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sábado, 27 de dezembro de 2014

DE IGUAL PARA IGUAL



Não existem dois seres humanos absolutamente iguais. Não existem dois seres humanos que amam absolutamente igual ou odeiam de igual maneira. E todos querem ir além, atravessar as barreiras da vida e sobreviver para fazer a diferença no mundo.
Só que às vezes nesse desejo de ir além, mostrar quem somos e do que somos capazes, pecamos com nossas atitudes que produzem efeito contrário daquilo que esperamos.
Quando rebatemos um comportamento negativo com outro comportamento negativo somente para dar o troco, não só não mudamos a situação, como nos colocamos no mesmo nível daquela pessoa. Quando trocamos o ódio pelo ódio, a indiferença pela indiferença, o desprezo pelo desprezo, a vingança pela vingança, não mudamos nada no positivo, apenas contribuímos para que o mundo continue no caos que está.
Há pessoas que não falam porque não falam com elas, não abraçam porque não são abraçadas, não beijam porque não as beijam e não amam simplesmente porque não se sentem amadas. Há os que ferem voluntariamente porque se sentem feridos e depois querem ver a situação mudada.
Será que ainda não compreenderam que se o amor gera o amor, o ódio gera o ódio? O amor pode superar todas as coisas, mas o ódio só pode superar o ódio para causar a destruição.
Precisamos amar as pessoas mesmo se elas não nos amam, porque as amamos independente delas, porque colocamos para fora aquilo que existe dentro de nós. Precisamos fazer a diferença sendo diferentes e se devemos buscar um sentimento de igualdade, que seja então no amor, na compreensão, no entendimento.
Mesmo se não conseguimos esquecer uma mágoa que deixou cicatrizes no nosso coração e se as sombras do passado voltam com insistência, podemos produzir em nós o antídoto que conduzirá à nossa cura.
Um jardim que produz ervas daninhas continuará produzindo e será todo tomado se o jardineiro não tiver o cuidado de arrancar e jogar fora de vez em quando.
O ódio, vingança, sentimento de desprezo, são sentimentos que nos maltratam mais que a qualquer outra pessoa que convive conosco. E elas afastam de nós as outras pessoas.
Aqueles que querem ser amados devem produzir o amor. Eles devem respirar e transpirar o amor.  Esses terão em torno de si  aquela aura de paz que os tornarão únicos, especiais e inconfundíveis.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

2 PESOS, DUAS MEDIDAS



Você tem todo o direito de querer morrer quando é traído,
mas não deve trair a si mesmo permanecendo na angústia e na dor,
como se o erro fosse seu e não de quem traiu.
Isso se chama Reflexão, ou simplesmente inteligência.
Claro que o desemprego desanima qualquer um,
mas não deve ser o final da esperança de ninguém,
pois sempre resta a oportunidade de começar um novo negócio,
a oportunidade está onde você estiver atento.
Isso se chama Visão, ou simplesmente vontade de mudar.
Ninguém merece a solidão e nem precisa viver só,
basta olhar para esse mundo, cheio de órfãos e doentes,
e repartir o amor que você tem de sobra,
preenchendo assim dois corações ao mesmo tempo.
Isso se chama Solidariedade, ou simplesmente, ocupação.
Você pode reclamar da atitude do vizinho se ele errou,
mas não deve ficar julgando-o,
pois você não vive a vida dele, não sabe a dor que ele carrega,
se não pode ajudar, silencie e faça uma prece por ele.
Isso se chama Intercessão, ou simplesmente, Misericórdia.
Você pode culpar Deus pelos seus fracassos,
pode até dizer que está abandonado,
mas não deve desistir de lutar, de correr atrás dos seus sonhos,
mesmo que se julgue sozinho e desamparado,
pois é nessa hora que Deus envia mais anjos,
e te cerca de mais atenção, porque você está cego e precisa de mais apoio.
Isso se chama Proteção Divina, ou simplesmente Amor.
Hoje, nesse exato momento, você pode decidir tantas coisas,
mesmo se julgando o menor dos seres,
a pessoa mais infeliz do planeta,
ainda assim, cabe a você a decisão de seguir ou ficar,
de confiar ou desacreditar, de se dar uma nova chance ou desistir,
de olhar para o horizonte e ver o sol dando lugar para a lua,
ou só enxergar as formigas no chão...
Isso se chama Livre arbítrio, mas pode chamar de Esperança, ou simplesmente dizer: "eu mereço ser feliz", e Recomeçar, e isso, só depende da sua decisão.
Eu acredito em você.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

NATAL



Natal é festa da simplicidade. Das crianças, dos Anjos, dos velhos... é festa de todos os homens!
Tudo o que Jesus fez na terra, foi para nos dar o exemplo. Se nasceu numa mangedoura, foi para nos ensinar que a simplicidade faz parte do nosso caminho; se recebeu ouro, foi para que saibamos que existem tesouros valiosos que nos pertencem de direito: a amizade e o amor.
Se recebeu incenso e mirra foi para nos mostrar que a vida também tem seu perfume, mesmo quando estamos fechados a tudo ao nosso redor.
Se Deus nos permite festejar o aniversário de Cristo, isso também é por nós, não por Ele, pois é o período onde as pessoas se esquecem um pouquinho de si mesmas para pensarem nos outros.
Natal é festa do Amor! Do amor de Deus ao mundo, do amor dos homens para com o próximo.
E meu desejo é que nessa noite de paz uma estrela cadente esteja sobre o lar de cada um de vocês e que um coral de Anjos possa estar cantando "paz na terra aos homens de boa vontade," para que a paz invada cada ser e que reine por muito e muito tempo.
E só para lembrar: comer é bom, cantar é bom, dar e receber presentes é bom... mas Jesus é o único Caminho que conduz ao Pai; a oração é a única coisa que nos aproxima e nos torna acessíveis a Deus.
Um Feliz Natal!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

MAMÃE NOEL



Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.
Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.
Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?
Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?
Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.
Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?
Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.