Páginas

sábado, 29 de novembro de 2014

ARTESÃOS



Artesãos da vida somos.
Minha vida daria um livro! A vida de todo mundo daria um livro!
Somos todos obras de arte modeladas pelo Grande Artesão.
Ninguém passa por aqui como uma folha de papel em branco, isso não teria sentido. Seria preciso vegetar no dia-a-dia e, ainda assim, algo seria escrito. Por mais apagada que uma pessoa possa parecer, por menos que ela pareça importante, sua história se escreve a cada minuto.
E, criados à imagem de Deus, somos todos artesãos da nossa própria existência, modelando momentos aqui e outros lá, tirando um pouquinho, acrescentando outro e dando formas, bonitas ou não, ao que se passa ao nosso redor.
Todos os nossos risos e nossas lágrimas são letrinhas da nossa história. Nossos grandes momentos são capítulos, uns mais interessantes, outros menos.
A natureza é a decoração que com bondade o Senhor colocou à nossa disposição e a família e amigos são os protagonistas com os quais nos presenteou.
Não é preciso ser artista, político, rei ou gente conhecida para sermos alguém. Isso já somos! Ninguém não existe!...
 E tenho certeza que cada um de nós, nem que seja por uma vez na vida, já foi o protagonista do livro da vida de alguém. E isso não é importante?!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A GRANDEZA DO MAR



Você sabe por quê o mar é tão grande?
Tão imenso?
Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro; centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente isolados dos problemas.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber viver.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cometer novos erros.
E isto você já sabe como superar.
Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade
o ganho e a perda...
o acerto e o erro...
o triunfo e a queda...
a vida e a morte.
Isso é a própria felicidade,
é a tão desejada, maturidade.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

www.meuanjo.com.br

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ATALHOS



Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação... atalho.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

APARÊNCIAS CONTAM



Aparências contam? Contam sim. Nós é que não gostamos de admitir para não parecermos artificiais. Mas sejamos honestos e vamos analisar a realidade das coisas. Se duas pessoas vão se candidatar ao mesmo emprego e uma está arrumada, cabeça erguida, segura de si e a outra mal vestida, cabisbaixa, com jeito de quem está se humilhando para merecer um favor, qual delas tem mais chances de conseguir a vaga? É evidente que é a que tem melhor apresentação.
Isso não significa que ser artificial é importante para vencer na vida. Muito pelo contrário. As pessoas artificiais não vão muito longe, elas podem até ir a algum lugar, mas como não há consistência, cedo ou tarde acabam caindo.
Tudo o que somos interiormente se manifesta no nosso exterior. Todas as nossas dores e alegrias são visíveis, assim como nosso desejo de vencer, chegar a algum lugar. Tudo transparece nas nossas atitudes, na nossa maneira de olhar, de falar, mesmo de andar e no porte do corpo.
Assim, se quisermos mudar a maneira como o mundo nos vê, precisamos desabrochar, como as flores, num abrir de mão, de dentro pra fora, lentamente. Precisamos sarar nossas feridas de dentro, cuidar da nossa alma e da nossa saúde física e mental.
A sociedade não vê sempre o que dizemos, mas nos julga pelo nosso comportamento. Baixe a cabeça e os olhos e diga: "estou muito feliz, eu sou a pessoa mais feliz do mundo..." Não, isso não convence, porque não é real, porque a atitude e o tom de voz dizem todo o contrário.
Precisamos ser autênticos, mas por inteiro. Falamos tanto e tanto em mudar nosso comportamento de maneira positiva, falamos em pensar positivo, em sermos melhores, mas continuamos os mesmos. Desistimos com facilidade, choramos com facilidade, nos desesperamos com facilidade.
As aparências contam sim... quando elas vêm de dentro pra fora. Não é a cor dos olhos que conta, mas o brilho que os acompanha, o sorriso deles no canto do rosto... que refletem o que há no coração.
Ninguém precisa sair dizendo: "eu sou o melhor, o mais bonito, o mais feliz, o mais inteligente." Só de olhar para uma pessoa assim o mundo reconhece.
Não se compare a ninguém, defenda seus direitos, seja alguém.
Vista-se para a vida do seu melhor eu. Mas vista, primeiro, seu eu interior. Encha-se de coisas boas, que farão de você um excelente candidato a um cargo, a uma bolsa de estudos, a uma vida a dois. Para convencer os outros, convença-se a si e viva em função disso.