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sábado, 21 de setembro de 2013

VOCÊ TEM VALOR!




Talvez você pense que não porque olha o mundo de baixo para cima ou numa só direção. O mar é imenso e o céu infinito. Talvez você não tenha uma casa bonita, um emprego importante ou acredite que não tenha bela aparência. Talvez o brilho de certas estrelas te ofusquem e te impeçam de se olhar no espelho. Mas você tem valor!
Você pode ser grande, pequeno, alto, magro, feio, bonito, branco, negro ou amarelo, engraçado ou sem graça. Mas você tem valor! Você tem valor porque Deus te escolheu para estar aqui e Ele não faz nada sem razão. Deus ama você! Você tem valor porque alguém à sua volta precisa da sua presença e do seu sorriso, porque, mesmo se você se acha pouco, você é! Você é alguém!
Você faz parte do acorde da música que dá alegria ao universo, você tem dentro de você um coração igualzinho ao da pessoa que você mais admira, daquela que você vê lá no alto. Você tem as mesmas possibilidades, você tem também seus sonhos e você tem sentimentos.
Você pode, além de se maravilhar com a imensidão do infinito, mergulhar nele, porque você é parte dele, igualzinho a cada um. O mundo é mesmo grandioso! Mas você é enorme e, sobretudo, você é muito importante pra mim!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

DIMENSÕES



“Quem quer a eternidade, olha o céu. Quem quer o momento, olha a nuvem.” (Mia Couto)
No imenso vazio cósmico, um minúsculo ponto azul a flutuar. E neste pequenino planeta, de proporções insignificantes diante da vastidão do universo, a matéria fez-se vida. E a vida ganhou consciência na forma humana.
Na sua jornada terrena, os seres humanos se dividem basicamente em duas categorias: De um lado, temos aqueles que vivem as suas vidas em duas dimensões. Vivem em duas dimensões aqueles que sustentam que a experiência humana se resume ao nosso corpo físico e à nossa consciência. Vive em duas dimensões aquele que acredita que uma vez finda a jornada terrena, finda também o nosso existir.
Por sua vez, existem aqueles que acolhem uma existência constituída de três dimensões. Além do corpo e da mente, sustentam que somos constituídos por um componente sutil, imaterial, etéreo.
Vivencia a terceira dimensão do existir aquele dotado de olhos e ouvidos abertos à transcendência. Os que têm fome de pão, de beleza, e de verdade.
Viver talvez se resuma a isso: Escolher entre a bidimensionalidade ou a tridimensionalidade. Uma escolha diária, pessoal e intransferível.
Os cuidados com o corpo e a mente. Os cuidados com a alma, adicionalmente.
O que significa cuidar do corpo, da mente, e da alma?
Como podemos buscar a plenitude da experiência humana?
Eu, meu. Egoísmo, e exacerbada individualidade.
Nós, nosso. Reconhecimento da nossa origem única, e intrínseca fraternidade.
Viver é uma singular oportunidade de despertar, de acordar aquilo que se encontra em silêncio, adormecido, inerte.
Como extrair o sublime da vida banal e ordinária? Como captar, nos detalhes corriqueiros da rotina, a respiração e o fluxo vital da existência?
Permanecer desperto para a inestimável oportunidade que esta jornada terrena nos oferece de darmos um passo a mais para além do nosso conhecido, um passo iniciático a nos conduzir para o nosso mistério, a nossa plenitude.
Ser fiel ao mistério. De onde viemos, onde estão nossas raízes familiares, étnicas, nacionais, culturais, espirituais?
Recordar que esta vida terrena é uma aliança entre o relógio & o invisível, entre o palpável & o inominável.
“É o sonho que confere sentido à vida. O sonho é a parte mais decisiva da vida. Somos todos feitos dos materiais dos sonhos pessoais e coletivos.” (Leonardo Boff)
“Ó Filho do Amor! Estás apenas um passo distante das gloriosas alturas do além e da árvore celestial do amor. Que dês esse passo e, com o próximo, avances para o reino imortal...” (Bahá’u’lláh)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A CARROÇA



Uma das grandes preocupações de nosso pai, quando éramos pequenos, consistia em fazer-nos compreender o quanto a cortesia é importante na vida.
Por várias vezes percebi o quanto lhe desagradava o hábito que têm certas pessoas de interromper a conversa quando alguém estava falando. Eu, especialmente, incidia muitas vezes nesse erro. Embora visivelmente aborrecido, ele, entretanto, nunca ralhou comigo por causa disso, o que me surpreendia bastante.
Certa manhã, bem cedo, ele me convidou para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Acedi com grande alegria e lá fomos nós, umedecendo nossos calçados com orvalho da relva.
Ele se deteve em uma clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
- Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?
Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
- Isso mesmo... disse ele. É uma carroça vazia...
De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado:
- Como pode o senhor saber que está vazia?
- Ora, é muito fácil saber que é uma carroça vazia. Sabe por quê?
- Não! Respondi intrigado.
Meu pai pôs-me a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:
- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar.
Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa de todo o mundo, ou quando eu mesmo, por distração, vejo-me prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de esta ouvindo a voz de meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:
- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

MUTANTES



Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo  modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.
A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.
Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com  seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.
Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.
Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.
A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.
Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: “Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.” Você quer saber como está seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!
Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!
Deepak Chopra é indiano radicado nos EUA desde a década de 70, médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos.
Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A EMOÇÃO DO AMOR



Quando nasce o amor?
Quando estamos carentes e alguém se aproxima com as mãos estendidas?
Ou quando nos abrimos para vida e despertamos paixões?
Será que existe uma lógica no amor?
Somos nós que decidimos a hora de amar,ou o amor é realmente um laço, um passo para uma armadilha?
Se podemos viver o amor, porque nos ausentamos, porque nos decepcionamos tanto e queremos fugir dele?
Por que apostamos tanto em alguém e chegamos ao ponto de transferir nossa felicidade para outras mãos?
Será medo da realidade, uma fuga de nós mesmo?
Será que vivemos um amor onde apenas a verdade, e somente a verdade seja a base da relação?
Será que devemos evitar a máscara que colocamos no amor?
Será que devemos ser tão realistas, secos, para evitar a dor?
A do , o amor, o calor, o desejo, o momento, a vida, uma explosão de todas as cores, de todos os sentidos...
Se você não se lembra mais, o amor provoca vertigens, espalha fogo por todos os lados, é um querer até sem querer, é uma transformação radical em nosso metabolismo FÍSICO, MENTAL e ESPIRITUAL.
Quando amamos chegamos mais perto dos anjos...
Por isso, se tiver que optar entre o vazio da razão por medo de sofrer uma decepção e amargar meu dia, ainda assim, prefiro o risco do amor que embeleza a vida, dá motivação renovada e transforma o mundo, as pessoas e as atitudes,  deixando tudo mais bonito leve e eterno.
A emoção nunca se perde, as pessoas vão, partem, mas fica sempre um perfume, uma recordação gostosa, por isso, amar sempre vale a pena.
Só os tolos têm medo de amar...