Quando nos dedicamos, com o coração, à busca do
autoconhecimento, é inevitável que chegue um instante em que algumas mentiras
que contávamos para nós mesmos passem a não funcionar mais. Os disfarces até
então utilizados para fortalecer o nosso autoengano já não nos servem. Inábeis
com a paisagem aos poucos revelada, às vezes ainda tentamos nos apegar a alguma
coisa que possa encobrir a nossa lucidez, embaraçados que costumamos ser com as
novidades, por mais libertadoras que sejam. É em vão. Impossível devolver a
linha ao novelo depois que a consciência já teceu novos caminhos. Existem
portas que se desmancham após serem atravessadas, como sonhos que se dissolvem
ao acordarmos. Não há como retornar ao lugar onde a nossa vida dormia antes de
cruzá-las. Da estreiteza à expansão. Da semente à flor. Do casulo às asas, nos
ensinam as borboletas.
A força que você tem dentro de si é fonte geradora de energia, de vida e de amor. Para ela não existe tarefa impossível. Renove a cada dia a força interior e agradeça a Deus por esse dom que lhe dá infinita paz e capacidade de superar qualquer obstáculo.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
MENSAGEM DAS ROSAS
A vida sempre
oferece duas opções,
se não há uma
segunda porta,
pode apostar que
existe uma janela,
ou um telhado que
se possa abrir.
Por isso, você pode
contemplar uma rosa,
sentir seu perfume
inigualável,
perder-se com a
beleza das cores,
e deixar-se levar
pela magia das flores.
Ou sentir o espinho
e reclamar da dor,
lamentar as folhas
arrancadas.
Pode chorar por não
ter recebido mais rosas,
ou ainda hoje,
oferecer uma para alguém...
Você pode olhar o
mar e se encantar,
sentir a água
salgada refrescar a pele,
a força das ondas
limpar as energias,
deliciar-se com o
alimento que vem do mar
que pode ainda
hoje, saciar a sua fome.
Ou pode lembrar da
Tsunami que matou milhares,
das tempestades que
afundam navios,
dos que morreram
afogados...
Diante do Sol pode
se aquecer,
lembrar que a vida
não existe sem ele,
passear sem
compromisso, tomar um sorvete,
ou olhar a terra
seca, pensar no deserto,
chorar diante da
semente que morreu,
lamentar o fruto
que não floresceu.
Assim é a sua vida,
cheia de motivos
para comemorar,
a saúde que não
ligamos, até cairmos doentes,
a paz que temos,
até que alguém nos rouba,
o amor que nos une,
até que nos separamos,
a família que nos
liga, até que nos distanciamos,
a humildade que
queremos ter, até que o orgulho nos cegue,
o emprego que nos
sustenta, até que o demissão nos atinge.
Mesmo diante da
noite mais escura,
podemos acender um
mísero fósforo e iluminar a rua.
Diante da dor mais
profunda,
podemos confortar
com um gesto, uma palavra.
Perto do fim,
podemos encontrar o nosso começo,
e onde tudo parecer
impossível,
nos resta o
encontro divino com a fé,
onde Deus, que
habita em nós, responde,
Filho, Eu estou
aqui,
Eu sou o Amor.
Duas escolhas,
sempre,
que o amor seja
sempre a sua primeira escolha.
Autoria de Paulo Roberto Gaefke
www.meuanjo.com.br
Autoria:
Paulo Roberto Gaefke
sábado, 2 de agosto de 2014
QUANDO A PALAVRA É DESISTIR...
Existe um momento na
vida de cada pessoa que o "e si?" chega e tormenta a mente. E se eu
não fiz a boa escolha? E se o caminho era outro? E se depois de todo esse
tempo eu tivesse que voltar atrás? E se meus sonhos tomassem outra direção,
outras formas e me conduzisse a outros lugares? E se eu parasse tudo o que
fosse possível e recomeçasse?
Temos em nós o
sentimento de que quando desistimos de um caminho tomado é como se tivéssemos
que reconhecer abertamente nosso erro, nossa má decisão, nossa fraqueza como
ser humano que não soube ter o discernimento de fazer as escolhas certas na
hora certa.
E o que dói mais não é
o querer recomeçar, pois se muitos pudessem ou tivessem coragem bastante,
recomeçariam sem hesitação. O que dói é o sentimento de ter perdido uma
batalha pela qual tínhamos nos empenhado, é a sensação do desistir que nos dá
o sentimento de fraqueza, sobretudo quando ouvimos tanto e tanto que nunca
devemos desistir.
Mas devemos desistir
sim, se a situação pede ou mesmo exige de nós uma atitude. Continuar num
caminho que sabemos íngreme só para dar aos outros a ideia de que somos
infalíveis é criar em volta de nós uma imagem hipócrita, pois mostramos ao
mundo o que ele quer ver e sepultamos nossos sentimentos.
E ninguém vê quando
choramos escondido, ninguém conhece a dor e o sentimento de escuridão que
atravessa nosso espírito nos momentos em que nos encontramos com nós mesmos,
ninguém sabe por nós o que é morrer devagarinho dentro de si porque depois de
alguns passos nos agarramos ao feito e consideramos as nuvens como
absolutamente inacessíveis. Ninguém sabe por nós, não...
Há sonhos que estão
longínquos demais e outros bem mais ao alcance das nossas mãos. Não faz parte
da sabedoria abraçar o que está próximo e tirar o néctar das flores que nos oferecem
da maneira mais sutil possível?
Se não pudéssemos mudar
de ideia, de opinião, de caminho, Jesus nunca teria vindo na terra. Se veio,
foi para que soubéssemos que podemos desistir de ideias pré concebidas, de
decisões anteriormente tomadas como boas, de caminhos que só nos conduzirão à
perda do nosso eu e à diminuição da nossa personalidade.
Desistir de algo que se
almejou e se lutou para ter não é dar um passo atrás. Se não estamos
satisfeitos, o melhor é avançar e se isso significa dar um passo atrás,
devemos dar esse passo sim!
Só podemos fazer os
outros felizes se nos sentimos felizes. Ninguém fala da beleza da lua e das
flores se essa beleza não tiver atingido seu coração, se não estiver
impregnada na sua alma.
Quem canta, canta
porque a alma canta e canta até sem perceber. Dar felicidade é possuir
felicidade, dar conhecimento é possuir conhecimento, dar segurança é possuir
segurança.
O legado que devemos
deixar aos nossos filhos não é o de uma pessoa infalível e perfeita, mas de
uma pessoa que soube extrair do âmago da vida e dos seus ensinamentos aquilo
que esta lhe ofereceu.
|
Autoria:
Letícia Thompson
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
MODO DE USAR-SE
"Coitada, foi usada por aquele
cafajeste". Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no
guarda-sol ao lado. Pelo visto a coitada em questão financiou algum malandro,
ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido
usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei
com pena da coitada, seja ela quem for.
Não costumo ir atrás desta história de "foi
usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde
está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum
consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos
assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos
usando pouco.
Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si
mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas,
sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos
divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de
prazer.
Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa
mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se
se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se
negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.
Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já
deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição,
honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente,
incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas.
Use sua simpatia: convença os outros. Use seus
neurônios: pra todo o resto.
E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora
bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da
adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe
durou "apenas" 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu.
Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia,
use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar,
reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os
ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as
pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos
para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir,
sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para
trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida.
Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o
fará. E você virará assunto de beira de praia.
Autoria:
Martha Medeiros
Assinar:
Postagens (Atom)



