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sábado, 19 de julho de 2014

FUGIR DA DOR



Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa.
A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias.
Impossível saber o que a vida pode nos trazer a qualquer instante, não há como adivinhar se fugirmos do contato com ela, se não abrirmos a porta. Não há como adivinhar e, se é isso que nos assusta tanto, é isso também que nos dá esperança.

3 comentários:

Mirtes Stolze. disse...

Querida Amiga Maria José.
Um ótimo dia da amizade, é amanhá mais deste já vim lhe parabenizar.Feliz dia dos amigos.
Quanto a postagem está certíssima, não podemos deixar de viver com medo da dor, viver intensamente pode trazer sofrimento,mas é melhor viver, do que apenas sobreviver.
Um forte abraço.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Fugir da dor, dos medos e das incertezas é normal nos dias que vivemos. Todos queremos evitar o pior para nós.
Escondendo-nos demasiado estamos a deixar de viver com liberdade e deixar que fiquem de fora momentos de alegria e de felicidade.

Resumindo: Ninguém deve viver fechado sobre si próprio.

Tomek J. disse...

Szkoda, że nie możemy się tak schować przed życiem.
Zgasić światło, zasłonić okna i udawać, że nie istniejemy.
Pozdrawiam.