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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013




 Comece onde você está.
Use o que você tem.
Faça o que você pode.

domingo, 22 de dezembro de 2013

UM PRESENTE DIFERENTE




O dia de Natal se aproxima e muitos ficam na expectativa do que vão ganhar como presente.
Oh, não se preocupem, não há nada de errado com isso. Conservamos todos em nós essa criança que, mesmo quando diz que não, gosta de receber e se sabe que vai ganhar alguma coisa, fica assim, com o coração em estado de espera.
Sabemos que o Natal não deveria ser uma festa para nós, mas ela é também, já que somos nós os presenteados, os lembrados, os que reencontram nessa data muitos dos que estiveram distantes durante todo o ano.
Muito do que vamos receber ainda não sabemos. E quem oferece fica na esperança de que vai agradar, quem recebe na de que vai gostar. Não sabemos. Se estivéssemos dentro do coração de todo mundo que oferece alguma coisa, gostaríamos de tudo, pois quem dá, dá para fazer feliz, o único pensamento e o único objetivo é o de ver no outro um grande ar de contentamento.
Pena que quem recebe, nem sempre recebe ou vê dessa maneira e pode ter as mais diversas reações.
E foi assim durante todo o ano que passou, se refletimos sobre tudo o que nos aconteceu, tudo o que tivemos nas mãos, o que deixamos de lado ou o que guardamos bem perto do nosso coração.
Recebemos da vida o que não pedimos ou recebemos de maneira diferente e continuamos nessa atitude de espera que ainda alguma coisa mude, alguma coisa chegue exatamente da forma como idealizamos. Podemos ficar assim numa espera eterna, já que talvez o nosso presente tenha estado nas nossas mãos, somente não demos o justo valor, porque ele veio com uma apresentação diferente.
Quando Jesus nasceu, muitos esperavam um rei. E um Rei nasceu. Mas não para todos, apenas para aqueles que tinham o coração puro o bastante para saber olhar além das aparências.
Aqueles que esperavam um rei que nasceria num palácio, num berço de ouro e se tornaria o Salvador da humanidade esperam até os dias de hoje.
Não souberam dar valor, porque suas expectativas foram contrariadas, porque não souberam ver com os olhos da alma, porque só conseguiram ver um menino que tinha por berço uma manjedoura e por teto o céu estrelado.
E esse mesmo menino, nascido de forma tão simples e pura, andou entre doutores e mestres e ensinou a eles, pregou o amor e deixou mensagem da paz como herança para o mundo e carregou uma cruz que não lhe pertencia. Sua coroa não foi de ouro e seus diamantes eram espinhos. Mas apesar de tudo, Ele foi e é o Rei acima de todos os reis.
A embalagem engana muitas vezes. Ela cria expectativas. O importante mesmo é o que vem dentro e é o coração de quem pegou do seu precioso tempo alguns momentos para pensar em nós.
Portanto, se a vida te oferecer algo diferente, preste um pouco mais atenção ao que recebe. Não é sábio ficar esperando algo mais e se esquecer do que se tem nas mãos. A esperança faz viver, mas dar valor ao que se tem constrói a vida.

sábado, 21 de dezembro de 2013

HÁ MOMENTOS



Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

SEXALECENTES




Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados. Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar...
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis : reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.
Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra...
Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um terno Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta/setenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios... Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60/70 no século XXI!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CONTA PRA MIM





Conta pra mim de onde a gente se conhece. De onde vem a sensação de que sempre esteve aqui, quando eu sei que não estava. Conta por que nada do que diz sobre você me parece novidade, como se eu estivesse lá, nos lugares que relembra, quando eu sei que não estive. Conta onde nasce essa familiaridade toda com os seus olhos. Onde nasce a facilidade para ouvir a música de cada um dos seus sorrisos. Onde nasce essa compreensão das coisas que revela quando cala. Conta de onde vem a intuição da sua existência tanto tempo antes de nos encontrarmos.
Conta pra mim de onde a gente se conhece. De onde vem o sentimento de que a sua história, absolutamente nova, é como um livro que releio aos poucos e, ao longo das páginas, apenas recordo trechos que esqueci. Conta de onde vem a sensação de que nos conhecemos muito mais do que imaginamos. De que ouvimos muito além do que dizemos. De que as palavras, às vezes, são até desnecessárias. Conta de onde vem essa vontade que parece tão antiga de que os pássaros cantem perto da sua janela quando cada manhã acorda. De onde vem essa prece que repito a cada noite, como se a fizesse desde sempre, para que todo dia seu possa dormir em paz.
Conta pra mim de onde a gente se conhece. De onde vem essa repentina admiração tão perene. De onde vem o sentimento de que nossas almas dialogavam muito antes dos nossos olhos se tocarem. Conta por que tudo o que é precioso no seu mundo me parece que já era também no meu. De onde vem esse bem-querer assim tão fácil, assim tão fluido, assim tão puro. Conta de onde vem essa certeza de que, de alguma maneira, a minha vida e a sua seguirão próximas, como eu sinto que nunca deixaram de estar.

Mais um ano juntos com muito amor e felicidade. Beijos.