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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

ORGANIZA O NATAL


Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço".

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

NATAL



Para falar do Natal, não existem segredos, basta olhar para dentro de nós mesmos. No Natal, estamos propícios a amar mais, ter mais carinhos, ser mais solidários. É o que nos envolve, este Espírito Natalino. Mas vejamos o mundo num foco mais nítido - isso ocorre somente nesta época do ano. O nascimento de Jesus Cristo tem o poder de causar essa transformação em nós. Época em que surgem milhares de voluntários, pessoas fazendo seus donativos, pessoas se abraçando, trocando calor humano com seus entes queridos. Eu vejo muita gente se engrandecer diante desse espírito, mas eu somente tenho a perguntar: - Por que?
Porque essas coisas só ocorrem no mês de Dezembro? Será um mês sagrado? Será que é tão difícil sermos assim o ano inteiro? Todos os dias de nossas vidas, nós devemos amar uns aos outros, respeitar uns aos outros, sermos solidários. O mundo não funciona somente no Natal, as crianças não necessitam de carinho, apenas no Natal, os necessitados, não passam fome, não sentem frio apenas no Natal. Eu quero olhar o Mundo e poder ver isso todos os dias.
Se Deus me concedesse um desejo, desejaria que nascesse um Jesus Cristo todos os dias.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O TEMPO DO TEMPO



Mesmo com toda a pressão do mundo, não se cobre tanto, faça o que é possível.
O possível, por vezes, é quase nada, então, não se culpe, nem perca o juízo, apenas, espere.
O agricultor olha para o tempo e sabe que se lançar as sementes e não chover, perderá todo o seu trabalho e o dinheiro. Se chover demais no mesmo dia, as sementes serão jogadas para fora das covas. Tempo, dinheiro e trabalho perdidos.
Por isso, não acredite que esse tempo de espera é inútil, às vezes o chamado do emprego não veio, pois virá outro melhor, talvez o relacionamento acabou, pois não era esse o seu amor.
Quem sabe, esse concurso deu errado, pois você não estudou o suficiente, e às vezes, nem gostaria de trabalhar nessa vaga.
Quem garante que esse avião que você perdeu a hora, vai chegar ao destino sem turbulências horrorosas, ou até mesmo chegar?
Por que essa preocupação com a próxima terça-feira, se ainda estamos na quinta e nem sabemos se chegaremos lá?
Preocupe-se com o dia de hoje!
O Universo não anda com relógio, não marca o tempo. Para ele, e para nós, só o agora é o infinito.
Viva bem este momento, pois só ele é o seu “tempo”, o resto é aventura, sonho ou pesadelo, depende das suas expectativas e emoções.
Crie a paz, respire, envolva-se pela paz.
Este é o melhor dia da sua vida, todos os dias.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O SILÊNCIO E AS PALAVRAS



Há algumas coisas que são  lindas demais para serem descritas por palavras.
 É necessário admirá-las em silêncio para apreciá-las em toda a sua plenitude.
As grandes falas servem, frequentemente, para confundir ou doutrinar. Às vezes, o silêncio é mais esclarecedor que um fluxo de palavras. Olhe para uma mãe diante do seu filho no berço. Ele consegue muito bem tudo o que quer sem dizer nenhuma palavra.
Na realidade, as palavras devem ser a embalagem dos pensamentos. Não adianta fazer longos discursos para expressar os sentimentos de seu coração. Um olhar diz muito mais que um jorro de palavras.
Creio que, em sua grande  sabedoria, a natureza nos deu apenas uma língua e dois ouvidos para escutarmos mais e falarmos menos.
Se as palavras não são mais bonitas do que o silêncio, então é preferível não dizer nada. Quanto mais o coração é grande e generoso menos úteis são as palavras.
É necessário lembrar do provérbio dos filósofos: as verdadeiras palavras não são sempre bonitas e as palavras bonitas nem sempre são verdades.
As grandes mentes fazem com que, em poucas palavras, muitas coisas sejam ouvidas. As mentes pequenas acham que têm, pelo contrário, a concessão para falar e não dizer nada.
Poucas palavras são necessárias para expressar “eu gosto de você.” Portanto, todas as outras que poderiam ser ditas são supérfluas e não são palavras curtas e fáceis de serem ditas. São aquelas que causam as maiores consequências.
São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio.
Ser comedido com as palavras é uma prova de profunda sabedoria.
Saber ouvir também.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O SILÊNCIO



O silêncio diante da perda... é RESPEITO.
O silêncio diante da dor... é SABEDORIA.
O silêncio diante da saudade... é CORAGEM.
O silêncio diante da agressão... é FORÇA.
O silêncio diante da beleza... é INTENSIDADE.
O silêncio diante da morte... é ETERNIDADE.
O silêncio diante de ‘Bach’... é PROVEITO.
O silêncio diante das estrelas... é SILÊNCIO.
O silêncio diante das árvores Sequoias... é APRENDIZADO.
O silêncio diante da derrota... é HUMILDADE.
Mas o silêncio diante do espelho...

domingo, 20 de dezembro de 2015

O RECADO CONSCIENCIAL



Não espere a compreensão dos outros, seja você essa compreensão.
Não espere ser feliz pela presença de alguém amado na sua vida, seja feliz só porque você existe, independentemente de qualquer um.
Não espere que um salvador celeste venha salvar sua alma, apenas evolua e cresça para você ser salvo de sua própria ignorância.
Não espere o perdão de alguém, seja você esse perdão.
Não espere que alguém se desculpe de você, seja você essa desculpa.
Não espere que a morte surja para provar que você vive além dela, use o discernimento e saiba disso agora.
Não espere a vida passar para que você passem sem compreender coisa nenhuma.
Cada momento é importante, cada vida é importante e cada coisa que se aprende é importante; por isso é muito importante viver essa existência atual, que tem de ser a melhor de todas as existências, independentemente de vidas anteriores.
O que você possa ter sido lá atrás já passou... Se você foi Hitler ou Buda, não interessa! O que interessa é essa vida e que você seja feliz aqui e agora, sem jamais depender de algo (ou alguém) fora de si mesmo.
E toda transformação que você quiser que ocorra, seja você mesmo essa transformação em lugar de procurar pedir essa transformação fora de si mesmo, dos outros, do mundo ou do que quer que seja.
O que quer que aconteça na sua vida, seja lá o que for, a chegada de alguém ou sua partida, não dependa disso para que seu discernimento se acenda. Independentemente de quem chega ou de quem parte, é você que está aí dentro e ao longo da eternidade, você estará acompanhado por si mesmo, todo o tempo.
Então, se amanhã, ou em outras vidas, você quiser estar bem acompanhado, comece a crescer agora, para que você seja boa companhia para sempre, de você mesmo.