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sexta-feira, 29 de março de 2013

JEJUM



Você quer jejuar nesta quaresma?
Jejue de julgar os outros e descubra Jesus que vive neles.
Jejue de palavras que ferem e farte-se de frases que purificam.
Jejue de descontentamentos e viva cheio de gratidão.
Jejue de ofensas e injúrias e farte-se de mansidão e paciência.
Jejue de pessimismo e encha-se de esperança e otimismo.
Jejue de preocupações e satisfaça-se de confiança em Deus.
Jejue de lamúrias e queixas e satisfaça-se com as coisas simples da vida.
Jejue de pressões e farte-se de oração.
Jejue de tristeza e amargura e encha seu coração de alegria.
Jejue de egoísmos e encha-se de compaixão pelos outros.
Jejue de rancores e encha-se de atitudes de reconciliação.
Jejue de palavras e viva de silêncios para escutar outros.
Jejue de pensamentos de fraqueza e encha-se de promessas que inspiram.
Jejue de tudo o que lhe afaste de Jesus e procure tudo o que DELE lhe aproximar.



quinta-feira, 28 de março de 2013

RENUNCIAR




Os relacionamentos humanos nem sempre são fáceis. As pessoas colocam muitas expectativas umas nas outras. É comum esperar-se receber mais do que se dá. Ou então se estabelecer um sistema de trocas que não parece funcionar a contento.
Frequentemente, tem-se a ideia de não ser correspondido à altura da própria dedicação. Por conta disso, muitas relações se rompem.
As pessoas deixam que seus vínculos familiares e sociais se fragilizem. Lentamente se afastam dos entes queridos. Veem os familiares apenas nos feriados mais significativos, ainda assim sem qualquer entusiasmo.
A respeito dessa tendência humana, há uma interessante passagem evangélica. Nela, Jesus fala sobre os vínculos terrenos. Relaciona casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos e terras. E afirma que quem deixar tudo isso por amor ao Seu nome receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna.
Trata-se da enunciação do dever de renunciar aos bens do mundo, para alcançar a vida eterna.
No entanto, é importante refletir em quê consiste tal renúncia.
Jesus explica que o êxito pertencerá aos que assim procederem por amor de Seu nome. Não se trata, portanto, de um mero abandonar. Não está em pauta a satisfação do orgulho, da vaidade e do egoísmo.
À primeira vista, o alvitre Divino parece um contrassenso. Como olvidar os mais sagrados deveres da existência? Afinal, o próprio Cristo cuidou de santificá-los!
Muitos cristãos precipitados não souberam atingir o sentido do texto, nos tempos mais antigos.
Numerosos irmãos de ideal recolheram-se à sombra do claustro. Com isso, olvidaram obrigações superiores e inadiáveis. Entretanto, é preciso atentar para o modo pelo qual Jesus renunciou. Aos companheiros que O abandonaram, aparece glorioso, na ressurreição. Não obstante as hesitações dos amigos, divide com eles, no cenáculo, os júbilos eternos. Aos homens ingratos, que O crucificaram, oferece sublime roteiro de elevação. Deixa-lhes o Evangelho e se desdobra em cuidados por eles, no correr dos séculos.
Assim, convém observar o que representa renunciar por amor ao Cristo. Trata-se de perder as esperanças da Terra, conquistando as do céu.
Por vezes, os pais não são compreensivos, a esposa, o esposo são ingratos e os irmãos parecem cruéis. Então, é preciso renunciar à alegria de tê-los melhores ou perfeitos. Urge se unir ainda mais a eles, a fim de trabalhar no aperfeiçoamento com Jesus.
Talvez você não encontre compreensão no lar. Quiçá, seus amigos e irmãos sejam indiferentes e rudes. Mesmo assim, permaneça ao lado deles. Somente desse modo estará renunciando por amor a Jesus.
E apenas com semelhante renúncia alcançará as bênçãos do entendimento, da paz e do genuíno amor.
Pense nisso.

quarta-feira, 27 de março de 2013

MEMÓRIAS DE UM EXILADO DE CAPELA



Em meio ao universo infinito, brilha uma estrela tão bela.
Foi meu lar um dia, minha querida Capela!
Imigrantes companheiros de lá partiram comigo arrastados pelo turbilhão,
Forçados a buscar nos diversos mundos testemunhos de renovação.
Lembro-me ainda de quando aqui chegamos. Havia muito desespero em face ao incompreendido.
Restava apenas a intuição vaga de um paraíso perdido.
Olhos arregalados, observando figuras primitivas da evolução.
Caminhavam entre nós sem nos dar atenção.
Uma dúvida me assombrava:
Não sabia se estava acordado ou se sonhava.
Muitas décadas se passaram entre lágrimas e lamentações.
Pareceram séculos aos nossos corações.
Contudo, eis que, em meio às trevas, a luz se fez.
Uma criatura iluminada dirigiu-nos a palavra com divina altivez.
Ressoando como um trovão,
Sua voz doce e serena fez-se ouvir em toda região.
Meus irmãos, jamais nosso Pai condenará seus filhos ao sofrimento eterno.
É no mundo íntimo de vossas imperfeições que tem se erguido o inferno.
Exilados hoje de um paraíso, cultivai vossa esperança!
Podereis construir outro neste mundo que ainda é uma criança.
Reencarnareis em meios primitivos ajudando o progresso.
Recapitulando vossas lições sob infalível processo.
Estarei sempre convosco; farei com que reencarnem em vossos meios os meus emissários,
Para que nunca vos falte os recursos necessários.
Descerei entre vós na posteridade,
E marcarei roteiro seguro à vossa felicidade.
Depois de ouvir estas palavras, que nos abasteceram de esperanças, fatos ocorridos em Capela, surgiram em minhas lembrança
Há muito, pessoas humildes pregavam o desterro das almas impuras:
Eu debochava - para mim eram pobres criaturas.
Falavam de um Deus de amor, pregavam a caridade e a humildade.
Meu Deus, como não pude ver a verdade?
Agora estávamos ali, como crianças em idade escolar;
Falhamos nos exames e teríamos que recomeçar.
Sinto iminente os dias de idêntica transição.
Seguindo a rota evolutiva perfeita e tão bela,
Aqui irá se repetir a mesma cena de Capela.
Mas algo se modificou: não sinto nenhum temor.
Hoje eu sou a pobre criatura falando de um Deus de amor!
Psicografia de Nelson Moraes

Para quem nunca ouviu falar desse assunto, os Exilados da Capela é um livro de 1949, de autoria de Edgard Armond, que foi secretário-geral da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
A obra faz parte de uma trilogia que pretende descrever a "História Espiritual da Humanidade", da qual fazem parte ainda os títulos "Na Cortina do Tempo" e "Almas Afins".
Nos "Exilados" conta-se a história da existência de uma civilização muito desenvolvida, moral e intelectualmente, que habita o quarto planeta em órbita de Capella, estrela da Constelação do Cocheiro..
Um grupo de capelinos não teria correspondido à evolução moral dessa civilização e seus espíritos teriam sido banidos para o Planeta Terra, dando início à jornada civilizacional humana por meio de sucessivas encarnações..
Devido ao alto grau de conhecimentos que possuíam, se destacaram na matemática, astronomia, arquitetura, agricultura e navegação, deixando obras como as pirâmides do Egito, os jardins suspensos da Babilônia e as edificações maias e astecas, entre outras. 

terça-feira, 26 de março de 2013

SE VOCÊ SOUBESSE QUE HOJE IRIA MORRER – O QUE FARIA?





Esta pergunta foi feita a um homem, no século XIII. Era um homem iluminado. Nascido em berço de ouro, conheceu as delícias da abastança. Filho de rico mercador, trajava-se com os melhores tecidos da época. Sua adolescência e juventude foram impregnadas das futilidades daqueles dias, em meio a expressivo número de amigos.
Assim transcorria sua vida, quando um chamado se deu a esse jovem. Então, ele se despiu dos trajos da vaidade e se transformou no Irmão Francisco, o Irmão dos Pobres.
Sua alma se encheu de poesia e ele passou a compor versos para as coisas pequeninas, mas muito importantes, da natureza.
Chamou irmãos à água, ao vento, ao sol, aos animais. Sua alma exalava o odor da alegria que lhe repletava a intimidade.
Muitos amigos o seguiram, abraçando os lemas da obediência, pobreza e castidade. Amigos na opulência, amigos na virtude.
Certo dia, enquanto arrancava do jardim as ervas daninhas, Frei Leão, que o observava, lhe perguntou: - Irmão Francisco, se você soubesse que morreria hoje, o que faria?
Francisco descansou o ancinho, por um instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro, pareceram contemplar paisagens interiores de beleza.
Suspirou, pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu, sereno: - Eu? Eu continuaria a capinar o meu jardim. E retomou a tarefa, no mesmo ritmo e tranquilidade.
Quantos de nós teriam condições de agir dessa forma? A morte nos apavora a quase todos. Tanto a tememos que existem os que sequer pronunciam a palavra, porque pensam atraí-la. Outros, nem comparecem ao enterro de colegas, amigos, porque dizem que aquilo os deprime, quando não os atemoriza. Algo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir apanhar.
E andamos pela vida como se nunca fôssemos morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.
Assim, embora a queiramos distante, essa megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos.
Por isso, importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos fosse o derradeiro. Não no sentido de angústia, temor, mas de sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora, usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.
Usar cada dia para o trabalho honrado, que nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.
Sorrir, abraçar, amar.
Realizar o melhor em tudo que façamos, em tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por onde passemos.
Façamos isso e, então, se a morte nos surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência de Espíritos que vivemos na Terra doando o melhor e, agora, adentraremos a Espiritualidade, para o reencontro com os amores que nos antecederam.
Pensemos nisso.