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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

2013 - VISÃO OTIMISTA




Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá? Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.
Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1998, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.

Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos. Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.

Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.

Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.

Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade. “Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”. Como assim? Não percebe a escuridão? Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.

A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa frequência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.

Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade? Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura. Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza. Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente.Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo. Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir. Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade do que se esconde na escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos. Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

DESABAFO


Nada, nada do que fiz me faz feliz. Por que nada? Nada do que fiz me trouxe a felicidade de ver um mundo mais justo.
Não que eu não tenha feito nada. Fiz muito... muito pouco! E muito me resta a fazer...
Fiz muros num rio de lágrimas e de dor. Já saí guerreira, armada do ventre da pátria amada lutando com mil demônios. Lutando com o sorriso amarelo e cruel da fome. Rasgando a minha inocência de criança e fazendo-me nadar em oceanos de lama.
Nadei... me afoguei! Morri mil mortes ensanguentadas. Morri sozinha.
Amigos se foram justamente quando mais precisava deles.
Implorei Deus e todos os santos, nas trevas ardentes do meu inferno interior, tentando quebrar desesperadamente a indiferença do mundo.
Algo que não posso definir gritou na minha alma gritou tão forte que voei... voei... sim! Voei tão alto que perdi a consciência. Perdi muito, talvez tudo... mas que no infinito não é nada !
Nada do que tinha ficou. Mergulhei em intensa plenitude não quis voltar... Voltei!
Aqui estou novamente perante o mundo sempre frio, injusto indiferente!
Nada, nada do que fiz, nada do que sonhei, me dá mais felicidade Do que ver um mundo mais justo!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

AMOR DE CORPO INTEIRO



Amor não é só coisa de coração. Amor é coisa de corpo inteiro. De perna bamba. De suor frio. De mãos que tremem. De cabeça nas nuvens. De perder o juízo. De câimbra no estômago.
Todo amor no início é muito bom. Depois também, mas de maneira diferente.
A descoberta do amor é o renascimento. É coisa de adolescente, mesmo que se tenha 70 anos. E é tão bom quanto.
Você perdeu o sentido da vida? Apaixone-se! Todo o sentido dessa vai entrar de novo! Coraçõezinhos não vão circular em volta da sua cabeça, mas seu coração vai pulsar de tal forma que tudo vai ficar mais intenso: as cores, as flores, o sol, tudo o que lembra vida. Você vai cantar até música que não gosta. É a felicidade fazendo bonitas todas as coisas.
Claro que amor não se encomenda. Nem se improvisa. Nem se finge. Mas às vezes dando um pouco de oportunidade ele pode chegar. E chega. Para alguns de surpresa, cai do céu, mas para outros, fruto de longa espera e perseverança.
O amor é a coroa da existência. O cimo. Não o carregamos, é ele que nos carrega, nos transporta. Vivê-lo é viver. E ele nos faz chorar também. Traz ansiedade e frequentemente decepções. Ai!... mas ainda assim vale a pena! E como vale!!!
E quando toda magia se acalma, resta do amor a paz dele. Resta navegar, tranquilamente, nessas águas que nos levam a esse destino desconhecido, mas seguramente belo, mesmo se um dia tudo pode tornar-se passado, pois a nostalgia do vivido compensa tudo.
Quando alguém se aproximar de você e você sentir que as emoções ultrapassam os limites do seu coração... você vai estar amando com todo o seu corpo... vai ter alcançado a plenitude do amor. 
Roy, mais um lindo ano juntos e com muita alegria. Que possamos ser, a cada dia, mais e mais felizes. Te amo. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CONTA AS BÊNÇÃOS


O que nos deixa mais tristes ou infelizes é a solidão da dor.
Não, não inverti as palavras, porque uma coisa é a dor da solidão, que milhares de almas, mesmo acompanhadas conhecem, e uma outra, é a solidão da dor.
A solidão da dor é a que cabe a nós, inteiramente.
É a que julgamos a maior do mundo, a mais pesada e difícil de carregar; aquela que diminui nossa estatura e agiganta todos os outros que estão ao redor; a que mata cada fibra do nosso coração e nos faz esquecer todas as alegrias e bênçãos recebidas.
Perigosamente destrutiva, afasta-nos do bem e do bom, da luz, do sal, da cruz e das promessas Divinas.
Jesus também sofreu a dor da solidão e do abandono; sofreu a dor da dor, a lança atravessada, o peso da cruz e do cravo nas mãos.
Mas Ele não experimentou a solidão da dor. Ele sabia que não estava só e mesmo nos momentos mais difíceis de serem suportados, erguia os olhos para o Céu.
Contamos tudo o que recebemos da vida e particularmente de Deus de maneira inversa.
Apagamos facilmente o bem, as alegrias, as bênçãos que caem gota a gota na nossa cabeça nos ungindo e reavivamos as dores que fatalmente colhemos nos caminhos por nós mesmos escolhidos.
Você tem teto, alimento, família, amigos, trabalho, saúde?
Conta as bênçãos!!!
Tem momentos de riso gostoso, de partilha, pode ver o nascer e o pôr do sol?
Conta as bênçãos!!!
Contamos nossas dores, as contabilizamos, somamos e nos esquecemos de acrescentar as alegrias que podem diminuí-las ou pelo menos nos mostrar que na balança da vida nem tudo é perda e sofrimento.
Conta sim, uma a uma, as bênçãos da sua vida. Você vai ver que a esperança ainda vive, que a luz brilha, que as flores continuam nascendo apesar das secas ou das enchentes.
Você vai ver que, silencioso, Deus olha por nós e continua distribuindo o bem, mesmo se aos nossos olhos as graças pareçam invisíveis.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

CONFIAR EM DEUS


Nunca percas a esperança, por pior a situação em que te vejas. E jamais condenes alguém que se haja embarafustado no labirinto da provação.
O momento mais áspero de um problema pode ser aquele em que se lhe descobre a solução. E, em casos numerosos, a pessoa que te parece mais censurável, no mais grave delito, será talvez aquela que menos culpar carregue na trama do mal que as sombras entreteceram.
Decerto haverá corrigenda para o erro nas trevas, pelos mecanismos da ordem, tanto quanto surgirá remédio para os enfermos pelos recursos da medicina.
Observa, no entanto, o poder misericordioso de Deus, nos menores distritos da natureza. A semente sufocada é a que te sustentará o celeiro. A pedra colocada em disciplina é o agente que te assegura firmeza na construção.
Aflições e lágrimas são processos da vida, em que se te acrescentam as energias, a fim de que sigas à frente, na quitação dos compromissos esposados, para que se te iluminem os olhos, no preciso discernimento.
Nos dias difíceis de atravessar, levanta-te para a vida, ergue a fronte, abraça o dever que as circunstâncias te deram e abençoa a existência em que a Providência Divina te situou.
Por maiores se façam a dor que te visite, o golpe que te fira, a tribulação que te busque ou o sofrimento que te assalte, não esmoreças na fé e prossegue fiel às próprias obrigações, porque se todo o bem te parece perdido, na face da tarefa em que te encontras, guarda a certeza de que Deus está contigo, trabalhando no outro


domingo, 16 de dezembro de 2012

AVÓS, O MÁXIMO...


Perguntaram a uma menina de nove anos o que ela gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu: - Eu gostaria de ser avó!
Ao ser interrogada sobre o porquê dessa ideia, ela completou: - Porque os avós escutam, compreendem. E, além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles.
E a menina continuou: - Uma avó é uma mulher velhinha que não tem filhos. Ela gosta dos filhos dos outros. Um avô leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos.
Os avós não fazem nada, e por isso, podem ficar mais tempo com a gente. Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr. Mas não faz mal. Nos levam ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar.
Na casa deles tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros. Eles contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos, histórias da Bíblia, histórias de uns livros bem velhos com umas figuras lindas.
Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume.
Avós nunca dizem “depressa”, “já pra cama” ou “se não fizer logo, vai ficar de castigo”.
Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas.
Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem: “menino, não vê que estou ocupado?” Eles param, pensam e respondem de um jeito que a gente entende.
Os avós sabem um bocado de coisas. Eles não falam com a gente como se nós fôssemos bobos. Nem se referem a nós com expressões tipo “que gracinha!”, como fazem algumas visitas.
O colo dos avós é quente e fofinho, bom de a gente sentar quando está triste. Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós.

sábado, 15 de dezembro de 2012

AMOR EVOLUÇÃO


Existe para vós realidade mais forte do que o próprio Ser? Ao duvidar de Deus o homem duvida de si mesmo. Pois bem, no palpitar do coração, em cada célula do teu corpo e, na menor partícula que tua imaginação alcançar: Deus está!
As regras são para o bem viver. E o pecado, que acabou com o “paraíso”, é uma forma alegórica para entendermos que: Evoluir significa sentir Deus em tudo, até no mais vil dos seres.
A paz virá, a alegria brotará, mesmo em meio ao caos, porque é do pântano que floresce o lótus.
A fé sem obras é estéril. Mas que obra deveis empreender? Será justo tirar de onde não tem? Ou vestir um, para despir o outro?
O que chamam de obras? A grande Obra é mudança, é a Reforma Íntima, olhar com os olhos de Deus! A segunda obra, é partir em direção ao próximo e olhar para ele como prolongamento de si mesmo.
Então, a benevolência e a caridade não serão atos. Mas sim, vivência diária, respiração, visão, Audição!
Viver é um ato de Amor!
Viver alegremente, mesmo que tudo pareça difícil. Enfrentar os obstáculos pode ser um exercício saudável... Trabalhar o coração para viver alegremente. Afinal, somos especiais...
Cada detalhe do nosso Ser foi pensado por Deus. Você é único, e ao mesmo tempo é multidão.
Nada está sem rumo. Peçam Luz! Peçam Paz! Peçam Alegria! Peçam a presença de Deus em vosso Ser!
O Amor habita em caráter permanente em cada centímetro do nosso glorioso Ser.
A verdadeira iniciação é entender que só existe uma Senda: Amar a Deus sobre todas as coisas... e ao próximo como a ti mesmo!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

DAS DORES


Dores... quem nunca sentiu? Que ela seja física ou moral, que seja própria ou dos outros, que seja grande ou pequena, todos tivemos um dia nosso encontro marcado com ela.
Faz parte da vida, da busca do crescimento e do aprendizado. E ninguém morre de dor, morre até daquilo que a causa, mas não dela mesma, pois é um processo necessário ao nosso aprimoramento. E ela muitas vezes nos faz lembrar que estamos vivos.
A dor não é uma escolha, uma opção (salvo para os masoquistas!), mas a consequência de algo nas nossas vidas.
Em francês costuma-se dizer: "Não se faz uma omelete sem quebrar ovos" e essa é a essência e base da compreensão desse caminho necessário à nossa existência. Poderíamos ficar sem ele? Claro!!! Mas a vida não teria o mesmo sabor. Quem já experimentou grandes dores físicas ou existenciais e se curou depois sabe perfeitamente do que estou dizendo.
Na nossa busca da felicidade a dor é apenas uma etapa. Se conseguirmos vê-la de uma maneira positiva, tudo fica mais fácil, mais coerente.
Se até o ouro precisa ser provado pelo fogo antes de mostrar-se brilhante e valioso ao mundo, que diremos nós?
Que saibamos enfrentar as provações de cabeça erguida e olhos abertos. Que possamos guardar sempre no peito a fé e esperança de que amanhã um mundo melhor nos espera.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

IMPERMANÊNCIA


A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo... ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango..., que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros.
Pense em tudo que se perdeu.
Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz?
É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara.
Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos. Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta.
Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?
Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual.
É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser.
Não precisamos raspar a cabeça, nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras.... apenas, um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir.
Retirado do blog Momento blog MomentoBrasil de Roy Lacerda.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

VOCABULÁRIO ESPÍRITA


Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.
Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.
Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.
Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.
Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.
Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente, estando apressado, não reclama.
Filhos: É quando Deus entrega uma joia em nossas mãos e recomenda cuidá-la.
Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.
Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.
Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.
Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.
Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.
Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.
Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.
Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.
Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.
Perdão: É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.
Obsessor: É quando o Espírito adoece, manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.
Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.
Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.
Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.
Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.
Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.
Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.
Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra; geralmente pior.
Pequeno dicionário para se entender mais profundamente o significado de algumas palavras muito importantes na vida de qualquer pessoa, explicado com o sentimento, sem a formalidade das regras gramaticais ou amarras filosóficas. Extraído do Livro “O homem que veio da sombra”.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

MUITAS VIDAS MUITOS MESTRES


Acredito que não somos somente humanos, nem mesmo seres humanos que eventualmente desfrutam de experiências espirituais, mas seres espirituais que têm experiências humanas.
Possuímos diversas dimensões que podemos vivenciar e das quais podemos usufruir.
Temos em nosso espírito, possibilidades acima do tempo e das limitações físicas e há muitas formas de entrarmos em contato com o Eu Superior que abrigamos.
Trata-se de caminho no qual quanto mais avançamos mais nos tornamos capazes de alcançar graus cada vez mais altos de espiritualidade.
Quanto mais profundamente nossa prática de meditação nos leva, mais nos distanciamos do plano físico, das aparências e tentações, da importância que damos às frustrações, aos rancores e ressentimentos e mais e mais nos envolvemos que este Eu Superior, com esta infinita capacidade em AMAR.
Por consequência em aceitarmos esta nova visão de vida e do mundo e compreendermos esse amor que está dentro de nós ao possuir esse dom tão precioso e repleto de beleza, nos sentimos seres dignos de ser amados e alcançar a felicidade.
Somos sim, seres luminosos e iluminados destinados à eternidade.
A espiritualidade que cura e trás esse equilíbrio é essa capacidade de amar e sermos amados.
É o que nos devolve ao mundo, munidos de habilidades impressionantes, menos sujeitos a inibições e constrangimentos.  O subconsciente é uma matriz de criatividade e de respostas intuitivas. Criatividade e intuição, duas fontes de realização, mas que, habitualmente, subestimamos ou mesmo reprimimos.
A verdadeira cura e o nosso verdadeiro equilíbrio dependem de nos reencontramos com nossa essência espiritual.
Sem a mágoa e o rancor trazidos de muitas e muitas brigas, ao longo dos anos de experiência conjuntas no pretérito, poluindo a capacidade de amar entre dois seres; muitos atritos aparentemente irreversíveis podem e devem ser resolvidos com uma declaração fraterna e incondicional de amor, com um abraço espontâneo e sincero dado do fundo do  coração ou da alma!
A Espiritualidade Maior está na maneira como a buscamos e de como estivermos preparados.
Voltados para o nosso íntimo somos responsáveis pelo nosso próprio aprendizado de paz, do perdão e do exercício incondicional do amor.
Ele não deve ser postergado fazendo com que percamos tempo por demais precioso para alcançarmos a felicidade que nos é destinada.
Não há outra maneira de aprender, a não ser nos conhecendo e transformando nossos medos em força e alegria, por intermédio do Perdão e do Amor.
Essa é a primeira e principal lição. Nossa tarefa no plano físico é aprender. Aprender no sentido mais amplo, mais ilimitado: Aprender a AMAR!
Amar e perdoar aos outros e a nós mesmos. Esse é o conhecimento que nos torna Divinos. O único que pode nos alimentar e nos oferecer realizações.
Você é muito maior que seu corpo, maior que sua mente. Você é um maravilhoso Ser de Luz e de Amor, Imortal e Eterno.
Você é maior que seus medos, do que sua ansiedade, seus rancores, suas preocupações.
Você é até mesmo maior que seu sofrimento.
Você está sempre rodeado de Amor, recebendo vibrações de um Amor que pode protegê-lo e confortá-lo. Que pode alimentá-lo e receber realizações.
E você pode sentir e até visualizar o Amor que lhe envolve. Pode reencontrá-lo nas profundezas de sua essência, na sua imensidão interior, de onde você sempre conseguir olhar o mundo e sentir-se capaz de torná-lo um lugar mais  feliz  para você e para os demais que comungam  de sua existência.
Apenas o poder do Amor!
Texto baseado no livro “Muitas vidas muitos mestres” de Brian Weiss. A história verdadeira de um famoso psiquiatra, sua jovem paciente, e as sessões de hipnose regressiva, que revelaram suas vidas passadas.

sábado, 8 de dezembro de 2012

ALFABETO EMOCIONAL



O Dr. Juan Hitzig estudou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas condutas e atitudes.
“Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos 5 trilhões de células que formam um organismo – explica -.
As condutas “S”: serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso, promovem secreção de Serotonina…
enquanto que as condutas “R”: ressentimento, raiva, rancor, reprovação, repressão, resistências, facilitam a secreção de CoRtisol, um hormônio coRRosivo para as células, que acelera o envelhecimento.
As condutas “S” geram atitudes “A”: ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.
As condutas “R” pelo contrário geram atitudes “D”: depressão, desânimo, desespero, desolação. 
Aprendendo este alfabeto emocional, lograremos viver mais tempo e melhor, porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento.
O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A ARTE DO MATRIMÔNIO


Qual será o segredo dos casamentos duradouros? Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão.
Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes.
Ele afirma que um bom casamento deve ser criado. No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.
É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. É lembrar de dizer “te amo” pelo menos uma vez ao dia.
É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns.
É estar unidos ao enfrentar o mundo. È formar um círculo de amor que una toda a família.
É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.
É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato.
É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.
É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.
É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.
É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.
É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.
É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente. Detalhes pequenos, mas importantes.
É saber dar atenção para a família do outro, pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.
É cultivar o desejo constante de superação. É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.
O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.
O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes um do outro.
O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

COMPAIXÃO


Só um coração tomado pela compaixão é capaz de experimentar Deus com consciência em um mundo em que há sofrimento. A compaixão é o amor do sábio!
Quando o sábio percebe o conflito, percebe o sofrimento acontecendo, ele sente dor no coração. E só um grande coração é capaz de sentir a dor e não sofrer, sentir a dor e não se contaminar com o conflito. Só um grande coração. É capaz de acolher, proteger sem querer aliviar, deixar o aprendizado acontecer, tendo fé em Deus, confiando na existência. Só um grande coração é capaz de perceber Deus por trás do sofrimento, sentir a dor e, ainda assim, ser capaz de amar. A compaixão é a forma mais sublime do amor que a humanidade conseguiu alcançar e a todo ser humano é possível experimentar.
Para que o nosso coração comece a experimentar a compaixão é necessário primeiro desenvolver em nosso interior uma qualidade, a aceitação. Aceitar é desejar profundamente sair da vida em conflito, perder se necessário, se entregar. O ego tem nos impedido. Uma vez um mestre me disse "Quando a gente perde, a gente ganha!" A nossa vitória não é vencer o conflito. A vitória da alma é se libertar do conflito. Só aceitando, só se libertando do conflito a compaixão começará a florescer dentro de nós.
Em compaixão experimentamos todo o nosso potencial de amor. Um amor que não se pode descrever, mas que se pode anunciar. Quando alguém nos olhar será Deus nos olhando, quando alguém chorar será Deus chorando, quando alguém sorrir será Deus sorrindo, quando alguém nos abraçar será Deus nos abraçando, quando sentirmos a fragrância da flor será o cheiro de Deus, quando sentirmos o espinho da flor será Deus nos chamando para aprender. Se aceitarmos e encontrarmos Deus nesta vida encontraremos Deus na outra.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O CÉTICO E O LÚCIDO


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro: - Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...

A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada pelo nosso CRIADOR. Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade. Como achar que não existe vida após o nascimento? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte! Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso. Aliás... "O que é vida e o que é morte?"

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A ARTE DE SER ALGUÉM


A solidão e a invisibilidade do ser caminham de mãos dadas. Sozinho é aquele que não aparece para os outros, que tem medo até de ser olhar no espelho, porque a própria imagem aparece como uma companhia inexistente.
Há pessoas que passam a existência em busca de aprovação, sem realmente estar nessa busca e sentem-se sempre como uma pálida cor no quadro da vida.
Elas querem ser vistas, amadas, apreciadas, mas não saem do lugar, ficam sempre à espera que um relacionamento haja.
Mas o que torna uma pessoa visível ou invisível aos olhos dos outros? Ninguém precisa ser importante no sentido de possuir coisas ou ser um ser extraordinário para que possa ser visto ou amado. Não são as outras pessoas que nos tornam visíveis ou invisíveis, solitários ou cercados de pessoas, somos nós.
Quando damos de nós, vamos deixando pedacinhos do nosso eu nos outros, de maneira que vamos nos tornando presentes e inesquecíveis. As pessoas sempre querem se aproximar daquilo que lhes faz bem, que é positivo, estão sempre voltadas para aquilo que vai valorizá-las de alguma forma.
Quem reclama que não se sente amada, não se sente procurado, que acha que passa pela vida como uma forma vazia e sem importância, deveria ver o mundo pelo outro lado da janela, de fora para dentro.
Faça o contrário, aja, ame, torne-se alguém pelo menos para alguém, seja aquilo que você gostaria que os outros vissem em você. Ninguém deve ter o poder de nos transformar, nós devemos ter o poder e a possibilidade de trabalhar do nosso interior para o exterior. Somos nós que nos construímos ou nos destruímos, que aparecemos ou desaparecemos.
As pessoas vêm em nós o que parecemos a elas. Elas não nos fazem, a menos que permitamos. Nós nos fazemos!
Se sentimos essa necessidade de sermos queridos e apreciados, queiramos e apreciemos. É impossível esconder uma luz numa noite escura e, creiam, o mundo atual é para muitos uma noite escura e sem estrelas. Sejamos então uma luz. E as pessoas com necessidade disso virão a nós.
Estaremos assim cumprindo nossa missão, daremos o que precisam e recuperaremos em nós o que precisamos para nos sentir inteiros e saciados.
Embora as pessoas façam parte da nossa história, elas não a escrevem. Nós o fazemos, com todos os instrumentos que temos ou aqueles que nos inventamos.
As marcas dos nossos passos só podem ser deixadas por nós mesmos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A SOLIDÃO


Há dias em que sentimos com mais intensidade o fardo da solidão.
À medida que nos elevamos, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentamos a solidão dos cimas e profunda tristeza nos dilacera a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriam conosco no parque primaveril da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que nos buscavam o aconchego nas horas de fantasia?
Onde se acolhem quantos nos partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras felizes do início?
Por certo, ficaram... Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contato da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.
Em torno de nós, a claridade, mas também o silêncio. Dentro de nós, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não sermos compreendidos.
Nossa voz grita sem eco e o nosso anseio se alonga em vão. Entretanto, se realmente subimos, que ouvidos nos poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os nossos ideais de altura?
Choramos, indagamos e sofremos. Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?
A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.
A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.
A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.
Não nos cansemos de aprender a ciência da elevação. Lembremo-nos do Senhor Jesus que escalou o Calvário, com a cruz aos ombros feridos. Ninguém O seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.
Não relacionemos os bens que, porventura, já houvermos espalhado. Confiemos no infinito bem que nos aguarda.
Não esperemos pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não nos esqueçamos que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo da Humanidade não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.
O sacrifício na cruz é a mas bela lição de resignação que o Mestre nos legou. Sem nenhuma imposição conclamou-nos: Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue a si mesmo e siga-Me. O que equivale a dizer que tomemos a cruz dos nossos sofrimentos com abnegação, e escalemos a montanha da ascensão espiritual, confiantes Naquele que nos fez o convite.
E, embora com os pés sangrando, ao chegarmos no topo do monte, depararemos com a planície florida e a estrada iluminada que nos conduzirá ao Mestre.
Recordemo-Lo, portanto, e sigamo-Lo. Se não temos conosco as marcas do testemunho pela responsabilidade, pelo trabalho, pelo sacrifício ou pelo aprimoramento íntimo, é possível que amemos profundamente a Jesus, mas é quase certo que ainda não nos colocamos, junto Dele, na jornada redentora.
Abençoemos, pois, a nossa cruz e sigamo-Lo, sem temor, buscando a vitória do amor e a felicidade eterna.

domingo, 2 de dezembro de 2012

REFLEXOS DA VIDA


Era uma vez um ancião que passava os dias sentado junto ao poço na entrada do povoado.
Um dia, um jovem se aproximou dele e perguntou:
- “Nunca estive por aqui. Como são os habitantes desta cidade?”
O ancião respondeu-lhe com outra pergunta:
- “Como eram os habitantes da cidade de onde vens?”
- “Egoístas e maus, por isso fiquei feliz de ter saído de lá.”
- “Assim são os habitantes desta cidade”, respondeu-lhe o ancião.
Pouco depois, outro jovem se aproximou e fez a mesma pergunta:
- “Estou chegando a este lugar. Como são os habitantes desta cidade?”
Como da vez anterior, o ancião devolveu a pergunta:
- “Como eram os habitantes da cidade de onde vens?”
- “Eram bons, generosos, hospitaleiros, honestos e trabalhadores. Tinha tão bons amigos que me custou muito separar-me deles.”
- “Os habitantes desta cidade também são assim”, respondeu o ancião.
Quando o jovem se afastou, um homem que levara seus animais para beber da água do poço e acabara por escutar a conversa, disse ao ancião:
- “Por que respondeste assim para estas duas pessoas?”
- “Veja” - respondeu ele – “cada pessoa carrega o universo em seu coração”.
“Quem nada encontrou de bom em seu passado, tampouco encontrará aqui.” “Ao contrário, aquele que tinha amigos em sua cidade, aqui também encontrará bons amigos.”
“As pessoas refletem o que existe em si mesmas. “Encontram, sempre, o que esperam encontrar.”

sábado, 1 de dezembro de 2012

CRISES


Certa vez, perguntei para um amigo... Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?
Ele simplesmente sorriu e me contou uma história...
Era um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe falou para ir ao céu; um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o paraíso.
Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá.
Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total.
A recepção não funcionava muito bem. A moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao Inferno.
E no Inferno, você sabe como é. Ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou lá e foi ficando.
Alguns dias depois, Satanás chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com São Pedro: - Você é um canalha. Nunca imaginei que fosse capaz de uma baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo!
Sem saber o motivo de tanta raiva, São Pedro perguntou, surpreso, do que se tratava.
Satanás, transtornado, desabafou: - Você mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está fazendo a maior bagunça lá. Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando.
O inferno está insuportável, parece o Paraíso!
E fez um apelo: - Pedro, por favor, pegue aquele sujeito e traga-o para cá!
Quando terminou de contar esta história olhou-me carinhosamente e disse: - Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno o próprio demônio lhe trará de volta ao Paraíso.
Problemas fazem parte da nossa vida, porém não deixe que eles o transformem numa pessoa amargurada.
As crises vão estar sempre se sucedendo e às vezes você não terá escolha.
Você não pode escolher as crises, mas pode escolher a maneira como enfrentá-las.
E, no final, quando os problemas forem resolvidos, mais do que sentir orgulho por ter encontrado as soluções, você terá orgulho de si mesmo.