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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ONDE DEUS OCULTOU A FELICIDADE


Umas das coisas que mais o homem busca é a felicidade.
E o que mais se ouve, são as criaturas afirmarem que são infelizes.
Esse é infeliz porque não tem dinheiro. Outro, porque lhe falta saúde, outro ainda, porque o amor partiu. Ou nem chegou. Um reclama da solidão. Outro, da família numerosa que o atormenta com mil problemas; um terceiro aponta o excesso de trabalho, outro reclama da falta dele.
Alguém ama a chuva, o vento e o frio. Outro lamenta a estação invernosa que não lhe permite o gozo da praia, dos gelados e do calor do sol.
Em todo esse panorama, o homem continua em busca da felicidade.
Afinal, onde será que Deus ocultou a felicidade?
Soberanamente sábio, Deus não colocou a felicidade no gozo dos prazeres carnais.
Isso porque uma criatura não precisa de outra criatura para atingir a sua plenitude.
Assim, quem vivesse só pelos roteiros da terra, não poderia encontrar a felicidade.
Amoroso e bom, o Pai também não colocou a felicidade na beleza do corpo. Porque ela é efêmera. Os anos passam, as estações se sucedem e a beleza física toma outra feição. A pele aveludada, sem rugas, sem manchas, não resiste ao tempo.
E os conceitos de beleza se modificam no suceder de gerações. O que ontem era exaltado, hoje não merece aplausos.
Também não a colocou na conquista dos louros humanos, porque tudo isso é igualmente transitório.
Os troféus hoje conquistados, amanhã passarão a outras mãos, mostrando a instabilidade dos julgamentos e dos conceitos humanos.
Igualmente, Deus não colocou a felicidade na saúde do corpo, que hoje se apresenta e amanhã se ausenta.
Enfim, Deus, perfeito em todas as suas qualidades, não colocou a felicidade em nada que dependesse de outra pessoa, de alguma coisa externa, de um tempo ou de um lugar.
Estabeleceu, sim, que a felicidade depende exclusivamente de cada criatura. Brota da sua intimidade. Depende de seu interior.
Como ensinou o extraordinário Mestre Galileu: “o reino dos céus está dentro de vós”.
Por isso, se faz viável a felicidade na terra.
Goza-a o ser que não coloca condicionamentos externos para a sua conquista.
É feliz porque ama alguém, mesmo que esse alguém não o ame.
É feliz porque pode auxiliar a outrem, mesmo que não seja reconhecido.
É feliz porque tem consciência de sua condição de filho de Deus, imortal, herdeiro do universo.
Não se atém a picuinhas, porque tem os olhos fixos nas estrelas, nos planetas que brilham no infinito.
Se tem família, é feliz porque tem pessoas para amar, guardar, amparar.
Se não a tem, ama a quem se apresente carente e desamparado.
Se tem saúde, utiliza os seus dias para construir o bem.
Se a doença se apresenta, agradece a oportunidade do aprendizado.
Nada de fora o perturba.
Se as pessoas não o entendem, prossegue na sua lida, consciente de que cada qual tem direito às suas próprias idéias.
Se tem um teto, é feliz por poder abrigar o outro irmão, receber amigos.
Se não o tem, vive com a dignidade de quem está consciente de que nada, em verdade, nos pertence.
Enfim, o homem feliz é aquele que sabe que a terra é somente um lugar de passagem.
Sabe que veio de lugares distantes para cá e que, cessando o tempo, retornará a outras paragens, lares de conforto e escolas de luz, moradas do Pai, nesse infinito universo de Deus.
A verdadeira felicidade reside na conquista dos tesouros imperecíveis da alma.

3 comentários:

Antonio Carlos disse...

Querida Maria José!
Hoje à tarde estava sintonizado em um programa da Rádio Boa Nova e ouvi um testemunho de uma senhora que ilustra bem o fato de que a verdadeira felicidade não consiste nos bens materiais e passageiros, mas nos espirituais que são eternas.
Disse essa senhora:"Agora a pouco bateu em minha porta um senhor de idade avançada que costuma apanhar papelão e outros materiais recicláveis me perguntando se eu teria algo que não usasse para doar-lhe. Pedi que esperasse, entrei e voltei com duas camisetas que meu marido não usava mais. Esse senhor me agradeceu profundamente e disse: muito obrigado por esse presente de Natal que a senhora está me concedendo, volto feliz para minha casa e poderei mostrar ao meu rei e à minha rainha que agora terei algo para vestir no Natal. Perguntei então quem eram o rei e a rainha e ele me disse que eram sua esposa e filho. Nesse momento não me contive e fui abraçá-lo pois ao ver a felicidade que irradiava de seus olhos eu pude perceber que necessitamos de muito pouco para sermos realmente felizes, pois na verdade ele acabara de me presentear muito mais do que eu a ele. Eu sim recebi um verdadeiro presente de Natal: um exemplo de humildade que nunca havia presenciado em ninguém."
Querida irmã, para esse senhor o simples fato de receber duas camisetas usadas, ter um lugar para retornar e família para abraçar já constitui uma bênção divina.
Obrigado pelas palavras de conforto e consolo para minha esposa.
Que o Senhor te abençoe grandemente hoje e sempre.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

Bloguinho da Zizi disse...

Maria José
o texto é lindo e profundo, cabe perfeitamente em qualquer momento da nossa vida.
E o comentário acima, do Antonio Carlos, completa com uma situação vivida pela senhorinha.
Quanto aprendizado.....
Quanta luz.....
Tomará todos tivessem essa humildade.
Gratidão
alzira

Carmem L Vilanova disse...

Que lindo post, Maria jose!
Lindo como todos os que publicas, sem excessao!
Minha felicidade está escondida onde começa o meu coração, extendendo-se até onde acaba o meu sorriso!
Minha felicidade é sorrir e fazer sorrir!
Beijos, flores e meus eternos sorrisos, linda!