Por que isto?...
E repentinamente percebi que por causa dessas peças, outras peças se encaixaram tão bem.
Tudo em nossa vida acontece por uma razão. Cada acontecimento, bom ou mau, como uma peça do quebra-cabeças.
Deixe uma peça de fora e se quebra a harmonia inteira do produto final.
Talvez ainda não possamos entender o papel importante de cada peça em nossa vida, ainda existem muitos buracos e o quadro ainda não está claro.
Mas sei que quando minha viagem nesta vida estiver concluída, e a peça final estiver em seu lugar, eu entenderei. E serei capaz de ver o quadro completo e a beleza de cada peça.
Até lá, eu continuarei a viver com fé, sabendo e confiando que todas as peças que eu preciso, estão aí e que é só uma questão de tempo até que se encaixem bem.
Lembrarei de que há um grande quadro, um plano para mim, e que sou incapaz de ver agora.
Acreditarei que cada peça em minha vida, mesmo as dolorosas, tem propósito e cumprem papel importante.
E quando estiver fraca, procurarei força pela oração.
Farei isto até que a obra-prima de Deus em mim estiver finalmente completa e Ele então cochichará... “Muito bom! Está feito!”.

COMO O PERFUME QUE AS FLORES EXALAM


Quem de vocês não percebe que seu poder de amar não tem limites?
Se nosso Deus conferiu à terra a arte de ser ninho para a semente, aparentemente morta, porque não deveria conferir ao coração do ser humano o poder de incutir a vida num outro coração aparentemente morto?
Não é também o tempo, assim como o amor, indivisível e infinito?
O que quer que a alma deseje ardentemente, o espírito conseguirá.
Sua verdade encontrará a minha no mundo que virá: eis que se fundirão uma à outra, como o perfume que as flores exalam, tornando-se uma só que em si tudo abarca, imortal na imortalidade de amor e de beleza.
O infinito conserva apenas o amor, porque apenas o amor é sua imagem.

sábado, 26 de setembro de 2009

CRIE A SUA REALIDADE


Todos os dias criamos nossa própria realidade, embora achemos difícil aceitar isso- não há nada mais refinadamente agradável do que culpar alguém pelo que somos. É culpa dela ou dele; é o sistema; é Deus; são meus pais...
A maneira pela qual observamos o mundo ao redor é o que volta para nós, e o motivo pelo qual minha vida, por exemplo, é tão parca de alegria, felicidade e realização é porque meu foco é deficiente exatamente nessas coisas.

O amor é um sentimento sublime;
supera os problemas e diferenças,
resiste ao tempo
e se fortalece com a distância.
Difícil fugir, impossível esquecer.

O que me assusta é que
às vezes nos assemelhamos
tanto aos nossos inimigos,
que passamos a
aceitar seus erros,
apenas para justificar os nossos.

VIVENDO E APRENDENDO


Por mais difícil que pareça, é preciso aceitar as coisas como elas são.
Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito.
Amor não se implora, não se pede, não se espera...
As pessoas mudam. E nem sempre é a mudança que esperamos delas...
Acreditar ou não, é uma escolha sua...
Falar dos erros dos outros é fácil, difícil é olhar pra dentro e perceber que você também erra. Não se deve esperar muito das pessoas. Elas não são perfeitas.
Todos querem ser donos da verdade, e com isso, acabam esquecendo o que é certo ou errado.
Fazer com que outras pessoas se sintam culpadas é fácil. Difícil é admitir que quando algo não dá certo, a culpa é de todos os envolvidos.
Desaforos e orgulho só provam que você é imaturo. E intolerante.
As pessoas não aprendem todas as lições da vida em duas semanas, é inútil exigir isso delas. Algumas aprendem após os 40 anos, embora eu não espere ser uma dessas pessoas.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens. Jogar na cara fatos passados em qualquer discussão, só abre lugar a outra discussão.
Cobrar demais, fazer de menos, não é um ato bem pensado. Pessoas têm direitos iguais.
É ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente. E uma mentira pode estragar toda uma vida.
Se uma pessoa não confia em você, não significa que ela nunca tenha confiado. Analise suas ações passadas antes de julgá-la completamente errada.
Não existe nem sorte, nem azar, tudo são consequências.
Não precisamos do sofrimento, quando temos a compreensão e o entendimento.
Se você duvida que algo pode dar certo, certamente você já fez com que ele desse errado.
Vivendo e aprendendo...

DIFERENÇAS


Às vezes tentamos mudar a forma de ser de uma pessoa, achando assim ,que estamos lhe fazendo o bem.
Mas esquecemos que se nos aproximamos desta pessoa é porque algo de diferente nela nos chamou atenção.
Devemos aprender a conviver e respeitar as diferenças, sabendo que nem sempre encontraremos pessoas parecidas com a gente.
E será nesse momento que devemos respeitar o modo de agir, de pensar de alguém.
Sabemos que nunca acharemos ninguém no mundo inteiro igual a nós.
Às vezes parecidos, mas nunca iguais...

Errar é o primeiro
passo para aprender.
Aceitar o desafio é o
primeiro passo pra vencer.

ACEITAR AS PESSOAS


Aceita as pessoas, conforme estas se te apresentam.
Este homem prepotente que te desagrada, está enfermo, e talvez não o saiba.
Esse companheiro recalcitrante é infeliz em si mesmo.
Aquele conhecido exigente sofre dos nervos.
Uns, que parecem orgulhosos, são apenas portadores de conflitos que procuram ocultar.
Outros, que se apresentam indiferentes, experimentam medos terríveis.
A Terra é um grande hospital de almas.
Quem te veja, apenas, superficialmente, não te verá, como analisaste, com acerto.
Concede a liberdade para que cada um seja conforme é e não como pretendes que sejam.

Não vamos tentar consertar
a culpa do passado;
vamos aceitar
nossa responsabilidade
pelo futuro.

Normalmente, são tão
poucas as diferenças de
homem para homem
que não há motivo nenhum
para sermos vaidosos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


A esperança tem duas
filhas lindas,
a indignação e a coragem;
a indignação nos ensina a
não aceitar as coisas
como estão;
a coragem, a mudá-las.

Na essência
somos iguais,
nas diferenças
nos respeitamos.

Amar a vida ...
É ter paixão por coisas simples.
É aceitar o mundo exterior
e tê-lo como fonte de inspiração.
É saber reconquistar,
pois a conquista é algo muito fácil.
É ter uma visão de mundo
e absorver coisas boas.
É ter um grande amor, uma grande paixão,
uma grande amizade.
É estar de bem com a vida.
É poder amar e viver bons momentos.

Aprendi a aceitar o inevitável...
Aprendi a receber as críticas
dos que mais erram...
Aprendi a sorrir para os inimigos
e a perdoá-los...
Aprendi a chorar sozinha,
pois as lágrimas borram a felicidade dos outros...
Aprendi até a viver sem você para amar...
Só não aprendi a ser fria...
deixar de olhar o céu...
E a deixar de sonhar!