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terça-feira, 4 de novembro de 2014

A TENTAÇÃO



A tentação é uma prova pela qual passa nossa parte humana em grau mais ou menos elevado. Geralmente atinge nosso lado fragilizado e carente onde, por isso mesmo, existe uma brecha. Ou seja, chega nos momentos onde estamos mais vulneráveis e é preciso estarmos atentos para não cairmos nessa armadilha que nos conduzirá ou ao sofrimento ou a perdas, às vezes irreparáveis.
Elas são diferentes para cada um segundo aquilo que seu coração dá maior ou menor importância. Assim, um copo de bebida alcoólica representa uma tentação para quem está tentando parar de beber e não representa nada para uma pessoa comum. Por isso mesmo precisamos estar vigilantes com as nossas fraquezas, pontos sensíveis onde sabemos que podemos ser levados.
Não se julgue forte demais. Você nunca esteve diante de algo que foi mais forte do que suas próprias forças e que te fizeram, por um instante, se esquecer de tudo o mais? Alguma coisa assim tão forte que por um momento você tivesse perdido toda a noção de pecado, certo ou errado... por alguns instantes você não pensou, você se deixou levar, sem medir consequências, sem pensar no depois. É como se no mundo todo só existisse você e seu desejo. Mas a realidade é cruel depois. A consciência acusa. Para alguns é suficiente esse sentimento de culpa para refletir e parar por aí. Mas para outros... a prática contínua de atos pecaminosos pode levar à ideia de que tudo é natural e sempre haverá uma desculpa, um meio de justificação para esse ato ou aquele.
Deus não nos acusa. O fato de cairmos em tentação uma vez ou outra não nos torna pessoas perdidas, desde de que reconheçamos nosso erro. O que Deus não aprova são essas pessoas para as quais o pecado torna-se coisa natural e que se justificam dizendo que a vida passa muito rápido e que devemos tudo experimentar.
Se você se conhece o bastante para ter consciência das suas fraquezas e não sabe se terá forças ou não para resistir, evite passar pelo caminho. Isso se chama sabedoria. Se sabemos que existe um abismo na nossa frente, vamos nos desviar, não? É assim com a vida... certos caminhos, certas escolhas, podem ser abismos dos quais dificilmente poderemos sair.
A felicidade plena é a paz de espírito, a sensação de bem estar com a vida, com o corpo, com a alma. Se estamos nesse caminho, sigamos em frente. Se não... é sempre tempo de voltar e escolher uma nova direção.

MINHA FLOR!



Naquele instante um botão se fez
Cheio de encantos e sonhos!
Imaginava conhecer o brilho do sol
Imaginava conhecer o céu, as estrelas, e a lua....
Desejava florescer
Naquela manhã...
O botão se fez ...
Flor
Tinha uma cor que não dava para descrever
Tudo era novo
O sol era brilhante e quente
O céu era azul, depois se tornava escuro
A lua olhava tudo...
Pontos brilhantes surgiam no céu
O amanhecer era vermelho
aos poucos o que era noite se tornava dia
O que era preto, se tornava azul
O dia era de uma beleza plena e vibrante
Aquela flor permaneceu ali
Passavam os dias e as noites
O tempo parecia não querer deixa-la partir
Não sei ao certo quanto tempo ela permaneceu ali...
Só sei que ela viveu cada segundo do seu tempo.
Aproveitou cada brilho do sol,
cada gota do orvalho...
Viveu!
Autoria de Mônica Vilarinho Fernandes Faria

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

PACIÊNCIA



Ah! se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady", solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo, "o cavalheiro", se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda tumultuar.
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça", aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice,. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela Internet estava demorando para dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça inconformado. Vi uma moça abrindo um email com um texto maravilhoso do Jabor e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais...
Pobre de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus, sem tempo para o amor, talvez 40 minutos para o sexo, sei lá, quem sabe uns 15 minutos..., a paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém que você saiba que é "ansioso demais", onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para que? Por quem? Seu coração vai aguentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui???
Respire...acalme-se...o mundo está apenas na sua primeira volta e com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência. Pense nisso!
Lá vem o sol....
Eu acredito em você.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke

domingo, 2 de novembro de 2014

A IDADE DE CASAR



O amor pode surgir de repente, em qualquer etapa da vida, é o que todos os livros, filmes, novelas, crônicas e poemas nos fazem crer. É a pura verdade. O amor não marca hora, surge quando menos se espera. No entanto, a sociedade cobra que todos, homens e mulheres, definam seus pares por volta dos 25 e 30 anos. É a chamada idade de casar. Faça uma enquete: a maioria das pessoas casa dentro dessa faixa etária, o que de certo modo é uma vitória, se lembrarmos que antigamente casava-se antes dos 18. Porém, não deixa de ser suspeito que tanta gente tenha encontrado o verdadeiro amor na mesma época.
O grande amor pode surgir aos 15 anos. Um sentimento forte, irracional, com chances de durar para sempre. Mas aos 15 ainda estamos estudando. Não somos independentes, não podemos alugar um imóvel, dirigir um carro, viajar sem o consentimento dos pais. Aos 15 somos inexperientes, imaturos, temos muito o que aprender. Resultado: esse grande amor poderá ser vivido com pressa e sem dedicação, e terminar pela urgência de se querer viver os outros amores que o futuro nos reserva.
O grande amor pode, por outro lado, surgir só aos 50 anos. Você aguardará por ele? Aos 50 você espera já ter feito todas as escolhas, ter viajado pelo mundo e conhecido toda espécie de gente, ter uma carreira sedimentada e histórias pra contar. Aos 50 você terá mais passado do que futuro, terá mais bagagem de vida do que sonhos de adolescente. Resultado: o grande amor poderá encontrá-lo casado e cheio de filhos, e você, acomodado, terá pouca disposição para assumi-lo e começar tudo de novo.
Entre os 25 e 30 anos, o namorado ou namorada que estiver no posto pode virar nosso grande amor por uma questão de conveniência. É a idade em que cansamos de pular de galho em galho e começamos a considerar a hipótese de formar uma família. É quando temos cada vez menos amigos solteiros. É quando começamos a ganhar um salário mais decente e nosso organismo está a ponto de bala para gerar filhos. É quando nossos pais costumam cobrar genros, noras e netos. Uma marcação cerrada que nos torna mais tolerantes com os candidatos à cônjuge e que nos faz usar a razão tanto quanto a emoção. Alguns têm a sorte de encontrar seu grande amor no momento adequado. Outros resistem às pressões sociais e não trocam seu grande amor por outros planos, vivem o que há pra ser vivido, não importa se cedo ou tarde demais. Mas grande parte da população dança conforme a música. Um pequeno amor, surgido entre os 25 e 30 anos, tem tudo para virar um grande amor. Um grande amor, surgido em outras faixas etárias, tem tudo para virar uma fantasia.

sábado, 1 de novembro de 2014

A PONTE DA INDIFERENÇA




As pessoas hesitam atravessar a ponte da indiferença porque temem o encontro com a própria dor ou condição.
Nos imaginamos sempre jovens, bonitos, saudáveis e completos. Não imaginamos as perdas, a solidão, a velhice, a invisibilidade diante de uma sociedade que prefere fazer-se cega.
O "isso só acontece com os outros" toca mais nosso coração que o "e se fosse comigo? E se fosse eu a ter perdido uma perna, o emprego, o amor ou minha dignidade?"
Se os corações conseguissem criar asas de vez em quando e colocar-se no lugar do outro, eles seriam mais abertos, menos cerrados e mais receptivos. Eles teriam olhos, ouvidos atentos, braços imensamente longos.
Evitamos os caminhos pedregosos, evitamos as situações impossíveis e as lágrimas alheias. Pensamos que não somos responsáveis pelos males da sociedade e por isso mesmo não devemos nos envolver. Nunca nos vemos desse lado da ponte onde carências existem e nem nos passa pela cabeça que o fio que separa um lado do outro seja tão ínfimo, tão frágil, tão delicado.
Colocar-se no lugar do outro dói menos que estar no lugar dele. Mas nem essa linha queremos atravessar!...
Se o fizéssemos haveria menos solidão, mais compreensão, menos suicídios, mais esperança, menos marginalização e uma possibilidade muito maior de um dia, se por acaso estivermos, pelos contrários da vida, do outro lado, uma mão estendida na nossa direção.