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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

VOCABULÁRIO ESPÍRITA


Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.
Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.
Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.
Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.
Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.
Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente, estando apressado, não reclama.
Filhos: É quando Deus entrega uma joia em nossas mãos e recomenda cuidá-la.
Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.
Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.
Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.
Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.
Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.
Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.
Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.
Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.
Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.
Perdão: É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.
Obsessor: É quando o Espírito adoece, manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.
Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.
Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.
Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.
Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.
Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.
Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.
Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra; geralmente pior.
Pequeno dicionário para se entender mais profundamente o significado de algumas palavras muito importantes na vida de qualquer pessoa, explicado com o sentimento, sem a formalidade das regras gramaticais ou amarras filosóficas. Extraído do Livro “O homem que veio da sombra”.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

MUITAS VIDAS MUITOS MESTRES


Acredito que não somos somente humanos, nem mesmo seres humanos que eventualmente desfrutam de experiências espirituais, mas seres espirituais que têm experiências humanas.
Possuímos diversas dimensões que podemos vivenciar e das quais podemos usufruir.
Temos em nosso espírito, possibilidades acima do tempo e das limitações físicas e há muitas formas de entrarmos em contato com o Eu Superior que abrigamos.
Trata-se de caminho no qual quanto mais avançamos mais nos tornamos capazes de alcançar graus cada vez mais altos de espiritualidade.
Quanto mais profundamente nossa prática de meditação nos leva, mais nos distanciamos do plano físico, das aparências e tentações, da importância que damos às frustrações, aos rancores e ressentimentos e mais e mais nos envolvemos que este Eu Superior, com esta infinita capacidade em AMAR.
Por consequência em aceitarmos esta nova visão de vida e do mundo e compreendermos esse amor que está dentro de nós ao possuir esse dom tão precioso e repleto de beleza, nos sentimos seres dignos de ser amados e alcançar a felicidade.
Somos sim, seres luminosos e iluminados destinados à eternidade.
A espiritualidade que cura e trás esse equilíbrio é essa capacidade de amar e sermos amados.
É o que nos devolve ao mundo, munidos de habilidades impressionantes, menos sujeitos a inibições e constrangimentos.  O subconsciente é uma matriz de criatividade e de respostas intuitivas. Criatividade e intuição, duas fontes de realização, mas que, habitualmente, subestimamos ou mesmo reprimimos.
A verdadeira cura e o nosso verdadeiro equilíbrio dependem de nos reencontramos com nossa essência espiritual.
Sem a mágoa e o rancor trazidos de muitas e muitas brigas, ao longo dos anos de experiência conjuntas no pretérito, poluindo a capacidade de amar entre dois seres; muitos atritos aparentemente irreversíveis podem e devem ser resolvidos com uma declaração fraterna e incondicional de amor, com um abraço espontâneo e sincero dado do fundo do  coração ou da alma!
A Espiritualidade Maior está na maneira como a buscamos e de como estivermos preparados.
Voltados para o nosso íntimo somos responsáveis pelo nosso próprio aprendizado de paz, do perdão e do exercício incondicional do amor.
Ele não deve ser postergado fazendo com que percamos tempo por demais precioso para alcançarmos a felicidade que nos é destinada.
Não há outra maneira de aprender, a não ser nos conhecendo e transformando nossos medos em força e alegria, por intermédio do Perdão e do Amor.
Essa é a primeira e principal lição. Nossa tarefa no plano físico é aprender. Aprender no sentido mais amplo, mais ilimitado: Aprender a AMAR!
Amar e perdoar aos outros e a nós mesmos. Esse é o conhecimento que nos torna Divinos. O único que pode nos alimentar e nos oferecer realizações.
Você é muito maior que seu corpo, maior que sua mente. Você é um maravilhoso Ser de Luz e de Amor, Imortal e Eterno.
Você é maior que seus medos, do que sua ansiedade, seus rancores, suas preocupações.
Você é até mesmo maior que seu sofrimento.
Você está sempre rodeado de Amor, recebendo vibrações de um Amor que pode protegê-lo e confortá-lo. Que pode alimentá-lo e receber realizações.
E você pode sentir e até visualizar o Amor que lhe envolve. Pode reencontrá-lo nas profundezas de sua essência, na sua imensidão interior, de onde você sempre conseguir olhar o mundo e sentir-se capaz de torná-lo um lugar mais  feliz  para você e para os demais que comungam  de sua existência.
Apenas o poder do Amor!
Texto baseado no livro “Muitas vidas muitos mestres” de Brian Weiss. A história verdadeira de um famoso psiquiatra, sua jovem paciente, e as sessões de hipnose regressiva, que revelaram suas vidas passadas.

sábado, 8 de dezembro de 2012

ALFABETO EMOCIONAL



O Dr. Juan Hitzig estudou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas condutas e atitudes.
“Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos 5 trilhões de células que formam um organismo – explica -.
As condutas “S”: serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso, promovem secreção de Serotonina…
enquanto que as condutas “R”: ressentimento, raiva, rancor, reprovação, repressão, resistências, facilitam a secreção de CoRtisol, um hormônio coRRosivo para as células, que acelera o envelhecimento.
As condutas “S” geram atitudes “A”: ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.
As condutas “R” pelo contrário geram atitudes “D”: depressão, desânimo, desespero, desolação. 
Aprendendo este alfabeto emocional, lograremos viver mais tempo e melhor, porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento.
O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A ARTE DO MATRIMÔNIO


Qual será o segredo dos casamentos duradouros? Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão.
Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes.
Ele afirma que um bom casamento deve ser criado. No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.
É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. É lembrar de dizer “te amo” pelo menos uma vez ao dia.
É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns.
É estar unidos ao enfrentar o mundo. È formar um círculo de amor que una toda a família.
É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.
É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato.
É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.
É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.
É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.
É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.
É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.
É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente. Detalhes pequenos, mas importantes.
É saber dar atenção para a família do outro, pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.
É cultivar o desejo constante de superação. É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.
O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.
O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes um do outro.
O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

COMPAIXÃO


Só um coração tomado pela compaixão é capaz de experimentar Deus com consciência em um mundo em que há sofrimento. A compaixão é o amor do sábio!
Quando o sábio percebe o conflito, percebe o sofrimento acontecendo, ele sente dor no coração. E só um grande coração é capaz de sentir a dor e não sofrer, sentir a dor e não se contaminar com o conflito. Só um grande coração. É capaz de acolher, proteger sem querer aliviar, deixar o aprendizado acontecer, tendo fé em Deus, confiando na existência. Só um grande coração é capaz de perceber Deus por trás do sofrimento, sentir a dor e, ainda assim, ser capaz de amar. A compaixão é a forma mais sublime do amor que a humanidade conseguiu alcançar e a todo ser humano é possível experimentar.
Para que o nosso coração comece a experimentar a compaixão é necessário primeiro desenvolver em nosso interior uma qualidade, a aceitação. Aceitar é desejar profundamente sair da vida em conflito, perder se necessário, se entregar. O ego tem nos impedido. Uma vez um mestre me disse "Quando a gente perde, a gente ganha!" A nossa vitória não é vencer o conflito. A vitória da alma é se libertar do conflito. Só aceitando, só se libertando do conflito a compaixão começará a florescer dentro de nós.
Em compaixão experimentamos todo o nosso potencial de amor. Um amor que não se pode descrever, mas que se pode anunciar. Quando alguém nos olhar será Deus nos olhando, quando alguém chorar será Deus chorando, quando alguém sorrir será Deus sorrindo, quando alguém nos abraçar será Deus nos abraçando, quando sentirmos a fragrância da flor será o cheiro de Deus, quando sentirmos o espinho da flor será Deus nos chamando para aprender. Se aceitarmos e encontrarmos Deus nesta vida encontraremos Deus na outra.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O CÉTICO E O LÚCIDO


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro: - Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...

A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada pelo nosso CRIADOR. Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade. Como achar que não existe vida após o nascimento? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte! Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso. Aliás... "O que é vida e o que é morte?"

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A ARTE DE SER ALGUÉM


A solidão e a invisibilidade do ser caminham de mãos dadas. Sozinho é aquele que não aparece para os outros, que tem medo até de ser olhar no espelho, porque a própria imagem aparece como uma companhia inexistente.
Há pessoas que passam a existência em busca de aprovação, sem realmente estar nessa busca e sentem-se sempre como uma pálida cor no quadro da vida.
Elas querem ser vistas, amadas, apreciadas, mas não saem do lugar, ficam sempre à espera que um relacionamento haja.
Mas o que torna uma pessoa visível ou invisível aos olhos dos outros? Ninguém precisa ser importante no sentido de possuir coisas ou ser um ser extraordinário para que possa ser visto ou amado. Não são as outras pessoas que nos tornam visíveis ou invisíveis, solitários ou cercados de pessoas, somos nós.
Quando damos de nós, vamos deixando pedacinhos do nosso eu nos outros, de maneira que vamos nos tornando presentes e inesquecíveis. As pessoas sempre querem se aproximar daquilo que lhes faz bem, que é positivo, estão sempre voltadas para aquilo que vai valorizá-las de alguma forma.
Quem reclama que não se sente amada, não se sente procurado, que acha que passa pela vida como uma forma vazia e sem importância, deveria ver o mundo pelo outro lado da janela, de fora para dentro.
Faça o contrário, aja, ame, torne-se alguém pelo menos para alguém, seja aquilo que você gostaria que os outros vissem em você. Ninguém deve ter o poder de nos transformar, nós devemos ter o poder e a possibilidade de trabalhar do nosso interior para o exterior. Somos nós que nos construímos ou nos destruímos, que aparecemos ou desaparecemos.
As pessoas vêm em nós o que parecemos a elas. Elas não nos fazem, a menos que permitamos. Nós nos fazemos!
Se sentimos essa necessidade de sermos queridos e apreciados, queiramos e apreciemos. É impossível esconder uma luz numa noite escura e, creiam, o mundo atual é para muitos uma noite escura e sem estrelas. Sejamos então uma luz. E as pessoas com necessidade disso virão a nós.
Estaremos assim cumprindo nossa missão, daremos o que precisam e recuperaremos em nós o que precisamos para nos sentir inteiros e saciados.
Embora as pessoas façam parte da nossa história, elas não a escrevem. Nós o fazemos, com todos os instrumentos que temos ou aqueles que nos inventamos.
As marcas dos nossos passos só podem ser deixadas por nós mesmos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A SOLIDÃO


Há dias em que sentimos com mais intensidade o fardo da solidão.
À medida que nos elevamos, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentamos a solidão dos cimas e profunda tristeza nos dilacera a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriam conosco no parque primaveril da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que nos buscavam o aconchego nas horas de fantasia?
Onde se acolhem quantos nos partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras felizes do início?
Por certo, ficaram... Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contato da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.
Em torno de nós, a claridade, mas também o silêncio. Dentro de nós, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não sermos compreendidos.
Nossa voz grita sem eco e o nosso anseio se alonga em vão. Entretanto, se realmente subimos, que ouvidos nos poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os nossos ideais de altura?
Choramos, indagamos e sofremos. Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?
A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.
A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.
A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.
Não nos cansemos de aprender a ciência da elevação. Lembremo-nos do Senhor Jesus que escalou o Calvário, com a cruz aos ombros feridos. Ninguém O seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.
Não relacionemos os bens que, porventura, já houvermos espalhado. Confiemos no infinito bem que nos aguarda.
Não esperemos pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não nos esqueçamos que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo da Humanidade não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.
O sacrifício na cruz é a mas bela lição de resignação que o Mestre nos legou. Sem nenhuma imposição conclamou-nos: Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue a si mesmo e siga-Me. O que equivale a dizer que tomemos a cruz dos nossos sofrimentos com abnegação, e escalemos a montanha da ascensão espiritual, confiantes Naquele que nos fez o convite.
E, embora com os pés sangrando, ao chegarmos no topo do monte, depararemos com a planície florida e a estrada iluminada que nos conduzirá ao Mestre.
Recordemo-Lo, portanto, e sigamo-Lo. Se não temos conosco as marcas do testemunho pela responsabilidade, pelo trabalho, pelo sacrifício ou pelo aprimoramento íntimo, é possível que amemos profundamente a Jesus, mas é quase certo que ainda não nos colocamos, junto Dele, na jornada redentora.
Abençoemos, pois, a nossa cruz e sigamo-Lo, sem temor, buscando a vitória do amor e a felicidade eterna.

domingo, 2 de dezembro de 2012

REFLEXOS DA VIDA


Era uma vez um ancião que passava os dias sentado junto ao poço na entrada do povoado.
Um dia, um jovem se aproximou dele e perguntou:
- “Nunca estive por aqui. Como são os habitantes desta cidade?”
O ancião respondeu-lhe com outra pergunta:
- “Como eram os habitantes da cidade de onde vens?”
- “Egoístas e maus, por isso fiquei feliz de ter saído de lá.”
- “Assim são os habitantes desta cidade”, respondeu-lhe o ancião.
Pouco depois, outro jovem se aproximou e fez a mesma pergunta:
- “Estou chegando a este lugar. Como são os habitantes desta cidade?”
Como da vez anterior, o ancião devolveu a pergunta:
- “Como eram os habitantes da cidade de onde vens?”
- “Eram bons, generosos, hospitaleiros, honestos e trabalhadores. Tinha tão bons amigos que me custou muito separar-me deles.”
- “Os habitantes desta cidade também são assim”, respondeu o ancião.
Quando o jovem se afastou, um homem que levara seus animais para beber da água do poço e acabara por escutar a conversa, disse ao ancião:
- “Por que respondeste assim para estas duas pessoas?”
- “Veja” - respondeu ele – “cada pessoa carrega o universo em seu coração”.
“Quem nada encontrou de bom em seu passado, tampouco encontrará aqui.” “Ao contrário, aquele que tinha amigos em sua cidade, aqui também encontrará bons amigos.”
“As pessoas refletem o que existe em si mesmas. “Encontram, sempre, o que esperam encontrar.”

sábado, 1 de dezembro de 2012

CRISES


Certa vez, perguntei para um amigo... Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?
Ele simplesmente sorriu e me contou uma história...
Era um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe falou para ir ao céu; um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o paraíso.
Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá.
Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total.
A recepção não funcionava muito bem. A moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao Inferno.
E no Inferno, você sabe como é. Ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou lá e foi ficando.
Alguns dias depois, Satanás chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com São Pedro: - Você é um canalha. Nunca imaginei que fosse capaz de uma baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo!
Sem saber o motivo de tanta raiva, São Pedro perguntou, surpreso, do que se tratava.
Satanás, transtornado, desabafou: - Você mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está fazendo a maior bagunça lá. Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando.
O inferno está insuportável, parece o Paraíso!
E fez um apelo: - Pedro, por favor, pegue aquele sujeito e traga-o para cá!
Quando terminou de contar esta história olhou-me carinhosamente e disse: - Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno o próprio demônio lhe trará de volta ao Paraíso.
Problemas fazem parte da nossa vida, porém não deixe que eles o transformem numa pessoa amargurada.
As crises vão estar sempre se sucedendo e às vezes você não terá escolha.
Você não pode escolher as crises, mas pode escolher a maneira como enfrentá-las.
E, no final, quando os problemas forem resolvidos, mais do que sentir orgulho por ter encontrado as soluções, você terá orgulho de si mesmo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

SER FELIZ



Você pode ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz... Não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios.
Ser feliz não é uma obra do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
Ser feliz... É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma e agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
É não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesma.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar o marido, os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem...
Ser feliz... É deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe”!
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo, pois assim você será cada vez mais apaixonada pela vida.
E descobrirá que... Ser feliz... Não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância, usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesma!
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
E você é uma pessoa especial!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

EU POSSO





Posso ser útil a alguém.
Como posso ser inútil a quem não me convém?
Posso proporcionar alegria aos que me cercam.
Como posso ser indiferente, mesmo estando presente?
Posso fazer o bem sem olhar a quem.
Como posso fazer o mal olhando muito bem?
Posso ser feliz com o que tenho.
Como posso ser infeliz com o que não possuo?
Posso fazer com que a vida seja importante.
Como posso fazê-la insignificante?
Posso ser o que quiser.
Como posso não ser o que queria?
Posso tudo ou não posso nada.
Sou apenas o resultado do que eu posso.
Eu posso.