Páginas

terça-feira, 23 de junho de 2015

TEMPO E CICLOS



Cada dia representa um novo tempo,
tempo formado de ciclos que pedem ação,
cada ação é uma semente lançada ao chão,
e corresponde a um fruto que vamos ter que colher,
assim, os que semeiam amor em cada ciclo,
invariavelmente colherão amor,
ainda que não entendam a manifestação do amor,
pois o amor tem várias caras e formas,
e muitas vezes, estamos ao lado dele,
e não o enxergamos...
Por isso, olhe bem para o seu dia,
esse é o seu verdadeiro tempo,
não o perca tentando adivinhar o futuro,
apenas construa-o com o seu melhor,
poupe seu dinheiro, para ter amanhã,
poupe suas energias, para correr mais tarde,
poupe seu cérebro, acalmando-se agora,
poupe sua saúde, alimentando-se melhor
poupe suas amizades, valorizando-as
poupe sua fé, orando e sacrificando,
poupe a natureza, respeitando-a,
poupe a vida, amando muito,
amando sempre.
Quem ama incondicionalmente a vida,
respeita o ser Superior que habita,
que mora em cada um de nós,
e amando a vida, amamos o próximo,
e nem precisamos perdoar nada,
pois já não há nada que nos ofenda.
Poupe tudo, menos o amor,
fonte inesgotável de alegria e vida,
vida que começa ou recomeça agora,
em oportunidade para você dizer e ouvir:
- Eu te amo!
E viver mais uma vez, um novo tempo,
um dia completo, feito para você.
Eu acredito em você.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

www.meuanjo.com.br

segunda-feira, 22 de junho de 2015

FEIAS BONITAS



Se você não é nenhuma Gisele Bündchen, não há motivo para se desesperar em frente ao espelho. Quem dera ser uma deusa, mas não sendo, há chance de ser incluída no time das interessantes. Junte nove lindas e uma mulher interessante e será ela quem vai se destacar entre as representantes do marasmo estético. Perfeição, você sabe, entedia.
Mulher interessante é aquela que não nasceu com tudo no lugar, a não ser a cabeça – e, às vezes, nem isso, pois as malucas também têm um charme diabólico. A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos, uma malícia que inquieta a todos quando sorri – e um nariz diferente. São também conhecidas como feias bonitas.
Eu poderia citar um batalhão de feias bonitas que, aqui no Brasil, são públicas e notórias, mas vá que elas não considerem isso um elogio. Então vou dar um exemplo clássico que vive a quilômetros de distância: Sarah Jessica Parker. É uma feia lindona. Uma feia classuda. Uma feia surpreendente. Adoro este tipo de visual. Mulheres com rostos difíceis de classificar, que não se enquadram em nenhum padrão.
Quando Meryl Streep estreou como coadjuvante em Manhattan, filme de Woody Allen, chamou a atenção não só pelo talento, mas pelo seu ar blasé, seu porte altivo e uma sobrancelha que arqueava interrogativamente, como se perguntasse: e aí, você já decidiu se lhe agrado ou não? Paralisante.
Esse gênero de mulher não figura nos anúncios da Lancôme e não possui um rosto desenhado com fita métrica: olhos, boca e nariz a uma distância equilibrada um dos outros. Nada disso. A feia bonita é aquela que não causa uma excelente impressão à primeira vista. Ao contrário, causa estranhamento. As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem? Ela tem algo. Pronome indefinido: algo.
Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dá para encomendar num consultório de cirurgia plástica. Não adianta musculação, dieta, hidratantes. Feias bonitas têm a boca larga demais. Ou um leve estrabismo. Ou um nariz adunco. Ou seja, este algo que elas têm é algo errado. Mas que funciona escandalosamente bem.
E há aquelas que não têm nada de errado, mas também nada de relevante. Um zero a zero completo, e ainda assim se destacam. Um exemplo? Aquela menina que atuou em Homem-Aranha e Maria Antonieta, a Kirsten Dunst. Jamais será uma Michelle Pfiefer, mas a menina tem algo. Quem dera esse algo fosse vendido em frascos nos freeshops da vida.
Se o fato de ser uma feia bonita é, digamos, uma ótima compensação, ser um feio bonito é o prêmio máximo. Não sei se você concorda, mas eles são mais atraentes que os bonitos- bonitos. Não que seja tolerável um narigão num homem: ele tem que ter um! Nada de baby face. É obrigatório uma cicatriz, ou um queixo pronunciado, um olhar caído. Você está lembrando de um monte de cafajestes, eu sei. Ou de um monte de italianos. É esse tipo mesmo, você pegou o espírito da coisa.
Feias bonitas e feios bonitos tornam a vida mais generosa, democrática, divertida e interessante. Não podemos ter tudo, mas algo se pode ter.

sábado, 20 de junho de 2015

AS PEDRAS E O RIO



O rio passa, e as pedras, por mais que rolem,
vão ficando pelo caminho...
Assim, são os problemas que carregamos,
por maiores que sejam, vão ficar no passado,
uma hora eles se desprendem de nós,
e caem no esquecimento.
Por isso, não perca a hora do trem,
nem se deixe levar pela dor,
a vida, como o rio, tem um curso a seguir,
e quem não pode ficar para trás é você.
Olhe para a frente, projete seus sonhos,
veja-se livre do que te incomoda,
se é a saúde que lhe falta, se trate,
se é a solidão que te incomoda, seja solidário,
se é o desamor que te atormenta, ame mais,
se é a traição que te ofende, perdoa,
se é a desunião que te machuca, une,
se é a escuridão que te entristece, seja a luz,
se é o vazio que te deixa assim, preencha-se.
se te falta fé, se encontre...
Se te falta direção, observe o rio,
que humildemente se deixa levar pelo caminho,
certo que depois das pedras está o mar,
ponto de chegada dos vitoriosos,
dos pequenos riachos, fontes e nascentes,
que compõem a grandiosa força dos oceanos.
Hoje você pode ser apenas um fio d´água,
mas seguindo o curso do rio da vida,
deixará para trás pedras e barrancos,
e se fortalecendo com a capacidade de amar,
deixará de ser rio e será mar.
Eu acredito em você.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

www.meuanjo.com.br

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O BEM MAIOR



Não existe maior bem do que fazer a felicidade de alguém. Nem nada menos caro, nem mais fácil, pois que a felicidade é algo que se pode oferecer em gestos, e atenções.
Se olhamos à nossa volta, percebemos que a carência humana está no fato das pessoas terem perdido os valores imateriais a favor dos materiais.
Compra-se quase tudo em nossos dias... mas o bem ninguém compra. Compra-se até companhia, mas não a sinceridade.
Compra-se conforto, mas não a paz de espírito, não a tranquilidade, menos ainda a felicidade. Esta a gente oferece.
Há uma grande diferença entre o dar e o oferecer. Quando damos, estendemos a mão, mas quando oferecemos... é nosso coração que entregamos junto, é um pedacinho de nós que vai caminhando na direção do outro e o bem que ele provoca retorna ao nosso interior.
Tornamos pessoas felizes quando damos de nós mesmos. E damos de nós quando oferecemos o que quer que seja de coração escancarado.
O grande mal do mundo consiste no fato das pessoas guardarem coisas para si. Guardam bens, guardam sentimentos, guardam declarações, guardam ressentimentos, falam ou calam na hora errada. Vivem de aparências com as gavetas da alma repletas de coisas inúteis. E quando morrem, tornam-se pó, como todo mundo, sem ter aproveitado o tempo para compartilhar, com honestidade, o bem que a vida lhes ofereceu.
A maior herança que podemos deixar à humanidade é o amor que oferecemos de várias formas, são as pequenas felicidades do dia-a-dia que vamos distribuindo aqui e acolá, a compreensão que acalma as almas inquietas e a ternura que abranda os desenganos da vida.
E o que representa a felicidade hoje pode não representar amanhã. Por isso ela é tão múltipla, tão incompreendida e tão necessária. Por isso é tão importante distribuir sorrisos, plantar flores, fazer visitas, dar bom dia e boa noite, não se esquecer dos abraços e dos te amo imprescindíveis ao coração.