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sexta-feira, 1 de março de 2013

MORAL ESTRANHA


Tudo aquilo que não é criação do próprio homem, por ele é concebido como algo estranho. E tudo o que é estranho está muito longe dele, sem muito significado e nem mesmo ligação com tudo aquilo que é de seu conhecimento.
Porém, como conhecer, como conceber novas idéias, novos rumos, novos enfoques para tudo que está comodamente instalado dentro do homem?
Desacomodando, remexendo e causando a necessidade da reorganização, de reavaliação.
Explico-me: O que pensar de uma orientação que diz: "desvincule-se de seus entes mais queridos e cresça!" A primeira reação é de estranheza e incompreensão que levam ao desagrado, pois implicam na desacomodação daquilo que já está "gravado" na moral que nos diz: "honrai pai e mãe". Afirmo-lhes, então, que nada há de contraditório nestas duas colocações. Não há que odiar-se, não é preciso deixar de querer bem para desvincular-se.
Há sim, que se esclarecer. O que são laços e vínculos familiares? Partem de um compromisso de amor, de respeito, de união, de amparo, de trabalho coletivo. Porém, o homem restringe essa grandeza aos compromissos criados por ele mesmo. Compromissos que pesam, aprisionam, entristecem... Compromissos de cobranças que desunem!
Compromissos há, com certeza! Responsabilidades também, assumidas em conjunto. Porém, são compromissos que devem ser compreendidos de forma bem diferente daquela com que, na maioria das vezes o são. E a diferença é a essência dos sentimentos que alimentam esses compromissos.
Se são alimentados pelo amor que liberta, compreende, anima e fortalece...
Ou se são alimentados pela necessidade de poder, de medição de forças, por laços que aprisionam, podam, sufocam o ser criado para ser livre e feliz...
Nada há de estranho na moral que orienta para a liberdade, para a compreensão, para o exercício livre das potencialidades de todos aqueles que são tão "nossos" familiares, quanto todos que de nós se aproximam. Por que então criar "prisões" para estes que dizemos amar?
A Lei de Deus é a Lei do Amor e não da posse. Portanto, para encontrá-Lo dentro de nós é preciso que nos libertemos dos laços do egoísmo que alimentam a necessidade de poder que ainda possuímos.
Libertar-se não é, e nunca foi, deixar de amar. Ao contrário, é preciso desapegar-se para aprender a amar com a profundidade própria do amor verdadeiro.
E nunca perder de vista que, antes de "pertencer" a qualquer grupo familiar, fazemos parte do universo. Somos elementos integrantes de uma "família" muito maior: somos todos filhos do mesmo amor.

4 comentários:

AugustoCrowley disse...

Grande verdade!

cantinho da Ione disse...

Olá Boa Tarde!!!
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Fique com Deus!!!
grande abraço!!!
Ione Viana

Cidinha disse...

Olá, Maria. Uma ótima tarde de sábado pra vc! Saudadessssssssss! Sempre uma linda reflexção. Obrigada amiga por tuas visitas! Ando em falta por problemas de sinal e conexção. Agradeço pelo carinho, mesmo estando ausente vc lá está sempre presente! Obrigada pela indicação anterior do blog star. Adorei! Já li todos os livros, o qual abriu as portas para mim, sobrê o espiritismo. Deixo um bjo carinhoso!

Anônimo disse...

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