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sábado, 20 de abril de 2013

DIZENDO ADEUS À VIDA



Cada animal tem certas características que o distinguem do resto, incluindo os seres humanos. Formas de ataque,defesa, expressar alegria, raiva, medo, amor. Cada animal tem, podemos dizer, a sua personalidade.
O cisne também, mas ele tem algo especial. Normalmente vivem em regiões frias e, geralmente, pantanosas. Tem um péssimo senso de humor. Tem poucos amigos dentro ou fora da espécie.
Mas, decididamente, eles são monogâmicos. Ao formar um casal é para sempre, “até que a morte os separe”. A fidelidade os une. E são os protagonistas das histórias mais incríveis do mundo animal.
Belos, orgulhosos, longos e finos pescoços, harmoniosos. Cisnes não cantam, com exceção de algumas subespécies. Raras vezes emitem um som gutural desagradável.
No entanto, quase todas as espécies de cisnes quebram o silêncio em um único momento: quando vão morrer. No mesmo instante, cantam harmoniosamente. É um momento quase mágico.
O som dessa canção pode ser ouvida até dez quilômetros de distância em espaço aberto e parece, às vezes, o som de um corne, que é um instrumento de orquestra sinfônica. Quando a morte está próxima, o som misteriosamente sofre uma mudança e se assemelha ao toque dos sinos graves.
Essa música não é apenas um som. É um conjunto de harmonias que ora parecem um grito plangente, ora, uma canção cheia de entusiasmo e até alegria.
Os outros cisnes sabem o que é, e mantém um tipo de recolhimento respeitoso quando o seu parceiro está dizendo adeus à vida com essa canção.
A parceira do paciente terminal fica com ele até o final, em um ritual incrível. Fica em silêncio, o tempo todo ao seu lado. A cena pode demorar um pouco. Depois que o cisne morre, o pântano ou lago volta a ser o mesmo, com o silêncio sendo quebrado apenas pelo barulho dos outros animais ou das águas suavemente batendo contra a costa.
Por que esse adeus intrigante para a vida?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

APENAS BRINCANDO


Quando eu estiver no quarto, construindo um edifício de blocos, por favor, não diga que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Sobre equilíbrio e forma.
Quando eu estiver bem vestido, arrumando a mesa, cuidando do bebê, não tenha a ideia de que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Algum dia eu posso ser uma mãe ou um pai.
Quando me vires até meus cotovelos na pintura, ou ajeitando uma moldura, ou moldando e dando forma à argila, por favor, não me deixe ouvi-lo dizer que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco, eu estou me expressando e sendo criativo. Algum dia eu posso ser um artista ou um inventor.
Quando me vires sentado em uma cadeira “lendo” para uma audiência imaginária, por favor, não ria e não pense que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Algum dia eu posso ser um professor.
Quando me vires recolhendo insetos ou colocando coisas que encontro no bolso, não os jogue fora como se eu “estivesse apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Algum dia eu posso ser um cientista.
Quando me vires montando um quebra-cabeças, por favor, não pense que estou desperdiçando tempo “brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Estou aprendendo a concentrar-me e resolver problemas. Algum dia eu posso ser um empresário.
Quando me vires cozinhando ou provando comidas, por favor, não pense que estou aproveitando, que é “só para brincar”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Eu estou aprendendo sobre os sentidos e as diferenças. Algum dia eu posso ser um “chef”.
Quando me vires aprendendo a saltar, pular, correr e mover meu corpo, por favor, não diga que eu “estou apenas brincando”. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Eu estou aprendendo como meu corpo trabalha. Algum dia eu posso ser um médico, uma enfermeira ou um atleta.
Quando me perguntar o que fiz na escola hoje, e eu responder “eu brinquei”, por favor, nãome entenda mal. Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco. Eu estou aprendendo apreciar e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou preparando-me para o amanhã. Hoje seu sou uma criança e meu trabalho é brincar.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

FATHER AND SON




 It's not time to make a change
Não é tempo de mudar
 Just sit down and take it slowly
apenas sente-se, vá devagar
 You're still young that's your fault
você ainda é jovem, esse é o seu problema
 There's so much you have to go through
há muita coisa ainda que você tem de enfrentar.
 Find a girl, settle down
Encontre uma garota, se estabeleça
 If you want, you can marry
se você quiser, pode casar
 Look at me, I am old
Olhe pra mim, estou velho
 But I'm happy
mas sou feliz
 All the times that I've cried
Todas as vezes que eu chorei
 Keeping all the things I knew inside
guardando todas as coisas que eu sabia dentro de mim
 And it's hard, but it's harder
E isso é difícil, mas é pior
 To ignore it
ignorar
 If they were right I'd agree
Se eles estivessem certos, eu concordaria
 But it's them they know, not me
mas isso é o que eles conhecem, não eu.
 Now there's a way and I know
Agora há um caminho, e eu sei
 That i have to go away
que eu tenho que ir embora
 I know I have to go
Eu sei, que eu tenho que ir.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

AO LEVANTAR-SE




Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retornar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe.

terça-feira, 16 de abril de 2013

AH! SE EU SOUBESSE!



Quando chegamos no plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido: - Ah! Se eu soubesse...
Se soubesse que a vida real não era na matéria... se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade... se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, não teria batido nos meus filhos, não teria me apegado a tantas coisas efêmeras...
Ah! Se eu soubesse... teria ajudado muito mais gente; teria me enriquecido com amor e luz; teria deixado de lado esses problemas pequenininhos; teria feito caridade aos necessitados; teria deixado o amor fluir; teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação; teria sido mais humilde, teria vivido em paz...
Ah! Se eu soubesse... teria passado mais com aqueles que amo; teria me preocupado menos; teria tido mais paciência; teria me soltado mais, me desprendido mais; teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural; teria visto o lado bom de tudo; teria valorizado as coisas simples da vida.
Ah! Se eu soubesse... se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.
Ah! Se eu soubesse... se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos; caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram. Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito.
Se eu soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.
Ah! Se eu soubesse... que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espírito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação.
Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.
Ah! Se eu soubesse... não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho.
Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se eu soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.
Ah! Se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ela é.
Ah! Se eu soubesse... que o mar espiritual é infinito de bênçãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.
Ah! Se eu soubesse... teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica.
Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva.
Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.