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sábado, 10 de abril de 2010

A REALIDADE SUPERA AS MAIS CRIATIVAS FORMAS DE FICÇÃO


Nenhum vilão criado até hoje pela indústria cinematográfica pode superar as maldades cotidianas cometidas por pessoas que podem estar muito próximas a nós.
Por entendermos que a essência do Homem é boa, distraímo-nos acreditando que todas as pessoas agem baseadas na bondade. Não é sempre assim.
É fato que existem mentes perigosas, dispostas a destruir pelo prazer de destruir; ardilosas, inteligentes e completamente desvinculadas da lógica, da racionalidade, da moral e da ética.
Essas pessoas estão conosco nas ruas e no trabalho, no lar e no encontro casual em um shopping center. Elas procuram “vítimas” e, frequentemente, as encontram entre as pessoas mais frágeis, bondosas e afetivas. Elas têm predileção por pessoas que demonstram lacunas emocionais doloridas - pessoas fragilizadas que acreditam em tudo o que possa parecer uma possibilidade de curá-las dessas dores.
Na Era Cristã, já se falava daqueles que devoravam a casa das viúvas, aproveitando-se de sua solidão e carência. As coisas não mudaram, apenas sofisticaram.
Sim, há pessoas destituídas de sentimentos de compaixão, amor e empatia. E elas, por aparente ironia, são as que mais acusam as outras pessoas de serem assim. O disfarce perfeito: a mãe que não age como mãe, mas finge preocupar-se ilimitadamente com os filhos; o pai que não age como pai, não protege, não provê, não se envolve, mas chora de saudade dos filhos para os quais nunca liga ou visita; a irmã invejosa da beleza da mais nova que chantageia a mãe para tornar a outra “borralheira”; a terapeuta sexual, que sequer estuda o assunto, mas é excelente para palpitar na vida dos outros com ares de especialista, enquanto em casa possui vida íntima destruída e dedica-se a prejudicar pessoas e afastar amizades que favoreçam o crescimento do marido, que quer cativo.
Há milhares de pessoas que espancam com as mãos, outras com palavras, chefes tiranos, negociantes gananciosos e uma categoria sem fim de vilões cotidianos com os quais cruzamos nas esquinas de nossas vidas. Isso quando não passamos a dividi-las com eles.
Há quem defenda que os vilões são apaixonantes, ao menos para o delírio dos que lhes querem servir de vítimas.
O fato é que podemos estar tomando café da manhã com o inimigo, dormindo com a inimiga, trabalhando lado a lado com o traidor e até mesmo, nos tornarmos vilões de nós mesmos - sabotando nossa própria felicidade e agindo com crueldade com relação a nossa própria vida.
Há muita maldade no mundo e a maldade é ausência de amor. Todo aquele que não ama e não recebe amor corre grave perigo. Trate o mal com o bem, amando o próximo, especialmente o mais próximo, mas cuidado para não levar o inimigo para dentro de casa e de não confundir inimigos com amigos.
A patologia da maldade é perigosa, desestruturante e de consequências imprevisíveis. Se fizéssemos uma pesquisa nos manicômios sobre as origens que conduziram pessoas antes consideradas normais até aquele estado encontraríamos o egoísmo, a vaidade, o orgulho e o prazer em provocar deliberadamente a dor, na base da imensa maioria dos fenômenos a que convencionamos chamar loucura.
Todo vilão é um “louco” em potencial, com incrível capacidade de tornar-se um “louco” realizado!
Não desacredite da humanidade, tampouco ande por aí de maneira desavisada convidando vilões para jantar. Na vida real, a despeito da novela, poderá não haver ninguém da produção para salvá-lo das consequências, nenhum diretor para dizer: - “Corta!”
Vilões de verdade não param, não desistem e não obedecem a direção alguma. Estão doentes, precisam de ajuda. Se quiser ajudá-los, não se torne uma vítima, vítimas nem sempre têm uma segunda chance! Mesmo que seja para ajudar...
Os bons sofrem demais porque esquecem que também é bondade denunciar e não aceitar a maldade. Ser conivente com a vilania é uma maneira de se aproximar da aquisição de seus hábitos. Saia desse âmbito de ação. Neutralize as possibilidades de que apliquem vilania à sua vida.
Se você consentir ser prisioneiro ou refém de algo ou alguém, não faltarão candidatos à vaga de vilões e sequestradores do seu destino.
A realidade supera, em muito, à ficção. Fique alerta, troque de canal, vire a página, abandone a história, esqueça a personagem...
Liberte-se!

Enviado por Rosani do blog Fragmentos de Uma Alma Perfumada (
http://rosani22.blogspot.com/)

11 comentários:

Kotta1947 disse...

Até estou assustada, nunca tinha visto o caso por este prisma. Pensei que me tinha livrado do bicho mau mas afinal ele está onde menos se espera. Bom fim de semana.

Silvia disse...

Você tem razão, a realidade pode nos mostrar o quanto o ser humano pode causar sofrimentos.
Abraço

Cris Tarcia disse...

Maria José, infelizmente encontramos estas pessoas fora dos filmes, elas passam suas maldades, atraves das palavras, do olhar, dos gestos, por isso temos que vigiar, orar para que nossa vibração esteje sempre elevada.


Beijos

Sônia Silvino disse...

Oiiii!
Infelizmente, o ser humano é, muitas vezes, bem desumano e assustador até!
Bjkas, minha querida!

angela disse...

Verdade, é sempre bom prestar atenção em quem temos por perto.
beijos

Vida*** disse...

Orai e vijiai!!Se tivéssemos uma bola de cristal.Não serìamos submetidos a tantas maldades e crueldade. Paz e Luz.Namastê.

Paulo disse...

Maria José... Parabéns pelo texto, fazendo a gente pensar, como sempre. Quando o li, lembrei do livro "Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao Lado" de Ana Beatriz B. Fontanar Silva. Esse livro mostra que a psicopatia tem vários graus, e que em graus mais leves o diagnóstico é quase que imperceptível, portanto, realmente, estamos rodeados de muitas pessoas doentes.
Um grande abraço...

Graça Pereira disse...

Tens razão...as mentes tornaram-se mais refinadas ... Já o povo diz "Quem vê caras, não vê, corações"
Beijo
Graça

Alberto disse...

Assim que eu tiver um tempinho volto pra visitar seu blog,gostei.
Parabéns!

manuel marques disse...

Infelizmente a vida real está contaminada...

Beijo.

Pelos caminhos da vida. disse...

Sem bem o que é isso.

Boa semana amiga.

beijooo.