É difícil
entender que um casal que se ama se desentende. Por outro lado, é freqüente ver
casais que vivem brigando e não se deixam. Há uma explicação bem lógica para
isso: o amor! O verdadeiro amor, que faz com que as pessoas continuem juntas
apesar de todos os desentendimentos.
Porque amar
é justamente saber aceitar as diferenças. Amar é aprender a superar desafios e
fazer compromissos.
Quando nos
apaixonamos por alguém, tudo é maravilhoso. Só vemos beleza, um diamante que
brilha de todos os lados. Então, depois que os primeiros encantos passam, vamos
conhecendo melhor a pessoa. E vemos que aquele diamante não era tão lapidado
assim. O inverso acontece também, a visão que o outro tem da gente muda. Talvez
por que tenhamos a mania de enfeitar um pouco no início, até que o hábito de
estar juntos se instala e ficamos menos cuidadosos. E quando começamos a
mostrar nosso verdadeiro eu e ver o verdadeiro eu da pessoa amada, então o
relacionamento pode entrar em choque. Se houver amor, ele perdura; se não, ele
acaba. É, por assim dizer, um teste de resistência: será que amamos tanto ao
ponto de aceitar o outro do jeito que ele é? Os que se amam verdadeiramente
aceitam-se, fazem compromissos; podem até não mudar completamente, mas se
esforçam por amor ao outro.
Deus não
nos fez iguais, Ele nos fez parecidos. Se fôssemos iguais, não precisaríamos da
outra parte, nos bastaríamos de forma narcísea. Encontramos na nossa metade
aquilo que precisamos e não temos. As diferenças tornam-se riquezas no
relacionamento. E todo mundo sabe que o bom mesmo de uma briga é a volta.
Poucas coisas são comparáveis ao prazer de estar nos braços de quem amamos
depois de uma reconciliação.
O amor é
algo que deve nos completar, ser uma extensão de nós; buscamos no outro o que
nos falta e vice-versa. Brigas são normais e, por que não dizer, até mesmo
positivas, se não forem em excesso. É a pitada de sal ou pimenta que dá um
gosto especial a um relacionamento insosso e monótono.























