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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O EGOÍSMO



O egoísmo, esta chaga da humanidade, deve desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso moral.
É ao Espiritismo que cabe a tarefa de fazê-la elevar-se na hierarquia dos mundos.
O egoísmo é, portanto, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem. Digo coragem, porque está é a qualidade mais necessária para vencer a si mesmo do que para vencer aos outros.
Que cada qual, portanto, dedique toda a sua atenção em combatê-lo em si próprio, pois esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho, é a fonte de todas as misérias terrenas.
Ele é a negação da caridade, e por isso mesmo, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo. Porque, enquanto o Justo vai percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos, dizendo: — Que me importa! Disse mesmo aos judeus: Esse homem é justo, por que querei crucificá-lo? E, no entanto, deixa que o levem ao suplício.
É a esse antagonismo da caridade e do egoísmo, à invasão dessa lepra do coração humano que o Cristianismo deve não ter ainda cumprido toda a sua missão.
E a vós, novos apóstolos da fé que os Espíritos superiores esclarecem, que cabem a tarefa e o dever de estirpar esse mal, para dar ao Cristianismo toda a sua força e limpar o caminho dos obstáculos que lhe entravam a marcha.
Expulsai o egoísmo da Terra, para que ela possa elevar-se na escala dos mundos, pois já é tempo da humanidade vestir a sua toga viril, e para isso é necessário primeiro expulsá-lo de vosso coração.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

EM TODOS OS CAMINHOS



Seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos. Isso não significa omissão de responsabilidade, ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.

O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie. Ninguém recebe talentos da vida, para escondê-los em poeira ou ferrugem.

Nasceste para realizar o melhor. Para isso é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor.

Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus. Se o conhecimento da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço.

Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para renovar o ar que respiras.

Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só. Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.

sexta-feira, 31 de julho de 2009


Corrigir-nos sim, e sempre. Condenar-nos, não.
Valorizemos a vida pelo que a vida nos apresente de útil e belo, nobre e grande.
Mero dever melhorar-nos, em regime de urgência; todavia, abstermo-nos do hábito de remexer inutilmente as próprias feridas, alargando-lhes a extensão. Somos espíritos endividados de outras eras e, evidentemente, ainda não nos empenhamos, como é preciso, ao resgate de nossos débitos; no entanto, já reconhecemos as próprias contas com a disposição de extingui-las.
Virtudes não possuímos; contudo, já não mais descambamos conscientemente para criminalidade e vingança, violência e crueldade.
Não nos damos aos outros toda a felicidade que lhes poderíamos propiciar, entretanto, voluntariamente não mais cultivamos o gosto de perseguir ou injuriar a quem seja.
Indiscutivelmente, não nos dedicamos, de todo, por enquanto, à prática do bem, como seria de desejar; todavia, já sabemos orar, solicitando da Divina Providência nos sustente o coração contra a queda no mal.
Não conseguimos infundir confiança nos irmãos carentes de fé; no entanto, já aprendemos a usar algum entendimento no auxílio a eles.
Por agora, não logramos romper integralmente com as tendências infelizes que trazemos de existências passadas, mas já nos identificamos na condição de espíritos inferiores, aceitando a obrigação de reeducar-nos.
Servos dos servos que se vinculam aos obreiros do Senhor, na Seara do Senhor, busquemos esquecer-nos, a fim de trabalhar e servir.
Para isso, recordemos as palavras do Apóstolo Paulo, nos versículos 9 e 10, do capítulo 15, de sua Primeira Carta aos Coríntios: - 'Não sou digno de ser chamado apóstolo, mas, pela graça de Deus, já sou o que sou.'

segunda-feira, 13 de julho de 2009



"A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus."

sexta-feira, 3 de abril de 2009

NINGUÉM MORRE


Não reclames da Terra os seres que partiram.
Olha a planta que volta na semente a morrer.
Chora, de vez que o pranto purifica a visão.
No entanto, continua agindo para o bem.
Lágrimas sem revolta é orvalho da esperança.
A morte é a própria vida numa nova edição.