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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

UM MUNDO MELHOR


Paz na Terra eu quero aos Homens de Boa Vontade,
Aos Homens da crueldade,
Aos Homens de toda a idade,
Aos Homens de toda a cidade.
União entre os cidadãos,
Diálogo e compreensão,
Esperança e perdão,
O fim da má distribuição,
Irmão ajudando irmão.
Amor na terra semear,
A vida saber respeitar,
O irmão querer ajudar,
Sem nada em troca cobrar... importando somente amar.
Esperança para poder acreditar
Que a vida irá melhorar,
Se em qualquer lugar do planeta o homem souber de verdade o seu semelhante respeitar.
Fé e muita oração, não importando a religião,
Ensinando a cada dia que a paz, amor e união,
Respeito entre os homens da nação
Faz bem a toda a população.
Respeito ao Homem, eu peço do fundo do meu coração,
Só posso respeitar o verde, minha pátria e os animais,
Se me respeitarem de fato, como verdadeiro cidadão.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

BOA NOITE, MEU DEUS!



Chegou a hora de dormir, meu Deus. Nesta noite imploro Vossa misericordiosa presença, invisível e protetora, junto de mim. Não acredito no existir sem Vós, Senhor da Paz, do Bem e da Justiça!
O sono que logo me tornará inerte, foi planejado para restabelecer a paz interior, desgastada pelos atritos e desencontros da vida.

Quero ter certeza de que alguma coisa superior, infinitamente poderosa, nos unirá cada vez que o véu da noite abater-se sobre a terra. Neste mar encapelado de agressões, desentendimentos mútuos, ausência de perdões; de comunidades violentas, hostis e competitivas, todos precisamos de algum refúgio aonde possamos refazer as forças e redescobrir a fé na dignidade humana.

Quero, bondoso Deus, aproveitar o intervalo entre o nascimento e a morte, como dádiva divina, permeando meus dias com pensamentos e atos de paciência, honestidade, justiça e de muita tolerância para com meu próximo. Meus dias têm sido uma correria infinda. Sempre o tempo é escasso para Vos louvar, Senhor! Peço perdão pelas vezes que esqueci de Vos agradecer as maravilhas que recebo diariamente.

Não disponho de condições para ajudar os braços alongados que me pedem socorro, fustigados pelas discrinações deste começo de milênio de fortes constrastes. Fico atônito diante de tantas coisas por fazer e nem sempre posso realizá-las. Acredite, Deus, que é muito difícil a escolha! Chego às vezes a desacreditar no poder da fé, na doçura do amor e na magnanimidade da justiça; tantas são as trilhas divergentes, tantos são os confrontos.

Antes de adormecer, considerarei meu desempenho deste dia que termina. Farei uma análise das minhas ações; do que pedi e do que não mereci receber. Ponderarei se fui tolerante com as pessoas que de mim se acercaram. Se trabalhei conscientemente ou se perdi preciosos minutos remoendo águas passadas, ou culpando os outros pelas minhas fraquezas.

Tendes sido bom para mim, senhor Deus! Por isso me questiono se estou correspondendo com Vossa confiança. Alegro-me pela ajuda que recebi para semear o bem nesta seara de veredas traiçoeiras, de pessoas incompreensíveis; de crises de valores, de maldades e falta de moral.

Acabo de ler algo monumental sobre este Vosso mundo. Quero partilhar dele, por pouco que seja, com a alegria de quem encontrou um tesouro, e com a vontade de quem deseja torná-lo melhor.

Tenho usado todos os sentidos, como sensores, para captar Vossas mensagens e retransmiti-las ao próximo, objetivando a felicidade e a paz de quantos delas necessitam.

Agradeço-Vos a dádiva dos sentidos que me permitem participar deste mundo repleto de luzes, cores, alegria e vida, muita vida!

Boa noite, meu Deus. Obrigado pelos familiares que me cercam, pelos amigos que me estes e pelos inimigos também. Estes me ajudam a corrigir eventuais erros que possa ter cometido.

Custa-me acreditar que existem tantos incrédulos que teimam em não Vos reconhecer como princípio e fim de todas as coisas deste Universo. Como se o mundo fosse uma organização aleatória, sem dono.

Obrigado, Senhor, pelo dom da vida. Hoje caminhei lado a lado com pessoas maravilhosas, que me ajudaram a crescer. Obrigado pelos amigos e amigas que comigo partilham da internet; que me admiram tanto quanto eu os admiro e respeito. Superei alguns obstáculos e aprendi bastante acerca do home: sua trajetória e finalidades aqui na terra.

Quero sempre ter gente ao meu lado, para ficar mais próximo de Vós! Desejo adormecer acalentando a certeza de que o dia de amanhã será aberto ao diálogo construtivo, em todos os segmentos da sociedade, para construção de uma Pátria melhor e mais justa; sem desempregos, nem violências, nem perseguidos e abandonados.

Nesta noite quando olhar para o alto, quero sentir-me coberto pelo majestoso manto das Vossas cintilantes estrelas. Quero olhar para o chão e sentir essa mágica, chamada Vida, que se processa inaudível e exuberante, sem que percebamos o grande milagre das transformações. Agradeço por ser gente, para estar em equilíbrio com todas as forças cósmicas que sustentam este colosso, chamado Universo.

Quero, meu Deus, viver o espetáculo da vida plena; da companhia do irmão anônimo; dos que lutam pela paz na terra; dos jovens que se preparam com dignidade para o futuro; dos anciãos que estão mais perto de Vós; dos trabalhadores zelosos; dos meus leitores e de quantos vibram com o dom da via. Abençoai-os todos, meu Senhor!

Amanhã, quando despertar, quero confiar mais, acreditar mais, enxergar mais longe, ajudar mais, tentar mais, amar mais! Pernoitai ao meu lado, Senhor, e deixai que os fluidos do bem entrem pelas frestas do meu coração.

Boa noite, meu Deus!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ANO NOVO


Tudo morre um dia.
Um ano também morre, implacável,
Na hora determinada.
Morrem amores e morrem sonhos,
Morrem as horas passadas.
Mas quando a última porta se fecha,
Uma nova janela se abre,
Promissora.
Renasce o ano,
Na hora marcada.
Novos amores e novos sonhos,
Novas horas esperadas.
E quando a janela se abre,
Plena de promessas,
Abre-se nosso coração
Cheio de esperança.
Vistamos então
Nossos melhores sonhos
Calcemos nossos melhores sapatos.
Olhemos para o ano que passou
Com olhos agradecidos
E para o que chega
Com o coração aberto
Para receber
Com alegria, fé e coragem
Tudo o que ele tem
Para nos oferecer.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ESCREVENDO NOSSA HISTÓRIA


Vivendo que percebemos
Nosso livro sendo escrito;
Nele, todos escrevemos
Novos atos, em ‘negrito’.

Iniciamos nossa escrita
Do prefácio que nos dão;
A consciência quando grita
Nos concita à retidão.

Nesse livro coletivo
É narrada nossa História;
Num processo descritivo,
Vem mostrando a trajetória.

Será escrito no teu livro
Teu formal depoimento;
Nesse livro, com teu crivo,
Firmará teu julgamento.

A caminhada, traiçoeira,
Sempre engana viajores,
Ofuscados pela ‘poeira’,
Distanciam dos amores.

Se desviares, meu amigo,
Volta e pega teu caminho!
Não te contarás comigo,
Marginando teu destino.

Caminha sempre seguro,
Ao lado do teu Pastor;
daquEle por qual eu juro,
não te negarás Amor!

domingo, 30 de dezembro de 2012

EU TE DESEJO


Eu te desejo, que a justiça te acompanhe, e te acompanhando você seja justo, e sendo justo as pessoas te envolvam, e te envolvendo você se sinta  protegido, e protegido e seguro encontre a Paz.
Que a Paz te envolva profundamente, e te envolvendo, te serenize a alma, e com a alma serena possa enxergar, e enxergando veja a LUZ, e vendo a LUZ descubra JESUS.
Descobrindo Jesus possa perdoar os que te ofenderam,  e perdoando, tenha tempo para praticar o bem, aprender a não julgar, e não julgando viver na simplicidade e lembrar de ORAR.
E ao Orar, lembre-se de agradecer, e agradecendo entre em sintonia com o Criador.
E em sintonia com o Criador, seja banhado pelo AMOR, e banhado pelo AMOR seja feliz.
E sendo feliz, espalhe a alegria como semente. Por ande passar seja Evangelho Vivo que ensina como exemplos, assim como fez um dia o próprio Jesus.

sábado, 29 de dezembro de 2012

ESTOU VELHO


Estou velho...
Não gosto dos sem-terra... Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil...
Estou velho...
Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista... Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade... Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros...
Estou muito velho...
Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver...
Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor da idade.  Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem 'levados'... Meu coração não tem mais força para sentir emoções...
Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir...
Eu não acredito em nada...
Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos!
E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu...
Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar
foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.
Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico...
"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo... Vejam o que estão fazendo comigo.... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores... Meu povo era heroico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante... Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada... Havia paz no futuro e glórias no passado... Nenhum filho meu fugia à luta... Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil... Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula...
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo como uma criança dormindo em seu berço esplêndido....”
Mesmo que ela seja a ultima brasileira patriota valeu a pena viver para ler o texto.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

EM TORNO DA FELICIDADE


Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.
Quem aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para com os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar. A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.
Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.
Quando o céu estiver cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

EDUCAR PARA A VIDA, EDUCAR O OLHAR


O que significa ‘educar para a vida’? O que significa ‘educar o olhar’?
“Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.” (Rubem Alves)
O jornal Folha de São Paulo publicou o depoimento de um jovem pai, que, aflito, dizia: “A minha filha pediu um laptop da Xuxa. Ela só tem três anos e fala direitinho ‘Laptop’. Acho que ela nem sabe o que é, mas viu na TV e quer de qualquer jeito.” O pai afirma que já percorreu duas lojas à procura do ‘laptop da Xuxa’, mas que estavam com o estoque esgotado. Prossegue, dizendo que irá se dirigir, apesar da forte chuva, ao shopping, pois a felicidade de sua filha depende do tal laptop. Nada mais irá satisfazê-la, e não se contentará com um laptop de brinquedo similar,– quer unicamente o ‘laptop da Xuxa’.
Apenas três anos de idade, e a marca do desejo já foi inscrita em sua subjetividade.
Enquanto as crianças assistem a desenhos e programas infantis, a educação para o consumo vai se instalando de forma poderosa no seu subconsciente.
Como muitos pais passam longas jornadas fora de casa, e desconhecem o que os filhos veem na televisão, vamos fazer uma breve descrição do comercial do brinquedo em questão.
O comercial inicia-se com Xuxa e duas meninas sentadas ao redor de uma mesa com cadernos e lápis de colorir. Xuxa diz que vai mostrar para as duas meninas algo muito mais legal e divertido. Nesta hora, entram em cena os efeitos especiais, e uma esteira colorida leva as três até o Céu. E no Céu está o tal laptop. A esteira converte-se num gigantesco tobogã, pelo qual elas descem escorregando felizes. (reflita sobre como uma criança pequena processará tais fantasiosos efeitos visuais) E no fim do comercial, Xuxa apresenta os vários modelos e cores para se colecionar.
Trinta segundos se mostram suficientes para convencer a criança pequenina de que a felicidade reside no adquirir o produto anunciado. A esteira que conduz ao Céu.O incontido sorriso de Xuxa e das duas crianças figurantes, que mal cabem em si.
Ter = Ser Feliz
O desejo de posse e o consumismo impostos a mentes indefesas, ainda na mais tenra idade. A pedagogia do consumo, – o aproveitar da imaturidade natural de uma criança pequena para convertê-la num consumidor precoce.
Gerações e gerações de crianças desenvolveram a criatividade e o gosto pela arte por meio de cadernos e lápis de colorir. E um comercial de 30 segundos consegue fazer com que a criança enxergue tal atividade como coisa do passado, e passe a almejar o objeto anunciado.
“Lápis e cadernos de colorir, que coisa mais sem graça...”  “Diversão de verdade é o meu laptop!”
A publicidade infantil se torna ainda mais cruel, desumana e desalmada quando recordamos que as crianças das famílias mais carentes encontram-se igualmente expostas à sua invasiva, massiva, desregulamentada e abusiva veiculação.
Nos países desenvolvidos, onde a Infância e a Educação são priorizadas, cuidadas e protegidas, existem leis regulamentando e restringindo a publicidade infantil.
Nos Estados Unidos e na Europa, apresentadores de atrações infantis são proibidos por lei de ter sua imagem associada a qualquer produto comercial.
Crianças pequenas tendem a acreditar que os adultos sempre falam a verdade. Portanto, se um adulto lhes diz que necessitam de tal coisa para serem felizes, elas aceitarão tal afirmação sem ressalvas.
Ademais, uma apresentadora de programa infantil, como a Xuxa, estabelece um forte vínculo afetivo e emocional com a criança, devido às longas horas que passa com ela diariamente. Portanto, em função de tal ligação emocional, a criança pequena recebe a mensagem publicitária que a apresentadora transmite quase que como uma ordem, e ela não quer decepcionar ou trair tal vínculo afetivo.
A criança pequenina não tem a menor capacidade intelectual de compreender que por trás do comercial existem empresários, publicitários, diretores televisivos e seus milionários lucros comerciais.
Para a criança pequena, o que há é apenas a Xuxa, que ela considera uma amiga, dizendo para ela que a felicidade reside no possuir tal laptop.
Algum dia, quiçá não tão distante, a exemplo dos países desenvolvidos, nossas leis também irão proibir apresentadores de programas infantis de anunciarem marcas e produtos, dentre outras medidas. Algum dia, quiçá não tão distante, a exemplo de muitos países desenvolvidos, nós também iremos educar as nossas crianças para que sejam primeiramente cidadãos, e não meros consumidores precoces.
Fôssemos nós também um país desenvolvido, priorizando a Infância e a Educação, a apresentadora, os diretores televisivos, os publicitários e todos os demais envolvidos na criação e veiculação de um comercial como o do ‘Laptop da Xuxa’ estariam respondendo criminalmente, sujeitos a duras penas.
O que se pode esperar de uma sociedade na qual interesses comerciais se sobrepõem aos cuidados básicos com a Infância? Que podem fazer os pais para proteger seus filhos nestes dias desleais que vivenciamos?
Vejamos alguns conselhos de educadores e especialistas em Educação: Em ambientes com a presença de crianças menores de quatro anos, mantenha os aparelhos de TV desligados. Lembre-se de que a atenção periférica nas crianças pequenas é bastante apurada, mais até do que nos adultos. Enquanto brincam inocentemente num canto da sala, elas vão assimilando e absorvendo tudo que acontece ao seu redor. Os olhos e os ouvidos das crianças pequenas são sensíveis demais para a futilidade das novelas, as coberturas sensacionalistas dos dramas e tragédias humanas dos telejornais, e a incessante torrente apelativa, abusiva e invasiva de propagandas e comerciais.
Caso, devido à corrida rotina da vida moderna, você tenha que recorrer ao babá-eletrônico para distrair crianças pequenas, dê preferência a vídeos e dvds. Como nesta fase a criança sente prazer na repetição, sendo ela parte do processo de aprendizagem, adquira alguns dvds infantis para manter em casa. Desenhos são lúdicos e, vistos moderadamente, estimulam a fantasia e a criatividade. Recorrendo ao dvd, você poderá preservar seus filhos pequenos da tirania publicitária das emissoras de TV.
Recomenda-se que somente após completar quatro anos de idade a criança venha a ter contato com programas televisivos. E, mesmo assim, não mais do que por 45 minutos diários,
inicialmente com a presença de um adulto, a orientá-la diante do caráter persuasivo dos comerciais.
90% do nosso aprendizado acontece entre 0–6 anos de idade, considerada a fase em que temos maior capacidade de aprendizado.
A primeira infância representa um período crucial na formação do caráter, e no estabelecimento de valores e princípios que nortearão os anos vindouros.
“Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.”(Rubem Alves)
Educadores orientam que aparelhos de TV e computadores não devem ficar no quarto das crianças, mas em salas comuns, onde os pais possam acompanhar o seu uso.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

10 LIÇÕES QUE NINGUÉM NUNCA OUVIU, MAS DEVERIA OUVIR!


Primeira: Você é extraordinário.
Segunda: Sempre vai ter alguém que vai te surpreender, sem você notar.
Terceira: Você pode e deve sofrer e se sentir a pior pessoa do mundo. Te darei 15 minutos para isso. Não mais.
Quarta: Nada resiste a uma boa música. Aumente o volume!
Quinta: Abra a janela, respire o ar, tampe os ouvidos e grite o mais alto que puder.
Sexta: Dance sozinho balançando uma das mãos para cima.
Sétima: Abrace, e nunca canse de dizer te amo a quem merece muito mais que isso.
Oitava: Nenhum fracasso é pequeno, eles são grandes. Sorria, agora você tem a chance de dar a volta por cima.
Nona: Não sei que horas, nem dia são hoje. Mas, você está vivo. E não há nada que você queira fazer, que não possa ser feito.
Décima: Deus está com você, e isso é o mais importante.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

NATAL


Natal é festa da simplicidade. Das crianças, dos Anjos, dos velhos... é festa de todos os homens!
Tudo o que Jesus fez na terra, foi para nos dar o exemplo. Se nasceu numa mangedoura, foi para nos ensinar que a simplicidade faz parte do nosso caminho; se recebeu ouro, foi para que saibamos que existem tesouros valiosos que nos pertencem de direito: a amizade e o amor.
Se recebeu incenso e mirra foi para nos mostrar que a vida também tem seu perfume, mesmo quando estamos fechados a tudo ao nosso redor.
Se Deus nos permite festejar o aniversário de Cristo, isso também é por nós, não por Ele, pois é o período onde as pessoas se esquecem um pouquinho de si mesmas para pensarem nos outros.
Natal é festa do Amor! Do amor de Deus ao mundo, do amor dos homens para com o próximo.
E meu desejo é que nessa noite de paz uma estrela cadente esteja sobre o lar de cada um de vocês e que um coral de Anjos possa estar cantando "paz na terra aos homens de boa vontade," para que a paz invada cada ser e que reine por muito e muito tempo.
E só para lembrar: comer é bom, cantar é bom, dar e receber presentes é bom... mas Jesus é o único Caminho que conduz ao Pai; a oração é a única coisa que nos aproxima e nos torna acessíveis a Deus.
Um Feliz Natal!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

TEMPO DE ALEGRIAS


O Natal vai chegando e com ele essa sensação de que o mundo se transforma aos poucos. Os projetos vão aparecendo, as casas iluminam-se, tornam-se coloridas e belas.
Dentro do coração a esperança adormecida acorda devagarinho e toma forma, alimentando assim o desejo de que um milagre aconteça e traga os sonhos perdidos ou a felicidade esperada.
As pessoas tornam-se mais dóceis e fala-se em solidariedade. E Jesus, muitas vezes esquecido, renasce.
Quem duvida do milagre do Natal deveria abrir mais os olhos, porque fazer um milagre não é realizar grandes e extraordinários feitos, mas devolver a esperança aos cansados, a alegria à alma aflita e um pouco de ternura a um coração desesperado.
Quem divide um pedaço de pão com um faminto, agasalha alguém que sente frio e traz um pouco de luz aos que perderam o direito à luz do dia, alimenta e veste o Mestre e habita Seu coração.
Aí sim está o milagre de toda a magia do Natal. Sendo humanos, tornamo-nos serez de luz capazes de iluminar o mundo.
Pudesse essa magia perdurar o ano todo, haveria mais flores nos campos e mais sorrisos nos rostos; haveria mais olhos brilhando e menos doenças da alma. E o mundo seria uma imensa família, exatamente como Deus idealizou.
Pense nisso, tenha um Feliz Natal e faça Feliz o Natal de alguém!

domingo, 23 de dezembro de 2012

DÚVIDA OU ESPERANÇA?


Contam que um alpinista, desesperado por conquistar uma altíssima montanha, iniciou sua escalada depois de anos de preparação. Como queria a glória só para ele, resolveu subir sem companheiros.
Durante a subida foi ficando tarde e mais tarde, e ele não havia se preparado para acampar, sendo que decidiu seguir subindo... e por fim ficou escuro.
A noite era muito densa naquele ponto da montanha, e não se podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, visibilidade zero, a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens.
Ao subir por um caminho estreito, a apenas poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se pelos ares, caindo a uma velocidade vertiginosa. O alpinista via apenas velozes manchas escuras passando por ele e sentia a terrível sensação de estar sendo sugado pela gravidade.
Continuava caindo... E em seus angustiantes momentos, passaram por sua mente alguns episódios felizes e outros tristes de sua vida.
Pensava na proximidade da morte, sem solução. De repente, sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado e presa nas estacas cravadas na montanha.
Nesse momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou com todas as suas forças: - Meu Deus, me ajuda !!!
De repente, uma voz grave e profunda vinda dos céus lhe respondeu: - Que queres que eu te faça? - Salva-me meu Deus!!! - Realmente crês que eu posso salvá-lo? - Com toda certeza Senhor!!! - Então corta a corda na qual estás amarrado.
Houve um momento de silêncio; então o homem agarrou-se ainda mais fortemente à corda.
Conta a equipe de resgate, que no outro dia encontraram o alpinista morto, congelado pelo frio, com as mãos agarradas fortemente à corda. A apenas dois metros do solo. E você? Cortaria a corda?
Às vezes precisamos tomar decisões que testam nossa fé em Deus. Será que nos encontramos tão agarrados às nossas “cordas” a ponto de não termos coragem de nos soltar delas???

sábado, 22 de dezembro de 2012

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL



Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo,acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.