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sexta-feira, 26 de abril de 2013

CAMINHOS DA VIDA



Quando cortas uma flor para ti, começas a perdê-la, porque murchará em tuas mãos e não se fará semente para outras primaveras!
Quando aprisionas um passarinho para ti, começas a perdê-lo, porque não mais cantará no bosque para ti nem criará outros passarinhos em seu ninho!

Quando guardas teu dinheiro começas a perdê-lo, porque o dinheiro não vale por si, mas pelo o que com ele se pode fazer.

Quando não arriscas tua liberdade para tê-la começas a perdê-la, porque a liberdade que tens se comprova quando te atiras optando e decidindo!

Quando não deixas partir o teu filho para a vida, começas a perdê-lo, porque nunca o verás voltar para ti livre e maduro!

Aprende no caminho da vida a paradoxal lição da experiência: sempre ganhas o que deixas e perdes o que reténs.

Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor.

Faça o mesmo: Mostre o que de grande há em você tirando partido das suas decepções! CONSTRUA-SE!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

CAMINHAR



Às vezes o caminhar é lento, mas o importante é não parar. Mesmo um pequeno progresso é um avanço na direção certa. E qualquer um é capaz de fazer um pequeno progresso.
Se você não pode conquistar algo importante hoje, conquiste algo menor. Pequenos riachos se transformam em rios poderosos.

Continue em frente. O que de manhã parecia fora do alcance, pode ficar mais próximo à tarde se você continuar em frente.

O tempo que usar trabalhando com paixão e intensidade aproximará você do seu objetivo. É bem mais difícil começar de novo se você pára completamente. Então, continue em frente.

Não desperdice a chance que você mesmo criou. Existe algo que pode ser feito agora mesmo, ainda hoje. Pode não ser muito, mas fará com que você continue no jogo.

Caminhe rápido enquanto puder. Caminhe lentamente quando for preciso. Mas, seja o que for, continue andando. E você conseguirá alcançar suas metas... Realizar seus planos, sonhos...

Portanto, não desista, nunca! E lembre-se que sua capacidade de continuar vem unicamente de Deus.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

DEPRESSÃO. ONDE ESTÁ?



Eu era uma mesa novinha. Bonita. Feita pelas mãos do melhor carpinteiro do mundo... Fui entalhada com amor, com matéria prima de qualidade. Nasci forte. Meus detalhes foram esculpidos com sentimento, com o carinho das mãos do meu pai. Não há outra mesa como eu em toda Terra.
Participei de bons momentos. Ajudei muito. Estive presente nos tempos de alegria e nos tempos de dificuldade. Sempre firme, segurando tudo e a todos. Jamais rejeitei uma carga, mesmo que estivesse acima da minha capacidade...
Quanto significado tive na vida dos que me rodeiam! Participei do progresso, da luta. Recebi lágrimas e risos. Sempre me doei e sei que se não estivesse ali, faria muita falta. Mas, como sempre estava, quase nunca era notada.
E assim transcorreu minha vida. Como a vida da maioria das mesas: sempre muito participante, cooperando, mas sem reclamar muitos cuidados. Afinal a função da mesa é servir.
Mas o tempo passou, e com ele, e a falta de cuidado, fui me desgastando. Minhas quinas um pouco rachadas tornaram-se ásperas. Às vezes, acabava ferindo alguém, mas não era de propósito. Talvez, se tivessem me restaurado no início, eu voltasse a ser bela e útil como antes. Mas a vida é tão corrida e não há tempo a perder com restaurações...
Mesmo apesar do desgaste, do mau uso e da falta de cuidado, prossegui em minha missão, doando o melhor de mim. As pessoas ao redor acostumaram-se com minhas arestas e, para evitar um ferimento, desviavam-se de mim. Quando necessitavam, chegavam com cautela para que não houvesse atrito entre nós.
Apesar do meu esforço em resistir, pude perceber que algo me roia por dentro. Já não tinha a mesma força de antes. Sentia minhas pernas fraquejarem ao menor peso. Meu tampão antes tão belo e forte, agora cheio de manchas e rabiscos, parecia afundar em si mesmo. Senti medo, pois não sabia o que estava acontecendo, mas ainda queria servir e estar presente.
Um dia, quase sem perceber, desmoronei. Todos dão uma desmoronada, um dia. O peso era pequeno, mas para mim parecia uma tonelada! Quebrei o que estava sobre mim e também algumas coisas à minha volta. Feri os que eu mais amava, pois estavam mais próximos na hora da queda. Todos me olharam com espanto, alguns com indignação, outros com raiva. Ninguém esperava aquilo. Nem eu. Mas já havia sido devorada, em meu interior, por bichinhos rápidos e silenciosos chamados “cupins”.
Os cupins costumam deixar uma “sujeirinha”, mas a pressa, às vezes, nos impede de parar e socorrer a mesa antes que ela desabe. Afinal ela ainda está servindo para a sua finalidade...
Sabe, moça, esse cupim se chama DEPRESSÃO. A mesa sou eu. A mesa é você. É sua mãe que lhe importuna. É seu avô que reclama demais. É seu filho rebelde. É seu namorado ciumento e estressado. É o desemprego. O marido ausente e pessimista. É a esposa impaciente.
Relendo a história da mesa, você poderá considerar sua própria vida, e a vida daqueles que a cercam. Estamos caminhando para o mesmo fim? Eu lhe digo. Mesmo que sua mesa tenha caído, mesmo que ela tenha quebrado muitas coisas e pareça imprestável; mesmo que vá dar muito trabalho consertá-la, CONSERTE-A!
Não descarte seus pais, seus filhos, seu cônjuge, seus amigos. Não descarte a si mesma! É possível a restauração!
A pessoa deprimida é aquela que doou tudo de si, que esvaziou-se por completo para alcançar algo que ela considerava um bem... A pessoa deprimida precisa de companhia. Alguém que ajude a encontrar o melhor material para preencher os vazios que a depressão causou. Que ajude a aparar as arestas. Alguém que a queira nova outra vez.
Se, para todo bem, há uma participação Divina, Deus neste momento está providenciando o necessário para que você encontre forças e alternativas para ajudar.
Se você está em depressão, erga os olhos. A ajuda vem do alto. Mas também vem dos lados: de um abraço, uma conversa, uma carta, um e-mail. Lembre-se de que, para Deus, tudo é possível. É POSSÍVEL SER UMA MESA NOVA!
“A depressão é uma travessia... Um estado de espírito... Um momento... Ela pode durar muito ou pouco. Mas, em qualquer das hipóteses, fica mais fácil na companhia de Deus, da família, e dos amigos verdadeiros. Confie!

terça-feira, 23 de abril de 2013

CALAR A BOCA



A maioria dos pais deseja que seus filhos sejam felizes. Que cresçam com saúde. Que sejam amados, inteligentes, que conquistem louros na escola, na profissão, na vida.
Apesar disso, nem sempre conseguem seu intento. Por mais que desejem, por mais que se empenhem, por vezes um dos seus filhos, quando não todos eles, detestam a escola.

Alguns têm problema de relacionamento, ou não desejam trabalhar, ou, ainda, se envolvem com drogas, crimes, etc. 

Muitas vezes nos questionamos: por quê? Não teremos nos empenhado o suficiente? Onde teremos falhado?

Não devemos esperar que nossos filhos sejam perfeitos, desde que a perfeição não é deste planeta onde vivemos.

Temos que nos preocupar em transformar nosso filho em um homem de bem, bom o bastante para viver no mundo e servir ao mundo.

Com tal disposição, é importante que repensemos a nossa função educativa, como pais.

Dentro do lar, às vezes agimos de forma a invalidar as teorias, ou seja, desmentimos na ação o que aconselhamos aos filhos.

Uma das frases mais ditas, possivelmente, para as nossas crianças, é o famoso “cala a boca!”. Normalmente, a frase cai como um raio sobre o pirralhinho que já repetiu a mesma questão, pelas nossas contas, mais ou menos umas dez vezes. De verdade, será talvez a quinta. Nossa impaciência é que é multiplicada de forma equivocada.

Consideremos que a criança é repetitiva mesmo. Faz parte do seu desenvolvimento infantil a repetição e frases que ela vai aprendendo. E aquela bateria de: “por quê, hein?” leva muitos pais à exaustão.

Mas se a criança está repetindo, se ela está perguntando outra vez, é porque sente a necessidade de uma compreensão que lhe seja satisfatória.

Por isso, não tem jeito. É preciso se munir de paciência, responder, e responder. Mesmo porque, caso contrário, os pais podem criar um filho que tem medo de falar, medo de se expressar, medo de ser repreendido. Uma criança com esse tipo de insegurança poderá ter dificuldades na escola, pois não entenderá o que foi explicado, mas jamais perguntará. Perguntar faz parte do aprendizado.

Pensemos bem: não é verdade que a nossa impaciência estoura sobre o pequeno, não porque estejamos cansados de responder os porquês, mas por que não sabemos respondê-los?

Afinal, quem de nós vai saber explicar para o pequenino por que a lua é redonda? Por que a formiguinha anda em fila indiana? Por que ele deve colocar a jaqueta que detesta só porque nós estamos com frio?

Calma, deve ser a nossa tônica todos os dias. Dar as explicações necessárias, sem nos alongar muito, nem complicar a resposta. E lembre-se de uma coisa: pessoas educadas não mandam as outras calarem a boca. Demos o exemplo para os nossos filhos.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

BUSCO UM AMIGO...



Que me diga sempre a verdade, que não camufle meus defeitos, que não despreze minhas lágrimas!
Um amigo... cuja presença traga alegria, cujo silêncio transmita paz, cuja escuta inspire confiança, cuja lembrança infunda coragem.

Um amigo... ao quel eu possa dizer “desculpa!”, uma, duas, três vezes...

Um amigo... que não seja nem mestre, nem discípulo, mas um companheiro, com o qual eu possa caminhar rumo ao infinito em qualquer momento.

Um amigo... que conserve a sua intimidade sem esconder o seu pranto.

Um amigo... que ao amanhecer não me diga “bom dia”, mas me abra o seu coração com um amável sorriso!

Um amigo... que creia na amizade e a viva como uma audaz conquista de liberdade... cuja amizade seja óleo doce, suave e perfumado, extraído do fruto amargo de uma árvore espinhosa.

Um amigo... que não se preocupe em dar ou receber, mas que seja capaz de compartilhar.

Um amigo... simples, sincero, natural... capaz de chorar, mas sobretudo, de sorrir...

Um amigo... que seja um reflexo da bondade de Deus.

domingo, 21 de abril de 2013

AS DUAS CANÇÕES DO HOMEM (e os sons secretos da citara indiana)



Bom lembrar, a quem não sabe, que a citara é composta de duas camadas de cordas superpostas, uma sobre a outra, muito próximas, sem nunca se tocarem. A camada de cima é sensibilizada pelo músico, e a de baixo, não pode nunca ser tocada pelos dedos.
Quem pouco entende dos segredos sonoros pode perguntar-se por quê razão um instrumento musical tem cordas que não são tocadas. A beleza desse mistério está justamente na harmonia que enlaça as duas camadas.

Os dedos não tocam a de baixo para que suas cordas possam vibrar pela magia de uma coisa muito mais sutil que os dedos. Tangidas pelos sons que brotam das primeiras, elas reverberam e fazem nascer uma outra música, diversa daquela que o artista produziu.

Eis o segredo. Eis a sensibilidade. Olhemos agora para nós.

Quem sabe sejamos citaras humanas, que vivem dentro de um encanto chamado vida, provocado pelo carinho criador de Deus.

Lá dentro, no fundo de nossa essência, estão as segundas cordas de uma única verdade, que os dedos nunca tocam, mas que fazem ouvir uma outra voz, a vibrar pelos escaninhos do silêncio.

Vem de lá uma canção imortal, jamais tocada, mas que, se ouvida, pode dizer muito de nós. Talvez seja esta a melodia diferente que os bons médiuns ouvem.

Aqueles que leem com amor o não-dito das palavras humanas, separando a mentira da verdade, o joio do trigo, escolhendo o bem. Talvez seja, essa música oculta, a melhor definição de amizade.

Afinal, o que um amigo faz senão educar-se para escutar nosso silêncio, que às vezes busca um abraço, um momento de atenção para aplacar sua melancolia?

Um amigo é também algo mais. É aquele que faz do seu sossego um recanto confiável, onde o outro pode guardar seus segredos e não ter medo de perdê-los.

Um amigo é aquele onde nossa segunda pauta encontra eco, porque sabe que no âmbito da amizade a solidão é um convite ao recolhimento, para que sejamos ouvidos, para que possamos reverberar.

Nos braços de uma amigo, nossa solidão se dilui no suave aroma da partilha. Você, a quem muitos consideram verdadeiro irmão, pode treinar os ouvidos do sentimento para escutar uma nova melodia.

Preste, porém, menos atenção no que as pessoas irão tocar e mais nos sons daquelas cordas que nunca serão tangidas. Aproveite, também, para apreciar a beleza da música que brota de todo lugar. Aí escutará a segunda canção de Deus, convidando-o a que habite uma realidade nova: a de ser, finalmente, um bom e melhor amigo, que com muito amor, aprendeu a chamar os outros para fora da solidão.