O que
torna os amores impossíveis mais bonitos é justamente a impossibilidade. Esta
atrai.
A
dificuldade nos impulsiona, nos motiva. Exatamente como o perigo. As pessoas
gostam de se medir às dificuldades porque têm necessidade de provar que são
mais fortes. Assim, quanto mais difícil, mais o amor parece ser grande,
excepcional e único. E quem não quer viver algo grande, excepcional e único?!
Num amor
impossível cabem todos os sonhos, todas as perfeições, o mínimo detalhe é
idealizado. Colocamos na nossa cabeça que aquela pessoa é exatamente o que
esperamos da vida, mesmo se tudo parece contra. Ele fica pra sempre, mesmo se
outros amores vêm e vão depois... e deixa aquela sensação de inacabado que
nos persegue pra sempre.
Creio que
no quebra-cabeças da vida é aquela pecinha que fica faltando para completar o
todo. E mesmo se as noventa e nove outras estão lá, é aquela que falta, só
aquela que deixa aquela dorzinha estranha que a gente não sabe definir, mas
que sente de forma tão nítida e clara.
Acontece
de um amor impossível tornar-se possível e isso quase sempre rouba a magia do
sentimento. Inconscientemente muitos sabem disso, o que leva pessoas a
preferirem viver um impossível que dá satisfação que um possível que pode
abrir os olhos para a realidade. Porque uma vez que o amor torna-se possível,
acaba a expectativa, acaba o sonho... e o homem foi feito pra ter sonhos, pra
esperar por eles! O que explica o porquê de uma pessoa amar outra pela
eternidade e nunca se declarar, de certos amores virtuais preferirem
continuar no virtual.
Um amor impossível
pode marcar uma pessoa mais que toda uma vida vivida ao lado de outra. E no
outono da vida, quando o passado se faz mais presente que o próprio presente,
é aquele amor que vai fazer brilhar os olhos e lembrar ao coração que ele
ainda bate.
O impossível
é belo!... como o arco-íris, o horizonte, o céu, o infinito!... que mantém
acesa a chama no coração do homem e o faz sentir-se vivo.
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A força que você tem dentro de si é fonte geradora de energia, de vida e de amor. Para ela não existe tarefa impossível. Renove a cada dia a força interior e agradeça a Deus por esse dom que lhe dá infinita paz e capacidade de superar qualquer obstáculo.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
AMORES IMPOSSÍVEIS
Autoria:
Letícia Thompson
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
DESPEDIDA
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se
despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste,
talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um
baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e
depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última
vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se
encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um
para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza,
e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem
saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um
inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um
recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas
não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz
sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que
importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa
noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros
verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as
paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não
havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois
bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um
telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada.
Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio
torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a
pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de
cigarra perdido numa tarde de domingo.
Extraído do livro
"A Traição das Elegantes
Autoria:
Rubem Braga
domingo, 19 de janeiro de 2014
ENTRE UMA DECEPÇÃO E OUTRA, QUE TAL UMA PAUSA PARA APRENDER?
Tem época na vida da gente que parece que os
encontros 'amorosos' são mais uma provocação do que uma oportunidade de se
sentir satisfeito e feliz. Assim, vamos contabilizando decepções e
desacreditando na possibilidade de viver uma experiência positiva e motivadora.
Quando isso acontece, creio que o melhor seja
parar. Uma pausa para aprender. Ou melhor, antes apreender. Perceber o que está
acontecendo, quais são nossos verdadeiros desejos e quais tem sido nossas
atitudes para torná-los concretos.
Muitas vezes, fazendo uma análise mais justa e
desapegada, sem assumir nenhum papel, nem o de vítima das armadilhas da vida,
nem da sacanagem dos outros e nem o de culpado, como se tudo o que fizéssemos
estivesse definitivamente errado, terminamos descobrindo que há alguma
incoerência nisso tudo.
Só que para isso precisamos de tempo e
principalmente de coragem para admitir limitações, assumir pensamentos
negativos e confiar mais na sabedoria da vida e seu ritmo. O que acontece, no
entanto, é que a maioria de nós não quer esperar, não quer refletir. Tem apenas
um único pensamento que alimentamos o tempo todo: quero namorar, quero ter
alguém!!!
Será que estar com alguém é o mesmo que estar
feliz? Pode ser que sim, mas pode ser que não... e se por qualquer motivo você
não tem ficado com quem deseja, talvez seja o momento ideal para um intervalo,
tão útil entre uma decepção e outra.
Tempo de se observar, de observar as pessoas e
ouvir o que elas dizem. Tempo de aprender, crescer, ter uma nova conduta,
desenvolver uma nova postura. Aguardar até que a vida lhe mostre qual é o
melhor caminho a seguir... mas para ver, você precisa estar atento... sem tanta
ansiedade, sem tanto desespero para tentar fazer com que as coisas aconteçam do
jeito e na hora que você quer.
E se nenhuma resposta vier, talvez signifique que
você precisa ver e ouvir com o coração. Respeitar o silêncio. Aceitar a
ausência de quem você tanto deseja encontrar... Talvez não haja uma resposta e
nem haja uma explicação.
Às vezes, simplesmente não existem respostas nem
explicação. Apenas a vida. Apenas as pessoas. Apenas o mundo. Apenas a dor e o
amor. Apenas...
E se insistirmos em não aceitar, em brigar, em nos
rebelar, em nos revoltar, conseguiremos tão somente mais dor e menos amor.
Aceite que você não tem o controle, que você não pode decidir sozinho, que o
universo tem seu próprio ritmo. Faça o que está ao seu alcance; faça a sua
parte.e bem feito; da melhor maneira que puder...
E o que não puder, entregue e espere. porque embora
diga sabiamente a música "quem sabe faz a hora, não espera
acontecer", tem ocasiões nesta vida em que quem sabe espera acontecer e
respeita a hora de não fazer até que um dia, o amor de repente acontece porque
seu coração estava exatamente onde deveria estar para ser encontrado!
Autoria:
Rosana Braga
sábado, 18 de janeiro de 2014
UM MEIO OU UMA DESCULPA
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu
sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma
relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço,
arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que
investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você
faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você
tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela
não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que
estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à
frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da
piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há
muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é
ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é
combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem
não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.
Autoria:
Roberto Shinyashiki
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
SENTIR-SE AMADO
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. Sua
mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as
três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é
outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo
e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija,
transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto
de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada
que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as
coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a
dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse
real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as
coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se
a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você
esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou
te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que
você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver
como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando
diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que
quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou
sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e
que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado
aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não
existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado
quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem
para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado
quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não
concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Autoria:
Martha Medeiros
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