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sábado, 9 de maio de 2015

PARA VIVER UMA VIDA MELHOR...




Diminua a velocidade dos seus passos,
para que a própria vida não te atropele,
cuide de colocar doçura na sua boca,
para que as suas palavras não sejam somente de amarguras.
Pense mais nas suas necessidades pessoais,
para que a doença não seja tua eterna companhia,
Largue os vícios de uma vez, desfaça esse casamento,
porque o viúvo da saúde será você.
Não se entregue aos relacionamentos instantâneos,
que não possuem raiz, para não viver frustrado.
Não vá a igreja para satisfazer os outros,
para que o altar não se transforme em tormento,
nem se deixe levar pelo conselho dos outros,
melhor errar por suas próprias pernas.
Viva intensamente os momentos felizes,
para que os momentos de tristeza passem rápido,
para que não marquem a tua alma.
Quando precisarem de você, apresente-se
somente para o que realmente pode fazer,
não diga que vai onde já sabe que não pode ir,
nem que vai fazer o que não pode nem começar.
Existe caridade e justiça em um "não",
e muita falsidade em alguns "sim".
Por fim, quando o dia começa,
agradeça ao Criador a oportunidade
de estar a caminho, e quando o dia terminar,
a graça de ter vivido mais um dia.
Seu dia será bom ou ruim,
sempre de acordo com a qualidade das ações
que você tem provocado, ação e reação,
duvidas e certezas, vida e morte,
entre tantas incertezas, resta a certeza
de que você é um ser especial.
Valorize-se!
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

www.meuanjo.com.br

sexta-feira, 8 de maio de 2015

OS EXCLUÍDOS



Ao contrário do que o título desta crônica possa sugerir, não vou falar sobre aqueles que vivem à margem da sociedade, sem trabalho, sem estudo e sem comida. Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para dar as mãos no cinema, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar.
A maioria deles são solteiros, os sem-namorados. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossível ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso - o amor esqueceu de acontecer - aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.
E há aqueles que têm amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado, e ainda assim é um excluído. Porque já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou pra zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis. Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube.
Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos: você passa por um casal que está se beijando na rua - não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante - você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na virilha e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijo que você assistiu lhe parece um ato de violência - porque lhe dói - então você está fora de combate, é um excluído.
A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida - é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

MISSIONÁRIAS DO AMOR




Nós só entendemos verdadeiramente nossas mães quando passamos, nós mesmas, pelas dores e alegrias da maternidade.
Hoje homenageamos nossas mães, a colocamos num pedestal, exaltamos suas qualidades e belezas, mas nem sempre foi assim. O amor sempre existiu em nós, profundo e verdadeiro, mas de forma diferente, sem a ciência do que é realmente a vida em todos os seus pormenores.
Antes não sabíamos o que é a dor de ter um filho e ter medo de perdê-lo pra vida, para o mundo; não conhecíamos as preocupações de se sentir responsável por ter posto na terra um ser a mais; não sabíamos o que é ter um pedacinho da gente, independente e voluntário, fazendo suas escolhas que, nem sempre, condiziam com nossas próprias escolhas.
Nossa sabedoria era limitada. Aliás, que sabedoria? É difícil entender os nãos e os sins nunca questionamos. Os porquês da adolescência tomam muito espaço em nós, mas particularmente quando vai de encontro ao que desejamos. E nessas horas uma mãe pode ser muito incompreendida, pode ser aquela que não entende nada, que não sabe respeitar o direito de cada um de fazer o que quer.
Só depois, quando chega a nossa vez, é que compreendemos melhor. Agora sim, é que entendemos o que ela queria dizer, compreendemos suas aflições, medos, angústias e lágrimas. Agora sabemos o que é desejar o melhor, mais bonito e perfeito, uma boa profissão e felicidade completa.
Uma mãe é aquela pessoa que cumpre a sua parte na história da humanidade e, tal qual um atleta, vai passando a tocha pra frente.
Nos tornando mães nos igualamos às nossas mães. Somos, finalmente, uma rosa que se abriu ao sereno da madrugada, à luz da lua, aos raios de sol e às possíveis tempestades.
Somos nós, agora mães, anjos sem asas, missionárias do amor de Deus aos coraçõezinhos inocentes, as primeiras professoras na escola da vida.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A BASE DO AMOR



Não faça do mundo de ninguém o seu próprio mundo,
nem entregue as suas fichas na mesa de quem quer que seja,
a aposta da vida é alta demais e pode causar dores profundas.
São marcas que não se apagam tão facilmente,
a desilusão e o desamor são feridas que custam cicatrizar,
algumas, na verdade, nunca se fecham...
Por isso, ao viver o amor,
compreenda que o sentimento que une
é uma troca de emoções que só pode ser perfeita,
quando o há de melhor em você recebe o melhor
que existe na pessoa amada, e esse equilíbrio,
esse posicionamento igualitário, é que torna a paixão,
que é a base do amor e é chama que um dia se apaga,
em uma união onde cada um necessita do outro,
não pela entrega da vida e dos sonhos individuais,
mas por sentir que juntos o caminho fica mais plano.
Na subida, o que vai na frente estende a mão
e puxa com carinho o que ficou para trás,
e na descida vão de braços dados,
apoiados um no outro, como deve ser o amor,
apoio seguro para se viver os mais belos sonhos,
para construir, confiar, ser feliz,
e simplesmente amar...
Autoria de Paulo Roberto Gaefke