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domingo, 25 de novembro de 2012

BRIGAS DE AMOR





Se nos amamos, por que brigamos?
É difícil entender que um casal que se ama se desentende. Por outro lado, é freqüente ver casais que vivem brigando e não se deixam. Há uma explicação bem lógica para isso: o amor! O verdadeiro amor, que faz com que as pessoas continuem juntas apesar de todos os desentendimentos.
Porque amar é justamente saber aceitar as diferenças. Amar é aprender a superar desafios e fazer compromissos.
Quando nos apaixonamos por alguém, tudo é maravilhoso. Só vemos beleza, um diamante que brilha de todos os lados. Então, depois que os primeiros encantos passam, vamos conhecendo melhor a pessoa. E vemos que aquele diamante não era tão lapidado assim. O inverso acontece também, a visão que o outro tem da gente muda. Talvez por que tenhamos a mania de enfeitar um pouco no início, até que o hábito de estar juntos se instala e ficamos menos cuidadosos. E quando começamos a mostrar nosso verdadeiro eu e ver o verdadeiro eu da pessoa amada, então o relacionamento pode entrar em choque. Se houver amor, ele perdura; se não, ele acaba. É, por assim dizer, um teste de resistência: será que amamos tanto ao ponto de aceitar o outro do jeito que ele é? Os que se amam verdadeiramente aceitam-se, fazem compromissos; podem até não mudar completamente, mas se esforçam por amor ao outro.
Deus não nos fez iguais, Ele nos fez parecidos. Se fôssemos iguais, não precisaríamos da outra parte, nos bastaríamos de forma narcísea. Encontramos na nossa metade aquilo que precisamos e não temos. As diferenças tornam-se riquezas no relacionamento. E todo mundo sabe que o bom mesmo de uma briga é a volta. Poucas coisas são comparáveis ao prazer de estar nos braços de quem amamos depois de uma reconciliação.
O amor é algo que deve nos completar, ser uma extensão de nós; buscamos no outro o que nos falta e vice-versa. Brigas são normais e, por que não dizer, até mesmo positivas, se não forem em excesso. É a pitada de sal ou pimenta que dá um gosto especial a um relacionamento insosso e monótono.

sábado, 24 de novembro de 2012

PIPAS AO VENTO



Você já viu pipa voar a favor do vento?
Claro que não. Por mais frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar levada suavemente pelas mãos de alguma corrente. Nunca. Elas metem a cara, vão em frente.
Têm dessa vaidade de abrir mão da brisa e preferir a tempestade. Como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade. Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.
No fundo, todo mundo deveria aprender na escola a empinar pipas. Para entender, desde cedo, que Deus só lhes dá um céu imenso porque têm condições de alcançá-lo.
Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de realizá-los.
A pipa, também chamada papagaio de papel, pandorga ou raia, é um brinquedo que voa, baseado na oposição entre a força do vento e a força da corda segurada pelo operador.
Ela tem no vento o seu aliado, mesmo quando ele sopra em direção oposta. A pipa precisa do vento contrário para manter-se lá em cima.
Assim são as lutas da vida, companheiras que, tantas vezes, julgamos indesejáveis, que aparentam estar nos puxando para baixo e nos atrapalhando o caminho, quando na verdade, estão nos impulsionando para frente.
Os problemas encontrados na nossa caminhada nos mostram que chegou o momento de lutar ou, caso contrário, não encontraremos as soluções desejadas.
Não tenhamos a ilusão de que alcançaremos a felicidade futura sem esforço. As dificuldades fazem parte do processo de evolução de todos nós.
Problemas de saúde, na família, desentendimentos, desequilíbrios financeiros são mecanismos que as Leis de Deus nos oferecem para estimular-nos ao avanço.
Às vezes, as pequenas aflições encontradas no presente poderão servir de experiência para enfrentarmos uma grande adversidade que nos aguarda no tempo futuro.
Toda a vida é um processo contínuo de ação.
A luta é um desafio abençoado que a lei do progresso nos impõe.
Lutamos contra as nossas imperfeições, pela aquisição de valores morais elevados, por nos superarmos a cada dia no campo moral, ético, físico e intelectual.
Há lutas para defender os fracos, lutas contra preconceitos de diversos tipos, lutas pela paz, lutas para vencermos todos os problemas que nos afligem.
Sejamos como as pipas, que usam a adversidade para subir às alturas. Saibamos usar essas dificuldades para nos elevar e crescer na direção de Deus.
E que o nosso objetivo seja alcançar um céu de felicidade plena.
É necessário lutar em paz, alegremente, sabendo que os Bons Espíritos estarão lutando ao nosso lado em nome do lutador incessante que é Jesus, que até hoje não descansa nem desanima, embora permanecendo conosco.
Lutemos, pois, com entusiasmo, renovando as nossas energias, antes que as exaurindo, para que, longos, profícuos e abençoados sejam os nossos dias na face da Terra, quando terminar a nossa oportunidade de serviço e luta.
Enviado por Jorge do blog
Nectan Reflexões e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A LIVRARIA



O universo é uma imensa livraria. A Terra é apenas uma das suas estantes. Somos os livros colocados nela.
Da mesma maneira que as pessoas compram livros apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.
Outras, procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas, histórias de terror ou romances. Também é assim com as pessoas: há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance, seja profundo ou rasteiro.
Somos homens-livros, lendo uns aos outros. Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.
A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto. O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.
Também podemos ler nas páginas experientes da vida muitos textos de sabedoria. Depende o que estamos buscando na estante.
Podemos ver em cada homem-livro um texto impresso nas linhas do corpo.
Deus colocou sua assinatura Divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior é que descobre isso.
Só vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, quem descobre seu real valor, humano e espiritual.
Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes.
Que nas páginas de nossos corações possamos ter uma história de amor profundo.
Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal.
E que, sendo homens-livros, nós possamos ser a leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo.
A capa amassa e as folhas podem rasgar. Mas ninguém amassa ou rasga as ideias e sentimentos de uma consciência imortal.
O que não foi bem escrito poderá ser bem escrito mais à frente. Mas com toda certeza, será publicado pela editora da vida, na estante Divina.
Enviado por Roy Lacerda do blog
MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

VIVER COMO AS FLORES



Em um mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre: - Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. isso é viver como as flores.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CONHECIMENTO E SABEDORIA



Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.
O mestre disse-lhes: - Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé. Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.
No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.
O outro subia naturalmente a montanha. Quando chegaram ao topo um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.
Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega: - Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?
O companheiro respondeu: - Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de feijão.
É comum que se confunda Conhecimento com Sabedoria, mas essas são coisas bem diferentes. Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível.
O Conhecimento é o somatório das informações que adquirimos, é a base daquilo que chamamos de Cultura. Podemos adquirir Conhecimento sem sequer vivermos uma experiência fora dos livros e das aulas teóricas. Podemos nos tornar Cultos sem sairmos da reclusão de uma biblioteca.
Já a Sabedoria, por outro lado, é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação, da utilização dos conhecimentos previamente adquiridos. Para se ser Sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida. É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação. Deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado. Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo.
E isso não parece ser uma atitude muito sábia. Então, sejamos Sábios : vivamos, amemos e compartilhemos o que há em nossos corações!
E que saibamos cozinhar nossos feijões...
Enviado por Roy Lacerda do blog
MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

VIVENCIAR O DESERTO É MAIS DO QUE SENTAR-SE NUMA DUNA



Vivenciar o deserto existencial é muito mais do que sentar-se numa duna à espera do primeiro camelo em direção à civilização. A vivência do deserto existencial é uma experiência em que poucos homens e mulheres se encontram devidamente capacitados, internamente, para enfrentá-lo. Nesta dura vivência estruturante, ataques mentais, compulsões, tendências e manias remanescentes do fundo psicológico, mesclam-se entre si, criando um confronto que impele para a identificação comportamental que produz o retrocesso, a recaída e, em consequência, a tragicidade do aborto do novo homem, 100% redimido de um antigo modo de vida egocentrado.
No deserto, tempestades de ansiedade e medo são uma constante, as quais só podem ser superadas mediante um equivalente superior estado de percepção de si mesmo pela auto-observação meditativa. Dúvidas, crises de identidade, receios de estar perdendo o contato com a realidade, receios da caminhada até então ter sido algo puramente ilusório, também estão presentes no processo.
Aqui, a prática meditativa funciona como um "fio terra", um "fio de Ariane", o qual nos mantém firmes e comprometidos com o processo. Ocorre também a sensação de ter-se andando em círculos, de não ter saído sequer do momento iniciático.
Apesar de profundamente dolorosa, a vivência holística dessa experiência nos capacita para um maior conhecimento, muito mais apurado e profundamente esclarecedor quanto a natureza irreal pela qual vivemos durante décadas identificados como sendo nosso eu real. Em seu devido tempo, o profundo conhecimento dessa identificação ilusória, poderá se fazer nutritiva, como uma espécie de seta orientadora para outros que estejam próximos dos portais de semelhante experiência que se traduz em novos níveis de percepção e consciência.
No deserto, só o real sacia, portanto, tudo que é temporal é como colorida miragem a ser descartada. Aqui, a coragem para a ação do desapego é essencial. Abrir mão do insatisfatório conhecido para a incógnita do desconhecido, para o ego, é algo profundamente apavorante. De fato, por ser um momento profundamente angustiante, não raro, aqui muitos abortam o processo optando pelo conhecido, com suas pesadas correntes da escravidão servil, as quais são impostas pelos seus não enfrentados medos.
Outros, menos racionais, diante da incapacidade de fazer frente às suas profundas dores emocionais, infelizmente, acabam optando por uma atitude insana que tem por resultado, um estado de birra glorificada, a qual coloca fim numa conflituosa existência.
Para fazer frente a este doloroso momento de dores de parto, é imprescindível a consciência de que não somos o corpo, os pensamentos, as emoções e os sentimentos; é preciso a consciência de que somos muito mais que isso, de que somos a Consciência Observadora que se faz manifesta quando em meditação, quando em estado de inação e profundo silêncio.
Enviado por Jorge do blog
Nectan Reflexões e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CANTO SOLIDÁRIO



Meu sabiá canta como quem chora,
Diversas vezes na mangueira ao lado.
É como se ele conhecesse a hora,
Em que estou triste e ciente do meu fado.
Meu sabiá é mais que solidário,
Parece me mandar seguir em frente.
Conhece bem as contas do rosário,
Que, dia a dia, eu oro penitente.
Dia chegará meu doce passarinho,
Como você eu hei de ter meu ninho,
E fazer festa pro meu bem amado.
Então seu canto ressoará festivo,
Pois finalmente existirá motivo,
Para saudá-lo na mangueira ao lado.

domingo, 18 de novembro de 2012

COMEÇAR DE NOVO



Depoimento de um funcionário da Perdigão da cidade de Itajaí - SC, uma das mais afetadas pelas enchentes e desmoronamentos. 
Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério.
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento.
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos.
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dá-la a um garoto com hipotermia.
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome.
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água.
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas.
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até que naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar.
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates.
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome.
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas.
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos.
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia.
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias.
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto.
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora.
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração.
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo.
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos.
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão.
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele.
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus, vamos começar de novo.
É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente.
Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito.

sábado, 17 de novembro de 2012

PENSE POSITIVO



PENSE POSITIVO – insista no pensamento positivo A motivação vem do pensamento. Cada ação que temos é precedida por um pensamento que inspira essa ação. Mas, quando deixamos de pensar (devidamente), perdemos a motivação para agir. Eventualmente caímos no pessimismo e miserabilismo, e isto leva-nos a pensar ainda menos. E assim sucessivamente. Uma espiral descendente de negatividade e passividade, alimenta-se dela mesma como uma sanguessuga. Grande parte de nós passamos o nosso tempo de vigília em automático, como se estivéssemos a sonhar, onde esse sonho se desenrola sem a nossa consciência debitar o quer que seja. Fazemos mais um dia as mesmas coisas da mesma forma, com o mesmo ritmo, criticamos os outros e a nós mesmos com as mesmas frases, como se tivéssemos decorado o guião de uma peça de teatro e a fossemos recitando, dia após dia.
O REVERSO DA MEDALHA DOS NOSSOS HÁBITOS INSTITUÍDOS - Grande parte das nossas rotinas sedimentaram-se na nossa vida por nos serem úteis, por nos servirem e nos facilitarem a quantidade de coisas que fazemos. Sentimo-nos confortáveis a fazer aquilo que sempre fizemos, aquilo que nos é fácil, que fazemos sem ter que prestar atenção. Podemos chamar a este processo, os nossos hábitos instituídos. Até aqui, tudo muito bem! Mas, se alguns desses hábitos passaram a não ser adequados, prejudicam-nos, incapacitam-nos ou impedem de sentirmo-nos bem, de sermos apreciados pelos outros, de sermos aceites em sociedade, ou nos impedem de atingir os nossos sonhos e objetivos? Se nos toldaram a criatividade, a perspicácia, a vontade de aprender, de olhar a vida por outras perspectivas e alternativas?
Os nossos hábitos instituídos podem passar a ser a nossa maior dor de cabeça. Habituamo-nos a eles por um processo de repetição até chegarmos ao ponto de julgarmos que nós somos mesmo assim, que isso faz parte da nossa personalidade. Mas, nada poderia estar mais errado. Só julga ser assim porque fechou a janela das possibilidades, das alternativas, da consciência, de pensar acerca das coisas, das suas coisas, daquilo que quer e que não quer. Se continuarmos a percorrer os trilhos da vida num estado “adormecido”, muito provavelmente iremos atingir um ponto de cristalização do nosso pensamento, perdemos a flexibilidade de pensamento e criamos uma inclinação mental desadequada.
No exemplo seguinte, uma pessoa com uma inclinação mental para o pessimismo levantou-se de manhã pensando em arrumar e limpar a garagem. Na garagem, abre a porta e fica chocado por ver a quantidade de lixo e desarrumação. “Esquece isso” Diz o pessimista no maior dos lamentos. “Ninguém conseguiria limpar esta garagem num só dia!” Nesta situação e num estado mental de incapacidade, fecha a porta da garagem e volta para outra divisão da casa para fazer outra coisa qualquer.
Os pessimistas têm um pensamento de “tudo ou nada”, catastrófico e absolutista. Ou fazem as coisas de forma perfeita ou não fazem. O otimista enfrentando o mesmo problema, vamos dizer que até dissesse a mesma coisa: “Esquece isso”. Ninguém conseguiria limpar esta garagem num só dia!” Em seguida, ao invés de voltar para casa, o otimista continuaria a pensar. “Pronto, não consigo limpar toda a garagem, mas ainda assim, o que é que eu posso fazer?” Ele pensa durante um pouco, e tem a ideia de dividir a garagem em 4 seções e limpar apenas uma nesse dia. “Certamente consigo limpar uma seção, e se limpar uma parte por semana, certamente até ao final do mês consigo limpar toda a garagem”. Ao fim de um mês os cenários serão diferentes: O pessimista terá a garagem numa desgraça e o otimista uma garagem limpa.
O SABOTADOR INTERNO - O pessimista tem uma inclinação mental para pensar de forma desanimada ou que não consegue fazer nada, que as coisas não valem a pena, desiste de pensar positivo muito rapidamente. Na grande maioria da vezes o pessimista é um desistente crônico, foca-se nos piores cenários e não acredita que as coisas possam dar certo. A estes aspetos negativos do programa mental do pessimista podemos chamar de sabotador interno. É um sistema autoperpetuador de conexões entre as células cerebrais, uma presença neurológica que parece ser tão intrínseca a nós, que normalmente não temos consciência da sua influência. O sabotador interno é uma consequência da forma como você pensa acerca das coisas. Pode ser muito difícil desaprender aquilo que aprendeu e julga ser parte de você, mas é possível.
Sabemos que um músculo se desenvolve através do esforço repetido. Se você deixar de o usar, se parar de o exercitar, as conexões entre as células musculares irão enfraquecer. Assim, acontecerá com os vários aspectos da sua inclinação mental, do seu sabotador interno. Assim que você o identificar, e inibir essas ideias e comportamentos, as conexões entre as células cerebrais irão diminuir, perdendo a sua força, enfraquecendo a sua inclinação mental pessimista.
ESPECIALIZAÇÃO NEURONAL - O nosso cérebro especializa-se através de um processo de repetição d e comportamentos, através do reforço de grupos de redes neuronais. Na infância à medida que vamos enfrentando os desafios e dificuldades da vida, vamos colocando em ação algumas formas de lidar com as situações. Algumas destas estratégias funcionam e são retidas.
O sabotador interno nasceu. Por exemplo, se uma criança é criticada pelos seus pais, a estratégia de lidar com a situação pode ser agir “erradamente” dado que esta é a única forma da situação lhe fazer sentido. Ela irá desenvolver comportamentos “errados” para dar razão aos seus pais. Uma criança que é ignorada pode achar que só terá atenção quando está doente, assim, a doença, queixas somáticas ou pequenos acidentes tornar-se-ão num mecanismo de enfrentamento inconsciente. A criança “aprendeu” a ser um falhado, aceitar a crítica e a ter relacionamentos sem apoio. Estas estratégias, até podem ter funcionado na infância para diminuir a fúria da mãe, mas certamente serão disfuncionais na idade adulta. A dura realidade, é que estas estratégias tornaram-se a sua “especialização” desenvolvida para lidar com um conjunto particular de circunstâncias.
Lista de comportamentos autosabotadores desenvolvidos pelos mecanismos de lidar com as situações:
 “Eu assumo que vou falhar, por isso não tento.”
 “Eu comporto-me como se nada de bom me aconteça.”
 “Eu dificilmente confiarei em alguém.”
 “Eu critico os outros e acho que os outros me criticam.”
 “Eu acho difícil fazer amigos.”
 “Eu rejeito as pessoas que são boas para mim ou que me tentam ajudar.”
 “Eu evito confrontar-me com situações em que as pessoas me possam julgar.”
Este é apenas um exemplo como o nosso sabotador interno se desenvolve. Estas especializações infelizmente não ficam apenas na infância, podem sedimentar-se em qualquer altura da nossa vida. Tal como esta criança, também nós nascemos com a capacidade para aprender um conjunto quase ilimitado de respostas comportamentais. Importa referir, que a especialização neuronal formada pelas nossas reações a situações sobre as quais não temos controle, limita severamente as nossas opções.
Enviado por Roy Lacerda do blog
MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

JÁ É TARDE



Já é tarde! Não há mais tempo para se protelar atitudes novas.
Já é tarde! Perdeu-se muito do tempo disponível com as explanações e análises muito mais próximas da defesa de cada ideia do que da honesta medição de valores essenciais.
Num jogo de papéis atribuem-se poderes e sabedoria, estabelecem-se regras, organizam-se posturas... E desenvolve-se a sociedade.
Perde-se precioso tempo e a mais preciosa oportunidade cuidando do envoltório, relegando-se a segundo plano o conteúdo.
Mais uma vez aprimoram-se na apresentação do frasco para só depois atentarem para a sutileza do perfume.
Comparo ao frasco a apresentação da sociedade cada vez mais complexa, dinâmica até, porém cada vez mais distante do olhar sensível, necessário para que se torne mais fraterna, mais "humana".
O perfume que se encontra dentro deste frasco aguarda um olfato mais apurado para ser descoberto. São todas as criaturas agentes nesta sociedade o perfume bruto, a essência a ser manipulada. O olfato apurado é nossa consciência que necessita ser despertada.
Mas muito tempo já foi perdido nessa espera inerte e improdutiva. É momento de agir: despir-se de tantas cobranças inúteis, desvincular-se de tantos padrões massacrantes, desligar-se de tão equivocados valores... Enfim... Abrir-se para as verdades da alma que são baseadas na honestidade dos sentimentos, na despreocupação com os julgamentos alheios, na busca sincera do respeito e da simplicidade nas relações.
Para tal mudança, é necessário desviar o foco da "apresentação externa" para dirigi-lo com franqueza à "essência interna" daqueles que constroem essa sociedade e atribuir verdadeiros valores determinando aquilo que é supérfluo e aquilo que é essencial: convenções e atitudes; cobranças e responsabilidades; conforto e construção própria; competição e progresso; ordem e harmonia; egoísmo e liberdade; relatividade e eternidade; convivência e felicidade; medo e respeito; posse e amor; dependência e auxílio; relacionamentos e convivência equilibrada; o dispensável e o básico imutável.
 
Enviado por rreyfilho e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

QUER VIVER MELHOR?



1º Ter Objetivos de Vida - Uma pessoa sem objetivos é como uma folha seca ao vento. É levada para qualquer direção, em qualquer momento. Existem dois tipos de objetivos: os materiais e os espirituais. Os ligados à matéria são automóveis, joias, roupas, imóveis etc. E os espirituais são as conquistas de valores mais duradouros como, por exemplo: desenvolver a paciência, ter mais equilíbrio, ser mais otimista, entre outros. O planejamento é imprescindível para que todos os objetivos se concretizem.
2º Desenvolver a Autoestima - O amor próprio é a maior virtude que podemos ter. Quem não se ama leva uma vida amarga e espalha pessimismo ao seu redor. A busca de si é primordial para qualquer realização na vida. A virtude de ter autoestima pode garantir o prazer e a alegria de estar passando por este lindo Planeta.
3º Aprender a Utilizar a Mente - Temos um supercomputador capaz de realizações ilimitadas que está anatomicamente embutido em nosso crânio. Aprender a programá-lo é fundamental, pois através do poder da mente, geramos energias que dão forças para o dia-a-dia. Estas energias em forma de um campo eletromagnético também conhecida como aura, atraem o que desejamos, influencia pessoas, pode curar e principalmente materializar os nossos sonhos.
4º Ter uma Personalidade Agradável - Tratar bem as pessoas; aprender a colocar-se no lugar delas; chamá-las pelo nome; ser humilde; interessar-se por elas; saber ouvir e principalmente elogiar, reconhecer e respeitar; são atitudes que lubrificam as engrenagens do dia-a-dia e devem ser utilizadas para quem quer prosperar. São as pessoas que nos levantam e que, no alto, nos mantém. Criar relações desarmoniosas faz minar as energias celestiais contidas no coração, as quais poderiam ser canalizadas para grandes realizações.
5º Desenvolver a Persistência - O fracasso é o sucesso em processo. Desistir de um sonho é o mesmo que anunciar que está morrendo. A persistência é a mãe do sucesso. É ele que materializa os nossos sonhos. Mas é importante lembrar dos ensinamentos da oração: "Pai me dê forças para as coisas que eu posso mudar, serenidade para as que não posso e sabedoria para encontrar a diferença".
6º Ter Flexibilidade para Mudanças - A velocidade de mudança do mundo é algo assustador. Uma mente inovadora e criativa é fundamental para a sobrevivência, principalmente na vida profissional. O que deu certo no passado não garante mais o sucesso no presente. Devemos estar atentos e perceber que a vida é diferente a cada dia. Pessoas que estão fazendo as coisas do mesmo jeito que sempre fizeram estão ficando para trás. Mudar para melhor é a única saída.
7º Melhorar a Vida das Pessoas - Cada um de nossos pensamentos, palavras ou atitudes que envolve nossos projetos de vida, se estiverem embasados com o desejo sincero de ajudar as pessoas, recebe uma poderosa força cósmica que faz prosperar com muito mais intensidade tudo aquilo que nos propomos a fazer. Quando temos boas intenções, estamos automaticamente em sintonia com as Leis do Universo, sensibilizamos os Anjos e podemos construir com a segurança de prosperar.
8º Conhecer e usar os Dons e Talentos - Nossos dons e talentos são as maiores ferramentas que temos contra a pobreza e a falta de realização. A falta do auto conhecimento é a maior causa do fracasso, pois quem tem consciência dos verdadeiros dotes naturais pode produzir diamantes, pois já descobriu que sua alma é feita de um material superior. É como se Deus tivesse nos dito: "meu filho, você vai nascer na Terra e vai ser muito próspero, mas será necessário utilizar os seus dons e talentos". Mas quando Ele disse a palavra próspero, nós mergulhamos ansiosamente em direção à Terra e não terminamos de ouvir o restante da recomendação.
9º Trabalhar com Amor - Colocar amor no trabalho é essencial para o sucesso. Nunca vamos conhecer alguém bem sucedido que não tenha prazer no que faz, ou que trabalhe apenas por obrigação ou necessidade. Quem trabalha com amor está impregnando de vida, energia positiva e prosperidade tudo que toca. Realizar trabalhos com dedicação e amor é fazer jus à virtude de ser filho de Deus.
10º Conversar com Deus - Sentir a presença de Deus, independente da religião ou seita que se segue, é estar em contato com toda a abundância existente. Devemos saber entregar-nos a Ele, percebermos que somos abundantes por natureza e que a prosperidade é como um oceano, onde cada um pega o que o coração permite. E lembre-se: um coração livre, puro e bondoso é capaz de desfrutar de todo oceano, enquanto corações pobres e egoístas disputam para pegar baldinhos de água, se esquecendo que já têm o oceano. Esta é uma das principais atitudes que limita a humanidade a prosperar.
Enviado por Roy Lacerda do blog
MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O MILAGRE DA ENTREGA



Como páginas de um livro em branco vamos nos deixando impregnar das impressões que a vida nos empresta. Elas irão compor o cabedal de nossas experiências, fundamentarão nossa maneira de ser, justificarão nosso modo de agir. Mas somos responsáveis pela natureza e qualidade deste material impresso. E se assim é, deixa de ser este, um processo passivo pois se concretiza nos nossos embates do dia-a-dia.
Podemos, mais do que influenciar, definir as marcas impressas no nosso livro. Só não devemos fazê-lo por intermédio de nosso conteúdo mental. Ele só produzirá mais enganos. Devemos, antes, esquecê-lo, abrindo nossos mais íntimos canais de comunicação com as energias superiores. E eu não conheço outro meio de descerrar estas comportas que não seja o esquecimento de si. Mas como posso esquecer-me de mim, se estou comigo todo o tempo? Se este "eu" a quem não devo dar atenção sou "eu mesmo"?
Basta que não nos preocupemos, que não ocupemos a nossa mente com aquilo cuja solução não dependerá dela. Assim, o que chamamos de acaso virá em nosso auxílio.
E nós poderemos ver esta ajuda ainda que a denominemos "sorte" ou a julguemos "proteção".
O ato de "deixar-se ser" porque não se é "aquilo que se pensa ser", revela a entrega. E quando nos entregamos, a grande Sabedoria de Deus não encontra obstáculos para atuar sobre nós. E o faz livremente!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

PRISÕES



Quatro paredes se erguem diante de meus olhos. Quatro paredes se erguem rápida e "protetoramente" ao meu redor.
Quatro paredes que me isolam do mundo. Não vejo nada além de mim. Nada além de meus próprios pensamentos e sentimentos. Assim posso sentir até o meu pulsar, ler meus próprios pensamentos, conhecer meus próprios sentimentos.
As paredes que construo com a minha mente e meu desejo são paredes muito parecidas com aquelas que isolam do mundo as criaturas que não se encaixam na realidade dos outros. Paredes que cercam aqueles que aos olhos do mundo, devem se "olhar", se "sentir" e se "conhecer". Prisões materiais e prisões mentais.
Eu consigo até tirar algum proveito dessa "minha prisão". Mas será que os outros que se vêem impostos a uma prisão indesejada conseguem fazer isso?
Não! Com certeza, não!
E quando aprisionamos aqueles que convivem conosco através dos nossos olhos castradores e críticos, da nossa língua ferina e dos nossos atos prepotentes? Isso também é uma prisão que impomos a eles.
A prisão que descrevi antes é a prisão causada pelo nosso medo, nossa insegurança. É confortável construir essas paredes e nos isolarmos do "mundo" que nos desafia. Às vezes ela até nos ajuda no autoconhecimento, mas como nos conhecermos melhor se nada nos incomoda? Se nada nos desafia? Se não sabemos do que somos capazes porque nunca nos arriscamos?
E agora questiono, que serventia tem as "prisões" terrenas para os "excluídos" e "desajustados"?
É! Tudo isso para concluir que nenhuma espécie de prisão é boa; nem material, nem espiritual. Só a liberdade pode nos conduzir para algo melhor. Se conseguirmos ter a coragem de sermos livres, verdadeiramente livres, então seremos felizes e completos.
Enviado por rreyfilho.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

APRENDA COMO SE PERDOAR


É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra? Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo! Como você pode ser bom para outra pessoa? Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa?
Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo. Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, a nunca ser bom para si mesmo. Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado. Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes.
Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja hostil consigo mesmo. Assim você irá florescer. Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores.
Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele. Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.

domingo, 11 de novembro de 2012

OLHANDO MAIS ADIANTE



Caminhando pela vida há sempre aqueles dias em que decisões têm que ser tomadas, em que as escolhas são difíceis, as soluções não se mostram e parece que chuvas atrasam a sua marcha.
Há algumas situações onde tudo que você pode fazer é simplesmente deixar que elas aconteçam, e prosseguir reunindo forças, buscando outras direções que possam levá-lo a uma aurora.
É a hora de empacotar seus problemas e dar um passo à frente. Um processo de mudança muitas vezes é duro, mas pense na alegria que pode ser encontrada mais adiante se você for suficientemente corajoso.
Pode haver aventuras que você nunca imaginou apenas esperando na próxima curva. Desejos e sonhos podem estar bem perto da realização em formas que você ainda não consegue entender.
É possível que você encontre novas amizades que farão brotar novos interesses assim que você sair dessa mesmice.
Você poderá aprender que a vida oferece muitas opções e muitas formas de crescimento.
Talvez venha a conhecer lugares que nunca imaginou que existissem e veja coisas que nunca viu. Talvez viaje para maravilhosos e distantes mundos, pegando promissores atalhos pelo caminho.
Pode ser que você encontre calor, afeto e carinho, talvez um “alguém especial” que lá está para ajudá-lo a se equilibrar, ouvindo com interesse as histórias e os sentimentos que você quer compartilhar.
É possível que você se conforte ao perceber que há amigos que podem apoiá-lo em tudo o que você faz. Acredite que, seja qual for a sua decisão, eles poderão ser a escolha certa para você.
Então, vá dando um passo de cada vez, vivendo a vida um dia de cada vez. Há uma estrela mais brilhante lá no alto da estrada! Não olhe para trás. Você não está indo nessa direção!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A MORTE DE CADA DIA



Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós graduado em Marketing, dizia mais ou menos o seguinte:
“Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo. É a fronteira entre o passado e o futuro.”
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento, então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.
Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado, inferior.
E qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser.
Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos “infantilizados”.
Precisamos manter as virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade etc.
Então, o que você precisa matar em si ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser?
Pense nisso e morra! Mas, não esqueça de nascer melhor ainda!
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” (Fernando Pessoa)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

NA ESPERANÇA DE UMA NOVA AURORA



Solidificou-te as fibras da alma estorvando construção de um novo sonho? Caminhas vacilante sob a carga da inquietação?
Eleve o pensamento e medite. Recorra à prece! Tome fôlego e preste atenção!
Ainda há muito o que fazer. Atende o apelo de tua consciência, aceite suas boas sugestões e reflita: depois da noite vem o dia, depois da tempestade o sol volta a brilhar. São bem aventurados os que sabem esperar e sublimes os que continuam na luta sem esmorecer.
Ainda que carregues um fardo pesado, prossegue avançando, nem que seja um metro por dia, ao destino chegarás e a tua missão cumprirás. Portanto, continue com ânimo!
Na noite tuas lágrimas se enxugarão, o sono virá e o repouso se fará. Nos primeiros raios do sol matutino a esperança surgirá fortalecendo a tua fé.
A resposta à tua oração chegará suave a balsamizar-te as feridas internas e a renovar-te as energias.
Novos sentimentos desabrocharão em teu espírito, e teus braços se abrirão para atender ao chamado de uma nova aurora.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

PAI, COMEÇA O COMEÇO!



Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “Pai, começa o começo!".
O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos.
Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.
Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo, (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança.
Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.
Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza de que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.
O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado.
Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: "Pai, começa o começo!". Ele não só "começará o começo", mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus, para pedir, sempre que for preciso: "Pai, começa o começo!".

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A LUTA NOSSA DE CADA DIA



Ao estudar medicina constato que vivemos na iminência de morrer, que nosso corpo é na verdade um arsenal de 
armadilhas e falhas que poderiam facilmente nos levar à morte em poucos segundos, parecem apenas esperar determinado gatilho (estresse, má-alimentação, sedentarismo) para nos nocautear com um AVC. A morte nos espreita o tempo todo.
Digo isso porque todos nós certamente temos inúmeras variações anatômicas predisponentes às doenças mais diversas, somos invadidos constantemente por incontáveis tipos de microorganismos ávidos por colonizar nossos tecidos mais variados, sofremos quedas e machucados, ingerimos tóxicos, gorduras, e outras substâncias nocivas, sobrecarregamos nosso coração, rins, cérebro, fígado, isso sem falar em tantas outras mazelas que QUASE se instalam em nós a cada momento. E, apesar disso tudo, estamos todos aqui, vivos.
Porque será?
Eu não saberia responder com exatidão, alguns falam a respeito da eterna luta pela sobrevivência, pulsão de vida, instinto, energia vital, natureza, Deus... Seja o nome que for, penso que algo move cada célula do nosso corpo a lutar pela vida, a prosseguir, vibrar, defender, lutar, vencer, e isso nos mantém vivo dia-a-dia, mesmo que não queiramos, mesmo que não pensemos nisso, é algo inerente à nossa vontade, é automático, autônomo, uma energia que não nos pede permissão pra seguir adiante, apenas segue e nos mantém vivos.
Diante disso tudo, dessas micro-batalhas travadas a cada segundo dentro de nós, muitas vezes ignoradas, quase sempre impossíveis de se observar, muitas pessoas fazem pouco caso da vida que têm, reclamam, abaixam a cabeça, desistem, se entregam, têm medo de enfrentar o mundo. Eles não sabem a enorme força que têm dentro de si, não sabem o poder que cada célula tem e que cada célula exerce todo o tempo pra se manter, pra renovar, pra expulsar qualquer entidade que perturbe a ordem da vida e que possa prejudicá-lo.
Uma pessoa que não luta pela própria vida não sabe o valor que tem, mas precisa saber.
Quando estiver desanimado com as circunstâncias, lembre-se que seu organismo luta a cada instante pra mantê-lo vivo, que nenhuma célula se entrega, e que a batalha nunca acaba enquanto há vida. Pense que cada célula sua grita, seja um macrófago ou uma célula epitelial, ela se renova, mata invasores, se divide, e sacrifica a própria ‘vida’ por você, o tempo todo.
Então pense, o que você faz com o produto dessa luta?
Fonte:
http://mente-hiperativa2.blogspot.com.br/2012/03/luta-nossa-de-cada-dia.html?showComment=1333517292603#c827191555955408373
Recebido de Jorge do blog Nectan Reflexões e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CRENÇA NA POESIA



O amor é a única poesia que existe. Todas as outras poesias são apenas um reflexo dele. A poesia pode estar no som, pode estar na pedra, pode estar na arquitetura, mas basicamente esses são todos reflexos do amor, captados em diferentes veículos.
Mas a alma da poesia é o amor, e aqueles que vivem o amor são os poetas reais. Eles podem nunca escrever poemas, podem nunca compor uma música, podem nunca fazer algo que normalmente as pessoas consideram como arte, mas aqueles que vivem o amor, que amam completa e totalmente, esses são os poetas reais.
A religião é verdadeira se ela criar o poeta em você. Se ela matar o poeta e criar o pretenso santo, ela não é religião: é patologia, um tipo de neurose vestida com termos religiosos.
A verdadeira religião sempre libera a poesia, o amor, a arte, a criatividade em você, ela o deixa mais sensível. Você pulsa mais, seu coração tem uma nova batida, sua vida não é mais um fenômeno monótono e trivial. Ela é uma constante surpresa, cada momento abre novos mistérios.
A vida é um tesouro inesgotável, mas somente o coração do poeta pode conhecê-la. Não acredito em filosofia, não acredito em teologia, mas acredito na poesia.

domingo, 4 de novembro de 2012

CASA ARRUMADA



Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

sábado, 3 de novembro de 2012

TREINANDO O DESAPEGO



Vende-se tudoNo mural do colégio da minha filha, encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo o que se tem.
- Não é, não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo se entenda: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes, o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estavam vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e, em dez minutos, negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida...
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha que, na época, tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.
Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.
"Só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir. Quer dizer: Nada! Nem mesmo o nosso corpo nos pertence."
Enviado por Roy Lacerda do blog MomentoBrasil e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

MORTE. POR QUE MUITOS A TEMEM?


No início de novembro comemora-se no Brasil o Dia de Finados, feriado dedicado àqueles que já se foram de nossa convivência física. Por isso, nesta edição descreveremos alguns dos conceitos gnósticos sobre a espiral da vida e sua inflexão, conhecida como morte.
Provavelmente, a maior questão a que se propõem responder filósofos e religiosos é justamente sobre a transitoriedade da vida e o seu suposto fim.
Muitas pessoas veem na morte o fim de tudo; outras a veem como a conclusão de um ciclo; já outras se esquivam até de falar dela; para alguns ela é terrível; para outros a salvação; para muitos é transitória, antes de um novo nascimento. O fato é que a Morte é um dos maiores mistérios da Vida e, através de seu estudo, poderemos entender a chave da vida.
Samael Aun Weor, filósofo gnóstico do século XX, ensina que a morte é apenas uma etapa em muitas de nossas existências, através das quais temos a oportunidade de despertar a consciência.
Assim como não temos consciência da realidade de muitos dos fenômenos naturais e psicológicos da vida (como quando estamos dormindo, por exemplo), não temos consciência do que ocorre durante e depois da morte do corpo físico.
De acordo com os postulados gnósticos, para a maioria das pessoas três fenômenos cercam o completo desconhecimento do que é Morte.
O primeiro fenômeno está ligado ao Medo do Desconhecido, pois é impossível ter verdadeira experiência sobre o que ocorre após a partida deste plano físico, enquanto não se domina técnicas psicológicas como a Projeção Astral, ou o Acesso a Vidas Passadas, ou mesmo a Meditação Interior Profunda, ou ainda até que se estude (não apenas se leia) obras maravilhosas como o Bardo Todol – O Livro Tibetano dos Mortos; o Popol Vuh – O Livro Maia dos Mortos; ou mesmo o Livro Egípcio dos Mortos, todos verdadeiramente obras-primas da filosofia e da mística de antigos povos.
O segundo fenômeno que cerca a Morte diz respeito ao Apego. É impossível encarar com serenidade a Mãe Morte, como diziam os antigos gnósticos, enquanto não se desperta a consciência e não se constata a transitoriedade da vida, desapegando-se de tudo aquilo que entendemos como nossos afetos, nossos bens, nossos parentes, nossos títulos, nosso corpo físico, enfim, tudo que o Ego imputa como de propriedade de uma mente e de um conjunto de memórias que nos ligam a outras pessoas. Destaque-se, entretanto, que desapego não significa desamor, falta de consideração e agradecimento ou falta de reconhecimento pelas dádivas que a divindade nos brinda.
O terceiro fenômeno ligado à Morte refere-se ao Comodismo, ou seja, como ensina a Psicologia Gnóstica do Autoconhecimento, para que haja o novo é necessário que o velho se transforme, seja substituído, e quando falamos em corpo físico esta transição chama-se Morte. Como pode alguém encarar a morte com naturalidade, se mesmo em vida não quer mudar, não quer deixar o velho (os traumas, o passado) para trás, não quer Morrer em Si Mesmo e passar pela Morte Mística Psicológica, como ensina o Livro Egípcio dos Mortos?
Por isso, para os amantes da sabedoria iniciática, conhecidos como gnósticos, a Morte é algo inerente à vida, fazendo parte dela e constituindo-se apenas na visão “do lado de cá do muro” para aqueles que ainda não deixaram o corpo físico.
Nesta época de finados, em que lembramos nossos mortos, façamos uma reflexão interna parafraseando São Francisco de Assis, quando exortava sobre a Morte Mística de nossos defeitos psicológicos: “É morrendo que se nasce para a Vida Eterna”.
Sérgio Geraldo Linke, engenheiro e presidente da Associação Gnóstica de Brasília.
Fonte: Revista Holística de Qualidade de Vida, ano 8, número 92.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

COMO SE AMA?



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por uma conjunção estelar...
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem ou gosta do Caetano. Isso são só referências.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira como os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia ao sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo. Nem no gosto vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela, e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e mesmo assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama esse cara?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio, nem consulta no SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares. Generosos também. Bons motoristas, bons pais de família, tem muitos sim! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é...! Pense nisso...