Páginas

Mostrando postagens com marcador Eckhart Tolle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eckhart Tolle. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de dezembro de 2017

QUEM TE FARÁ FELIZ?


A maior parte das pessoas está tão distraída com os seus pensamentos, tão identificada com a voz que existe dentro da sua cabeça, que já não consegue sentir a vivacidade existente dentro de si. Não sermos capazes de sentir a vida que anima o corpo físico, a própria vida que somos, é a maior privação que nos pode acontecer. Começamos então a procurar não só substitutos para esse estado natural de bem-estar interior, como também algo que encubra o mal-estar permanente que sentimos quando não estamos em contato com a vivacidade, que está sempre presente, mas da qual geralmente não damos conta.
Alguns substitutos procurados pelas pessoas são, por exemplo, os estados intensos induzidos pelas drogas, a estimulação sensorial excessiva, a música exageradamente alta, as emoções fortes ou atividades perigosas, ou uma obsessão pelo sexo. Qualquer drama existente numa relação é utilizado como substituto para essa sensação de vivacidade genuína. O disfarce mais procurado para encobrir esse contínuo mal-estar de fundo é o das relações íntimas: um homem ou uma mulher que irá «fazer-me feliz». Obviamente, também é uma das causas mais frequentes das «desilusões». E, quando o mal estar vem de novo à tona, as pessoas geralmente atribuem as culpas ao seu companheiro ou companheira.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

LAMENTO


Veja se se consegue apanhar a lamentar-se, quer por palavras quer por pensamentos, por causa de determinada situação em que se encontra, de algo que as outras pessoas fazem ou dizem, do seu meio envolvente, da sua situação de vida, ou até mesmo por causa do tempo.
Uma lamentação é sempre uma não aceitação daquilo que é. E traz consigo, necessariamente, uma carga negativa inconsciente.
Quando você se lamenta, está-se a fazer de vítima. Mas quando você se defende, está a reivindicar o seu poder. Por isso, mude a situação tomando providências, defendendo-se se for necessário ou possível; deixe a situação ou aceite-a.
Ter qualquer outra atitude é insensato.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A IDENTIFICAÇÃO DO EGO COM O CORPO DE DOR


Observe a resistência que tem dentro de si próprio. Observe o apego que tem à dor. Fique muito atento. Observe o prazer peculiar que que lhe advém de se sentir infeliz. Observe a compulsão para falar do assunto ou para pensar nele. A resistência cessará se você a tornar consciente. Poderá então voltar a sua atenção para o corpo de dor, estar presente como testemunha e dar assim início à sua transformação.
Só você o pode fazer. Ninguém mais o pode fazer por si. Mas se tiver a sorte de encontrar alguém que seja intensamente consciente, se puder estar com essa pessoa e juntar-se a ela no estado de presença, isso ajudá-lo-á e acelerará o processo. Dessa maneira, a sua própria luz brilhará com maior intensidade. Se um toro de madeira que estiver a arder for colocado junto de um outro que esteja a arder, e se pouco tempo depois forem novamente separados, o primeiro tronco estará a arder com uma intensidade muito maior.
No fim de contas, o fogo é o mesmo. Ser um fogo assim é uma das funções de um mestre espiritual. Alguns terapeutas também poderão desempenhar essa função, desde que ultrapassem o nível da mente e possam criar e sustentar um estado de intensa presença consciente enquanto trabalham consigo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

EXPECTATIVAS


A não-reação ao ego dos outros é uma das maneiras mais eficazes não só de transcendermos o nosso próprio ego, como também de dissolver o ego humano coletivo. No entanto, só nós podemos encontrar num estado de não-reação se formos capazes de identificar o comportamento das outras pessoas como proveniente do ego, como uma expressão da disfunção humana coletiva. Quando compreendermos que não é nada de pessoal, deixa de haver uma compulsão para reagir como se realmente fosse. Se não reagirmos ao ego, teremos muitas vezes a capacidade de trazer à tona a sanidade dos outros, a consciência incondicionada, em oposição à consciência condicionada do ego.
Por vezes, é necessário adotarmos algumas medidas práticas para nos protegermos de pessoas profundamente inconscientes. E podemos fazê-lo sem transformar essas pessoas em nossos inimigos. Porém, a nossa maior defesa é sermos conscientes. Uma pessoa torna-se um inimigo se personalizarmos a inconsciência que é o ego. O perdão é sinônimo de não-reação. Perdoar significa olhar para além de algo ou, melhor, olhar através de algo. Olhamos através do ego para a sanidade que existe em cada ser humano.

sábado, 21 de julho de 2012

A NATUREZA DO CAMINHO INTERIOR



Dependemos da natureza não só para nossa sobrevivência física. Também necessitamos da natureza para que nos ensine o caminho para “casa”, o caminho de saída da prisão das nossas mentes.
Nós nos perdemos no “fazer”, no “pensar”, no “recordar” e no “antecipar”. Estamos perdidos em um complexo labirinto, em um mundo de problemas.
Temos esquecido daquilo que as rochas, as plantas e os animais já sabem. Nós nos esquecemos de ser: de ser nós mesmos, de estar em silêncio, de estar onde a vida está. Aquí e agora!
Levar a sua atenção a uma pedra, a uma árvore ou a um animal, não significa “pensar neles”, senão simplesmente percebê-los, dar-se conta deles.
Então eles lhe transmitem algo da sua essência. Você sente o quão profundamente descansa no ser, completamente unificado com aquilo que você é e com o lugar onde está.
Ao se dar conta disso, você também entra em um lugar de profundo repouso dentro de si mesmo.
Quando caminhar ou descansar na natureza, honra este reino, permanecendo nele plenamente.
Serene-se. Olhe. Escute. Observa como cada planta e animal são completamente eles mesmos. Diferente dos humanos, eles não estão divididos em dois.
Não vivem através de imagens mentais de si mesmos, e por isso não têm que se preocupar em proteger e potenciar essas imagens.
Todas as coisas naturais, além de estarem unificadas consigo mesmas, estão unificadas com a totalidade.
Não se separaram do entremeado da totalidade, reclamando uma existência separada: “eu”, o grande criador de conflitos.
Você não criou o seu corpo, e tampouco é capaz de controlar suas funções corporais. Em seu corpo atua uma inteligência maior que a mente humana. É a mesma inteligência que sustenta tudo na natureza.
Para se acercar ao máximo a esta inteligência, seja consciente do seu próprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima seu organismo.
Quando percebe a natureza tão só através da mente, através do pensamento, você não pode sentir a sua plenitude de vida, o seu ser.
Unicamente, vê a forma e não é consciente da vida que a anima, do mistério sagrado.
O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio de conseguir benefícios, conhecimento, ou algum outro propósito prático.
Observe, sente um animal, uma flor, uma árvore, e veja como descansam no ser.
Cada um deles é ele mesmo. Possuem uma enorme dignidade, inocência, santidade.
No momento em que olha mais além dos rótulos mentais, você sente a dimensão inefável da natureza, que não pode ser compreendida pelo pensamento.
É uma harmonia, uma sacralidade que além de compreender a totalidade da natureza, também está dentro de você.
O ar que respira é natural, como o próprio processo de respirar. Dirige a atenção à sua respiração e se dê conta de que não é você quem respira. A respiração é natural.
Conecte-se com a natureza do modo mais íntimo e interno, percebendo a sua própria respiração e aprendendo a manter a sua atenção nela. Esta é uma prática muito curativa e energizante.
Produz uma transformação de consciência que lhe permite passar do mundo conceitual do pensamento ao campo da consciência incondicionada.
Você necessita que a natureza lhe ensine e lhe ajude a se reconectar com seu ser.
Você não está separado da natureza. Todos somos parte da vida única que se manifesta através das incontáveis formas em todo o universo, formas que estão, todas elas, completamente interconectadas.
Quando você reconhece a sacralidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade nas quais uma flor ou uma árvore existem, você agrega algo a essa flor ou a essa árvore.
Pensar é uma etapa na evolução da vida.
A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior à aparição do pensamento.
Quando os seres humanos se aquietam, vão mais além do pensamento.
A quietude que está mais além do pensamento. Contém uma dimensão ampliada de conhecimento, de consciência.
A natureza pode levá-lo à quietude. Este é o presente dela para você.
Quando você percebe a natureza e se une a ela no campo da quietude, ela se preenche da sua consciência. Este é o seu presente para a natureza.
Através de você a natureza toma consciência de si mesma. É como se a natureza estivesse esperando você durante milhões de anos para fazê-lo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A NATUREZA


Dependemos da natureza não só para a nossa sobrevivência física.
Também necessitamos da natureza para que nos ensine o caminho para casa, o caminho para sairmos da prisão de nossas mentes.
Nós nos perdemos no fazer, no pensar, no recordar, no antecipar; estamos perdidos em um complexo labirinto, em um mundo de problemas.
Esquecemos aquilo que as rochas, as plantas e os animais já sabem.
Nos esquecemos de Ser, de sermos nós mesmos, de estar em silêncio, de estar onde está a vida: Aqui e Agora.
Focalizar a atenção em uma pedra, em uma árvore ou em um animal, não significa “pensar neles”, mas simplesmente percebê-los, dar-se conta deles.
Então eles te transmitem algo de sua essência.
Sente quão profundamente descansam no Ser, completamente unificados com o que são e onde estão.
Ao perceber isto, tu também entras em um lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo.
Quando caminhares ou descansares na natureza, honra este reino, permanecendo aí plenamente. Acalma-te. Olha. Escuta.
Observa como cada planta e cada animal são completamente eles mesmos.
Diferentemente dos humanos, não estão divididos em dois.
Não vivem por meio de imagens mentais de si mesmos, e por isso não precisam preocupar-se em proteger e potencializar estas imagens.
Todas as coisas naturais, além de estarem unificadas consigo mesmas, estão unificadas com a totalidade.
Não se afastaram da totalidade exigindo uma existência separada: “eu”, o grande criador de conflitos.
Tu não criastes teu corpo, nem és capaz de controlar as funções corporais.
Em teu corpo opera uma inteligência maior que a mente humana.
É a mesma inteligência que sustenta tudo na natureza.
Para aproximar-te ao máximo desta inteligência, torna-te consciente de teu próprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.
Quando percebes a natureza apenas com a mente, por meio do pensamento, não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser.
Unicamente vês a forma e não estás consciente da vida que a anima, do mistério sagrado.
O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio para conseguir benefícios, conhecimento, ou a algum outro propósito prático.
Observa, sente um animal, uma flor, uma árvore, e vê como descansam no Ser.
Cada um deles é ele mesmo.
Eles têm uma enorme dignidade, inocência, santidade.
No momento em que olhas além dos rótulos mentais, sentes a dimensão inefável da natureza, que não pode ser compreendida pelo pensamento.
É uma harmonia, uma sacralidade que além de preencher a totalidade da natureza, também está dentro de ti.
O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar.
Dirige a atenção à tua respiração e percebe que não és tu quem respira.
A respiração é natural.
Conecta-te com a natureza do modo mais íntimo e interno percebendo a tua própria respiração e aprendendo a manter tua atenção nela.
Este é um exercício que cura e energiza consideravelmente.
Produz uma mudança de consciência que te permite ultrapassar o mundo conceitual do pensamento e atingir a consciência incondicionada.
Precisas que a natureza te ensine e te ajude a reconectar-te com teu Ser.
Não estás separado da natureza.
Todos somos parte da Vida Única que se manifesta em incontáveis formas em todo o universo, formas que estão, todas elas, completamente interconectadas.
Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existem em uma flor ou em uma árvore, acrescentas algo a esta flor ou a esta árvore.
Pensar é uma etapa na evolução da vida.
A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior à aparição do pensamento.
Quando os seres humanos se aquietam, vão além do pensamento.
A quietude que está além do pensamento contém uma dimensão maior de conhecimento, de consciência.
A natureza pode levar-te à quietude.
Este é o presente dela para ti.
Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, este se enche com tua consciência.
Este é o teu presente para a natureza.
Através de ti, a natureza toma consciência de si mesma.
É como se a natureza tivesse ficado à tua espera durante milhões de anos para adquirir esta consciência.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A ACEITAÇÃO DO AGORA


(A impermanência e os ciclos da vida)
Existem ciclos de sucesso, que é quando as coisas acontecem e dão certo.
E os ciclos de fracasso, que é quando elas não vão bem e se desintegram.
Se nos apegamos às situações, oferecemos uma resistência nesse estágio. Significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que vamos sofrer.
É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas aconteçam.
Um ciclo não pode existir sem o outro.
O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização espiritual.
Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem sentido e se transformado em fracasso.
Você tem de ter passado por alguma perda profunda ou por algum sofrimento, para ir à dimensão espiritual.
O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está sempre encoberto pelo fracasso.
No mundo da forma, todas as pessoas fracassam mais cedo ou mais tarde. E toda conquista acaba em derrota.
Todas as formas são impermanentes. Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos, e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos.
Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia que são fundamentais para uma renovação.
Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle como uma medida auto-protetora e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, para que uma necessária renovação possa acontecer.
Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa energia e permitirmos que eles aconteçam.
Mas nada dura muito nessa dimensão, onde as traças e a ferrugem devoram tudo.
Tudo acaba ou se transforma.
A mesma condição que era boa no passado, de repente se torna ruim. A mesma condição que fez você feliz agora faz você infeliz.
A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio de amanhã.
O casamento feliz e a lua de mel se transformam no divórcio infeliz ou em uma convivência infeliz.
A mente não consegue aceitar quando uma situação a qual ela tenha de apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um membro estivesse sendo arrancado do seu corpo.
Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só.
Somente a ilusão do tempo as separa.
Não oferecer resistência à vida, é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins.
Observe as plantas e os animais. Aprenda com eles a aceitar aquilo que é e a se entregar ao agora.
Deixe que eles lhe ensinem o que é ser.
Deixe que eles lhe ensinem o que é integridade, estar em unidade, ser você mesmo, ser verdadeiro.
Aprenda como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer um problema.