Durante a nossa vida causamos
transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas
da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade,
incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou
intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história
do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é
apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos. Esses tantos
transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a
tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. O outro também está em
construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos
machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não
é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas,
assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer. Os erros dos
outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros. Esta é uma conclusão
essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma
necessidade humana e cristã: o perdão. Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras.
É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros
dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma
jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a
poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um
desperdício. O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um
banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal,
desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em construção!
A força que você tem dentro de si é fonte geradora de energia, de vida e de amor. Para ela não existe tarefa impossível. Renove a cada dia a força interior e agradeça a Deus por esse dom que lhe dá infinita paz e capacidade de superar qualquer obstáculo.
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
sexta-feira, 17 de maio de 2013
DESCULPE O TRANSTORNO, ESTOU EM CONSTRUÇÃO
Ao longo da nossa caminhada, causamos
transtornos na vida de muitas pessoas porque somos imperfeitos...
Nas esquinas da vida, dizemos palavras
impróprias e sem necessidade...
Com pessoas mais próximas, costumamos agredir
sem intenção, e às vezes, intencionalmente. Mas agredimos...
Não respeitamos o tempo do outro, os desejos
do outro, a história do outro...
Acreditamos que o mundo gira em torno de nós,
dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe...
Vamos por aí causando transtornos e concluímos
que, não estamos prontos, mas em construção...
Tijolo a tijolo. É assim a nossa vida. O
templo da nossa história vai ganhando vida...
Esquecemos que o outro também está em
construção e também causa transtornos...
Um tijolo cai e nos machuca, outras vezes é o
cimento que suja o nosso rosto...
E o tempo todo nós temos que limpar e cuidar
das feridas.
Assim como os outros que convivem conosco
também tem que fazer...
Quando não sou eu é o outro, um conjunto de
erros meus, seus, deles, nossos...
Todas as pessoas erram, temos que compreender
que os transtornos são muitas vezes involuntários, que os erros dos outros são
semelhantes aos nossos erros...
Simples assim: Se eu errei, se eu magoei, se
eu julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos...
ESTOU EM CONSTRUÇÃO...
Autoria:
Gabriel Chalita
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
ORAÇÃO DO AMIGO
Há muito se diz que, quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro precioso. Há muito se diz que amizade verdadeira dura pra sempre. Não tem aquelas tempestades da paixão e nem a calmaria exagerada do descompromisso. É o meio termo. É a bonita sensação do estar perto e, de repente, deixar o silêncio chegar. Não exige tanto. Exige tudo.
As amizades nascem do acaso. Ou de alguma força que faz com que uma simples brincadeira, uma informação, um caderno emprestado, uma dor seja capaz de unir duas pessoas. E a cumplicidade vai ganhando corpo, e o desejo de estar junto vai aumentando, e, com ele, a sensação sempre boa do poder partilhar, de se doar.
Há muito se diz que os amigos verdadeiros são aqueles que se fazem presentes nos momentos mais difíceis da vida, naqueles momentos em que a dor parece querer superar o desejo de viver.
De fato, os amigos são necessários nesses momentos. Mas, talvez, a amizade maior seja aquela em que o amigo seja capaz de estar ao lado do outro nos momentos de glória, e vibrar com essa glória. Não ter inveja. Não querer destruir o troféu conquistado. Aplaudir e se fazer presente. Ser presente.
A amizade não obedece à ordem da proporcionalidade do merecimento. Não há sentido em querer de volta tudo o que com generosidade se distribuiu. A cobrança esmaga o espontâneo da amizade. E a surpresa alimenta o desejo de estar junto.
O amigo gosta de surpreender o outro com pequenos gestos. Coisas aqui e ali que roubam um sorriso, um abraço, um suspiro. E tudo puro, e tudo lindo.
Há muito se diz que não é possível viver sozinho. A jornada é penosa e, sem amparo, é difícil caminhar.
Juntos, os pássaros voam com mais tranquilidade. Juntas, as gaivotas revezam a liderança para que nem uma delas se canse demais.
Juntos, é possível aos golfinhos comentarem a beleza de um oceano infinito. Juntos, mulheres e homens partilham momentos inesquecíveis de uma natureza que não se cansa de surpreender.
Eu te peço, Senhor, nessa singela oração, que me dês a graça de ser fiel aos meus amigos. São poucos. E impossível seria que fossem muitos. São poucos, mas são preciosos. Eu te peço, Senhor, que me afastes do mal da inveja que traz consigo outros desvios. A fofoca. A terrível fofoca que humilha, que maltrata, que faz sofrer.
Eu te peço, Senhor, que o sucesso do outro me impulsione a construir o meu caminho, e que jamais eu tenha ânsia de querer atrapalhar a subida de meu amigo. Eu te peço, Senhor, a graça de ser leal. Que eu saiba ouvir sempre e saiba quando é necessário falar.
Senhor, sei que a regra de ouro da amizade consiste em não fazer ao amigo aquilo que eu não gostaria que ele me fizesse. E te peço que eu seja fiel a essa intenção. E sei que essa regra fará com que o que se diz há tanto tempo se realize na minha vida. Que eu tenha poucos amigos, mas amigos que permaneçam para sempre.
Não poderia ter muitos. Não teria tempo para cuidar de todos. E de amigo a gente cuida. Amigo a gente acolhe, a gente ama.
Senhor, protege os meus amigos. Que, nessa linda jornada, consigamos conviver em harmonia. Que, nesse lindo espetáculo, possamos subir juntos ao palco. Sem protagonista.
Ou melhor, que todos sejam protagonistas, e que todos percebam a importância de estar ali. No palco. Na vida.
Obrigado, Senhor, pelo dom de viver e de conviver. Obrigado, Senhor, pelo dom de sentir e de manifestar o meu sentimento. Obrigado, Senhor, pela capacidade de amar, que é abundante e é sem-fim.
Amém!
Enviado por Roy Lacerda do blog MomentoBrasil (http://momentobrasilcom.blogspot.com/)
Autoria:
Gabriel Chalita
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