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sábado, 28 de março de 2009

O DOCE AROMA DO CAFÉ



“Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater, sem nenhum resultado. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro aparecia. Seu Pai, um “chef” de cozinha, levou-a ao seu local de trabalho. Ali encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e na última colocou pó de café. Deixou que tudo fervesse sem dizer uma palavra, só olhava e sorria para sua filha enquanto esperava. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Retirou os ovos e os colocou em um recipiente. Pegou as cenouras e as colocou em um prato e finalmente pegou o café com uma concha e o colocou em uma tijelinha.
Virando-se para sua filha, perguntou: Querida, o que vê? “Ovos, cenouras e café”, foi a sua resposta. Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Surpreendida e intrigada a filha perguntou: O que isto significa, pai? Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervendo. Só que haviam reagido de maneira diferente. A cenoura entrara na água, forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos haviam entrado na água, frágeis. Sua casca fina havia protegido seu líquido interior. Mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornou mais endurecido. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervendo, ele havia mudado a água. Qual dos três elementos é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Ele perguntou à sua filha. Você é do tipo cenoura, ovo ou pó de café? Qual dos três elementos é você? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força? Será que você é como um ovo, que começa com um coração maleável, com um espírito fluido, mas depois de alguma perda, separação, doença ou demissão, você se torna mais difícil, duro e inflexível? Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis? Ou será que você é como o pó de café? O café muda a água fervente, o elemento que lhe causa a dor, quando a água chega ao ponto máximo de sua fervura, ele consegue o máximo de seu sabor e aroma.” Somos nós os responsáveis por nossas próprias decisões. Cabe a nós, somente a nós, decidir se a crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida.
Sejamos sempre o doce aroma do café, para transformarmos a adversidade em algo melhor, sempre amparados por Deus.

O que você é: cenoura, ovo ou café?

A MORTE



"A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa. A última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além. O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra. Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro. Aí, olha, distingue ao longe a campina. Aspira o ar livre, vê a luz. Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída? Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo. De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro? A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra. O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz. A morte é uma mudança de vestimenta. Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela. A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade. As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz. Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus. O ponto de reunião é no infinito. Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”.

FALECEU ONTEM A PESSOA QUE ATRAPALHAVA SUA VIDA...


Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito: "Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes". No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?- Ainda bem que esse infeliz morreu !
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles. A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"? No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "Sua vida não muda quando seu chefe muda; quando sua empresa muda; quando seus pais mudam; quando seu(sua) namorado(a) muda. Sua vida muda quando você muda! Você é o único responsável por ela."
"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".

ANTIGA LENDA EGÍPCIA DO PEIXINHO VERMELHO


"No centro de formoso jardim, havia um grande lago adornado de ladrilhos azul-turquesa. Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita. Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de Rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça. Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho menosprezado por todos. Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gorduchos, arrebatavam para si todas as formas de larvas e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso. O peixinho vermelho, que nadasse e sofresse ! Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome. Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.

Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria a maior massa de lama por ocasião de aguaceiros. Depois de muito tempo, à custa de longas investigações minuciosas, encontrou a grade do escoadouro. À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo: – "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?" Optou pela mudança. Apesar de magríssimo pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem extremamente estreita. Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu embriagado de esperança. Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos. Encontrou peixes de muitas famílias diferentes que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro. Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo. Habituado com pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e agilidade naturais. Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo. De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária. Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas. O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações. Plenamente transformado sem suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz. Vivia, agora, sorridente e calmo, no palácio de coral que elegera, com centenas de amigos para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude continuariam a correr para o oceano. O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles. Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? Não seria nobre ampará-los, prestando-lhes valiosas informações? Não hesitou. Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no palácio de coral, empreendeu comprida viagem de volta. Voltou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar. Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supõe que o seu regresso fosse causar surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia. Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis. Gritou que voltara à casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali havia dado pela ausência dele. Ridicularizado, procurou então, o Rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse. O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu com ênfase que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer de um momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida se mostrava cada vez mais rica e surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao palácio do coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e deveriam aprender a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à aventurosa jornada. Assim que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção. Ninguém acreditou nele. Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram solenes que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente. O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em sua companhia até a grade de escoamento e, tentando de longe a travessia, exclamou, borbulhante: – "Não vês que não cabe aqui nem uma só das minhas barbatanas? Grande tolo! Vai-te daqui! Não perturbes o nosso bem-estar...Nosso lago é o centro do universo...Ninguém possui vida igual à nossa!..." Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se em definitivo, no palácio de coral, aguardando o tempo. Depois de alguns anos apareceu pavorosa e devastadora seca. As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a aparecer, atolada na lama...”

Autoria anônima, apresentado por Carmen Diva B. Monteiro, Elvira Cruvinel Ventura e Patrícia Nassif da Cruz, e publicado no Caderno de Pesquisas em Administração, São Paulo, v.1, n.8, p.69-80, primeiro trimestre 1999.

ACREDITE



Nossa visão do mundo é muito limitada. Mesmo nossos sonhos mais longínquos não nos permitem ir além quando nosso eu está ferido. Quando tudo vai mal, quando não conseguimos acrescentar uma gota sequer de solução aos nossos problemas, começamos a ver o mundo como se tudo fosse cinza, como se tivéssemos o poder de ir apagando toda a beleza que está espalhada à nossa volta.


A questão nem é ser negativo, pois uma pessoa negativa o será sempre, mas é de ir deixando aos poucos de acreditar que algo possa ser mudado, simplesmente porque o tempo é interminável quando sofremos ou esperamos alguma coisa que tarda a chegar, ou ainda quando tomamos as dores dos outros acompanhando o movimento do mundo. Mas mesmo quando estiver cinza, quando as possibilidades de saída te parecerem como muros altos e intransponíveis, continue acreditando! Não deixe a peteca cair! Eu garanto que quando você se mantiver em movimento para construir alguma coisa, a esperança vai estar no seu caminho como uma vela acesa iluminando sua passagem. As esperanças só morrem quando morremos em nós, quando deixamos de acreditar que a vida é esse monte de vivências às vezes contraditórias, doloridas e belas ao mesmo tempo. Jamais permita que a tristeza tenha símbolo do seu nome! Que ela venha quando não puder evitá-la, mas que fique justo o tempo necessário para ensinar alguma coisa. Pare um pouquinho e olhe a natureza: ela nunca desiste! As estrelas continuam brilhando apesar dos vendavais que agitam as nuvens. A solidão, às vezes, é benéfica, quando nos faz refletir sobre nosso eu e nossas razões de vida. Mas não deve ser uma companheira inseparável que nos isola do mundo. Há mãos estendidas na nossa direção. Sempre há! Só não vemos quando olhamos pra trás ou quando fechamos os olhos. Mesmo quando não acreditamos em mais nada, Deus continua acreditando em nós. E Ele renova nossas forças, nos sustenta, nos mantém de pé, ainda se nossos joelhos se dobrem e nos sentimos incapazes de continuar. O importante é continuar essa aventura da vida sem baixar os braços, sem baixar a cabeça. Temos todo o direito de cair, mas temos o dever de resistir. Ainda que a lua se consuma e o sol desapareça, que o infinito se desfaça e a terra se perca, há esperança para cada um de nós. Eu acredito!

Fonte: Grupo Sintonia Elevada

SAUDADE


Vencido pela profunda angústia da minha mágoa, despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e o mar de nuvens viajeiras, me convidaram para o banquete do dia.
Levantei e percebi que não fora um pesadelo... A presença da sua ausência era a mais pura triste realidade...
Não sei dizer ao certo se é a presença da ausência ou a ausência da presença, ou talvez seja, simplesmente saudade...

Lá fora tudo respirava perfume e os braços do vento, carregando o pólen da vida, cantavam nos ramos do arvoredo delicada canção...
Saí a correr para fora, tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos.
A presença invisível do bem amado fazia-me arder em febre de ansiedade, enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto...
Embriagado pela saudade, meu ser ansiava pela paz...
Em vão tentei exaurir as forças para livrar-me da dor, mas não lograva libertar-me do punhal da melancolia cravado no coração, e da lembrança da sua ausência...
Quando enfim, a tarde se escondeu ao longe das montanhas altaneiras, outra vez tombei em mim mesmo, extenuado e só...
Naquele momento desejei que o Todo-Poderoso me dominasse com os fortes recursos da soberana misericórdia, livrando-me de mim mesmo...
Parecia que não mais suportaria o espino da saudade cravado em meu peito, já dorido e exausto...
A ausência da sua presença queimava as fibras mais sutis da minha alma.
E a presença da sua ausência feria-me o coração dilacerado e só.
A noite devorou o dia, e, ao escancarar a sua boca negra, mostrou a primeira estrela engastada no mando escruro, vencendo as sombras...
Minutos depois, miríades de astros brilhantes compuseram o diadema da vitória total da luz...
Só então, solitário e meditativo, compreendi como a minha canção de dor chegara aos ouvidos do Criador, que me respondeu em vibrações fulgurantes de esperanças à distância...
Só então compreendi que não há escuridão que resista a um simples raio de luz, e decidi acender a chama da esperança em minha alma.
E só então, pude ouvir o Sublime Cancioneiro do silêncio e Suas melodias repletas de sons e paz, convidando-me a confiar em Seu infinito poder e entregar-me aos braços suaves da esperança.

SAUDADE


A gente sente saudade de um monte de coisas do passado: do doce que só a vovó sabia fazer; da cidade que moramos quando crianças; da casa que ficava no Largo São Francisco; da primeira professora do Grupo Escolar; dos colegas da faculdade; dos grandes amigos conquistados ao longo da vida... Sentimos saudade daquelas pessoas que nos foram importantes na vida e para a vida e que partiram deste mundo.
Algumas dessas saudades são lembranças agradáveis e que nos levam, temporariamente, a um estado nostálgico. Outras saudades machucam a alma.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade da filha que partiu para a outra esfera espiritual. É a saudade de quem se ama profundamente, incondicionalmente, para todo o sempre.


Tenho saudade de você! Ah! Quanta saudade! Sinto a sua falta! Sinto vontade de te apertar, de te beijar, de te abraçar, de ouvir a sua voz, de ouvir o seu dedilhar no computador. Sinto saudade de te ajudar, de te servir, te levar água no quarto. Sinto saudade de estar de mãos dadas com você, de alisar sua mãozinha, e senti-la como o mais macio dos pêssegos. Sinto saudade de te esperar, de te aprontar pra sair, de te telefonar. Sinto até saudade de estar preocupada com a sua hora de chegar. “Onde está esta menina?” “Por que não atende o celular?” Sinto saudade de sair com você, de planejar com você. Sinto saudade do seu cheiro, da sua risada, do seu sorriso, da sua aflição, da sua pressa. Sinto saudade de te ver enrolar todos os dedinhos do pé com band-aid pra sair com o sapato perfeito. Sinto saudade de te ver com a máquina digital fotografando e filmando tudo à sua volta, como se quisesse guardar todas as cenas belas da vida. Sinto saudade da sua paixão pelo “Asa de Águia”. Sinto saudade de te ver patinando, tão ágil e habilidosa naqueles patins profissionais roller, descendo ladeiras e tudo o mais. Sinto saudade de te acordar, de dormir com você, de te cobrir, de ligar o ventilador pra você, de ouvir a sua respiração e o seu ressonar. Sinto saudade de te ver toda de branco. Que orgulho da minha “doutorinha”. Sinto saudade de te levar pra tomar vacina. De comprar brincos e bolsas e de ir ao supermercado com você. Sinto saudade de ir para o Zoológico ouvindo o Jorge Aragão e de saber notícias de seus pacientes bichinhos: a macaca Naomi, a girafa Léo, a ararinha, a oncinha. Sinto saudade de saber das novidades da faculdade, dos estágios e das complicadas cirurgias que fazia. Sinto saudade de arrumar suas coisas, de partilhar o armário com você. Sinto saudade de te dar boa noite e de te ter à minha espera. Sinto muita saudade de você! Muita mesmo!
Saudade de saber o que está acontecendo agora. Onde você está? O que está fazendo agora? Com quem está? Está feliz?
Há um imenso vazio na vida. Há uma lacuna que nunca vai ser preenchida. Existe dor. Existe vazio. O que fazer com os dias que ficaram tristes? O que fazer com o futuro que perdeu a sua perspectiva? Como vencer esta dor que insiste em ficar? Este silêncio que nada preenche? Como viver a vida, um dia depois do outro, cumprindo meu destino, sem me perguntar a razão de todo este sofrimento?
Esta saudade aperta a alma, dói o coração.
Sinto saudade de você, da sua presença, da sua mão segurando a minha, do seu coração que entendia o meu.
Tenho saudade de tudo, pois você, minha filha, representava o tudo.
Te amo. Para sempre.

ELOS DA VIDA


Pessoas são como elos... Elos que se entrelaçam pela força do destino; Elos que se definem pelo livre arbítrio... Pessoas que amamos, pessoas que odiamos, pessoas especiais ou insignificantes... A nossa história é formada de pessoas...
Muitas delas ficam apenas um pouquinho conosco...
Outras, uma eternidade de tempo físico...
Outras ainda uma eternidade de tempo espiritual.
Essas permanecem conosco mesmo depois que o elo físico se rompe...
São personagens de relações eternas de amor!
O rompimento doloroso só consegue provocar o afastamento da matéria; do espírito jamais...
São essas pessoas que fundamentam o nosso alicerce de vida.
Elas vão e ficam ao mesmo tempo.
São pessoas que jamais nos deixam sós, pelo simples fato de morarem dentro de nossos corações...
Elas são elos inquebráveis, que nos tornam capazes de sermos também elos em outras vidas...
Elos de amizade...
Elos de amor...
Assim é a corrente da vida, onde as pessoas formam sempre elos...
Elos que nos marcam profundamente!!!

A VERDADEIRA HUMILDADE


A verdadeira humildade é você dar o melhor de si sem se sentir melhor que os outros. É você ter consciência das suas qualidades, mas reconhecer que tem muitos defeitos também. É você mostrar os seus talentos sem querer abafar os talentos dos outros. É você admirar os outros pelo que eles são sem esquecer que você também é filho de Deus. É você admirar os outros pelo que eles fazem sem esquecer que você também é capaz de fazer coisas maravilhosas.
É você aceitar cargos importantes, mas fazer deles uma maneira de servir ainda mais. É você aceitar a vontade de Deus sem abrir mão da sua responsabilidade de tomar decisões e fazer a sua parte. É você saber que faz parte do universo e que é uma peça importante na engrenagem criada por Deus. É você dar a sua opinião com a disposição de ouvir a opinião do outro. É você ser capaz de aprender com os outros sem perder sua identidade própria. É você usar os bens da melhor forma possível, sem se tornar escravo deles. É você saber viver na simplicidade sem sentir-se superior aqueles que são apegados às coisas. É você olhar para frente e seguir adiante sem esquecer quem está do seu lado. É você escalar alturas sem pisar em ninguém. É você saber que a santidade só faz sentido na convivência com as pessoas. É você oferecer aos outros o que você tem de melhor sem impor-se a ninguém. É você não depender de elogios nem recompensas para fazer o que é certo. Resumindo: a verdadeira humildade é você ser como uma flor: frágil e efêmera, mas que desabrocha beleza e exala perfume.

sexta-feira, 27 de março de 2009

SE EU MORRESSE AMANHÃ



"Muito tenho pensado na morte nestes últimos tempos. Cuidando de minha mãe que, bem velhinha (quase 100 anos!) se encaminha para essa passagem tão importante e inevitável, tenho pensado na morte diariamente e eu estou me preparando para enfrentar esse momento difícil e triste.
A maioria das pessoas com as quais eu falo sobre o assunto me responde: “Que bom, sua mãe vai fazer cem anos! Que benção”!
Eu não acho que isso seja uma benção, acho sim que seja até mesmo um castigo, uma cobrança cósmica que faz com que a pessoa fique agarrada à vida com uma tenacidade incrível, mesmo que a vida já tenha perdido completamente o sentido.

Provavelmente ela não cumpriu inteiramente ainda sua obrigação desta vida, mesmo tendo passado muitas provas, que eu me lembre, episódios que ela enfrentou com coragem e determinação.
Talvez ela não tenha pensado conscientemente na sua evolução espiritual. Viveu a vida assim, um dia depois do outro, cumprindo seu destino sem se perguntar a razão das alegrias e dos sofrimentos às quais era submetida.
Criada na religião católica mais tradicional na Itália, onde nasceu e cresceu, aprendeu a aceitar os dogmas da igreja com temor, mas não creio que esteja preparada para entrar no Reino dos Céus. Ela tem medo de morrer!
E eu, tenho medo de morrer? E você? Quando encaramos a nossa vida com a utilidade que ela tem realmente (nos ajudar em nossa evolução espiritual), podemos encarar a morte com mais naturalidade e serenidade.
A vida encarnada é uma provação, e nós somos seres espirituais, portanto, vivemos melhor sem o corpo material. O que quero dizer é que deveríamos nos sentir melhor quando não estamos confinados dentro de um corpo físico vivenciando a provação de uma encarnação.
O corpo físico nos submete a provas difíceis e duras; sofremos e choramos muitas vezes, mesmo se temos também muitos momentos de alegria e felicidade.
Então, por que temos medo de morrer? Porque no fundo sabemos que ainda não terminamos nossa missão, não deixamos nossa marca aqui na terra.
Quando uma pessoa morre jovem achamos que ela deveria viver mais, pois ela não teve tempo de viver tudo o que deveria. Mas será isso mesmo? Provavelmente ela já cumpriu sua missão nesta encarnação. Não importa o tempo de vida, importa, sim, a sua qualidade. Importa o que deixamos como marca.
Uma das coisas que mais me chama atenção no envelhecimento é a decadência do corpo físico, que nos coloca na mão dos outros e requer muita humildade de nossa parte. Acabamos por nos tornar dependentes da ajuda e da boa vontade dos nossos familiares e precisamos aceitar as humilhações causadas pela deterioração do corpo, cujas funções não controlamos mais.
A humildade talvez seja a maior lição a ser aprendida num momento como esse; seja de nossa parte, seja por parte daqueles que precisam ajudar um ente querido a enfrentar essa passagem.
Precisamos de muito amor, muita compaixão e muita generosidade, creiam-me. E isso é difícil, muito difícil.
A vida é linda e é o bem mais precioso que temos e muitas vezes não lhe damos o devido valor. Por essa razão, ao mesmo tempo em que devemos viver cada momento de nossa vida com intensidade e agradecimento, devemos também nos preparar para a morte.
Mas nossa civilização ocidental nos prepara muito mal para a morte. As civilizações orientais desfrutam uma espiritualidade maior e encaram essa passagem de forma mais natural.
Dando uma importância exagerada aos valores materiais, nós acabamos encarando o desencarne como um castigo e não como uma benção.
Sabemos muito bem, porém, que morte é conseqüência da vida! E isso é tão certo que a partir do momento em que existe a primeira divisão das células que dão início à própria vida já começamos a morrer! Com isso quero dizer que estou chegando a uma conclusão: se hoje fosse meu último dia, se um anjo viesse me dizer que amanhã eu morrerei, eu ficaria feliz com aquilo que fiz nesta vida. Partiria sem remorsos, pronta para a outra experiência. Só me despediria das pessoas que amo, dos meus filhos e familiares, e dos amigos íntimos que sempre me apoiaram ao longo desta caminhada. Só pediria a Deus que não fosse com dor, e que a passagem fosse suave e doce como um bom sono. Porque tenho certeza que terei deixado uma marca, mesmo que pequena. Minha pequena contribuição.
E você, já se perguntou o que você faria se um anjo viesse lhe anunciar que tem somente mais um dia de vida? Muitos de nós vivemos tão mergulhados no mundo material que esquecemos do essencial: quando partimos o que resta de nós são os valores morais, sentimentos de amor e carinho que deixamos nos corações daqueles que amamos e que nos amaram.
A triste realidade é que a maioria de nós não vive visando a sua evolução espiritual e por essa razão vegeta, ou seja, passa pela vida sem deixar rastros, vivendo somente pelos prazeres do corpo físico.
Quando uma pessoa jovem morre, entristecemos, pois pensamos: “Que tragédia, ele tinha tanto ainda para viver”, e quando uma pessoa velha morre, pensamos: ”Finalmente, ela viveu uma vida longa”. Mas deveríamos nos perguntar: “Será que ela cumpriu a promessa de sua encarnação até o fim? Será que essa vida, curta ou longa, serviu para sua evolução espiritual? Será que ela deixou alguma marca de sua passagem”? Muitas pessoas vivem pouco e deixam uma marca importante. Outras vivem muito e não deixam nada de importante em sua passagem, tendo vivido uma vida materialista e egoísta, sem escopo nem finalidade.
A Cabala nos ensina que existem três caminhos principais para evoluir espiritualmente.
Em síntese: o primeiro é o caminho da Coluna Direita, a Coluna da Beleza. Este caminho é usado pelos artistas de todos os tipos que expressam sua alegria de viver criando e interpretando a beleza deste mundo para agradecer ao Criador.
O segundo é o Caminho da Coluna Esquerda, a Coluna da Força, que é usado pelas pessoas de ação, que lutam em prol da humanidade para modificá-la e melhorá-la, muitas vezes com a própria ação física.
O caminho do Meio é aquele da Coluna do Equilíbrio, é o caminho do Cristo, dos santos, dos avatares e outros seres evoluídos espiritualmente que dedicam sua vida toda a ajudar os outros seres humanos a evoluírem espiritualmente e se tornam exemplo de virtude, de bondade, de solidariedade humana.
E você, que caminho está tomando? Que marca você irá deixar nesta encarnação?
Por essa razão, se um anjo me disser que não chegarei viva até amanhã, creia-me, sei que eu já cumpri minha missão. O importante então é que vivamos o hoje como se fosse o nosso último dia. Lembre-se que, quando todas as coisas físicas se forem, desmanchadas e transformadas pela lei inexorável da matéria, o que ficará de nós será a quantidade de Luz que teremos ajudado a espalhar ao nosso redor.”

ESCULPINDO


Responda para você mesmo: Qual a mensagem que essa foto transmite? Sem muito esforço você perceberá que a vida da gente é construída, “entalhada” no dia a dia. Estamos sempre “esculpindo” nossa história. Às vezes até com muitas dores...Mas um novo ser pode nascer a cada instante... Se você permitir e desejar. Perceba que não há ninguém ajudando a moça a se esculpir! A vida da gente é exatamente assim! Pois, no final, só nós teremos que prestar contas do que a gente fez da gente mesmo. Logo mais estará no céu uma nova manhã. E isso, por si só, já significa uma grande novidade, um grande presente. E essa manhã não tem nada haver com a manhã de ontem. Afinal, a manhã de ontem já não tem mais nada de novo... O tempo segue seu curso enquanto você vai criando marcas para justificar sua história! “O tempo não pára e, no entanto, ele envelhece.” O tempo é o produto mais perecível que existe. Por isso, atue! Use sua energia para agir bem. Use todos os canais de percepção para contemplar o belo, o bom! Você tem todos os próximos momentos à sua frente. Preencha o tempo com significado e sentimentos especiais. Coloque para fora sua alegria de viver e não fique aí travando com suas preocupações, amarguras e outros bichos... Nunca perca tempo pensando nas coisas que você não quer que aconteça. Elas não vão acontecer mesmo. Convença-se disso! Ao contrário! Ocupe seu espaço mental com o que você quer que aconteça. É assim que você pode ficar mais próximo de seus sonhos... E tem mais uma coisa: Quando você se dispõe a viver bem e alegre, você contagia todo mundo e vive intensamente a vida. Ame! E... Se deixe amar com intensidade! Nada melhor do que amar verdadeiramente as pessoas que você escolheu para amar. E... AGRADEÇA! VOCÊ EXISTE!

ESPELHO DA VIDA



O mundo ao seu redor é um reflexo, um espelho que mostra quem você é.
O que você acha de bom nos outros, está também em você.
Os defeitos que você encontra nos outros são os seus defeitos também.
As potencialidades que você vê nos outros, são possíveis também para você.
A beleza que você vê ao seu redor, é a sua beleza.

O que você vê nos outros lhe mostra você mesmo.

Veja o melhor nos outros, e você será uma pessoa melhor.
Doe aos outros e estará doando a si mesmo.
Aprecie a beleza, e você será belo.

Admire a criatividade, e você será criativo.

Ame, e você será amado.

Procure compreender, e será compreendido.

Ouça, e sua voz será ouvida.

Ensine, e você aprenderá.

Mostre ao espelho sua melhor face, você ficará feliz com o que ele vai lhe mostrar.

Afinal, para reconhecer algo, você tem que conhecê-lo.

ESTRATÉGIAS MENTAIS


O QUE VOCÊ DEVE FAZER DE DENTRO PARA FORA
Pense sempre, de forma positiva. Toda vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um “atleta”, treine muito.


Não se queixe. Quando você reclama, tal qual um ímã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado, começa a se materializar quando nos lamentamos.

Risque a palavra culpa do seu dicionário. Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com nossa melancolia. Ignore-os.

Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso.

Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.

Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas.

Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente.

Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.

Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso vive no passado. Aproveite o aqui e agora.

Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo o impeça de tentar.

Viva a vida! Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

O medo nos afasta das derrotas.... e das vitórias também!

EU DESEJO O SUFICIENTE PARA VOCÊ


Há pouco tempo, estava no aeroporto e vi mãe e filha se despedindo. Anunciaram a partida, elas se abraçaram e a mãe disse: - Eu te amo. Desejo o suficiente para você. A filha respondeu: - Mãe, nossa vida juntas tem sido mais do que suficiente. O seu amor é tudo de que sempre precisei. Eu também desejo o suficiente para você. Elas se beijaram e a filha partiu.

A mãe passou por mim e se encostou na parede. Pude ver que ela queria, e precisava, chorar. Tentei não me intrometer nesse momento, mas ela se dirigiu a mim, perguntando:

- Você já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre?

- Já, respondi. Me desculpe pela pergunta, mas por que foi um adeus para sempre?

- Estou velha e ela vive tão longe daqui. Tenho desafios à minha frente e a verdade é que a próxima viagem dela para cá será para o meu funeral.

- Quando estavam se despedindo, ouvi a senhora dizer "Desejo o suficiente para você". Posso saber o que isso significa?

Ela começou a sorrir. - É um desejo que tem sido passado de geração para geração em minha família.

Meus pais costumavam dizer isso para todo mundo. Ela parou por um instante e olhou para o alto como se estivesse tentando se lembrar em detalhes e sorriu mais ainda.

- Quando dissemos "Desejo o suficiente para você", estávamos desejando uma vida cheia de coisas boas o suficiente para que a pessoa se ampare nelas.

Então, virando-se para mim, disse, como se estivesse recitando:

Desejo a você sol o suficiente para que continue a ter essa atitude radiante.

Desejo a você chuva o suficiente para que possa apreciar mais o sol.

Desejo a você felicidade o suficiente para que mantenha o seu espírito alegre.

Desejo a você dor o suficiente para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores.

Desejo a você que ganhe o suficiente para satisfazer os seus desejos materiais.

Desejo a você perdas o suficiente para apreciar tudo que possui.

Desejo a você "alôs" em número suficiente para que chegue ao adeus final.

Ela começou então a soluçar e se afastou.

Dizem que leva um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la.

LIXOS EXISTENCIAIS



Se é verdade que a cada dia basta sua carga, por que então teimamos em carregar para o dia seguinte nossas mágoas e dores?

Há ainda os que carregam para a semana seguinte, o mês seguinte e anos afora...

Nos apegamos ao sofrimento, ao ressentimento. Como nos apegamos a essas coisinhas que guardamos nas nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem coragem para jogar fora.



Vivemos com o lixo da existência, quando tudo seria mais claro e límpido com o coração renovado.

As marcas e cicatrizes ficam para nos lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar. Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma, onde podem tirar todas as nossas vivências e nos deixar como novos. Ainda bem...

Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos caminhos que percorremos.

Não podemos nos esquecer de nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas. Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionaram nossas vidas, muitas vezes sem saber.

O que não podemos é carregar dia-a-dia, com teimosia, o ódio, o rancor, as mágoas, o sentimento de derrota e o ressentimento.

Acredite ou não, mas perdoar a quem nos feriu dói mais na pessoa do que o ódio que podemos sentir durante toda uma vida.

As mágoas envelhecidas transparecem no nosso rosto e nos nossos atos e moldam nossa existência. Precisamos, com muita coragem e ousadia, abrir a gaveta do nosso coração e dizer: eu não preciso mais disso, isso aqui não me traz nenhum benefício.

E quando só ficarem a lembrança das alegrias, do bem que nos fizeram, das rosas secas, mas carregadas de amor, mais espaço haverá para novas experiências, novos encontros.

Seremos mais leves, mais fáceis de ser carregados, mesmo por aqueles que já nos amam.

Não é a expressão do rosto que mostra o que vai no coração?

De coração aberto e limpo nos tornamos mais bonitos e atraentes e as coisas boas começam a acontecer.

Luz atrai, beleza atrai. Tente a experiência!

Sua vida é única e você é único. Sua vida merece que, a cada dia, você dê uma chance para que ela seja plena e feliz.

FAXINA MENTAL





Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.


O que importa é que sempre é possível e necessário "recomeçar".


Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.


É renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.


Sofreu muito nesse período? foi aprendizado.


Chorou muito? foi limpeza da alma.


Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia.


Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos.


Acreditou que tudo estava perdido? era o indício da tua melhora.


Pois agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador... qualquer outra coisa.


Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundo de meu Deus te esperando.


Está se sentindo sozinho? besteira. Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para chegar perto de você.


Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis, o mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.


Recomeçar. Hoje é um bom dia para começar novos desafios.


Onde você quer chegar? Ir alto. Sonhe alto.


Queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida. Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos.


Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos.


Se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.


É hoje o dia da faxina mental. Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.


Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração.


Fique pronto para a vida, para um novo amor.


Lembre-se, somos apaixonáveis. Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...


Afinal de contas... nós somos o "amor"...

PENSAMENTO



Se alguém me ofender, procurarei elevar tão alto a minha alma
para que a ofensa não me chegue.

PENSAMENTO



Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.






PODER DO PENSAMENTO



O maior instrumento de poder de que se tem notícia se encontra dentro de nós: o nosso pensamento.
Como a eletricidade, o pensamento produz resultados de acordo com o uso que se faz dele.
O fato é que estamos continuamente interagindo com o cosmos, emitindo e recebendo vibrações, e assim, criando as experiências que vivemos.
Ao tomar consciência do poder do pensamento, conquistamos a chave para abrir as portas que levam à realização dos nossos desejos mais profundos.
Depois de Einstein e da física quântica, não há como negar que, em essência, SOMOS ENERGIA. É essa energia que se consubstancia na matéria, se transformando em corpo, mente, emoção.
Se temos bons pensamentos e nos mantemos em sintonia com as correntes vibratórias carregadas de energia positiva, nos tornamos capazes de realizar as ações que nos levarão à felicidade.
Os pensamentos nos fazem sentir emoções variadas.
Essas emoções, por sua vez, influenciam a nossa mente, o nosso organismo e a nossa saúde, ajudando a nos manter saudáveis e bem dispostos, quando são positivas, dependendo do cuidado que temos com aquilo que abrigamos em nossas mentes.
Assim, se queremos ter relacionamentos amorosos felizes, o primeiro cuidado a ser adotado é em relação aos nossos pensamentos.
A lei da sintonia, como toda lei espiritual, pode não ser aceita ou compreendida, mas nem por isso deixa de produzir efeitos.
Assim como a gravidade atrai os corpos para o centro da Terra, os nossos pensamentos têm o poder de atrair para nós aquelas realidades que desejamos viver.
É necessário reconhecer as próprias qualidades e a potencialidade que trazemos dentro de nós e que nos torna capazes de crescer, aprender e avançar.
Só é possível dar aquilo que se possui.
Apenas quem é capaz de se amar e de se valorizar pode amar e valorizar o outro.
O caminho para uma boa auto-estima está em cultivar bons pensamentos e ter em mente que eles são a nossa companhia mais constante.
Temos a opção de escolher, a cada momento, o que abrigamos em nossas mentes.
Com atenção, esforço e responsabilidade é possível detectar um pensamento ruim na sua origem, e substituí-lo por outro que irá produzir resultados positivos.
O universo funciona como um espelho e tudo aquilo que transmitimos, retorna para nós amplificado.

segunda-feira, 23 de março de 2009

AUTOCONHECIMENTO



Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento,

e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros,

é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.

sexta-feira, 20 de março de 2009

OBSTÁCULOS



Na vida, muitas vezes, aparecem dificuldades ...
Os obstáculos são degraus preciosos que nos levam a desenvolver nossa personalidade e a testar nossa capacidade de superação.
Procure hoje administrar bem suas dificuldades!

OTIMISMO



A pessoa otimista acredita que o momento seguinte será melhor que o passado.

Ela comunica sentimentos de esperança, vitalidade, força e bem-estar.
Está sempre atenta ao novo.
Envolva-se na luz de Deus e irradie a todos otimismo, saúde e alegre.

PAZ


A paz exige de nós o abandono das nossas ilusões de controle.
Podemos amar e cuidar dos outros mas não podemos possuir nossos filhos, amores, família ou amigos.
Podemos assistí-los, orar por eles e desejar-lhes o bem; ainda assim, no final, a felicidade e o sofrimento deles vão depender dos pensamentos e ações deles, e não dos nossos desejos.

Fonte: "A arte do perdão, da ternura e da paz" de Jack Kornfield

quarta-feira, 11 de março de 2009

SER TRANSPARENTE


Às vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente...
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas “Ser Transparente” é muito mais do que isso...
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as “máscaras”, baixar as armas...
Destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar...
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde...
Mas, infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana....
Preferimos o “nó na garganta” às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...
Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que não sabemos, que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma ‘máscara’ que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos e até do nosso Deus... preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...
E assim vamo-nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos...
Não porque sejamos pessoas mentirosas!...
Mas porque, como folhas secas, nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar com os irmãos... doçura... compaixão... compreensão... de que todos nós sofremos e às vezes nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir...
Num silêncio que nos remete à saudade de “nós mesmos”... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!
Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: “você está me machucando... Pode parar, por favor!”
Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro...
Quando, na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse também o nosso coração, poderíamos evitar tanta dor... Tanta dor!...
"Não devemos ter medo dos confrontos.... Mas sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! "
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis... Que consigamos tentar não controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Mas confiar na Graça do Senhor Jesus Cristo , que nos basta...
“Ame, simplesmente ame!"A inteligência sem amor nos faz perversos.
A justiça sem amor nos faz implacáveis...
A diplomacia sem amor nos faz hipócritas.
O êxito sem amor nos faz arrogantes...
A riqueza sem amor nos faz avaros...
A pobreza sem amor nos faz orgulhosos...
A beleza sem amor nos faz fúteis.
A autoridade sem amor nos faz tiranos.
“Ame, simplesmente ame!"O trabalho sem amor nos faz escravos.
A simplicidade sem amor nos deprecia.
A lei sem amor nos oprime.
A política sem amor nos deixa egoístas.
A fé sem amor nos deixa fanáticos.
A cruz sem amor se converte em tortura.
E quando, algumas vezes, NÃO encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos podemos contar com o idioma dos abraços...
A vida sem amor... não tem qualquer sentido!

terça-feira, 10 de março de 2009

ORAÇÃO DE MAHATMA GHANDI


Senhor,
Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna , não me tires a razão.
Se me dás o sucesso , não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda, não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar aos outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo, nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede ao triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso. Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me e se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoá-las.
Senhor, se eu me esquecer de ti, nunca te esqueças de mim.

segunda-feira, 9 de março de 2009

AMOR


"Vida é o amor existencial. Razão é o amor que pondera.
Estudo é o amor que analisa. Ciência é o amor que investiga.
Filosofia é o amor que pensa. Religião é o amor que busca Deus.
Verdade é o amor que se eterniza. Ideal é o amor que se eleva.
é o amor que transcende. Esperança é o amor que sonha.
Caridade é o amor que auxilia. Fraternidade é o amor que se expande.
Sacrifício é o amor que se esforça. Renúncia é o amor que se depura.
Simpatia é o amor que sorri. Trabalho é o amor que constrói.
Indiferença é o amor que se esconde. Desespero é o amor que se desgoverna. Paixão é o amor que se desequilibra.
Ciúme é o amor que se desvaira. Orgulho é o amor que enlouquece.
Sensualismo é o amor que se envenena.
O ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.
O universo é um eco de nossas ações e pensamentos."

domingo, 8 de março de 2009

PARTE DE NÓS


Espero que você possa aceitar as coisas como elas são... sem pensar que tudo conspira contra você!
Porque parte de nós é entendimento... Mas a outra parte é aprendizado...
Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos... E que, no final, possa alcançar todos os seus objetivos!
Porque parte de nós é cansaço... Mas a outra parte é vontade...
Que tudo aquilo que você vê e escuta possa lhe trazer conhecimento... Que essa escola possa ser longa e feliz!
Porque parte de nós é o que vivemos... Mas a outra parte é o que esperamos!
Que você possa aprender a perder sem sentir a derrota... Que isso possa fazer você lutar cada vez mais!
Porque parte de nós é o que temos... Mas a outra parte é sonho!
Que durante a sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros... Que você possa aceitar que só quem soube da sombra pode saber da luz... Porque parte de nós é angústia... Mas a outra parte é conforto... Que você nunca deixe de acreditar... que nunca perca sua fé... Porque parte de DEUS é amor... E a outra parte também!

AFINIDADE


Não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades. Quando há AFINIDADE, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto onde foi interrompido.
AFINIDADE é não haver tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.
Ter AFINIDADE é muito raro, mas quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
AFINIDADE é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.
AFINIDADE é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.
AFINIDADE é sentir com... Nem sentir contra, sem sentir para... Sentir com e não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É olhar e perceber.
AFINIDADE é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar...
AFINIDADE é retomar a relação no tempo em que parou. Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram. Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez maior.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A VIDA


"A vida são deveres, que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira.
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria você, que está muito à minha frente, e diria: EU TE QUERO...
Dessa forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe te ter alguém ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá, será desse tempo que, infelizmente... não voltará mais."

quarta-feira, 4 de março de 2009

A VIDA É CONCRETIZADA NO AMOR


Que Deus não permita que eu perca o romantismo, mesmo sabendo que as rosas não falam...
Que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo que o futuro poderá não ser tão alegre...
Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca os grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles podem acabar indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer ou retribuir...
Que eu não perca o equilíbrio, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...
Que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que as pessoas que eu amo podem não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo poderão escurecer meus olhos...
Que eu não perca a garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...
Que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...
Que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo correndo o risco de ser o prejudicado...
Que eu não perca o meu forte abraço, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dosmeus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o amor por minha família, mesmo sabendo que ela, muitas vezes, poderá me exigir esforços incríveis para manter a sua harmonia...
Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...
Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!
E que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um de nós é capaz de mudar e transformarqualquer coisa, pois... A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!