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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

DEPOIS DA TEMPESTADE



Depois das grandes tempestades em nossas vidas, às vezes, ao invés da bonança esperada, costumamos fechar a alma para balanço.
E por mais que digamos estar disponíveis ao diálogo, bem no fundo do nosso coração colocamos uma porta.
E esta porta fica tão trancada, que se nós mesmos não a abrirmos, tornar-se-á quase que intransponível.
É como se nossa casa tivesse sido saqueada e o medo de que fosse arrombada de novo não nos deixasse viver sossegados.
Visitantes cadastrados até poderiam chegar ao jardim... mas passar da soleira, quem disse?
E ficamos tantas vezes nos perguntando, o porque de ninguém se aproximar muito de nós se pensamos, numa atitude de bloqueio à verdade, que estamos dando espaço para que todos nos visitem.
Fingimos não enxergar o letreiro de “passagem proibida” ou os cadeados enormes que colocamos nos portões e nos muros que erguemos ao redor de nós, porque é duro admitir que temos medo de mais experiências depois que uma, duas, três ou mil delas não deram certo.
Mas se só as pessoas sensíveis enxergam esse bloqueio e elas são cada vez em número menor, as não tão persistentes se afastam, com medo de que soltemos os cães bravos em cima delas e as ponhamos para correr!
Assim acabamos, por comodismo, ficando com as pessoas menos perigosas; com aquelas com quem sabemos que nunca chegaremos a ter envolvimento maior, até porque sua percepção não é tão aguçada para penetrar no nosso interior.
Ficamos com aquelas com quem temos menos afinidade e pouca cumplicidade, principalmente aquela que vem do fundo da alma... Porque não queremos que ninguém invada a fortaleza inexpugnável dos nossos segredos, onde guardamos as mágoas, os ódios não passados a limpo e os amores mal sucedidos.
Não queremos saber de quem nos leia pensamentos e não pretendemos nos prender a nada, embora digamos sempre o contrário... Embora saibamos que a falta das amarras num porto onde poderemos atracar quando estamos à deriva, pode constituir uma bela teoria de liberdade, mas não nos gratifica, pois o ser humano não nasceu para ficar só. Nós, hoje, bem ou mal, podemos escolher nossos amores e amigos.
E que possamos escolher os melhores, e não os mais cômodos.
E que possamos, também, ter alguns inimigos e, entre os nossos conhecidos, pessoas incompatíveis conosco, porque são eles que nos ajudam a superar os nossos limites e nos botam para frente, nem que seja para que lhes mostremos do que e o quanto somos capazes.
Precisamos ter histórias para contar, sejam elas com finais tristes ou felizes.
Precisamos passar por experiências que nem sempre são gratificantes pois uma existência passada em brancas nuvens, é uma existência sem frutos.
Um dia, talvez, venhamos a entender melhor os mistérios da vida e que, para chegarmos a um determinado ponto, muitas vezes teremos que passar por vários obstáculos.
Talvez entendamos que precisamos nos purificar sofrendo várias provações até conseguir nossos objetivos e receber alguma recompensa.
Algumas doutrinas religiosas e filosóficas tentam explicar porque algumas pessoas sofrem e outras são poupadas e porque alguns de nós encontram suas metades e outros passem a vida inteira a procurá-las.
Mas são explicações que talvez nós leigos, não consigamos facilmente entender.
A única coisa que podemos arriscar, é que nada acontece por acaso ... ou será que acontece?
Talvez, quando sofremos, estejamos passando por um processo de purificação que nunca será entendido ou aceito por nós enquanto estivermos vivendo a experiência.
Talvez, quando procuramos alguém ou alguma coisa, estejamos nos informando; talvez quando encontramos tanta gente incompatível conosco é porque, de alguma maneira, somos ou fomos as pessoas determinadas a surgir em suas vidas, seja para suportá-la, ajudá-las ou para que, através delas, aprendamos alguma lição importante: da serenidade à perseverança, da paciência à fé.
Mas, por mais que apanhemos, que nos escondamos para fugirmos da vida, de nós mesmos, dos machucados e rejeições, tudo passa.
O desespero nunca foi solução para nada pois, afinal, não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe.
A vida sempre seguirá dando voltas.Tomara que saibamos aproveitar as ascensões para levantar quem estiver próximo de nós e as quedas para aprendermos a ser humildes.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

POR-SE EM CAUSA



Hoje os tempos são de desconstrução. Tudo o que te ensinaram a ter como garantido, já não o é. Ou pode já não o ser. Ou, pelo menos, deverás pô-lo em causa. Tudo o que tinhas como certo pode ruir. O problema não são as coisas. O problema és tu.

Podes tentar que as coisas fiquem certinhas, como sempre pensaste que ficariam. Podes fazer tudo para que tudo fique como está, para não teres medo, não teres receio, não teres desconforto. Podes tentar. Mas não vais conseguir.

Todas as estruturas antigas estão agora a ruir. Tudo aquilo com que contavas, podes largar. Podes deixar de contar. Põe em causa. Põe tudo em causa. Mesmo que te custe. Mesmo que tenhas de desativar esse controle, põe tudo em causa.

O que está aqui hoje, pode não estar amanhã. Ou pode não estar nunca mais. Põe tudo em causa. Trabalho, relações, família, finanças, segurança, proteção, tudo. E se, mesmo assim, sentires que não chega, faz uma coisa ainda mais radical.

Põe-te a ti em causa. Põe-te a ti em causa no teu trabalho. Põe-te a ti em causa nas relações, na família, nas finanças. Põe-te a ti em causa e verás um novo «EU» a surgir. Mais seguro, mais aventureiro, inclusive mais forte. Não com a força do ego, mas com a força de quem já aceitou que tudo pode mudar, que tudo pode acontecer, desde que tu não prescindas da energia pura e cristalina que compõe o ser de Luz que és.

- mensagem de luz -

sábado, 16 de janeiro de 2016

VOCÊ É O MUNDO




"Se você está em profunda agonia - sofrendo, triste, deprimido 
- a existência inteira parece estar deprimida. É você, não a existência.

A existência permanece a mesma, mas os estados de sua mente mudam.

Num determinado estado, a existência parece estar em festa; em outro, ela parece estar triste.

Ela não está; a existência é sempre a mesma. 

Mas você está sempre mudando e sua mente sempre sendo projetada.

A existência atua como um espelho. Você se reflete nele.
Se você pensar que tudo aquilo que interpretou é o fato e não apenas uma projeção, 

mergulhará em ilusões cada vez mais profundas.

Mas se puder entender que não se trata de um fato mas de uma ficção da mente 

- que tudo depende de você e não da própria existência -

então você pode mudar. Pode passar por uma mutação, 

uma revolução interior por acontecer, porque agora depende de você.
O mundo pode ser um caos se você for um caos.

O mundo pode ser um cosmo se você for um cosmo.

O mundo pode estar morto se você estiver morto interiormente; 

o mundo pode estar vivo, abundantemente vivo, se você estiver vivo interiormente.

Depende de você.

Você é o mundo. Apenas você existe realmente, nada mais.

Tudo o mais é apenas um espelho."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O OUTRO




"A vida do outro,
a casa do outro,
o coração do outro...
são todos templos sagrados que se pede licença para entrar.
Licença essa, concedida depois de instalada a confiança, o carinho, a verdade...
sem essas preciosas chaves, qualquer intromissão é forçada, é indelicada, é errada.
Solo sagrado, se pisa descalço...."

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

ME OLHANDO ALÉM DO QUE VEJO



Reconheça seus erros para ser feliz.
Reconhecer-se falho é essencial para tornar-se forte. Não é viver errando, como se tivesse acertado, mas admitir o erro para fazer diferente da próxima vez. A pessoa “perfeita” é pobre de sentimentos, vive um perfeccionismo estragado que não a deixa crescer. Quem admite suas fragilidades sabe se colocar no lugar dos outros e não cobra aquilo que não pode dar.
O adágio popular nos diz: “vaso ruim não quebra”. Nada mais certeiro. Sou ruim, mas não quebro. Sou perfeito, mas vivo esfacelado. É simples entender essa dinâmica. A pessoa ruim (diferente de má) sabe que estamos todos no mesmo barco e, por isso, sujeitos aos mesmos erros. Sabe da sua ‘ruindade’, admite suas fragilidades e não cobra nada de ninguém. Este tem mais chances de tornar-se bom. Aquele que é “sem defeitos”, ou seja, um vaso bom (sem o ser), quebra-se facilmente, pois cobra-se em demasia e pouco pode fazer para manter ativa a figura inacabada de super-herói.
Arrependo-me das vezes que precisei mentir para esconder minhas fragilidades. Entendi que admitir o erro é essencial para humanizar-me. Esconder-se atrás de uma “santidade de fachada” apaga em nós o senso de liberdade bem direcionado. Quem quer ser santo admita seus erros. Quem diz não ter erro está condenado a morrer com eles.
Nem sempre teremos uma segunda chance para causar uma boa impressão nas páginas da vida. Há erros que parecem apagar a admiração dos outros com relação a nossa pessoa. Há erros que nos paralisam, outros nos motivam a fazer diferente da próxima vez. Erros não são sobremesas desejadas, mas comidas estragadas. É um querer acertar, mas errar. É errar por querer acertar.
Deixemos cair nossas máscaras. Todos nós precisamos parar de representar um personagem certinho e admitir nossas mazelas para então tratá-las e ver-se livre delas. Um resfriado pode continuar sendo somente um resfriado ou progredir para uma pneumonia. Ninguém pede para ficar gripado, mas só chegaremos a um estágio pior se assim o permitirmos. Os erros são a gripe. A ilusão da perfeição é a pneumonia.
Luto para mudar aquilo de estragado que o mundo insistiu em me apresentar e vou me tornando melhor à medida que deixo de me esconder com medo dos erros aparecerem. Sou imperfeito sim, mas feliz, porque aprendi que o reconhecimento da imperfeição é o principal passo para uma vida de plenitude.
(desconheço o autor)



Recebido de Alzira Dinellii



domingo, 10 de janeiro de 2016

GOLPE DE ASA




 Parece que as pessoas só querem fazer o que conhecem. O que sabem que vai dar certo. É claro que para quem pensa assim, nunca há risco. Nunca há um golpe de asa. As pessoas fecham-se nos seus próprios conceitos, muitas vezes apoiados em preconceitos, para não arriscar, para não cometer uma aventura.
Digo «cometer» uma aventura porque parece que aventurar-se é um crime. Cometer um risco, ir ao encontro do desconhecido. Um golpe de asa. Isso sim. Um golpe de asa.
Pensa que um pássaro até pode estar a voar, mas cometer um golpe de asa em pleno voo significa mudar abruptamente de rumo, sem aviso prévio, sem preparação. Completamente ao sabor do vento. Completamente ao sabor da vida.
Vá, arrisca. Comete o teu golpe de asa. Aceita percorrer caminhos menos conhecidos. Sai do teu círculo de conforto. Arrisca. Só os grandes aventureiros têm a essência límpida como cristal. Só os grandes aventureiros têm grandes histórias para contar.
Fonte: Mensagens de Luz