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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A GRANDE TRANSIÇÃO


Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.
O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.
Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.
Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.
Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.
Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.
Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.
Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.
Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana, que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.
Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.
A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.
Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade.
A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.
Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.
A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.
Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.
A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.
É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.
Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.
Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.
A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.
Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.
Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.
Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.
O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.
Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.
O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.
São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.
Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.
A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.
Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.
A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.
As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.
Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.
A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.
Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

11 comentários:

Luis F disse...

Sempre que aqui venho, encontro sempre algo que me prende e transmite força.

Parabéns pelos textos

Com amizade
Luis

♥ ♥ Eu disse...

É a lei da evolução...ótimo post amiga, tô saudades.

um grande beijo!

Fernando disse...

Hola Maria José,
Siempre es un placer entrar en tu casa y leer lo que escribes.
Te dejo unos besos.
Fernando.

alegria de viver disse...

Querida amiga
Infelizmente o ser humano só aprende na dor, demos graças a DEUS por esta oportunidade.
Obrigada pelo belo texto, e pelas informações preciosas.
Com muito carinho BJS.

ઇ‍ઉ Cyss disse...

oi!

sou nova por aqui e estou passando
prá conhecer o seu blog...

uma ótima noite de quintaaa!!

até... ;)

Gislene disse...

OLÁ MARIA JOSÉ,
BELO TEXTO VOCÊ NOS TRAZ...
REFLEXIVO...
OLHA, TEM SELINHOS PRA VOCÊ NO MEU BLOG!
ESPERO QUE GOSTE!
ABRAÇO,
GISLENE.

Espírita na Net disse...

Maria José,

Não precisava agradecer. Minhas palavras foram sinceras e de coração. Desejo tudo de bom a vc!

Esse texto é muito profundo, como tudo da Joanna. Já postei no meu blog também. Ah, achei linda a imagem do post, peguei para mim, tá?

Beijos,
Adriana.

angela disse...

Maria José.
Belo texto e um pouco assustador.
Estou em falta com você e com outros blogues, mas meu micro pifou e estou meio sem pernas para postar os selinhos. Espero faze-lo logo.
beijos

REGINA GOULART SANTOS disse...

Olá, minha querida amiga Maria José.
Sinceramente, sem exageros, este belíssimo, texto,traz a baila reflexões seríssimas acerca dos acontecimentos que vêm assolando este planeta das expiações . Já havia lido algo sobre espíritos bastante evoluídos,e que já estariam sendo enviados para este plano astral, devido a todo um panorama catastrófico em que todos nos encontramos, ocasião, em que o dinheiro, não tarda, e estará valendo muito pouco. Haveremos ainda de presenciar muitas hecatombes, mas ao final, quem conseguir aqui permanecer, nesta ou nas próximas reencarnações, irão desfrutar do mundo, coisas inimagináveis, nunca dantes vistas, um mundo cheio de cores, solidário onde irá imperar a paz, amor tão sublimes e almejados pelos puros de alma e coração.
Parabéns pelo seu post minha querida.
Muitos beijos

Ana disse...

Me encanta leerte tus escritos me calman el alma te deseo un maravilloso fin de semana te mando un abrazo de energía de luz positiva con cariño

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Elizabeth disse...

olá Maria José,
Tenha um bom dia, fique com Deus.
Beijos