Páginas

Mostrando postagens com marcador Roberto Crema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roberto Crema. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ATRITOS



Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela ideia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida. A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.
Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, DEUS fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de AMOR. DEUS deu a cada um de nós essa capacidade, a de AMAR...
Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e.os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento... E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE! Não existe outra forma de descobrir o AMOR. E sem ele a VIDA não tem significado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A VIDA RETRIBUI E TRANSFERE





“A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca; se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca “jogue uma bola na vida”, de forma que não esteja pronto para recebê-la. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir.aquilo que nós lhe oferecemos.” (Albert Einstein)Quando eu falo em espiritualidade, não estou me referindo a nenhuma igreja, a nenhuma religião particular, embora respeite todas.
Refiro-me à espiritualidade como fazia Einstein, apontando para uma vivência cósmica, ou ainda Fritjof Capra, que denominou seu último livro de “Pertencendo ao Universo”
Espiritualidade é uma consciência não-dual, uma consciência de participação da parte no Todo, que na essência é o amor, e que na prática é a solidariedade.
Uma pessoa que despertou para essa dimensão espiritual é uma pessoa que não se vê separada do OUTRO, da Comunidade e do Universo.
Eu pergunto: Em sã consciência você colocaria fogo no seu corpo?
Se você se sente não-separado do outro, você jogaria fogo em alguém que está dormindo num banco?
E se você se sente não separado da natureza, você iria empestiá-la, destruir ecossistemas por uma neurose de.progresso compulsivo?
Agora, testemunhamos o lado sombrio dessa religião do progresso a qualquer custo, progresso à custa da hecatombe?
Você empestiaria a natureza se você não se sentisse não-separado dela?
Sem sombra de dúvida.
Nestes últimos séculos temos investido de forma unilateral no mundo da matéria, e os frutos são notáveis! Sintetizados na tecnociência maravilhosa que dispomos.
A grande tragédia, entretanto, é que não houve praticamente nenhum investimento significativo no mundo da subjetividade, da alma, da ética, da consciência, da essência.
O resultado encontra-se nos noticiários tristes e apocalípticos de cada dia.
Escaladas de violência, guerras infindáveis, a exclusão desumana.de uma maioria que morre de fome, extinção em massa de espécies. Rota da colisão do ser humano com a natureza, e todo tipo de aplicações tecnológicas irresponsáveis.
O investimento maciço na alma é a única estratégia que poderá viabilizar a perpetuação com qualidade e dignidade de nossa espécie.
Antigas e esquecidas lições. “De que serve o mundo inteiro se você perdeu a sua alma? ...se você se perdeu de si mesmo? ...se você esqueceu do Ser que lhe faz ser?”
Felizmente, crise é também oportunidade de.crescer e evoluir.
Gosto de confiar que o ser humano será a maior descoberta do Terceiro milênio
"A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir tudo aquilo que nós lhe oferecemos. "(Albert Einstein)Roberto Crema é Escritor e Vice-Reitor da Universidade Holística da Paz, Brasília, DF.Enviado por Jorge do blog
Nectan Reflexões e foi aqui postado, por ser pertinente à proposta do Arca.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ESPIRITUALIDADE


Quando eu falo em espiritualidade, não estou me referindo a nenhuma igreja, a nenhuma religião particular, embora respeite todas.
Refiro-me à espiritualidade, como fazia Einstein, apontando para uma vivência cósmica,ou ainda, Fritjof Capra, que denominou seu último livro de “Pertencendo ao Universo”.
Espiritualidade é uma consciência não-dual, uma consciência de participação da parte no Todo que na essência é o amor e que na prática é a solidariedade.
Uma pessoa que despertou para essa dimensão espiritual é uma pessoa que não se vê separada do OUTRO, da Comunidade e do Universo.
Eu pergunto em sã consciência: você colocaria fogo no seu corpo? Se você se sente não-separado do outro você jogaria fogo em alguém que está dormindo num banco? E se você se sente não-separado da natureza você iria empestiá-la, destruir ecossistemas por, uma neurose de progresso compulsivo? Agora, testemunhamos o lado sombrio dessa religião do progresso a qualquer custo. Progresso, à custa hacatombe?
Você empestiaria a natureza se você não se sentisse não-separado dela? Sem sombra de dúvida. Nestes últimos séculos temos investido de forma unilateral no mundo da matéria e os frutos são notáveis! Sintetizados na tecnociência maravilhosa que dispomos.
A grande tragédia, entretanto é que não houve praticamente nenhum investimento significativo no mundo da subjetividade, da alma, da ética, da consciência, da essência. O resultado encontra-se nos noticiários tristes e apocalípticos de cada dia. Escaladas de violência, guerras infindáveis. A exclusão desumana de uma maioria que morre de fome, por uma minoria que morre de medo, extinção em massa de espécies. Rota da colisão do ser humano com a natureza e todo tipo de aplicações tecnológicas irresponsáveis.
O investimento maciço na alma é a única estratégia que poderá viabilizar a perpetuação com qualidade e dignidade de nossa espécie.
Antigas e esquecidas lições: De que serve o mundo inteiro se você perdeu a sua alma, se você se perdeu de si mesmo? Se você esqueceu do Ser que lhe faz ser? Felizmente... crise é também oportunidade de crescer e evoluir.
Gosto de confiar que o ser humano será a maior descoberta do Terceiro Milênio.