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sexta-feira, 7 de junho de 2013

FILHO PREFERIDO



Certa vez perguntaram a uma mãe qual era o seu filho preferido, aquele que ela mais amava.
E, ela deixando entrever um sorriso respondeu: Nada é mais volúvel que um coração de mãe. E como mãe, lhe respondo:

O filho dileto o que mais amo é “aquele a quem me dedico de corpo e alma.

É o meu filho doente, até que SARE.

O que partiu, até que VOLTE.

O que está cansado, até que DESCANSE.

O que está com fome, até que se ALIMENTE.

O que está com sede, até que BEBA.

O que está estudando até que APRENDA.

O que está nu, até que se VISTA.

O que não trabalha, até que se EMPREGUE.

O que namora, até que se CASE.

O que casa, até que CONVIVA.

O que é pai, até que os CRIE.

O que prometeu, até que se CUMPRA.

O que deve, até que PAGUE.

O que chora, até que se CALE.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:

O que já me deixou, até que eu REENCONTRE.

quinta-feira, 6 de junho de 2013



Felicidade não tem peso, nem tem medida, não pode ser comprada, não se emprestar, não se toma emprestada, não resiste a cálculos, porque não material, nos padrões materiais do nosso mundo.
Só pode ser legítima. Felicidade falsa não é felicidade, é ilusão.
Mas, se eu soubesse fazer contas na medida do bem, diria que a felicidade pode ter tamanho, pode ser grande, pequena, cabendo nas conchas da mão, ou ser do tamanhão do mundo.
Felicidade é sabedoria, esperança, vontade de ir, vontade de ficar, presente, passado, futuro. Felicidade é confiança, fé e crenças, trabalho e ação.
Não se pode ter pressa de ser feliz, porque a felicidade vem devagarinho, como quem não quer nada. Ser feliz não depende de dinheiro, não depende de saúde, nem de poder.
Felicidade não é fruto da ostentação, nem do luxo. Felicidade é desprendimento, não é ambição.
Só é feliz quem sabe suportar, sofrer e perdoar. Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

FAÇA O QUE DEIXAR VOCÊ FELIZ



Se você estiver se sentindo um pouco preocupada com o jeito de levar sua vida, tire um tempo para você mesma; vá para algum lugar sozinha. Deixe-se ir, libere-se.

Olhe para dentro de sua alma e se pergunte o que realmente faria você feliz.

Não siga uma direção porque você sente que tem que fazer isso ou porque você planejou isso por muitos anos. Às vezes leva muito tempo saber o que se quer.

Vá fazer uma longa caminhada, sente-se perto do fogo, observe a beleza de um lago. Vá em algum lugar em que você encontre inspiração. Tente fazer coisas diferentes.

Descobrir para que você foi feita não tem nada a ver com quanto dinheiro você poderia ganhar ou com quem você poderia agradar.

Em primeiro lugar, você tem que agradar a si mesma: tem que se amar o suficiente para descobrir o que lhe dá mais prazer.

É possível que você descubra o que a faz feliz. Vale a pena gastar tempo para encontrar essa resposta. Você vale esse tempo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

ABATIMENTO




Desisto, Vida, de tentar entender porque pessoas tão queridas vão embora não pela morte, mas por seus próprios pés, partindo nossos corações em mil pedaços.
Desisto, Vida, de tentar entender porque temos que chamar de amigo a quem quiséramos poder chamar de meu amor.
Desisto, Vida, de tentar entender porque choramos pelos que partem sem motivo, e ninguém é colocado no lugar, que nos proporcione a mesma alegria.
Discordo, Vida, quando dizem que quando uma porta se fecha, abrem-se janelas.
Atesto, Vida, que portas são fechadas, janelas negam em se abrir, deixando-nos imersos por longo e longo tempo, no escuro de um reduto triste e opressor.
Declaro, Vida, que não sei lidar com a dureza dos corações humanos e tremo só de pensar que possa ser eu a deixar em prantos alguém que me pediu tão pouco... apenas umas palavras, a presença vez por outra... ou um pequeno acalanto.
Afirmo, Vida, que não acredito em meios amores nem em meias amizades. E quem, sem motivo nos abandona, sem mensurar em quantos pedaços partirá nosso coração, nunca foi nosso amor e também nunca foi nosso amigo.
Insisto, Vida, em afirmar que há formas e formas de amar sem aprisionar e que duas almas podem se gostar sem que jamais tenham se tocado, porque a matéria envelhece mas a mente e o coração não envelhecem jamais.
E concluo, Vida, que a desnutrição contínua da matéria pode matar rapidamente, mas a desnutrição permanente no terreno das afeições causa morte lenta e dolorosa, porquanto contraria as leis da natureza que nos projetou para dar e receber amor e carinho, ainda que em pequenas porções.
E cobro de você, Vida, uma explicação: porque nos dá o dom do amor e da afeição em tão altas doses, se nos fecha todos os canais pelos quais eles deveriam escoar???