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segunda-feira, 3 de junho de 2013

EXCESSIVO APEGO



“Vosso apego aos bens materiais é um dos mais fortes entraves ao vosso adiantamento mora e espiritual.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVI, item 14)
O excessivo apego do homem aos bens materiais é, sem dúvida, um dos maiores obstáculos ao seu progresso espiritual.
Preocupado com o dinheiro, o homem deixa de cultivar-se, elegendo como prioridade o que deveria colocar em plano inferior às suas aspirações de ordem moral.
O anseio de poder e de status, impede que ele se lance à tarefa do autoconhecimento, trabalhando as suas faculdades internas.
Excessivamente distraído de si mesmo, ele se permite dominar pela transitoriedade das coisas, esquecido de que, sobre a Terra, tudo passa breve.
A ambição desmedida se lhe constitui em atraso espiritual, porquanto, não raro, para obter o que deseja, não mede as consequências de seus atos.
O egoísmo – causa da maioria dos males que afligem o homem no mundo – pode incliná-lo à criminalidade, facilitando-lhe a queda na corrupção e na injustiça.
Inspirado pelo materialismo, atento ao imediatismo dos valores que considera inalteráveis. O home se distancia de suas origens espirituais, perdendo contato com a sua própria essência.
Sem exercitar-se no desprendimento, através da sistemática prática do bem aos semelhantes, ninguém logra superar-se, conquistando desejável independência sobre a ilusão que a vida material sugere às mentes invigilantes.
Ninguém possui aquilo de que não consegue despojar-se.
Infelizmente, contam-se aos milhares os que, junto com as altas somas que lhes abarrotam os cofres, encerram neles, igualmente trancadas, as suas almas.

domingo, 2 de junho de 2013

EVANGELHO VIVO




Muitos dizem terem fé em Cristo, e acordam em meio a orações, recitando provérbios, e no primeiro esboço de nuvens escuras no céu, já se preparam para o pior, temendo até a garoa fina...
Outros se dizem seguidores de Cristo, se sentem repletos de amor e caridade, mas não visitam sequer o parente quase vizinho... Ou a própria alma gemendo de solidão... Não enxergam o filho carente, a esposa saudosa...
Há ainda os que falam doce e mansamente, dizem que vivem a simplicidade do Evangelho, mas basta uma pequena contrariedade em casa... Um mal feito no trabalho, um vacilo do amigo, e o Evangelho fica esquecido, em meio à ira, a raiva cega que contamina a alma...
E quantos não usam até adesivos que afirmam; ser tudo do Senhor, e batem no peito: - Minha vida te pertence Senhor! E na primeira prova que Ele pede... Que é do tamanho da sua capacidade, nem mais, nem menos, e a pessoa se revolta, chora, se lamenta, se julga esquecido por Deus, um injustiçado...
Onde aprender sem provas? Haverá luz em algum lugar sem passar pelas trevas? Faremos bolo sem quebrar os ovos? O diamante será belo sem passar pelo fogo? O filho vai crescer do bem se o Pai der de tudo?
Antes que te revoltes contra os céus, examina-te! Quem escreve a sua história é você, tens o livre arbítrio para escolher, decidir, e seguir ou não, é compromisso que você cria.
Do Pai, mesmo que não entendas, receberás sempre, preciosas lições, correções necessárias para o teu caminho... Para um dia poderes ver a face do Criador, por isso, prepara-te, ilumina-te, viva e seja simplesmente Amor, esse é o Evangelho vivo que esperam de você.

sábado, 1 de junho de 2013

EU QUERO SABER




Neste encontro com você, penso: Eu quero saber o que de fato você busca e se é capaz de ousar, sonhar, encontrar as aspirações de seu coração.
Não me interessa a sua idade, eu quero saber se você será capaz de se transformar em um tolo para poder amar, viver seus sonhos, aventurar-se a estar vivo.
Não me interessa qual o planeta que está em quadratura com sua lua. Eu quero saber se você tocou o centro de sua tristeza, se você tem sido exposto pelas traições da vida ou se tem se contorcido e se fechado com medo da próxima dor.
Eu quero saber se você é capaz de se sentar com a dor, a sua e a minha, sem tentar escondê-la, nem melhorá-la. Eu quero saber se você pode ficar com a alegria, a minha e a sua.
Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o envolva até as pontas dos pés e das mãos, sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas, nem nos lembrar as limitações do ser humano.
Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo. Se você é capaz de suportar a acusação de traição e não trair a própria alma.
Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro. Eu quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o dia não está belo e se pode ligar a sua vida a presença de Deus.
Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os seus e os meus, e mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para os reflexos da lua: “sim”.
Não me interessa onde você mora e nem quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e ferido até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito.
Não me interessa o que você é e nem mesmo como chegou até aqui. Eu quero saber se você irá postar-se comigo no centro do fogo e não fugir.
Não me interessa onde e com quem você estudou. Eu quero saber o que o sustenta interiormente quando tudo o mais desabou. Eu quero saber se você é capaz de ficar só consigo mesmo e se realmente é boa companhia para si, mesmo nos momentos vazios.