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terça-feira, 5 de março de 2013

A VIDA É UM RIO





Imagine que a vida é um rio, que de um lado da margem está você e do outro, os seus sonhos.
Muitas pessoas conseguem enxergar facilmente a margem do outro lado do rio porque colocam seus sonhos em local de fácil alcance, onde podem avistar sempre. Outros no entanto, colocam seus sonhos tão longe de suas vistas, desejam coisas tão malucas, que nem com o binóculo mais potente conseguem enxergar o outro lado.
Para chegar aos sonhos, a vida nos oferece um barco chamado "esperança" com dois remos. Um dos remos chama-se "fé", o outro, “ação”.
Muitos possuem tanta fé que usam apenas esse remo para alcançar seus objetivos e o barco da esperança não sai do lugar, fica rodando em volta sem direção e cada vez mais longe do destino.
Outros, ansiosos e truculentos, acreditando em suas forças, pegam apenas o remo "ação" e também não saem do lugar. Remam, remam e remam até ficarem cansados e desistirem dos seus sonhos por julgarem impossíveis atravessarem o rio da vida.
Normalmente, têm sempre uma desculpa para seu fracasso, e quase sempre é culpa de outras pessoas ou das condições do Universo.
Aqueles que são humildes o bastante para aprender a lição, entram no barco da esperança e pegam os dois remos, unem a fé com a ação e atravessam o rio várias vezes na sua vida, porque aprenderam que não existe conquista apenas pela força e nem vitória apenas com a fé.
Pegue seu barco (esperança), junte os remos (fé + ação) e atravesse o rio da vida com mais tranquilidade.

segunda-feira, 4 de março de 2013

TRANSFORMAÇÃO




Ou você transforma sua energia em algo criativo ou ela irá tornar-se ácida e destrutiva.
Energia é uma coisa perigosa - se você a tiver, tem que usá-la de forma criativa, caso contrário, mais cedo ou mais tarde irá perceber que ela se tornou destrutiva.
Então encontre algo, o que você preferir, em que seja possível pôr sua energia.
Se quiser, pinte.
Se preferir, dance ou cante, ou então toque um instrumento.
Seja o que for que você queira, encontre uma forma através da qual você consiga se soltar completamente.
Se você conseguir se soltar tocando violão, bom!
Nestes momentos em que estiver solto, sua energia será liberada de forma criativa.
Se você não conseguir se soltar através da pintura, da dança, de um violão ou de uma flauta, então encontrará formas mais baixas de se soltar: ira, raiva, agressão.
Estas são formas rasteiras de se soltar.
Enviado por Zizi do Bloguinho da Zizi e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

domingo, 3 de março de 2013

SETENTA ANOS, POR QUE NÃO?


 

"Hoje em dia, fazer 70 anos é uma banalidade. Vou reunir filhos e pouquíssimos amigos e fazer aquela festona nos 80".
Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com a vida. Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem graça, quem fica animado? Quem não se amargura?
O tempo me intriga, como tantas coisas, desde quando eu tinha uns 5 anos. Quando esta coluna for publicada, mais ou menos por aqueles dias, estarei fazendo 70.
Primeiro, há meses, pensei numa grande festa, eu que sou avessa a badalações e gosto de grupos bem pequenos. Mas pensei, bem, 70 vale a pena! Aos poucos fui percebendo que hoje em dia fazer 70 anos é uma banalidade. Vou reunir filhos e pouquíssimos amigos e fazer aquela festona nos 80. Ou nos 90.
Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com vestidos discretíssimos, pretos de florzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas flores ou bolinhas coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente namorando ou casando de novo. Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os filhos. Tudo isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga.
Outro dia minha neta de quase 10 anos me disse: "Você é a pessoa mais divertida que conheço, é a única avó do mundo que sai para comprar mamão e volta com um buldogue". Era verdade. Se sou tão divertida não sei, mas gosto que me vejam não como a chata que se queixa, reclama e cobra, mas como aquela que de verdade vai comprar a fruta de que o marido mais gosta, anda com vontade de ter de novo um cachorro e entra na loja quase ao lado do mercado. Por um acaso singular, pois não são cachorros muito comuns, ali há um filhotinho de buldogue inglês que voltou comigo para casa em lugar da fruta. Foi batizada de Emily e virou mais uma alegria.
E por que não? Por que a passagem do tempo deveria nos tornar mais rígidas, mais chatas, mais queixosas, mais intolerantes, espantalhos dos afetos e da alegria? "Why be normal?", dizia o adesivo que amigos meus mandaram fazer há muitos anos para colocarmos em nossos carros só pela diversão, pois no fundo não queria dizer nada além disso: em nossas vidas atribuladas, cheias de compromissos, trabalho, pouco dinheiro, cada um com seus ônus e bônus, a gente podia cometer essa transgressão tão inocente e engraçada, de ter aquele adesivo no carro.
Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca: o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a "beleza". A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa.
O projeto pode ser comprar um vaso de flor e botar na janela ou na mesa, para contemplarmos beleza. Pode ser o telefonema para o velho amigo enfermo. Pode ser a reconciliação com o filho que nos magoou, ou com o pai que relegamos, quando não nos podia mais sustentar. O afeto pode incluir uma pequena buldogue chamada Emily, para alegrar ainda mais a casa, as pessoas, sobretudo as crianças, que estão sempre por aqui, o maior presente de uma vida de apenas 70 anos.

sábado, 2 de março de 2013

SINAIS VERMELHOS NO CAMINHO DA EXPERIÊNCIA




Há dez sinais vermelhos no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:
- quando acreditamos que a nossa dor é maior;
- quando imaginamos maldades nas atitudes dos companheiros;
- quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;
- quando reclamamos apreço e reconhecimento;
- quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;
- quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;
- quando pretendemos fugir de nós mesmos, por meio do álcool ou do entorpecente;
- quando julgamos que o dever é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a lei divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou da luz do discernimento.
Chico Xavier/Espírito Scheilla
Enviado por Jorge do blog NectanReflexões e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

sexta-feira, 1 de março de 2013

MORAL ESTRANHA


Tudo aquilo que não é criação do próprio homem, por ele é concebido como algo estranho. E tudo o que é estranho está muito longe dele, sem muito significado e nem mesmo ligação com tudo aquilo que é de seu conhecimento.
Porém, como conhecer, como conceber novas idéias, novos rumos, novos enfoques para tudo que está comodamente instalado dentro do homem?
Desacomodando, remexendo e causando a necessidade da reorganização, de reavaliação.
Explico-me: O que pensar de uma orientação que diz: "desvincule-se de seus entes mais queridos e cresça!" A primeira reação é de estranheza e incompreensão que levam ao desagrado, pois implicam na desacomodação daquilo que já está "gravado" na moral que nos diz: "honrai pai e mãe". Afirmo-lhes, então, que nada há de contraditório nestas duas colocações. Não há que odiar-se, não é preciso deixar de querer bem para desvincular-se.
Há sim, que se esclarecer. O que são laços e vínculos familiares? Partem de um compromisso de amor, de respeito, de união, de amparo, de trabalho coletivo. Porém, o homem restringe essa grandeza aos compromissos criados por ele mesmo. Compromissos que pesam, aprisionam, entristecem... Compromissos de cobranças que desunem!
Compromissos há, com certeza! Responsabilidades também, assumidas em conjunto. Porém, são compromissos que devem ser compreendidos de forma bem diferente daquela com que, na maioria das vezes o são. E a diferença é a essência dos sentimentos que alimentam esses compromissos.
Se são alimentados pelo amor que liberta, compreende, anima e fortalece...
Ou se são alimentados pela necessidade de poder, de medição de forças, por laços que aprisionam, podam, sufocam o ser criado para ser livre e feliz...
Nada há de estranho na moral que orienta para a liberdade, para a compreensão, para o exercício livre das potencialidades de todos aqueles que são tão "nossos" familiares, quanto todos que de nós se aproximam. Por que então criar "prisões" para estes que dizemos amar?
A Lei de Deus é a Lei do Amor e não da posse. Portanto, para encontrá-Lo dentro de nós é preciso que nos libertemos dos laços do egoísmo que alimentam a necessidade de poder que ainda possuímos.
Libertar-se não é, e nunca foi, deixar de amar. Ao contrário, é preciso desapegar-se para aprender a amar com a profundidade própria do amor verdadeiro.
E nunca perder de vista que, antes de "pertencer" a qualquer grupo familiar, fazemos parte do universo. Somos elementos integrantes de uma "família" muito maior: somos todos filhos do mesmo amor.