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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O PERMANENTE E O PROVISÓRIO



O casamento é permanente, o namoro é provisório.
O amor é permanente, a paixão é provisória.
Uma profissão é permanente, um emprego é provisório.
Um endereço é permanente, uma estada é provisória.
A arte é permanente, a tendência é provisória.
De acordo? Nem eu.
Um casamento que dura 20 anos é provisório. Não somos repetições de nós mesmos, a cada instante somos surpreendidos por novos pensamentos que nos chegam através da leitura, do cinema, da meditação. O que eu fui ontem, anteontem, já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem pra agora, hoje é o meu dia, nenhum outro.
Amor permanente... como a gente se agarra nesta ilusão. Pois se nem o amor pela gente mesmo resiste tanto tempo sem umas reavaliações. Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar pra trás nossos imensuráveis erros, nossos achaques, nossos preconceitos, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos. O amor se infiltra dentro de nós, mas seguem todos em movimento: você, o amor da sua vida e o que vocês sentem. Tudo pulsando independentemente, e passíveis de se desgarrar um do outro.
Um endereço não é pra sempre, uma profissão pode ser jogada pela janela, a amizade é fortíssima até encontrar uma desilusão ainda mais forte, a arte passa por ciclos, e se tudo isso é soberano e tem valor supremo, é porque hoje acreditamos nisso, hoje somos superiores ao passado e ao futuro, agora é que nossa crença se estabiliza, a necessidade se manifesta, a vontade se impõe – até que o tempo vire.
Faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço seus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível.
Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós.

domingo, 5 de outubro de 2014

A CHAVE DA FELICIDADE




Muitas vezes quando nos julgamos muito inteligentes, estamos apenas no meio do caminho que essa palavra significa. Ser inteligente não é saber tudo ou ter a curiosidade de tudo saber. Ser inteligente é tirar proveito das lições da vida, olhar os acontecimentos com objetividade e não permitir que as emoções dominem a situação.
Desistir na metade do caminho só porque alguém disse que seria difícil continuar, não é uma atitude inteligente. É importante continuar e até com mais ânimo e vontade de vencer quando as dificuldades apontarem na esquina. Fazemos isso com as crianças quando queremos obter alguma coisa delas dizendo "aposto que você não vai conseguir" porque sabemos que ela vai pegar aquilo como um desafio e vai se desdobrar em esforços. E por que baixamos os braços, nós, adultos, conscientes e tão sábios?
Há quem diga que tomou esse ou aquele caminho porque não teve opção. É a vida, o que podemos fazer? Devemos aceitar as situações porque esse é o nosso destino. Será? Se fosse assim, melhor seria não fazer nada, se sentar num canto e esperar o destino acontecer.
Temos opções sim, mesmo se não são as que esperamos, as que desejamos. Podemos desistir, podemos perseverar, podemos ficar parados para ver o que acontece. O que não podemos, geralmente, é voltar atrás. Não... nós voltamos atrás nas nossas decisões, mas não nas consequências que elas já ocasionaram em nós... e nos outros!
Quando a caminhada parecer longa e dura demais e as pessoas acharem que você vai desistir, encha o peito de fôlego e prove do que você é capaz. Volte a ser criança e aceite o desafio, sem duvidar um instante que você vai conseguir.  Lute até o último instante e se você não mudar a situação, vai ter deixado pelo menos nos outros e em você mesmo a impressão de um batalhador, que não se deixa facilmente vencer.
Não deposite nas mãos de ninguém e em nada a chave para a sua felicidade. Guarde consigo o poder de ser dono da sua própria vida e diga-se que se você for um bom condutor, vai saber evitar acidentes. E se eles vierem, apesar de tudo, nem por isso condene-se! Muitas quedas acontecem para nos acordar para uma outra realidade, para nos ensinar a parar um pouco e, quem sabe, encontrar outras direções e saídas. E caminhar sem parar pode ser extremamente entediante e cansativo.
Guarde no seu coração o amor a si mesmo e aos outros, cultive a fé como arma de luta, como escudo, seja guerreiro na história, nem que seja a sua e vença, porque se o próprio Deus acredita em você, não há razão para duvidar.

sábado, 4 de outubro de 2014

MUDANÇAS




Ouço com frequência pessoas dizerem que fulano, sicrano, beltrano, não mudarão, ao fazer referência a dificuldades que experimentam, sejam lá em quais territórios da vida. Pior até: não mudarão nunca, esse tempo que quer ser algoz das mais sinceras tentativas e das mais ternas esperanças. Dizem, às vezes, com ares de profecia inequívoca. Com o tom assertivo da sentença. Com a perspectiva que não considera a vontade de cada um, o tempo de cada um, a história de cada um. A força dos gestos, embora tantas vezes ainda tímidos, ainda ensaios, ainda infrutíferos. A ação transformadora da impermanência, com os contextos que cria e os desdobramentos que produz. Dizem, esquecidas das voltas que o mundo dá. Dos caminhos que trilha e descobre, dia após dia, experiência a experiência, todo coração. Dizem, esquecidas da gentileza.
Eu também já disse, num tempo em que meu julgamento era maior e a auto-observação era só palavra. Não digo mais, aprendi principalmente na convivência comigo que mudança um monte de vezes é inevitável, que em alguns contextos pode fazer muita diferença, mas que também é coisa trabalhosa e delicada. Que, em algumas circunstâncias, não adianta querer mudar se ainda não se pode: como num jogo de pega-varetas, há movimentos capazes de fazer as outras peças todas desmoronarem. No jogo, tranquilo, apenas perdemos a rodada; na vida, a história pode complicar. Mudança nem sempre é pra quando se quer, tem vez que é também pra quando já se consegue. Claro que é possível conseguir quando realmente se deseja, ninguém está condenado a paralisar em lugares indesejados para não desmentir a profecia alheia, mas é preciso ter paciência, estoques dela.
Eu já mudei muito. Eu já mudei enquanto nem mesmo percebia pela ação silenciosa de acontecimentos. Eu já mudei coisas que eu nem acreditava ser capaz, poucas e valiosas. Eu mudo todo dia como toda gente. E também aquilo que, embora eu queira tanto, ainda não consigo mudar em mim me torna mais empática, mais generosa, mais confiante de que somos todos capazes das mudanças que podem nos tornar melhores, primeiro para nós mesmos, se não desistirmos de nós mesmos. Mas, no nosso tempo. Gentilmente. Com gratidão àquilo que já foi conquistado. Passo a passo daqueles que de verdade já conseguimos dar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PERDOA-TE




A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a autorrealização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento. Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.    
Autoria de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ALEGRIA, ALEGRIA



Os tristes que me desculpem, mas alegria é fundamental. A alegria é a vitamina da vida, a força que move a esperança e a guia da felicidade.
Sem alegria, não há dinheiro que traga prazer. Não há amor que toque o coração. Não há família que seja unida, nem amigos, nem companheiros.
A alegria, faz com que tudo valha a pena, mesmo quando a alma é pequena.
Um sorriso no rosto é a certeza de que Deus existe e as forças do bem estão trabalhando na sua vida.
Um sorriso abre portas e escancara janelas.
Você resiste meia hora ao lado de alguém que só fala de coisas tristes? Que só reclama? Que chora até sem motivo?
Não, nem os masoquistas gostam desse tipo de pessoa, eles preferem uma boa cama de ferro, a um mala de carne e osso.
Ora, sem alegria, você chega a qualquer lugar, mas com dores pelo corpo todo. Já, quem viaja com alegria, sempre aproveita a paisagem, o almoço na estrada, a companhia ao lado, a própria viagem é motivo para mais um sorriso.
Onde está a sua alegria? ela depende da grana? de um amor? de uma pessoa ou de um bem?
Hiiii, esquece, não vem com esse papo de que não consegue ser feliz com tanta coisa para resolver. Esse é um círculo perigoso e sem fim. Sem alegria você não conquista e sem conquista você não fica alegre.
Quebre esse círculo agora. Pense em como é ridículo uma pessoa esbravejando, babando, mordendo a língua de nervoso. Veja-se no espelho rindo e depois feche a cara. Faça cara de quem anda infeliz. Faça cara de chorão, de coitadinho...cuidado, o espelho pode não aguentar e partir-se em mil pedaços.
Tristeza só traz coisas ruins, começa atacando o gosto da boca, os tristes normalmente tem mau-hálito. Os tristes são "entupidos" e não conseguem ir ao banheiro regularmente. Os tristes são chatos, mas tão chatos que nem eles mesmo se suportam.
Quando você sentir que está triste sem um motivo muito forte mesmo, pare tudo e faça uma careta no espelho. Imagine aquele tombo engraçado que você caiu, a cara do seu chefe em dia de fechamento de vendas, a sua cara antes de lavar o rosto, o seu cabelo depois de uma noite mal dormida...
Alegria, alegria. Com alegria a vida anda e as coisas começam a melhorar.
Para sentir a alegria, pense em Jesus e nas suas promessas divinas: os mansos herdarão o reino dos céus.
A vida sorri para você, sorria para ela.
Eu acredito em você!
Autoria de Paulo Roberto Gaefke
www.meuanjo.com.br