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sexta-feira, 21 de setembro de 2012



"A vida sem sonho não parece vida. Nós não aprendemos a sonhar. O sonho de sua vida tem a ver com você, com a criança que vive em você. Eu vejo! As pessoas projetam ambições no futuro e chamam isto de sonho. Algumas delas realizam as suas ambições e ao chegar ainda sentem falta, precisam de mais. Aquele que aprendeu a sonhar sabe que um caminho necessita ser feito para que o sonho se realize. Acontece que ele aprendeu e vive o sonho no presente, em cada passo que dá na direção. Aquele que aprendeu a sonhar e que sonha consciente, desperto, está preenchido e vive o sonho aqui e agora. O sonho na verdade é um pretexto para que se caminhe, que se relacione, que se aprenda,
para que a alma evolua e celebre. O sonho sou Eu, somos nós, é você! É cada um de nós caminhando com consciência."

sábado, 14 de janeiro de 2012

A CANOA E O MESTRE



Por um instante foi necessário desapegar-me dos livros e das escrituras, de tudo o que eu aprendi e vivi. Como uma canoa a beira do rio eles me ajudaram a fazer a travessia. Mas, ao chegar no outro lado da margem do rio, a canoa não poderia ir comigo. Ela se tornaria um peso que não seria mais necessário no caminho.
Quando eu encontrei a minha canoa na beira do rio nela estava um mestre. Sentado, me esperando! O mestre me acompanhou na travessia. Com o mestre eu aprendi muito. E ao deixar a canoa foi preciso deixar também o mestre. Não é fácil deixar o mestre. O mestre esteve comigo em momentos de luz e também em momentos de sombra. Choramos e rimos juntos. Criamos um vínculo muito forte. Deixá-lo à beira do rio, com a canoa, após a travessia? Eu pensava ser muito injusto. O mestre poderia pular da canoa comigo e seguirmos juntos. Por que? Porque não seguirmos juntos?
Eu pulei da canoa! Quando olhei para trás o mestre permaneceu sentado. Eu o chamei! Mais do que em todos os outros momentos, o mestre ficou em silêncio e manteve o olhar entre o riso leve e a lágrima suave. Então, eu percebi! O olhar do mestre era o olhar daquele que sentia a dor da partida, mas que também celebrava o momento. O mestre compreendia que era chegado o momento. E era importante que eu compreendesse, aceitasse ir. Esta aceitação deveria acontecer em mim. Eu sabia! O mestre estava pronto para voltar à outra margem e fazer uma nova travessia com alguém que também necessitava. Ele amava fazer isto. Eu também sabia que ele não sairia dali enquanto eu não compreendesse e aceitasse que somente deixando-o ir seria possível o florescimento do meu mestre interior.
Em nossa vida acontece. Muitas vezes continuamos presos a pessoas, a situações, a um modo de vida que nos serviu até então, mas que não é mais necessário. Permanecer neste estado atrairá dificuldades e sofrimento. É preciso mudar e muitas vezes pode demorar para perceber e para ter coragem.
Vejam que o problema não é a canoa, as pessoas, a situação ou o modo de vida. Somos nós que ainda não conseguimos viver sem. Nos acostumamos, nos acomodamos. Quando isto acontece é importante que não se olhe para a canoa, para fora, mas para si mesmo. O que nos prende à canoa? Eu sei! É difícil desapegar-se. A canoa pode ser uma canoa muito bonita, linda, cheia de história, lembranças e recordações.
Vejam também que quando se chega no outro lado da margem do rio, quando um ciclo se encerra, não se trata de negar e abandonar a pessoa, a situação, ou o modo de vida em si. É verdade! Há circunstâncias em que uma pessoa se vai, em que uma situação se desfaz, em que há uma mudança profunda no nosso modo de viver. Porém, isto deve acontecer de forma natural como efeito da alquimia do ser e da evolução da alma a partir das circunstâncias. Não de forma precipitada. A precipitação e o sofrimento que ocorre em consequência só evidenciam que não estávamos prontos para a liberação. A mudança deve primeiro acontecer no interior, no nível da alma, para que, então, haja a liberação. A liberdade que até o último instante não conseguimos de forma lúcida perceber. Mas, só até o último instante.
Eu segui o caminho e o mestre se foi. A liberação aconteceu e eu ganhei um grande amigo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CARÊNCIA



Quando algo falta em nós, quando estamos em estado de falta, estamos carentes, nos tornamos dependentes desta falta e fazemos um monte de besteiras para supri-la. O ego se torna 'patrão' e até se faz de vítima para conseguir o que quer, faz de tudo para saciar esta falta, como se fosse possível. Isto tem acontecido no mundo. No caminho para estabelecer a nossa CONEXÃO INTERIOR, o primeiro passo é tornar-se consciente deste estado de falta, tornar-se consciente da nossa sede.
A nossa sede não deixará de existir. É impossível. A nossa sede deve ser fonte de criatividade. O amor é infinito, Deus é eterno, o nosso potencial é ilimitado. Acontece que quando estamos em estado de falta não estamos conectados com a energia criadora, mas, sim, com a energia que destrói. E destruímos, primeiro, a nós mesmos. Depois as nossas relações. E por fim o mundo, a nossa casa.
Quando eu era criança, minha mãe me dizia que Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo dia ele foi descansar. É verdade. Cabe a nós continuar o processo de criação, cada vez mais de uma forma evoluída, conectados e a sede não pode acabar. Através da nossa CONEXÃO INTERIOR o estado de falta deve se transformar nesta sede, nesta sede de amar, de criar, de promover a Vida, de experimentar, de se encontrar ...